Grupo de Ciranda “Caiana minha, caiana tua, caiana nossa” (Foto do site http://www.flickr.com/photos/naza)
Do alto de uma serra na Zona Rural do município de Alagoa Grande, a
comunidade quilombola Caiana dos Crioulos se ergue, cultivando
elementos insubstituíveis de sua história marcada por tradição,
resistência e luta. A comunidade, nacionalmente reconhecida como um
dos 33 legítimos quilombos paraibanos, segundo a Fundação Cultural
Palmares, preserva a garra, a cultura, os costumes e a força de suas
mulheres. Terra da líder sindical Margarida Maria Alves e de Jackson
do Pandeiro, Alagoa Grande materializa no Caiana dos Crioulos,
aspectos culturais que o tempo não deixou esquecer.
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Olhares sobre narrativas visuais
7 de março de 2012 às 14:18 | 4 ComentáriosA editora da Universidade Federal Fluminense acabou de lançar o livro OLHARES SOBRE NARRATIVAS VISUAIS, organizado por Alberto Gawryszedwski. O livro inclui os seguintes ensaios:
OS GÊNEROS CINEMATOGRÁFICOS NAS RELAÇÕES ENTRE O CINEMA E A HISTÓRIA.
Alexandre Busko Valim
IMAGENS DEMONÍACAS NO ÂMBITO DO NEOPENTECOSTALISMO BRASILEIRO – Alfredo
dos Santos Oliva
FOTOGRAFIA E AS DIMENSÕES VISUAIS DO PRIVADO E DO PÚBLICO NA TRAJETÓRIA DE
IMIGRANTES LIBANESES NO RIO DE JANEIRO (1900-1950) – Ana Maria Mauad
IMAGENS A CÉU ABERTO: A produção visual de imigrantes portugueses em
Niterói no século XX – Possibilidades de interpretação – Andréa Telo da
Côrte
ICONOGRAFIA ESCOLAR: Algumas Imagens Para Conversas Sobre As Juventudes -
Aristóteles Berino
DOIS FOTÓGRAFOS ALEMÃES EM TERRAS AMERICANAS: Hugo Brehme e Theodor
Presing – Carlos Alberto Sampaio Barbosa
JEAN-BAPTISTE DEBRET E A FAMÍLIA TAUNAY: Arte e Política entre a França e
o Brasil do Século XIX – Elaine Dias
IMÁGENES DEL DEMONIO EN LA CULTURA VISUAL NEOGRANADINA - Jaime Humberto
Borja Gómez
REITERAR A DOR? Ditadura no Brasil em Ensino de História, Memória e Cinema
(Batismo de sangue) – Marcos Silva
IMAGENS DE IMIGRANTES JAPONESES NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – Mariléia
Franco Marinho Inoue
UM ACERVO FOTOGRÁFICO DA UERJ: história de como se faz uma universidade em
processos curriculares amplos - Nilda Alves, Maria da Conceição Soares
OS CAMINHOS DO PROGRESSO CIENTÍFICO NAS IMAGENS DA ILUSTRAÇÃO BRASILEIRA
(1876-1878) E ILUSTRAÇÃO DOBRASIL (1876-1880) – Sílvia Maria Azevedo
MEMÓRIAS AFETIVAS E PERTENCIMENTOS NO DOCUMENTÁRIO CONTEMPORÂNEO – Tânia
Montoro
PINTAR O PASSADO DA REPÚBLICA: Imagens da Independência da Colômbia,
séculos XIX-XX – Yobenj Aucardo Chicangana-Bayona
Ponderações (mas nem tanto)
6 de março de 2012 às 23:19 | ComentarTem colunista de jornalão que procura justificar bobagens ditas apelando para a autoridade de Nelson Rodrigues.
Aviso I aos navegantes: Nelson era escritor, dos bons, dotado de poética própria. Quando falava sobre homens e mulheres, navegava no oceano dos possíveis, não no imediato de provocações rasteiras.
Aviso II aos navegantes: faz tempo que prostituição não é ocupação prioritariamente feminina, periga ter mais homem que mulher no ramo.
Perdão, leitores.
Exposição e debate “Para onde vai a Grécia?”
6 de março de 2012 às 11:43 | 2 ComentáriosAmigos e amigas:
Recebi, do coletivo francês “Socialisme maintenant”, o seguinte convite, que repasso:
Prezado (a) camarada:
Convidamos você a participar da exposição e debate com Kouvélakis Stathis, filósofo: “Para onde vai a Grécia?”, sabado, 17 de março, 2012 às 14h. Sinta-se livre para fazer circular este convite.
Local: Paris 12 (Metrô)
Livraria L’Emantipation
(Altura da Rua Crozatier 43)
Metrô Reuilly Diderot ou Ledru Rolin
São Paulo sofre ameaça
1 de março de 2012 às 9:25 | ComentarO pré-candidato à prefeitura de São Paulo José Serra afirma que, se eleito prefeito, cumprirá mandato inteiro (FSP, 1º de março de 2012). Antes, foi eleito prefeito da mesma cidade e renunciou para sair candidato a governador. Depois, já governador, renunciou para se candidatar à presidência. Se eleito para presidente, renunciria para se candidatar a quê – papa ou secretário geral da ONU?
Isso não é promessa! Isso é grave ameaça! Chamem os bombeiros!
Educação: a luta (de classes) continua
26 de fevereiro de 2012 às 9:51 | ComentarRecebi a indicação de um link conservador sobre Educação. É instrutivo para quem pensa que luta de classes é coisa do tempo de Stálin.
Vista
25 de fevereiro de 2012 às 8:13 | 2 Comentáriosquando a noite acaba
pode ser dia
pode ser que nada
registro nas unhas
tentativa de ser
durante o amor
cada vontade
palavra em lata
um na outra
abandono
caminho
mas
Pensamento e ação de Marilena Chauí
22 de fevereiro de 2012 às 8:51 | ComentarPor Ivani Cardoso
Mais do que prestar homenagem a uma figura ímpar no cenário acadêmico brasileiro, o livro Diálogos com Marilena Chauí exibe em cada um dos textos, de Marilena e de seus colegas, uma maneira única de operar com o pensamento. Dialogar com Chauí é dialogar com nosso povo, com nossa história, com nossa política.
Longe da poltrona (Lamarca, o coração em chamas)
18 de fevereiro de 2012 às 9:54 | ComentarCena do filme Lamarca, com Paulo Betti
O cartaz de divulgação desse filme inclui um logotipo muito sugestivo, também usado na apresentação (título que antecede os créditos na abertura) da obra: o nome de Lamarca recortado sobre uma bandeira do Brasil. A imagem evoca a bandeira nacional ao vento, bandeira estraçalhada, uma identificação entre Brasil e Lamarca.
Somos todos gregos
17 de fevereiro de 2012 às 8:54 | 2 Comentários{Tradução de Marcos Silva no final}
Amigos e amigas:
Recebi o seguinte convite-manifesto para ato de apoio ao povo grego, a ser realizado em Paris:
Samedi 18 février 14h Trocadéro
Appel international
Trajet/parcours: Rassemblement à 14h sur le Parvis des Droits de l’Homme (métro Trocadéro) Puis manifestation vers l’ambassade de Grèce (manifestation déclarée en préfecture)
* Appel international * Evénements en France * ParisNous sommes tous des Grecs
Quand un peuple est attaqué ce sont tous les peuples qui sont attaqués. Le 10 février, le gouvernement non élu de la Grèce a adopté un nouveau plan d’austérité monstrueux et destructif, qui a été approuvé par le parlement grec (199 députés contre 101) le 12 février. Avec ce nouveau plan d’austérité, le salaire minimum est diminué de 22% et gelé pour trois ans, les conventions collectives sont tout simplement supprimées, il y aura 15 000 licenciements dans la fonction publique et 150 000 postes seront détruits par non renouvellement… Le peuple grec est en train de se soulever courageusement contre cette politique de terreur sociale. Dans le silence assourdissant des médias, les manifestations se multiplient ainsi que les grèves générales malgré la violente répression. Les Grecs ont besoin de la solidarité internationale et y font appel.
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Caí no Mundo e não sei como voltar
12 de fevereiro de 2012 às 22:49 | ComentarPor Eduardo Galeano
Jornalista e escritor uruguaio
O que acontece comigo é que não consigo andar pelo mundo pegando coisas e trocando-as pelo modelo seguinte só por que alguém adicionou uma nova função ou a diminuiu um pouco…
Não faz muito, com minha mulher, lavávamos as fraldas dos filhos, pendurávamos na corda junto com outras roupinhas, passávamos, dobrávamos e as preparávamos para que voltassem a serem sujadas.
Shopping é lugar de preto
12 de fevereiro de 2012 às 11:36 | ComentarA FSP de 12.2.12 noticiou manifestação no Shopping Higienópolis (“Grupo antirracismo faz protesto surpresa no Pátio Higienópolis”). O jornal informa: “Assustados, frequentadores correram para as lojas e muitas delas fecharam as portas entre as 16 e 17h”.
O jornal não fala em atos agressivos, depredação nem coisa parecida. Informou-se até que, para a Assessoria de Imprensa do shopping, “a manifestação foi pacífica e apenas observada de longe pelos seguranças”. O que assustou, portanto, foi a presença dos negros naquele lugar.
Tornar-se EEUU (Rastros de ódio)
10 de fevereiro de 2012 às 14:39 | ComentarAssistir a esse filme é estar diante de um inventário do faroeste, dirigido por um dos maiores Mestres desse gênero cinematográfico – John Ford -, que se apropriou de Ilíada e Odisséia (os grandes clássicos de Homero, que narram a Guerra de Tróia e o retorno de Ulisses a sua terra de origem) para falar sobre a grandeza e a miséria do tornar-se EEUU. Nele, cruzam-se grandes temas da História desse país: a Guerra de Secessão, a conquista do oeste, o extermínio – ou, ao menos, reclusão – dos índios em determinadas áreas, a definição de identidade nacional.
Ai Hay Hai
7 de fevereiro de 2012 às 22:27 | 7 Comentáriosai cai hay hai kai
meu espelho espelho meu
ai se eu te hai kai
Ser Alguém (A hora e vez de Augusto Matraga)
7 de fevereiro de 2012 às 10:27 | Comentar(Para Deífilo Gurgel, Grande Alguém)
Guimarães Rosa abre o conto “A hora e vez de Augusto Matraga” com uma definição de seu personagem principal:
“Matraga não é Matraga, não é nada. Matraga é Esteves. Augusto Esteves, filho do Coronel Afonsão Esteves, das Pindaíbas e do Saco-da-Embira. Ou Nhô Augusto – o homem – nessa noitinha de novena, num leilão de atrás de igreja, no arraial da Virgem Nossa Senhora das Dores do Córrego do Murici.”
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Em busca do sagrado coração da nação (Central do Brasil)
2 de fevereiro de 2012 às 9:55 | ComentarO filme Central do Brasil aborda fim e começo de vidas, talvez o fim-começo de vidas: a idosa professora aposentada Dora (elogiado desempenho de Fernanda Montenegro, indicada para o Oscar de Melhor Atriz por ele) cuida do menino órfão Josué (bonita estréia do ator Vinícius de Oliveira), até que o jovem encontre sua família; e o Brasil, tão sofrido em violência e miséria – mas dotado de potencialidades. Isso se dá a partir de um país metropolitano, violentamente degradado (o mundo da estação ferroviária Central do Brasil, o caos citadino do Rio de Janeiro), contraponto ao país interiorano povoado por gente boa (os carinhosos irmãos de Josué, Isaías e Moisés, interpretados pelos ótimos atores Matheus Natchergaele e Caio Junqueira). Nesses termos, o filme configura um retorno do Brasil a si mesmo, um bom caráter extraviado, reconduzido à linha, desvencilhando-se dos acidentes de percurso a que a modernidade urbana o levara.
Viva Luís Damasceno!
31 de janeiro de 2012 às 10:48 | 3 ComentáriosAmigas e amigos:
Estou me dirigindo a pessoas que conhecem o significado humano, intelectual e político de Luís Damasceno em Natal e no mundo.
Conheci Luís quando eu passava da adolescência para a idade adulta. Frequentávamos o Cine-Clube Tirol e eu ia à Livraria Universitária, onde ele trabalhava (e que ele dinamizava com sua presença cultural e até física). Eu começava a ler materiais mais adultos de literatura, descobria um pouco de ensaísmo sobre literatura e cinema, espiava com medo os textos sobre filosofia e política. Luís foi uma espécie de alfabetizador para mim em termos de localizar livros nas estantes da livraria, identificar materiais que poderiam me interessar (e que, em minha pobreza de então, eu poderia planejar para adquirir). E me emprestou muitos livros, que devolvi.
2 ou 3 coisas sobre um poema
1 de dezembro de 2011 às 15:23 | 3 ComentáriosExistem uma dicção e um vocabulário clássicos, marcados por solenidade adequada. Mas a métrica foi substituída pela multiplicidade de ritmos. O classicismo é quase citado porque o mundo onde ele nos surge é outro. E pode haver aprendizado recíproco nesse contato entre antes e agora. Somos diante de uma evocação clássica e de uma contemporaneidade da leitura igualmente marcadas pelo estranhamento: onde estamos?
Lembranças da Cooperativa Cultural da UFRN
30 de novembro de 2011 às 11:36 | 3 ComentáriosSou amigo muito antigo de Luís Damasceno, acho que ele é meio culpado pelos caminhos que segui na vida adulta (estudar História, ter posturas de esquerda muito heterodoxas, escrever).
Minha ligação com a Cooperativa Cultural da UFRN passou por ele. Sempre fui bem recebido pelos funcionários e lancei vários livros lá. E gostava de ficar zanzando entre as prateleiras, conversando com outros visitantes, comprar uns livros. Hoje em dia, Natal possui outras livrarias de porte. Durante muito tempo, a Cooperativa era a melhor e penso que ainda continua a ser uma das melhores. Além de desempenhar um papel fundamental no campus.
E se a presidenta fosse lésbica?
28 de novembro de 2011 às 9:16 | 4 ComentáriosUm deputado, cujo nome não mencionarei em respeito às crianças presentes na sala, fez fortes insinuações sobre a identidade erótica de Dilma Roussef, com o álibi de combater a cartilha anti-homofobia.
Lições elementares de Lógica:
1) Combater a cartilha anti-homofobia é defender a homofobia. É defender aquele pessoal que espanca e mata gays.











