Para que serve o Congresso Nacional?

16 de julho de 2009 às 22:12 | Comentar
Por Rodrigo Levino

Tácito, entrevistei o senador Cristovam Buarque sobre a atual crise do Senado.

Segue o link:

http://revistapoder.uol.com.br/p17/materia2.html

Carne Canina

24 de junho de 2009 às 9:47 | Comentar
Por Rodrigo Levino

Caro Gustavo e demais SPs,

A noticia de que o Brasil exportará carne canina, reproduzida pelo Portal Meio Ambiente, é falsa. Foi publicada em 2004 pelo site de humor Cocadaboa, mestre em roax e coisas do tipo.

Eis o link original: http://www.cocadaboa.com/archives/003881.php

Abs

Mario Bellatin

19 de junho de 2009 às 8:16 | Comentar
Por Rodrigo Levino

A Cosac Naify lança essa semana o livro Flores, do romancista mexicano Mario Bellatin. Um grande livro. E, enfim, uma edição decente para um bom autor que precisa ser descoberto no Brasil. Antes disso, houve um lançamento acanhado do livro Salão de Beleza, pela Dulcinéia Catadora. Fica a dica dos dois. Independente da ordem de leitura.

Diploma, por André Forastieri

18 de junho de 2009 às 13:40 | Comentar
Por Rodrigo Levino

“Agora que a profissão de jornalista está acabando, derrubaram a obrigatoriedade do diploma. Seria de rir se não fosse de chorar.

Mas, enfim, antes tarde. Como já repeti inúmeras outras vezes, abandonei a faculdade, porque era uma porcaria e chata (ECA-USP, entrei em 83 e larguei de vez em 88). Trabalho com muita gente formada faz pouco tempo ou ainda estudando. Percebo que continuam uma porcaria e chatas, todas, sem exceção.

Tento convencer todo mundo a largar, sempre sem sucesso. Agora finalmente não há mais justificativa para ninguém estudar jornalismo. Vão fechar todos os cursos ou quase, espero, o que é bom para o futuro jornalismo brasileiro. Nem tão bom para os meus colegas que viraram professores, mas a vida é assim.

Se você tem um blog, é escritor. Ponto final e acabou o assunto. Eu defendo que é jornalista, ou tão jornalista quanto eu. Reportagem é outra coisa. Exige técnica de redação, simples, capacidade de investigação e rigor na apuração, complicadíssimo e caro.

Um amigo que trabalha em TV garante que quase todos os repórteres só lêem o texto que os outros escrevem, inclusive vários bem famosos. Aí entram os jornalistas. Mesmo que você seja repórter de televisão e tenha sido contratada pelo belo sorriso e voz sedutora, o trabalho sujo tem que ser feito, se não por ti, por alguém mais feio e pior remunerado que você.

Supostamente jornalismo exige “independência financeira”, o que empresas de comunicação alegam que só pode ser conseguido através da venda de publicidade. Balela. O que grandes empresas de mídia querem é drenar o máximo da grana de publicidade, o que conseguem remunerando as agências de publicidade exatamente por concentrar o dinheiro dos anunciantes em cada empresa.

É a chamada bonificação de volume, BV, prática de mercado corriqueira no Brasil (e nem um pouco em outros países). É tão certa ou tão errada quanto adicionar 10% na conta para o garçom, independente do valor do jantar. É o dia a dia de veículos e agências e anunciantes (estes estão cada vez menos felizes com isso; os gringos, especialmente).

O BV está na bica de ser regulamentado. Eu acho que é tarde, tanto quanto acabar com a obrigatoriedade para o diploma de jornalismo. Desconfio que o modelo de BV está com os dias contados. E quem vai pagar os publicitários? Assunto para daqui a alguns dias.

Existem outros modelos, velhos – BBC, alguém? E precisamos criar novos. Que viabilizem financeiramente tantas vozes novas e independentes que nascem na internet, fazendo jornalismo em texto, foto, áudio e vídeo. E que viabilizem também, sim, a sobrevivência do velho e bom repórter.

Porque não basta ter uma opinião sobre o quebra-pau no Irã. Alguém tem que ir lá ao vivo e a cores e reportar os acontecimentos, para que os outros possam opinar sobre os fatos. Não basta repetir o que o banco disse no release. É preciso entender de verdade o que é um derivativo de crédito, saber fazer as perguntas certas para os banqueiros, cut through the bullshit. E ainda explicar depois em português claro o que está acontecendo de verdade na economia.

Esse tipo de trabalho de reportagem investigativa / analítica custa uma grana preta. E vai continuar custando. Quem vai pagar?

Bem, eu pagaria minha parte para mandar Ivan Lessa para o São Paulo Fashion Week, Chris Hitchens para o Capão Redondo ou mesmo Sabrina, Vesgo e Ceará para o Oscar. Quanto custa? Cem mil reais? Eu entro com R$ 10.00. Mais 9.999 amigos e está feito.”

Para Daniel

18 de junho de 2009 às 13:39 | Comentar
Por Rodrigo Levino

Você escreveu:

“…Levino fez: assistirem poucas aulas, considerarem-se melhores que o curso, acharem que já sabem tudo e se chamarem de jornalistas.”

Tenha isso como uma conclusão sua. E digo: errada. Eu não assisti poucas aulas. Melhor dizer nenhuma, foram só dois dias. Não me considero melhor que o curso, até porque nem o conheci. Fiquei sem o referencial para comparar. Não acho que sei de tudo e nunca quero achar, dessa forma deixarei de aprender. Eu me chamo de jornalista, meu editor também, o diretor de redação e o expediente de onde trabalho. Cartas para a redação, aceitam reclamações. Da próxima seja menos belicoso, mais educado, calmo e tente controlar suas deduções a algo que você conheça. Você não me conhece o suficiente.

Ainda diploma

18 de junho de 2009 às 13:39 | Comentar
Por Rodrigo Levino

Bacana a posição de Everton, defendida com ponderação. Admiro. Bom, o que eu penso, em linhas gerais, escrevi no último post, mais um testemunho que uma tese. Tenho a sorte de estar cercado de bons editores que já foram grandes repórteres, com experiência, talento, historias e muita disposição para ensinar a este foca que vos escreve. Tenho aproveitado o máximo. Respeito a opinião contrária, apesar de achar superestimado o tema. Não tem tanta gente assim querendo ser jornalista – na real, sendo pragmático, vale pouco à pena se não houver ou mínima paixão ou muito interesse sujo – e o fim da obrigatoriedade do diploma não vai fazer com que as redações demitam quem tem e contrate um monte de mendigo analfabeto. A decisão ratifica uma posição já existente, de gente que trabalha na redação sem ser diplomado. Como eu. Quando saí de porta em porta, sem apadrinhamento nenhum, buscando vaga nas redações de SP, só trazia disposição e quatro textos publicados numa revista nacional que nunca me indagou sobre o diploma. Tem lá uma parcela de sorte e muito, muito mesmo de suor, dedicação e busca permanente pelo aprimoramento. Leitura ajuda. Dia 07 de julho vou à palestra de Gay Talese no MASP, talvez aprenda mais do que em seis meses de algumas cadeiras de faculdades de onde ouvi relatos desanimadores de amigos que cursaram. É uma escolha. Certa, ou errada, tem me bastado. Mas, como não sou novela, nem precisa me acompanhar. Foi só para trazer o debate à tona.

Abraços

AGENDA

  • Pinacoteca está com Edital aberto para ocupação das Salas de Exposições

    Artistas plásticos e visuais ainda podem se inscrever no Edital de Ocupação das Salas de Exposição da Pinacoteca Potiguar para todo o ano de 2012.

    mais informações »

  • Rede Cinemark exibe direto de Londres a temporada 2012 de óperas e balés do The Royal Opera House

    Espetáculos serão transmitidos em mais de 30 complexos espalhados pelo Brasil, sendo dois ao vivo. Natal-RN participa da programação e os ingressos já estão à venda

    A Rede Cinemark traz para o Brasil, com exclusividade, a temporada 2012 de óperas e balés do The Royal Opera House (ROH), de Londres, a partir do dia 25 de fevereiro.

    mais informações »

  • Museu de Arte Moderna do Rio abre mostra cancelada de Nan Goldin

    NAN GOLDIN
    QUANDO abre hoje, às 19h; de ter. a sex., das 12h às 18h; sáb. e dom., das 12h às 19h; até 8/4
    ONDE MAM-Rio (av. Infante Dom Henrique, 85, Rio; tel. 0/xx/21/2240-4944)
    QUANTO R$ 8
    CLASSIFICAÇÃO 18 anos

    aqui

  • OUTROS EVENTOS

POESIA

    “Je f’rai un domain où l’amour sera roi”
    12-02-2012 às 10:14 - Comentar
    Por Bruno Costa

    Embora distante
    tua voz, teu cheiro, teu gosto
    permanecem aqui
    do nascer ao pôr do sol
    Continuo ouvindo as mesmas músicas
    que embalaram nosso encontro
    e às vezes sinto que se aproximas
    com sorriso leve e afeto ilimitado

    Encantados seres
    temos agora a ciência de sonhar acordados
    de conviver pacificamente com o medo
    e ludibriar o tempo

    Seres encantados
    transcendemos a história e a matéria
    alcançamos um plano metafísico
    que chamamos de deus, amor, beleza

    COMENTÁRIOS

    • Jarbas Martins: Muito bom, Bortolotto.Mas eu não trocaria um parágrafo de Adriano de Souza, ou um capítulo de um ciberfolhetim de Carlão, por tua prosa requentada. - Minha mãe sempre apagava a luz na hora de dormir
    • Anchieta Rolim: "Tá legal, eu aceito o argumento." Valeu Marcos. - À sombra da ditadura
    • chico m guedes: penso que quem acha que os valores em relação à vida introduzidos pelo cristianismo na civilização ocidental são só uma questão de crença pessoal, ou ignora brutalmente a história, ou, o que é pior, se auto-ignora enquanto fruto dessa civilização. sugiro um passeio imaginário ao coliseu romano num dia de espetáculo pagão. (em joguinho cyber ou seriado de tv não vale). claro que a sociedade ocidental moderna já abriu espaço para tornar o aborto uma questão de "foro íntimo das mulheres" (a mesma sociedade que vai em marcha batida pra nos transformar em mero 'produto', aliás). apois, apesar de toda essa mudernage, desconfio que entre nós filhos do cristianismo, pelo menos por mais um milênio, matar um feto (não venham com eufemismos que é disso que se trata) ainda será sentido e vivido como uma mancha moral (o que é o 'pecado', afinal?). mesmo que ele venha a ser descriminalizado. - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • Fernando: Yuno, seu comentário rebaixando o cristianismo revela um preconceito fortíssimo. Nestes termos, é impossível realizar um 'debate amadurecido" que você diz querer. - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • João da Mata: Eu tacito, celina ,Abimael Noite de banda aluanda. Ribeira bordas navarro Quase carnaval amigos Maésia , Paulo, outros. Não naõ não lembro nome seca Elói. E tu andas estava. - Cena Aberta e transparente
    • José de Paiva: Seja bem vinda Glória Braga Horta ao SP e obrigado por ler o meu texto. Obrigado também pela generosidade dos amigos de sempre. Clarissa Torres, gosto muito das obras de Schiele, elas me inspiram. - Rita louca
    • Marcos Silva: Gosto muito daquela canção de Paulinho da Viola que diz: "Faça como o velho marinheiro que durante o nevoeiro leva o barco devagar". - À sombra da ditadura
    • gustavo de castro: E quem disse que os valores cristãos é que devem predominar? Foi Cristo ou os cristãos? - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • Anchieta Rolim: Oreny, bela poesia! - Vento nordeste
    • Anchieta Rolim: Concordo marcos, inclusive quando João Carlos voltou da guerrilha continuou sua luta junto a artistas como Gonzaguinha, Paulinho da Viola e vários outros... Fazia parte do grupo o ex-jogador Afonsinho (aquele que lutou pela lei do passe livre para os jogadores de futebol), e também o cantor e compositor Potiguar Mirabô Dantas. - À sombra da ditadura