noturno da avenida jaguarari

24 de janeiro de 2012 às 9:22 | 2 Comentários
Por Nina Rizzi

quando fui a ser-te
deixei de dançar aos passos do sul

a doença como virtude em si mesma.
sem explicação.

se eu fosse arquiteta, poderia ser arquiteta, mas não
enfurnada numa casa que deram por minha
no salto que me fizeram areia entre os dedos

tenho brincado de muitas coisas, um empreguinho de vilanias
ainda e de novo, convale-sendo, me enganado e ao outro.

quando não podia a palavra dizer, dançava

agora olha, eu minto. eu não sei esse nada
as colagens, a pintura, o concerto, a partitura

digo – te amo, a tudo que é parede, elas me sabem. eu não
tenho saudade de nenhum parente, mas de tudo o que não pude ter sido
o tempo que não passou, os dentes furados da escavação e a geografia afetiva.

eu sei o banho e as baratas. eu sei o acordar, abrir os olhos
eu sei a lembrança persistente de alguma extinta irmandade quando capotava.

TEMOS DEIXADO MUITAS COISAS PRA DEPOIS

o arroz mofado por jogar fora, os cacos do cinzeiro por juntar, fazer amor
encontrar um rio pra ter o filho com fluidez, se afogar e se deixar a-

deus,

desnorteada, que vim a ser-me?
*

Crianças transgêneras

12 de janeiro de 2012 às 14:40 | Comentar
Por Nina Rizzi

cantata pra deleuze e berkeley

6 de janeiro de 2012 às 10:49 | 1 Comentário
Por Nina Rizzi

quando ontem papai ligou
se abatiam meus pés as estradas velhas

era dia de véspera, a arder o oco do mundo

ainda agora mergulho o nada e a náusea
submundos, paraísos artificiais, o terrivelmente real

chegar entre
*

Kawabata e o jogo da delicadeza

23 de dezembro de 2011 às 9:49 | Comentar
Por Nina Rizzi
Por Mayara de Araújo, no Diário do Nordeste
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Acima, um jogador do tradicional Go
Kawabata, um dos principais nomes da moderna literatura japonesa

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Chega às livrarias, “O Mestre de Go”, do japonês Yasunari Kawabata, Prêmio Nobel de Literatura

Você já deve ter jogado Go. Em um celular, enquanto esperava por alguém, ou na internet, entre duas ou três outras páginas abertas. O jogo japonês de baixa complexidade consiste em dois conjuntos de peças, brancas e pretas, dispostas em um tabuleiro. Seu objetivo é basicamente dispor as pedras de modo a encurralar o adversário, preenchendo a maior parte do tabuleiro com a sua cor correspondente.

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Como o álcool é lindo!

22 de dezembro de 2011 às 9:43 | 2 Comentários
Por Nina Rizzi

Bebidas alcoólicas são vistas no microscópio.

A empresa americana Bevshots resolveu registrar microscopias de diferentes bebidas alcoólicas. O resultado são imagens incríveis que parecem, até mesmo, obras de arte.

Com o zoom de até mil vezes, usando um microscópio de alta tecnologia, foi possível mostrar que cada líquido tem formato único. Confira: aqui

Bandas que lambo – V

15 de dezembro de 2011 às 10:26 | 2 Comentários
Por Nina Rizzi

TRAILS AND WAYS. Garota, era preciso também um poema sobre a Califórnia. Mas, também, nunca estive na Califórnia. O sotaque mais gostoso. A geografia afetiva.

Bossa indie (!), com um meus trifásicos dedos. Um beijo pra quem adivinhar aonde. Claro que a escolha do álbum e canção é mais que um gosto ;-)

http://www.youtube.com/watch?v=iYnrwsF_rU0&feature=related

inundação

8 de dezembro de 2011 às 7:05 | 9 Comentários
Por Nina Rizzi

era noite de bafo quente.
a rigor, madrugada.

o calor batido fê-lo carne voar longe.

um estampido.
feito tiro, finalizando tudo:

o semáforo verdevermelho,
a rua de passantes apressados,
o coletivo cheio de curiosos.

uma batida quente e escura
inundou o asfalto de sangue e carne fraca
e fê-lo findar.

era noite de bafo quente
o dia que experimentou ser

livre.
*

primeira narrativa, sexta.

2 de dezembro de 2011 às 17:27 | Comentar
Por Nina Rizzi

depois de ouvir atentamente a divina comédia humana, a palhaça de vinil sentou-se à frente do jurista de seminário e lhe disse:

- você me dá cócegas!

e riu, riu, riu. até revirar o bucho. e ficar o papagaio mudo.

casida para federico

13 de novembro de 2011 às 10:40 | 2 Comentários
Por Nina Rizzi

minhas mãos buscam o que a rosa declina
a aurora, a sombra, carne e sonho da rosa

o verdevermelho agônico, absoluto
todo sangre que fere.

eu não quero mais que uma mão com uma rosa
sete palmos de pétalas sob o perpétuo e triste vento.
*

barcarola lusobaiana

17 de outubro de 2011 às 15:44 | Comentar
Por Nina Rizzi

quando antónia foi-se, não chorou
não sorriu, nem eu e nem retratos

devolveu-me as chaves da casa
jogou os cactos murchos pela janela

juntou papéis em duas caixas debaixo do braço
fez questão de levar a cômoda estilizada de warhol

olhou-me uma vez mais como o gigante argos
a passos lentos, deixou a porta aberta

eu fiquei com a sua loucura amassada
a encher-me os bolsos, malamaiada – lograda, dizia

mas eu só queria deixar de ser moema, a fitava
antónia tinha a cara imberbe, atônita quando foi-se

e o silêncio moveu-se sobre as costas das águas.

A Caixa de Pandora turca

14 de outubro de 2011 às 11:21 | 1 Comentário
Por Nina Rizzi

Procurando uma imagem da Caixa de Pandora de Pabst, acabei encontrando esse essa resenha sobe uma outra Caixa de Pandora, e turca! estou doida pra ver, parece bom, hm? >>

**********

Por Julien Melebeck, aqui: http://www.nisimazine.eu/A-Caixa-de-Pandora.html

“Premiado recentemente como Melhor Filme no Festival de San Sebastian, A Caixa de Pandora é um filme fresco e sutil, verdade obra-prima.

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Jobs lobs

13 de outubro de 2011 às 13:08 | Comentar
Por Nina Rizzi

Cartilha mercadológica: a espetacularização em torno da morte de Jobs. Flyers com 10% de descontos em toda linha Apple no youtube e diversos blogues e sítios. E todo mundo – ou quase – quer ter…

ultimatum

9 de outubro de 2011 às 11:01 | Comentar
Por Nina Rizzi

cecília, temo ser esse nosso último encontro, ultimatum dessa teia de analogias que te envolvo e não, não pode ser nada bom, dizia. ao mesmo passo que não, não é nada bom que me ligue e desligue antes de eu atender e depois não me atenda, como se eu fosse um engano em sua agenda de contatos. é quarta, e você não vai mais pra universidade às quartas, talvez nunca mais, talvez phd e eu nunca saberei, nossos caminhos sempre foram bifurcados, não me caminha e eu preciso de carinho, lembra: sou uma derramada.

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outro candomblé pra nanã

3 de outubro de 2011 às 15:52 | 1 Comentário
Por Nina Rizzi

rios da minha infância

caudalosa memória
onde me deixei

ficar, partir

videira de raízes grampiformes
cem mil pés ancorados

na lama de nanã

bonecas de milho
afogadas, adeus.
*

IM-PER-DÍ-VEL

2 de outubro de 2011 às 11:45 | 1 Comentário
Por Nina Rizzi

Professor Hariovaldo Almeida Prado -
No combate ao comunismo ateu e na defesa da família cristã

Aqui

Bandas que Lambo – IV

30 de setembro de 2011 às 13:57 | Comentar
Por Nina Rizzi

NIN – Nine Inch Nails, a banda de um homem só: Trent Reznor. O sujeito compõe as letras, arranjos, e toca todos os instrumentos; quando ainda fazia shows, convidava amigos músicos pra se apresentarem com ele, mas nunca em estúdio. Seus videoclipes, muito mais cinema-música, transitam entre sexualidade, guetos, venenos e paraísos artificiais, são de torar os cornos e fizeram a cabeça dos jovens industriais e neopunks do final dos anos 1980 e início dos 90; mais tarde ele descobriu e produziu aquele bizarro, o Marilyn Manson.

Deixo-vos com Closer, já que “I wanna fuck you like an animal”…

terceira cantata pra depois do nunca mais

27 de setembro de 2011 às 9:15 | 6 Comentários
Por Nina Rizzi

brotou-me também um vermelho dos olhos
possível anunciação de que nada passará
do quase início, o nunca ter sido

sinto frio nas extremidades e estômago
tenho um gozo profundo que me faz chorar
debaixo do cobertor amarelo que me cobre de ternura

sou um eros civilizado

não faça sexo comigo
deixa que eu faço

beijo teu sexo como a visão fidedigna de qualquer arte
fica quieta, e me deixa te caminhar, a boca, o ílio
quieta, é um chamamento ao bem-me-quer que guarda

cada pétala de mal-querer
ou não me deixe te beijar o sexo
mas me deixe

secar os lábios, os olhos, voglia
*

Descarreguei

27 de agosto de 2011 às 17:34 | Comentar
Por Nina Rizzi

como prometido, “Amor Proibido” e “Amanhecer”, com Cartola e Jacob do Bandolim, do álbum “Mangueira, Sambas terra”, de 1969.

Aqui: http://www.goear.com/listen/9893dd2/amor-proibido-cartola-e-jacob-do-bandolim

E aqui: http://www.goear.com/listen/54cc794/amanhecer-cartola-e-jacob-do-bandolim.

Deleitem-se ;-)

Sermão ao cadáver de Amy

26 de agosto de 2011 às 9:11 | 9 Comentários
Por Nina Rizzi

Por João Pereira Coutinho
FSP

Morreu Amy Winehouse e os moralistas de serviço já começaram a aparecer. Como abutres que são.

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contrapoema ao homem do meu tempo

25 de agosto de 2011 às 8:40 | 1 Comentário
Por Nina Rizzi

o homem do meu tempo me maltrata

sei que não sei dar carinho a quem arqueja e freme
há nódoas entre meus dedos, ora caio às fórmulas
como seu soubesse o que devia dizer e foi maldito.

o homem do meu tempo agoniza

e não lhe adianta minha barroca catedral
se lhe tenho de fazer repetir o pater nostrum, assim, em latim.
talvez do vinho chileno, apareceram varizes em meus joelhos
cobertas por ásperas elevações, como brotoejas brancas, sem dor ou comichão
talvez ainda das culpas que não carrego, a moral que renego.

o homem do meu tempo chantegeia e sofre

- minha mãe só me dava carinho em convalescência.
eu posso ficar nua e lhe mostrar cada uma das marcas de minhas surras
e se não as guarda meu corpo, carrego na memória.
eu não sou boa, amo o túlio canalha da poeta e sacerdotisa como se fosse redenção.

o homem do meu tempo em se punir, manso, me estrangula e ri

- tem medo de mim.
quisera uma vez mais ser mulher, sagrada prostituta, quisera
e eu não, nada de puta.

o homem do meu tempo saca o rivotril

me mete pânico e encharca o corpo cansado, as mãos de perdidas digitais
as tais marcas de senilidade que me são a mais pura ternura.
foi-se embora o machão, ele é a colombiana que chora por gozar
sofre de ansiedade antecipatória o homem que lhe abandona
não, ele não teve um ataque, um treco, enfarto

o homem do meu tempo se matou quando descobriu a vida.
*

AGENDA

Esposição de Ana Prata - Instituto Tomie Ohtake

A artista apresenta tanto telas pequenas, como também trabalhos grandiosos, usando o efeito de escorrido; até agora não acho razão para que alguns [leia mais]

Recital de piano com Guilherme Rodrigues nesta quinta - Entrada grátis

O professor da Escola de Música da UFRN Guilherme Rodrigues apresenta recital de piano esta quinta-feira no auditório da EMUFRN. O recital começa [leia mais]

Oboé, Música de Câmara e Tecnologia, de quarta a sábado na EMUFRN

Acontece de quarta a sábado desta semana na Escola de Música da UFRN o evento Oboé, Música de Câmara e Tecnologia. Na ocasião, [leia mais]

Exposição "Quixote com Rosas", será aberta quinta, na Galeria Newton Navarro

Será aberta quinta-feira, 17, às 18 horas, na Galeria Newton Navarro (sede da Fundação José Augusto - Rua Jundiaí, 641 - Tirol) a [leia mais]

Festival “Thomaz Babini” da Escola de Música da UFRN – 22 a 25 de maio

No mês de Maio um evento histórico acontecerá na cidade de Natal. Italo Babini (FOTO), violoncelista natalense, considerado um dos mais importantes violoncelistas [leia mais]

"Mattinata", de Fernando Monteiro, será lançado em Natal quinta-feira, 17

Anote aí na agenda: na próxima quinta-feira, dia 17, a partir das 19 horas, o escritor e pluralista Fernando Monteiro lança na Livraria [leia mais]

OUTROS EVENTOS

POESIA

    Névoa
    16-05-2012 às 9:40 - 7 Comentários
    Por Jarbas Martins

    Carl Sandburg

    Vem a névoa
    em breve pisar de gata.

    Queda-se olhando
    o porto e a cidade
    sentada em seu silêncio e
    esgueirando-se em seguida.

    (Tradução de Jarbas Martins)

    * * *

    Fog

    The fog comes
    on litlle cat feet.

    It sits looking
    over harbor and city
    on silent haunches
    and then moves on.

    (Carl Sandburg, “Selected Poems”, G.Books,1992)

    COMENTÁRIOS

    • João da Mata: Amigo Carlão, Vejo com muita alegria a sua inquietação e leitura. Tb indico fortemente o livro .Jerônimo, A Técnica do Livro de autoria do grande Dom Paulo Evaristo Arns ( Sua tese de doutorado) , trad. de Cleone Augusto Rodrigues e prefácio de Alfredo Bosi . Belíssimo livro em capa dura Jeronimo traduziu a vulgata da biblia e é considerado o patronomo dos bibliófilos e amantes do livro. Saudações bibliófilas. ab imo corde - Help
    • edjane linhares: Muito lindo, Jarbas. A experiência do haicai, como Fernando nos lembrou, ajuda muito neste processo de contemplação e silêncio, ato solitário e sublime. Quero agradecer a homenagem às mães no seu último haicai (único vestígio da data por aqui). Aguardo coletânea deles. Um abraço. - Névoa
    • Jarbas Martins: Amigo Jóis: gosto da sua poesia e da sua prosa digressiva, inflada de saberes e sabores, biscoito fino para raros paladares.Nem precisava dizer isso, mas como em seu comentário você se reportou a um incógnito Aguinaldo Soares, usando termos utilizados por ele contra mim - deu-me vontade de voltar ao assunto. Repito mais uma vez: Aguinaldo Soares sabe escrever, e a expressão "sólida cultura" é tão infeliz que não me restou outra alternativa: pedi desculpas ao ilustríssimo desconhecido.Não conheço o Aguinaldo, mas presumo que ele, como eu, temos algo em comum: fizemos o curso de direito.Daí o nosso gosto pelas sentenças líquidas e certas. Abraços, Poeta ! - Ditirambo
    • Marcos Silva: Li um livro interessante sobre Jerônimo, A Técnica do Livro Segundo São Jerônimo, de Paulo Evaristo Arns - Help
    • Jarbas Martins: Tradução inventiva a tua, Marcos. Nenhuma novidade nisso. Você é um reconhecido mestre na arte tradutória. - Névoa
    • Jóis Alberto: O poema é bom! Afirmo isso, embora não tenha plena consciência do ofício de poeta. Porque se eu for intelectual, sou dos mais incompletos – em meio a preconceitos, totens e tabus, como vocês já tiveram oportunidade de ler mais de uma vez, aqui neste democrático SP. Além do mais, como posso ter sólida base cultural nesses tempos em que tudo que é sólido se desmancha no ar? Tempos de modernidade e amores líquidos, de fodas em excesso e entediadas, blasé até – foda blasé é ‘foda’! – de gente que trepa com a mesma rotina de quem escova os dentes, tema objeto das sátiras ingênuas de meia dúzia dos meus poemas eróticos. Ingênuas não só se comparadas às sátiras e poemas eróticos/pornográficos de um grande poeta, Bernardo Guimarães, por exemplo, mas ‘ingênuas’ também no sentido libertino, filosófico, da palavra ‘ingênuo’! Ou então as fodas são escassas como as leituras de gente que, se leram os gregos, leram em traduções, não no original, e fazem a pose erudita de quem muito entende esses clássicos da filosofia, da poética e da ética, da antiguidade greco-romana. O que danado é ‘inveja poética’? Se é inveja não é poética, nem ética! Porque a ética, é verdade, pode tratar da inveja, da emulação, mas a inveja despreza a ética. O que danado significa ‘fracasso moral da estética’? De qual moral estamos falando? Da moral burguesa? Sinceramente! Qual o poeta que não esconde a fonte onde bebe? Como poeta bissexto, escondo e revelo fontes. Sem maiores dificuldades coloco as cartas na mesa, porque nesse jogo de cartas – de cartas muitas vezes marcadas, e viciadas – uma das minhas cartas prediletas é a do coringa, do joker! Porém, como há muito não jogo nem pif-paf, buraco ou sueca, uso essa expressão ‘jogo de cartas marcadas’ como um dos inúmeros clichês que pululam por aí, em discussões de intelectuais de prestígio... - Ditirambo
    • Cássio: Biografia eu não sei, mas recomendo o filme do júlio bressane. No seu livro Cinemancia tem também uma tradução interessante da "epifania" de são jerônimo. - Help
    • Marcos Silva: Belo poema, bom poeta, boa tradução. Sugiro a alternativa: NÉVOA. Névoa vem em pés de gatim Senta e olha sobre porto e cidade ancas silêncio e se moveu - Névoa
    • Jarbas Martins: Tenho a honra e o dever de confessar que a tradução que fiz do poema "Dormire", de Ungaretti, publicado há alguns dias neste SP - teve a orientação do poeta Fernando Monteiro ! Obrigado, mestre Fernando, obrigado poetas Anne Guimarães e Lívio Oliveira. - Névoa
    • Nina Rizzi: "A capa já dá o tom da revista. Uma foto de Câmara Cascudo passeando de riquexó (uma espécie de carroça de duas rodas e movida a tração humana) em Moçambique, ao lado de uma pessoa não identificada. A foto - de autoria desconhecida - foi clicada em 1963, quando o folclorista estudava costumes e tradições africanos. As observações e anotações depois seriam o mote para o livro Made in África. A imagem foi cedida pela família. E a filha, Ana Maria Cascudo, escreve artigo contando as inúmeras viagens do pai, em um diálogo emblemático entre Natal e o estrangeiro." Viu, neguinho não existe não, ô rapá! - Tributo ao mar