Governantes não estão acima da lei
1 de novembro de 2011 às 13:38 | ComentarNinguém está acima da lei. Mas, quem é ninguém?
O que é a lei? Qual é a verdade?
Para deslegitimar o ato de estudantes da USP, que se postaram contra a presença da polícia militar no campus universitário, o governador Geraldo Alckmin sentenciou: “Ninguém está acima da lei”, sugerindo que o ato dos estudantes seria fruto de uma tentativa de obter uma situação especial perante outros cidadãos pelo fato de serem estudantes. Aliás, na sequência, os debates na mídia se voltaram para este aspecto, sendo os estudantes acusados de estarem pretendendo se alijar do império da lei, que a todos atingem.
Minhas “Estantes”
30 de outubro de 2011 às 17:22 | 5 ComentáriosComentando a realidade da Literatura potiguar, Lívio evocou o peso dela em suas estantes.
Isso me fez lembrar das estantes em minha vida.
Três cartas sobre polícia e FHC na USP
30 de outubro de 2011 às 10:13 | Comentar1) Prezados Colegas!
Novamente o arbítrio e a violência policial em nosso espaço de trabalho! As razões são de muitas naturezas e as práticas nada condizentes com as funções fundamentais para uma democracia ampliada e contínua necessária aos desafios postos em nosso tempo. De um lado, acontecimento terrível, mas corriqueiro na cidade rompe com os princípios universais que regem a vida universitária nos diferentes países. Espaço de liberdade para invenção, experimentação e de práticas políticas que estimularão novas possibilidades de organização da vida social, pela crítica do viver no tempo presente.
Notícias do Pará
27 de outubro de 2011 às 13:26 | ComentarAndo sumido daqui porque em viagem de trabalho (Belém, PA). Estou participando do Fórum de Graduação do IFCH/UFPA. Integrei a roda de debate (espécie de mesa-redonda) “Projeto pedagógico e Licenciatura” e fiz a palestra “A Licenciatura hoje: limites e desafios”. O pessoal da UFPA é ótimo e Belém tem uma paisagem muito bonita (mangueiras, rio, praças, prédios da Belle Époque). Recomendo a todos.
Deverei estar em Natal entre 18 e 22 de novembro. Participarei de mesa-redonda no FLIPIPA sobre o livro de Marcos Moraes (Câmara Cascudo e Mário de Andrade – Cartas, 1924/1944) e integrarei banca examinadora de uma Dissertação de Mestrado em História, na UFRN, sobre o Tropicalismo. Informarei mais sobre a última atividade depois.
SEREIAS
25 de outubro de 2011 às 13:41 | Comentários desativadosouvir a voz
medo
nave no cós
cedo
adivinhar
tudo
pra caminhar
mudo
de vez saber
pouco
e descaber
louco
te tatear
ego
fogo atear
cego
dar-nos prazer
dosar
nos desfazer
gozar
dizer ouvir
nome
o ir e vir
some
Ser ditador é…
21 de outubro de 2011 às 9:08 | 3 ComentáriosO noticiario sobre a morte de Khadaffi salienta a breguice de seus trajes.
Qual a diferença entre procedimentos ditatoriais e execução sumária?
Jabuti, Cascudinho, Mário
19 de outubro de 2011 às 18:50 | 5 ComentáriosNão sei como repercutiu na Imprensa potiguar em geral, o SP não comentou especificamente que o Prêmio Jabuti na área de Teoria e Crítica Literária saiu para Marcos Antonio de Moraes, que coordenou a edição anotada da correspondência entre Câmara Cascudo e Mario de Andrade (o título do livro é Câmara Cascudo e Mário de Andrade – Cartas, 1924-1944, editado pela Global). Esse trabalho, muito bem cuidado, retoma, amplia e aprofunda o esforço pioneiro anterior de Veríssimo de Melo (Cartas de Mário de Andrade a Luís da Câmara Cascudo, publicado pela Villa Rica), primeiro organizador de uma edição parcial dessa correspondência. Marcos Antonio de Moraes foi além daquela experiência anterior, principalmente por possibilitar acompanharmos o diálogo efetivo entre os dois, abrindo perspectivas muito importantes para a compreensão de sintonias e diferenças entre aqueles importantes nomes da modernidade brasileira. Ele pesquisou principalmente no Instituto de Estudos Brasileiros (IEB/USP) e no Ludovicus – Instituto Câmara Cascudo e o volume inclui expressiva iconografia. Certamente, é uma referência clássica, desde já, para o estudo sobre os dois epistológrafos.
*******
Do editor
Marcos, Woden Madruga comentou hoje em sua coluna na Tribuna do Norte. A foto acima vem acompanhada do texto “Mário Andrade e Natal: uma ótima relação”, de Rostand Medeiros (aqui). Abaixo o texto de Madruga:
Natal no UOL
18 de outubro de 2011 às 13:21 | Comentar
Saiu notícia (aqui) deprimente sobre jovem empresário espancador de mulheres. Dinheiro não impede boçalidade masculina – nem feminina, é claro
Crimes precisam ser registrados, criminosos devem sofrer julgamento e, se culpados, punição, com indenização para as vítimas.
Natal merece ser noticiada por assuntos melhores.
CRUELDADES
10 de outubro de 2011 às 8:25 | 2 Comentáriosa crueldade das touradas
salta aos olhos em silêncio
correr correr para nada
espetado espetado
panos que atraem e enganam
elegância de quem mata
morte espetacular
sem escapatória
por vezes compartilhada
carne doada a pobres
que ganham salário mínimo
denunciar as touradas
inclusive onde não há
nomear uns inspetores
que impeçam a prática
concurso direitos todos
salário mínimo
Pós para professores da rede pública
30 de setembro de 2011 às 22:56 | ComentarLi notícia sobre apoio do Ministério da Educação para professores da rede pública cursarem pós-graduação (mestrado e doutorado) EM UNIVERSIDADES PRIVADAS.
Repito a informação:
Li notícia sobre apoio do Ministério da Educação para professores da rede pública cursarem pós-graduação (mestrado e doutorado) EM UNIVERSIDADES PRIVADAS.
Apoiar a pós-graduação de professores da rede pública é ótimo. Não entendi o espírito da coisa: apoiar em universidades privadas.
Notícias de Paris
30 de setembro de 2011 às 11:46 | 2 ComentáriosLula, doutor honoris causa, ao vivo de Paris
“A educação passou de 3.9% do PIB para 5%, e a presidenta Dilma se comprometeu a elevar para 7% até 2014″ #OrgulhoLula
Lula e classes sociais
29 de setembro de 2011 às 13:30 | ComentarComo se sabe, o termo “classes” foi usado para designar grupos sociais desde a Roma antiga, com um sentido mais próximo de ocupações, áreas de atuação. Os filósofos iluministas tornaram a questão mais densa, englobando rendimento, modo de vida, cultura – Voltaire, Montesquieu e Rousseau têm ótimas passagens sobre isso. Marx e Engels pegaram o conceito num contexto da Economia Política que os clássicos ingleses tinham inventado e eles criticaram (quer dizer, retomaram visando a sua superação sem que a desprezassem em nenhum momento). Em Marx e Engels, classes são grupos estruturais da sociedade, ligados de diferentes formas à propriedade, à produção e ao poder. A sociologia norte-americana tendeu a transformar classes sociais em grupos de renda e consumo.
Mídia e ódio de classe
28 de setembro de 2011 às 22:28 | 14 ComentáriosRecebi a seguinte mensagem, que repasso:
É OU NÃO É ÓDIO DE CLASSE?
Imprensa brasileira foi à França reclamar de premiação a Lula
Não pode passar batido um dos momentos mais patéticos do jornalismo brasileiro. Acredite quem quiser, mas órgãos de imprensa brasileiros como o jornal O Globo mandaram repórteres à França para reclamar com Richard Descoings, diretor do Instituto de Ciência Política da França, por escolher o ex-presidente Lula para receber o primeiro título Honoris Causa que a instituição concedeu a um latino-americano.
ANOTAÇÕES
21 de setembro de 2011 às 13:39 | 5 Comentáriossol vendo estrelas
a dor de vê-las
veia veneno
correndo dentro
verbo sem erva
sem verba serva
grito da alma
pedra na palma
outro poder
contra o que der
calo do dia
palavra ardia
cova vizinha
rinha nem linha
FURTA COR NATAL
18 de setembro de 2011 às 9:36 | 11 Comentárioshorizonte invisível
ar de ednar
meia luz anil
de anne
meio dia asfalto
underground quando foge
nana nina
todos são pardos
ferida brilho
em cima da areia
trevas da cidade
nise denísia
toda cidade
rio grande da noite
Lançamento de “Rimbaud ETC” em São Paulo
17 de setembro de 2011 às 11:04 | ComentarAmigos e amigas: Convido todos e todas para o lançamento dos livros RIMBAUD ETC., de minha autoria e dedicado a História e Poesia, e VER HISTÓRIA – O ENSINO VAI AOS FILMES, coletânea que organizei junto com o Dr. Alcides Freire Ramos e que reúne análises de filmes e suas conexões com problemáticas do Ensino de História. Detalhes sobre local, data e horário estão indicados no anexo. Haverá um pequeno espetáculo musical e literário (canções francesas em português, canções brasileiras em francês, poemas franceses traduzidos para o português) e será servido vinho.
Abraços
11 de agosto – Ver o outro
12 de setembro de 2011 às 14:11 | 2 ComentáriosAssisti ao noticiário televisivo sobre os dez anos dos atentados de 11 de agosto de 2001. Respeito muito a dor alheia e não endosso atos terroristas porque vitimam pessoas que não são responsáveis pelos desmandos dos governos contra os quais aqueles atos se voltam. Mas percebi que o noticiário apenas reforçava a imagem de vitimização dos EEUU, sem qualquer preocupação de explicar o contexto daqueles atos nem com populações civis de outros países que sofreram atentados similares, muitas vezes sob fogo norte-americano ou por ele apoiado.
Não pretendo inverter o jogo daquele noticiário para simplesmente demonizar os EEUU. Tenho grande admiração por aspectos da alta cultura norte-americana, considero Melville, Faulkner, Pollock, Hopper, Gershwin, Hendrix, os quadrinhos e os filmes musicais conquistas mundiais da sensibilidade. Mas não confundo essas conquistas com violências praticadas pelo apa relho de estado ianque, de Hiroshima/Nagasaki à condescendência em relação ao racismo mais deslavado.
Quando Barack Obama diz que NÓS derrotamos crise econômica, comunismo e terrorismo, nada explica. De qual comunismo ele fala. Daquilo que existiu em URSS e bloco ou do que se alega sobreviver em China e Cuba? Nada vejo de comunismo (poder popular, efetivo igualitarismo, fim de explorações) nisso aí! Quem são os NÓS que os derrotaram? O Capitalismo? Relembro os escravos bolivianos em São Paulo e seus similares asiáticos ou africanos no mundo do euro, sem esquecer dos chicanos nos EEUU. NÓS é um mundo sem jaça?
Em meus sonhos (eu tenho um sonho, como Martin Luther King), desejo um mundo onde os limites nacionais sofram auto-crítica e os alcances dos outros (outras nações, outras raças, outras religiões, outras culturas) sejam valorizados.
Rememorar o 11 de setembro de 2001 pode ser ocasião para nos superarmos, ao invés de um ritual de ressentimento.
TEMPO
11 de setembro de 2011 às 18:48 | 1 Comentáriomäos nos cacos
sangue muro
a duraçäo da passagem
quase inevitável
se fazer
em teus olhos tudo
o sangue dos muros cascas
relaçöes interrompidas
outros possíveis
todos
amanhä
porque ontem hoje
Até os cegos podem ver e compreender o que está em curso na Líbia
31 de agosto de 2011 às 9:14 | 1 ComentárioPor Domenico Losurdo – de Roma
Doravante mesmo os cegos podem ver e compreender o que está em curso na Líbia:
1. O que se passa é uma guerra promovida e desencadeada pela OTAN. Esta verdade acaba por se revelar até mesmo nos órgãos de “informação” burgueses. No La Stampa de 25 de Agosto, Lucia Annunziata escreve: é uma guerra “inteiramente externa, ou seja, feita pelas forças da OTAN”; foi “o sistema ocidental que promoveu a guerra contra Gaddafi”. Uma peça do International Herald Tribune de 24 de Agosto mostra-nos “rebeldes” que se regozijam, mas eles estão comodamente instalados num avião que traz o emblema da OTAN.











