Mais uma lista discutível

30 de janeiro de 2012 às 8:22 | Comentar
Por Nina Rizzi

Ao menos por Lispector, Saramago e Eco. Qual a diferença entre o ruim e o bom gosto?

aqui

noturno da avenida jaguarari

24 de janeiro de 2012 às 9:22 | 2 Comentários
Por Nina Rizzi

quando fui a ser-te
deixei de dançar aos passos do sul

a doença como virtude em si mesma.
sem explicação.

se eu fosse arquiteta, poderia ser arquiteta, mas não
enfurnada numa casa que deram por minha
no salto que me fizeram areia entre os dedos

tenho brincado de muitas coisas, um empreguinho de vilanias
ainda e de novo, convale-sendo, me enganado e ao outro.

quando não podia a palavra dizer, dançava

agora olha, eu minto. eu não sei esse nada
as colagens, a pintura, o concerto, a partitura

digo – te amo, a tudo que é parede, elas me sabem. eu não
tenho saudade de nenhum parente, mas de tudo o que não pude ter sido
o tempo que não passou, os dentes furados da escavação e a geografia afetiva.

eu sei o banho e as baratas. eu sei o acordar, abrir os olhos
eu sei a lembrança persistente de alguma extinta irmandade quando capotava.

TEMOS DEIXADO MUITAS COISAS PRA DEPOIS

o arroz mofado por jogar fora, os cacos do cinzeiro por juntar, fazer amor
encontrar um rio pra ter o filho com fluidez, se afogar e se deixar a-

deus,

desnorteada, que vim a ser-me?
*

Crianças transgêneras

12 de janeiro de 2012 às 14:40 | Comentar
Por Nina Rizzi

cantata pra deleuze e berkeley

6 de janeiro de 2012 às 10:49 | 1 Comentário
Por Nina Rizzi

quando ontem papai ligou
se abatiam meus pés as estradas velhas

era dia de véspera, a arder o oco do mundo

ainda agora mergulho o nada e a náusea
submundos, paraísos artificiais, o terrivelmente real

chegar entre
*

Kawabata e o jogo da delicadeza

23 de dezembro de 2011 às 9:49 | Comentar
Por Nina Rizzi
Por Mayara de Araújo, no Diário do Nordeste
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Acima, um jogador do tradicional Go
Kawabata, um dos principais nomes da moderna literatura japonesa

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Chega às livrarias, “O Mestre de Go”, do japonês Yasunari Kawabata, Prêmio Nobel de Literatura

Você já deve ter jogado Go. Em um celular, enquanto esperava por alguém, ou na internet, entre duas ou três outras páginas abertas. O jogo japonês de baixa complexidade consiste em dois conjuntos de peças, brancas e pretas, dispostas em um tabuleiro. Seu objetivo é basicamente dispor as pedras de modo a encurralar o adversário, preenchendo a maior parte do tabuleiro com a sua cor correspondente.

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Como o álcool é lindo!

22 de dezembro de 2011 às 9:43 | 2 Comentários
Por Nina Rizzi

Bebidas alcoólicas são vistas no microscópio.

A empresa americana Bevshots resolveu registrar microscopias de diferentes bebidas alcoólicas. O resultado são imagens incríveis que parecem, até mesmo, obras de arte.

Com o zoom de até mil vezes, usando um microscópio de alta tecnologia, foi possível mostrar que cada líquido tem formato único. Confira: aqui

Bandas que lambo – V

15 de dezembro de 2011 às 10:26 | 2 Comentários
Por Nina Rizzi

TRAILS AND WAYS. Garota, era preciso também um poema sobre a Califórnia. Mas, também, nunca estive na Califórnia. O sotaque mais gostoso. A geografia afetiva.

Bossa indie (!), com um meus trifásicos dedos. Um beijo pra quem adivinhar aonde. Claro que a escolha do álbum e canção é mais que um gosto ;-)

http://www.youtube.com/watch?v=iYnrwsF_rU0&feature=related

inundação

8 de dezembro de 2011 às 7:05 | 9 Comentários
Por Nina Rizzi

era noite de bafo quente.
a rigor, madrugada.

o calor batido fê-lo carne voar longe.

um estampido.
feito tiro, finalizando tudo:

o semáforo verdevermelho,
a rua de passantes apressados,
o coletivo cheio de curiosos.

uma batida quente e escura
inundou o asfalto de sangue e carne fraca
e fê-lo findar.

era noite de bafo quente
o dia que experimentou ser

livre.
*

primeira narrativa, sexta.

2 de dezembro de 2011 às 17:27 | Comentar
Por Nina Rizzi

depois de ouvir atentamente a divina comédia humana, a palhaça de vinil sentou-se à frente do jurista de seminário e lhe disse:

- você me dá cócegas!

e riu, riu, riu. até revirar o bucho. e ficar o papagaio mudo.

casida para federico

13 de novembro de 2011 às 10:40 | 2 Comentários
Por Nina Rizzi

minhas mãos buscam o que a rosa declina
a aurora, a sombra, carne e sonho da rosa

o verdevermelho agônico, absoluto
todo sangre que fere.

eu não quero mais que uma mão com uma rosa
sete palmos de pétalas sob o perpétuo e triste vento.
*

barcarola lusobaiana

17 de outubro de 2011 às 15:44 | Comentar
Por Nina Rizzi

quando antónia foi-se, não chorou
não sorriu, nem eu e nem retratos

devolveu-me as chaves da casa
jogou os cactos murchos pela janela

juntou papéis em duas caixas debaixo do braço
fez questão de levar a cômoda estilizada de warhol

olhou-me uma vez mais como o gigante argos
a passos lentos, deixou a porta aberta

eu fiquei com a sua loucura amassada
a encher-me os bolsos, malamaiada – lograda, dizia

mas eu só queria deixar de ser moema, a fitava
antónia tinha a cara imberbe, atônita quando foi-se

e o silêncio moveu-se sobre as costas das águas.

A Caixa de Pandora turca

14 de outubro de 2011 às 11:21 | 1 Comentário
Por Nina Rizzi

Procurando uma imagem da Caixa de Pandora de Pabst, acabei encontrando esse essa resenha sobe uma outra Caixa de Pandora, e turca! estou doida pra ver, parece bom, hm? >>

**********

Por Julien Melebeck, aqui: http://www.nisimazine.eu/A-Caixa-de-Pandora.html

“Premiado recentemente como Melhor Filme no Festival de San Sebastian, A Caixa de Pandora é um filme fresco e sutil, verdade obra-prima.

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Jobs lobs

13 de outubro de 2011 às 13:08 | Comentar
Por Nina Rizzi

Cartilha mercadológica: a espetacularização em torno da morte de Jobs. Flyers com 10% de descontos em toda linha Apple no youtube e diversos blogues e sítios. E todo mundo – ou quase – quer ter…

ultimatum

9 de outubro de 2011 às 11:01 | Comentar
Por Nina Rizzi

cecília, temo ser esse nosso último encontro, ultimatum dessa teia de analogias que te envolvo e não, não pode ser nada bom, dizia. ao mesmo passo que não, não é nada bom que me ligue e desligue antes de eu atender e depois não me atenda, como se eu fosse um engano em sua agenda de contatos. é quarta, e você não vai mais pra universidade às quartas, talvez nunca mais, talvez phd e eu nunca saberei, nossos caminhos sempre foram bifurcados, não me caminha e eu preciso de carinho, lembra: sou uma derramada.

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outro candomblé pra nanã

3 de outubro de 2011 às 15:52 | 1 Comentário
Por Nina Rizzi

rios da minha infância

caudalosa memória
onde me deixei

ficar, partir

videira de raízes grampiformes
cem mil pés ancorados

na lama de nanã

bonecas de milho
afogadas, adeus.
*

IM-PER-DÍ-VEL

2 de outubro de 2011 às 11:45 | 1 Comentário
Por Nina Rizzi

Professor Hariovaldo Almeida Prado -
No combate ao comunismo ateu e na defesa da família cristã

Aqui

Bandas que Lambo – IV

30 de setembro de 2011 às 13:57 | Comentar
Por Nina Rizzi

NIN – Nine Inch Nails, a banda de um homem só: Trent Reznor. O sujeito compõe as letras, arranjos, e toca todos os instrumentos; quando ainda fazia shows, convidava amigos músicos pra se apresentarem com ele, mas nunca em estúdio. Seus videoclipes, muito mais cinema-música, transitam entre sexualidade, guetos, venenos e paraísos artificiais, são de torar os cornos e fizeram a cabeça dos jovens industriais e neopunks do final dos anos 1980 e início dos 90; mais tarde ele descobriu e produziu aquele bizarro, o Marilyn Manson.

Deixo-vos com Closer, já que “I wanna fuck you like an animal”…

terceira cantata pra depois do nunca mais

27 de setembro de 2011 às 9:15 | 6 Comentários
Por Nina Rizzi

brotou-me também um vermelho dos olhos
possível anunciação de que nada passará
do quase início, o nunca ter sido

sinto frio nas extremidades e estômago
tenho um gozo profundo que me faz chorar
debaixo do cobertor amarelo que me cobre de ternura

sou um eros civilizado

não faça sexo comigo
deixa que eu faço

beijo teu sexo como a visão fidedigna de qualquer arte
fica quieta, e me deixa te caminhar, a boca, o ílio
quieta, é um chamamento ao bem-me-quer que guarda

cada pétala de mal-querer
ou não me deixe te beijar o sexo
mas me deixe

secar os lábios, os olhos, voglia
*

Descarreguei

27 de agosto de 2011 às 17:34 | Comentar
Por Nina Rizzi

como prometido, “Amor Proibido” e “Amanhecer”, com Cartola e Jacob do Bandolim, do álbum “Mangueira, Sambas terra”, de 1969.

Aqui: http://www.goear.com/listen/9893dd2/amor-proibido-cartola-e-jacob-do-bandolim

E aqui: http://www.goear.com/listen/54cc794/amanhecer-cartola-e-jacob-do-bandolim.

Deleitem-se ;-)

Sermão ao cadáver de Amy

26 de agosto de 2011 às 9:11 | 9 Comentários
Por Nina Rizzi

Por João Pereira Coutinho
FSP

Morreu Amy Winehouse e os moralistas de serviço já começaram a aparecer. Como abutres que são.

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AGENDA

  • Pinacoteca está com Edital aberto para ocupação das Salas de Exposições

    Artistas plásticos e visuais ainda podem se inscrever no Edital de Ocupação das Salas de Exposição da Pinacoteca Potiguar para todo o ano de 2012.

    mais informações »

  • Rede Cinemark exibe direto de Londres a temporada 2012 de óperas e balés do The Royal Opera House

    Espetáculos serão transmitidos em mais de 30 complexos espalhados pelo Brasil, sendo dois ao vivo. Natal-RN participa da programação e os ingressos já estão à venda

    A Rede Cinemark traz para o Brasil, com exclusividade, a temporada 2012 de óperas e balés do The Royal Opera House (ROH), de Londres, a partir do dia 25 de fevereiro.

    mais informações »

  • Museu de Arte Moderna do Rio abre mostra cancelada de Nan Goldin

    NAN GOLDIN
    QUANDO abre hoje, às 19h; de ter. a sex., das 12h às 18h; sáb. e dom., das 12h às 19h; até 8/4
    ONDE MAM-Rio (av. Infante Dom Henrique, 85, Rio; tel. 0/xx/21/2240-4944)
    QUANTO R$ 8
    CLASSIFICAÇÃO 18 anos

    aqui

  • OUTROS EVENTOS

POESIA

    Vento nordeste
    10-02-2012 às 7:14 - Comentar
    Por Oreny Junior

    sopra
    meu vento nordeste
    sou todo seu
    feito de sol e sal
    visto as velas
    desse cais cansado
    que tanto me espera
    levado pelas caiçaras
    nos lemes canguleiros
    sopra
    meu vento nordeste
    a amada me aguarda
    o rancho está vazio
    aproveita a baixa da maré
    e me atraca
    joga essa âncora
    onde o tempo
    por uns dias
    será meu amigo
    sopra
    meu vento nordeste
    sopra
    sopra
    ..

    COMENTÁRIOS

    • Marcos Silva: Certamente, existem ONGs sérias. Infelizmente, a desqualificação geral tende a se tornar corriqueira. Lembro que ela aparece com todas as letras no filme Tropa de elite (I). - Brado retumbante
    • Marcos Silva: No diálogo de 2010 sobre esse tema aqui, SP, considerei o direito do feto como especialmente frágil, uma vez que é uma vida ainda sem voz. Prefiro que haja debate sobre esse e outros temas. Não procuro convencer ninguém. Apenas considero fundamental ocupar o espaço público com argumentos em confronto, evitar a política de cada macaco em seu galho. Sou homem, não engravido. Mas posso engravidar uma mulher. Para evitar isso, tomo as providências necessárias (camisinha, em especial). Se engravidasse alguém, defenderia o feto, sim - parte de mim, parte do direito ao meu corpo. Melhor conversar. - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • Fernando: Marcos silva, discordo. O tema do aborto é tão absurdo que nem sequer deve ser debatido. Você não percebe que isso é exatamente o que os abortistas desejam? Eles desejam pôr em discussão um assunto que até então é evidente: a vida humana ganhou um valor intrínseco com o Cristianismo (todos são filhos de Deus, todos são irmãos), mas agora os que querem erradicar Cristo da sociedade estão querendo justamente questionar esse valor, "discuti-lo". Seria o mesmo que você propor que o tema da pedofilia é muito sério e precisa ser debatido, ou então que como alguns seres humanos têm tendência homicida, deveríamos debater o homicídio. A discussão em si já questiona o valor, e eu te asseguro que as pessoas que propõem isso sabem o que estão fazendo, porque eu estudei com essa gente que quer manipular a linguagem para mudar a sociedade. Elas nunca vão apresentar suas reais intenções, porque tais intenções não atrairiam ninguém, causariam repugnância. A propósito, desculpem-me: nos comentários anteriores errei o endereço. Querem ver se o aborto é algo a ser discutido? Assistam a esse vídeo: abort67.co.uk Abs - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • Yuno Silva: Pelo visto dá para ver que o assunto é polêmico, cultural, um tabu histórico, e abordado com o lado emocional da racionalidade. Deixemos a cristandade de lado para um debate amadurecido. - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • Carmen Vasconcelos: Grata, Anchieta. - Avoengo
    • Marcos Silva: Walter: Entendo que o grande equívoco foi terem implantado uma ditadura no país. Objetivamente, os guerrilheiros do Araguaia e outros não tinham poder de fogo para o enfrentamento com um Exército regular e minimamente equipado, que sustentatava o regime. Mas a guerrilha anunciou, tragicamente (porque muita gente morreu e sofreu - e não só os guerrilheiros propriamente ditos), que nem tudo era ditadura. Não anunciou sozinha, claro. Parte da produção artística (música popular, artes visuais, teatro, cinema, literatura) também o fez. A mesma situação se observou nos movimentos sociais que foram se estruturando contra o regime. A "milicada" não precisava de treinamento, já era bem treinada e o demonstrou desde o começo do regime, oprimindo os adversários. É possível que a guerrilha tenha servido como álibi para o regime. Mas uma ditadura, quando não tem álibi, inventa, como o Nazismo o fez em relação aos judeus. - À sombra da ditadura
    • Clarissa Torres: Paiva, texto incrível! Que alma atormentada e corajosa. Realmente, a imagem é igualmente perturbadora e por isso belíssima. Me lembrou Ego Schiele. - Rita louca
    • Jarbas Martins: Seja apocalíptica, não, Paglia.Tenha medo não. De hora em hora Deus melhora. - Camille Paglia, em entrevista recente
    • Jarbas Martins: Sai dessa, M.Couto. - À sombra da ditadura
    • Jarbas Martins: Tô contigo, Alex. - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”