Três visões contemporâneas sobre Câmara Cascudo

19 de janeiro de 2012 às 21:38 | 3 Comentários
Por Nelson Patriota

Talvez o principal traço que distinga as pessoas da nossa modernidade tardia seja a pluralidade de papéis que elas são levadas a exercer ao longo da vida, pelas razões as mais diversas. Mário de Andrade traduziu essa pulsão ao ecletismo numa síntese conhecida: “Eu sou trezentos, sou trezentos e cinquenta”. Por trás da sentença, havia, latente, o propósito de explicar por que ele enveredou por tantas searas do saber, da crônica à poesia, do romance à antropologia, do folclore à medicina, da música à epistolografia e mais.

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Para não esquecer de dizer Enélio de Lima Petrovich

12 de janeiro de 2012 às 21:48 | 1 Comentário
Por Nelson Patriota

O Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, fundado em 29 de março de 1902, leva uma vantagem qualitativa incontornável sobre os seus similares: a prevalência do tempo. Mais antiga instituição cultural em atividade no Estado, ele se reveste de uma legitimidade que só o tempo é capaz de conferir, sem demérito para os demais.

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A educação dos sentidos em “Habitar teu nome”

7 de janeiro de 2012 às 18:22 | 1 Comentário
Por Nelson Patriota

O quanto um título significa num volume de poesia, além de simplesmente nomeá-lo? É de supor que muitos poetas o utilizem tão somente como um recurso de identificação, uma mera formalidade que pouco interfira na estrutura e no espírito do livro. No caso específico da poesia de Marize Castro, isso parece acontecer, se se pensa, por exemplo, em seu mais recente trabalho, “Habitar teu nome”, lançado no apagar das luzes de 2011.

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Lembrança de uma ideia machadiana de Natal

22 de dezembro de 2011 às 10:42 | 3 Comentários
Por Nelson Patriota

O comércio sempre soube converter valores em dinheiro, projetos em dívidas, sonhos em hipotecas. E a queixa que transparece no “Soneto de Natal”, de Machado de Assis, revela que esse saber dista de outros tempos, mais nervosos que os correntes. E não é preciso lembrar as crises que oxigenam os noticiários da mídia, que já não engana ninguém no seu propósito de consagrar a má notícia como sinônimo de notícia. E quem duvida que um cidadão atordoado por um bombardeio constante de notícias (más) é um cidadão menos crítico, menos atento ao que convém a ele próprio?

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A terapia pelo livro, segundo Ronaldo Brito

12 de dezembro de 2011 às 13:00 | 1 Comentário
Por Nelson Patriota

Foto: Hans-von-Manteuffel

Quando visitou a redação do jornal cultural “O Galo”, na Fundação José Augusto, em outubro de 2001, o cearense/pernambucano Ronaldo Correia de Brito era um festejado teatrólogo inspirado na cultura popular nordestina, “a nossa maior mina, o nosso subsolo de petróleo”, como ele a definiu em entrevista que deu a nós, àquela época, e que foi publicada em novembro daquele ano nas páginas de “O Galo”. O contista, porém, já dissera a que viera, pois seu livro “As Noites e os Dias” começava a trilhar um caminho de reconhecimento crítico e de êxito popular.

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O brilho farto da literatura de espetáculo

7 de dezembro de 2011 às 22:19 | 9 Comentários
Por Nelson Patriota

Escritor Miguel Sousa Tavares e o jornalista Woden Madruga no Flipipa 2011

A literatura e seus valores contemporâneos viraram moeda miúda por esses dias que se sucederam ao Festival Literário da Pipa-Flipipa e ao Encontro de Escritores de Língua Portuguesa-EELP. Com direito às estrelas mais luminosas da constelação das letras brasileiras e portuguesas, os dois encontros não deixam de apresentar muitos pontos em comum. Um deles, mas não o menos importante, a importância de discutir o próprio fazer literário como uma extensão da obra autoral.

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Matusalém e outros judeus assediados por demônios

3 de novembro de 2011 às 11:20 | 1 Comentário
Por Nelson Patriota

Décimo volume de contos publicado por Isaac Bashevis Singer em inglês, em 1985, e lançado no ano passado no Brasil pela Companhia das Letras, na tradução de Alexandre Hubner, “A Morte de Matusalém e outros contos” é dessas obras diante das quais de pouco vale se tecer elogios exaltando suas incontáveis qualidades, sua prosa objetiva e certeira, seu ritmo sempre em crescendo, seu uso inteligente e original da rica tradição judaica.

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Narrativas de Pablo Capistrano namoram o fantástico

18 de outubro de 2011 às 17:46 | Comentar
Por Nelson Patriota

Dos três contos que compõem “É preciso ter sorte quando se está em guerra”, novo livro de Pablo Capistrano, dois seguramente se filiam “espontaneamente” ao gênero fantástico. Referimo-nos a “A Escada de Jacó” e “O Sutra do Girassol”. “Saudades do amor”, porém, guarda um clima que, embora se desenrole em terreno realista, resvala ao fim numa fronteira tão indistinta que irmana seu personagem à mesma grei dos protagonistas das narrativas fantásticas já aludidas.

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Rimbaud nas fronteiras da crítica e da história

9 de outubro de 2011 às 18:20 | 4 Comentários
Por Nelson Patriota

As formas de traduzir o poema “Le Bateau ivre”, de Arthur Rimbaud, parecem tão infinitas quanto suas interpretações. A “imaginação tradutória”, que às vezes insiste em contentar-se com o óbvio, outras vezes pode escorraçá-lo porta afora para convocar o seu sucedâneo mais inesperado. Como quando alguém resolve traduzir “Une saison à l’enfer”, do mesmo poeta, por “Uma cerveja no inferno”, eludindo o óbvio que seria “uma estação no inferno”ou algo mais ou menos análogo.

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Romance de Robert Walser antecipa universo kafkiano

2 de setembro de 2011 às 16:11 | Comentar
Por Nelson Patriota

Se o adjetivo “kafkiano” está definitivamente incorporado ao nosso tempo para designar tudo que recaia no terreno do insólito ou do suprarreal, então vale a máxima borgiana de que determinados obras produzem automaticamente seus predecessores. O romance “Jakob Von Gunten: um diário”, de Roberto Walser, se enquadra, por foros legítimos, na classe de obras que anunciariam o advento de Franz Kafka.

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Ciranda de amores fáceis na terra de Kafka

15 de agosto de 2011 às 11:17 | Comentar
Por Nelson Patriota

Há uma crença bastante arraigada na tradição literária de que o exótico, o estranho, o não familiar, constitui uma forte motivação para a criação de ficção. Daí que a viagem ― busca do desconhecido ―, exerça um fascínio quase unânime entre escritores, o que resultou numa modalidade muito específica de escritura, que é a literatura de viagem. É ocioso citar exemplos porque eles estão para aonde quer que voltemos o olhar curioso e indagador.

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Livro alinha Renard Perez ao romance de formação

8 de agosto de 2011 às 15:14 | 1 Comentário
Por Nelson Patriota

Vinte e oito anos depois da sua segunda edição, que portava a chancela da Editora Civilização Brasileira em parceria com o Instituto Nacional do Livro, sai agora, em terceira edição, o livro “Começo de caminho: o áspero amor”, de Renard Perez, agora chancelado pelo Instituto Pró-Memória de Macaíba e a editora mossoroense Sarau das Letras, e tendo na capa um belo trabalho gráfico do artista plástico Dorian Gray. O prefácio é assinado por Clauder Arcanjo, enquanto as orelhas têm a marca de Valério Mesquita. A nós coube a revisão e a atualização ortográfica da obra.

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Sobre um capítulo faltante na nossa história literária

2 de agosto de 2011 às 15:00 | 2 Comentários
Por Nelson Patriota

Que fim levou o romance “Os Mortos”, de Henrique Castriciano, cujos dois primeiros capítulos foram publicados na Revista do Centro Polimático, entre 1920 e 1921, conforme registra Otacílio Alecrim em seus “Ensaios de Literatura e Filosofia” (1955)? Fato curioso é narrado por Otacílio, reportando-se à conversa que teve com o poeta de “Mãe”, então enfermo. Diz ele que, ao comentar seu livro, Castriciano observou: “No romance, se puder concluí-lo, terminará o espírito vencendo a matéria; mas, na vida do autor, persiste a matéria em vencer o espírito”. Remata Otacílio: “Infelizmente, daí em diante, o Dr. Henrique não fez senão ‘morrer’ com o seu próprio romance”.

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A propósito de mais um Dia do Escritor

22 de julho de 2011 às 16:23 | Comentar
Por Nelson Patriota

Por Nelson Patriota

Com a irreverência que lhe deu quase tanta notoriedade quanto suas caçadas africanas, o escritor Ernest Hemingway não resistiu a criticar seu próprio ofício quando perguntado, certa vez, sobre o que deveria fazer alguém que planejasse ser escritor: “Digamos que ele deva enforcar-se, por descobrir que escrever bem é difícil a ponto de ser impossível. Então, ele deveria ser retirado da forca impiedosamente e forçado por si próprio a escrever o melhor que possa para o resto de sua vida. Pelo menos terá, como ponto de partida, a história do enforcamento”.

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valter hugo mãe e a polêmica sobre o ato de criar

19 de julho de 2011 às 11:09 | 2 Comentários
Por Nelson Patriota

Uma das estrelas da 9ª Festa literária Internacional de Paraty, RJ, que terminou domingo passado, o angolano valter hugo mãe é mais uma dessas revelações que Portugal se encarrega de irradiar para a literatura lusófona de nossos dias e que começa a se fazer conhecido entre os leitores brasileiros, graças ao lançamento de seus romances “A máquina de fazer espanhóis” (Cosac Naify) e “O remorso de baltazar serapião” (34).

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Um Bloomsday para não se perder de vista

13 de junho de 2011 às 18:43 | 9 Comentários
Por Nelson Patriota

Para espanto geral da tribo, Natal e Dublin têm um encontro marcado nesse 16 próximo, quando se comemorará (é quase ocioso repetir) mais um Bloomsday, o famigerado Dia de Bloom em sua peregrinação sacroprofana pelas ruas, bares, bordéis, mas também igrejas, praças e colégios de uma Dublin que o irlandês James Joyce estratificou em seu romance “Ulisses”.

Como das vezes anteriores, as comemorações ficarão por conta do professor e poeta Chico Ivan (foto), esse incansável intérprete do mestre irlandês, e que autografará seu novo livro, que vem a ser uma tradução do “Anfion”, poema dramático do francês Paul Valéry.

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Razões e desrazões da norma que se quer culta

6 de junho de 2011 às 16:57 | 1 Comentário
Por Nelson Patriota

O português falado no Brasil é, conforme se sabe, língua em que a fala e a escrita apresentam grandes discrepâncias. Basta que se atente para as intermináveis discussões havidas entre brasileiros e portugueses em busca de um ponto de vista comum que anulasse as diferenças de timbre e de grafia que separam cada vez mais os falares deste e daquele lado do Atlântico. O acordo ortográfico firmado em 1990 e já em prática no Brasil continua a esperar que os portugueses decidam adotá-lo. Mas as perspectivas parecem cada vez mais adversas a essa unanimidade.

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Um museu de Praga que os guias evitam

1 de junho de 2011 às 21:35 | 2 Comentários
Por Nelson Patriota

Os programas e os guias de turismo o ignoram a favor de atrações mais ao gosto da modernidade de um setor que se pretende realista. A esse propósito, não faltam atrações à Cidade Velha, como o Castelo de Praga, o Relógio Astronômico da Praça da Cidade Velha, o Quarteirão Judaico, a Catedral de São Vito, os Jardins Reais, a Ponte São Carlos sobre o Rio Moldau, rio, aliás, navegável por esta época do ano.

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Visita a Berlim sob luz de primavera

20 de maio de 2011 às 18:36 | 1 Comentário
Por Nelson Patriota

Se o turismo costuma ser uma experiência de surpresas e admirações, pelo inusitado da paisagem e das particularidades culturais e físicas de uma determinada cidade ou região, essa experiência resulta em dobro quando alimentamos expectativas bem fundamentadas sobre o que ela nos reserva. Deu-se algo assim comigo, numa viagem recente de dez dias pelo Leste europeu, começando por Berlim.

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Um romance kafkiano de Haruki Murakami

15 de maio de 2011 às 21:33 | Comentar
Por Nelson Patriota

A carreira do adjetivo “kafkiano” na literatura contemporânea parece não ter limites. Sua presença se faz sentir nas mais diversas latitudes.

E a literatura japonesa não se constitui uma exceção a essa tendência. Nas 570 páginas de “Kafka à beira-mar” (Alfaguara, 2008, Prêmio Kafka 2006), de Haruki Murakami, em tradução de Keiko Gotoda direto do japonês, o tema tipicamente kafkiano do estranhamento do mundo é de uma constância ininterrupta.

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AGENDA

  • O dia em que os manicacas caem na folia

    Prévia da troça Manicacas no Frevo ocorre hoje, com concentração às 18h no Bar de Pedrinho, no centro da cidade.

    aqui

  • Lançamento da Palumbo será hoje na Quinta Viva do Samba, no Centro Histórico

    Por Sérgio Vilar
    NO DIÁRIO DO TEMPO

    Todas as quintas-feiras têm sido motivo de samba no pé e boemia no Centro Histórico. E hoje não será diferente. O grupo Arquivo Vivo se iniciou timidamente no Buraco da Catita, subiu a ladeira até as adjacências do Beco da Lama para tocar de graça no Bar de Fátima e hoje ganhou a simpatia do público em frente ao Bar de Nazaré, onde fincou “morada” em mesa postada no meio da rua e sob as bênçãos de São Jorge. A partir das 19h o som começa. Tudo de graça e no gogó.

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  • Os vencedores do Prêmio Hangar 2012

    O Prêmio Hangar de Música 2012 promoveu uma solenidade à altura da importância conquistada pelo premiação nestes dez anos. Uma verdadeira celebração da música potiguar.

    aqui

  • OUTROS EVENTOS

POESIA

    Vagalume da Paz
    04-02-2012 às 8:12 - 2 Comentários
    Por Romana Alves

    Vaga vagalume
    Venha em cardume
    O mundo está escuro!
    Vire luz
    Traga paz

    COMENTÁRIOS

    • Tácito Costa: Sr. Paulo. Grato pelo alerta. Não tiro nenhuma vantagem pessoal desse trabalho. Não temos anúncios e nem patrocinadores e apoiadores monetários. Move-me somente o desejo de democratizar o acesso ao conhecimento. Vamos continuar. Somos favoráveis a cópia sem fins lucrativos. - Viajantes e apaixonados em transe
    • Anne Guimarães: Um poema ensolaradamente gris em tons de azul.... A vida simples e sagrada de quem encontra no mar a sua honra, a sua luz. Admiro tudo que eleva a vida de um pescador.... Lindos versos, bela vida natural potiguar! :) - Tarrafas
    • Anne Guimarães: Poeta Anil.... Sempre bom ler seus poemas.... Ouvir sua voz, receber sua alma.... "Abracei novas incertezas /Sussurro, nem sempre é gozo/ Só o agora é urgente" afff mexeram aqui dentro, rsrs. Esse também é o papel da poesia, motivar, emocionar, contar aquilo que a gente não disse , mas viveu ou vive - em silêncio - na quietude dos sentimentos mais intensos.Você sabe bem o que isso significa, vive poesia e respira versos na beleza do cotidiano sagrado. Beijos,querida! :) - Fio de luz
    • Anchieta Rolim: ...só o agora é urgente...Belo poema, Ednar. - Fio de luz
    • Anne Guimarães: Querida poeta-flor! ô coisa lindaaaa.... Lembrei agora de um poema de Carlos Nejar para sua filha Carla, em um dos versos sábios ele diz: " é no simples que as coisas são completas." É isso mesmo, quanto mais simples, mais doce, mais prazer nessa vida breve vida. Estarei sempre contigo, menina! Suas palavras serenas me mostram que - de uma forma ou de outra - é especial cada segundo de leitura aqui. Beijos no espírito. :) - Vagalume da Paz
    • Anchieta Rolim: Romana, é justamente isso que falta no mundo minha amiga, luz e paz. Bela poesia! Parabéns ! - Vagalume da Paz
    • Anchieta Rolim: Beleza de texto J. Paiva. Só espero que os meninos de hoje também sonhem com um Brasil melhor...Pois ainda há muito a ser feito.Parabéns! - Política de menino
    • Paulo César: Sr. Tácito, Pelo que eu saiba jornais não permitem a transcrição de artigos da forma como o senhor vem fazendo no seu site. Colocar um link é uma coisa, transcrever e fazer o leitor continuar no seu site, quando o artigo tem direitos autorais e está hospedado em outro local e tem regras de uso.O utilização da forma como o senhor vem fazendo denota pirataria, palavra muito em voga e contraditória, mas ainda passível de sanções pelas atuais leis do país. Não alerto apenas por alertar, mas sugiro consultar - se me permite a sugestão - um advogado para entender a sua situação atual(devidamente gravada e arquivada para uso, mesmo que esse e outros conteúdos sejam retirados do ar imediatamente). Com muito respeito, Paulo César - Viajantes e apaixonados em transe
    • Jarbas Martins: Qualquer seleção de poemas, antologia, florilégio, ou que outro nome tenha, sempre passou, no período histórico chamado de Modernidade, pelo crivo da parcialidade. Baudelaire, que além de poeta, era crítico de poesia, e da arte de um modo geral, sabia disso.O poeta e antologista Paul Éluard,à época da festiva revolução surrealista, tanto sabia que lançou a sua parcialíssima seleção - "Le Meilleur choix de poèmes est celui que l'on fait pour soi- 1818-1918". (A Melhor seleção de poemas é aquela feita para si mesmo -1818-1918"). Nestes rasos tempos da Pós-Modernidade - o prestígio, uma espécie de capital simbólico, segundo Bourdieu (e viva as lições do meu colega e amigo, professor-doutor Emmanuel Barreto), teria que entrar como um critério.O mercado assim determina.Daí a razão porque Ferreira Itajubá e Jorge Fernandes (mesmo com o aval de nomes como Luís da Câmara Cascudo,Mário de Andrade e Manuel Bandeira) - sempre são "esquecidos" das antologias feitas no preconceituosíssimo e longínquo Sudeste. Pobres, marginalizados e insulados em sua província submersa - não contam com uma "fortuna crítica" que merecem. - A identidade do verso brasileiro
    • Jairo llima: Fernando Monteiro está no centro do cânone de nossa literatura. Fico feliz de ser contemporâneo e conterrâneo deste artista. - As asas da noite que surgem (1)