Vagalume da Paz

4 de fevereiro de 2012 às 8:12 | 4 Comentários
Por Romana Alves

Vaga vagalume
Venha em cardume
O mundo está escuro!
Vire luz
Traga paz

Todas as poesias do mundo

30 de janeiro de 2012 às 8:24 | 2 Comentários
Por Romana Alves

À querida amiga poeta Anne

Todas as poesias do mundo
Não dão conta
De um sentimento sozinho
Sagrado
De tão fino
Invisível
Profano
De tão humano
Insano
Basta um
Para suar palavras e fazê-las inócuas
Cansadas
Sem fala
Vazias como bacias sem água
Elas devaneiam e tentam molhar em vão
O imensurável abstrato que existe
Num seco papel
De um concreto poeta triste

Sertão Encantado

27 de dezembro de 2011 às 8:14 | 12 Comentários
Por Romana Alves

Meu sertão encantado

De castelos e rochas

Riachos

Secos

Cheios

À procura de cachos

E curvas

Gotas de um guarda-chuva

Fechado

Meu sertão encantado

Em florestas de cactos

Sedentos

Guerreiros

Festeiros

De encantos e rudes

Recantos

Costumes

Rendados

Meu sertão encantado

De laço de chita

Cordel e xelita

Doce

Menino

A matar o tempo no frio

Descalço

Meu sertão encantado

De princesas aos trapos

Dançando

E bruxinhas de pano

Cangaço

Um ser tão encantado

O beijo da noite

19 de dezembro de 2011 às 9:33 | Comentar
Por Romana Alves

Uma beira de calçada

Cheia de cadeiras sentadas

Ouve vozes amigas

Em prosa

No burburinho noturno do entardecer

Um banho de chuva molha o corpo moreno da noite

Com gotas de fim do dia

Uma melodia de amor dança nos sonhos molhados

De quem ficou

E se deixou ensopar de vida

Uma boca sozinha faz serenata

Morde e assopra o ouvido

E abre a janela pro desconhecido sereno

Do beijo

Canção de Ninar

13 de dezembro de 2011 às 16:35 | 4 Comentários
Por Romana Alves
Eu queria uma rede
Uma redinha
Para balançar o tempo
E fazê-lo tarde no meu dia lento
E assim sentir o vento
Na mansidão de quem nina
Nana
Nana menina
Que tudo pode esperar
A vida já não tem mais pressa
E o que de verdade interessa é te balançar
Nana
Nana menina
Jogue os pés para o alto
E sinta-os voar
Mas voe devagarinho
E vá piscando os olhinhos
Pro sonho te embalar

Os sem-sino

7 de dezembro de 2011 às 15:44 | Comentar
Por Romana Alves

Rou Rou Rou Blem Blem Blem

O sino já avisou

Hoje é véspera do dia

Sinal de muita alegria

Mesa farta e roupas caras

Para bem poucas famílias

Rou Rou Blem Blem

A noite é de festa

Adornos e seresta

Para os lembrados com afinco

Papai Noel faz bonito e traz um saco de magia

RouRou

Mas para maioria

O saco está vazio

O sino nem tocou

O sol até raiou

E parece só mais um dia

De outrem que são ninguém

E querem blem blem também

Na festa da minoria

As horas

3 de dezembro de 2011 às 8:54 | 4 Comentários
Por Romana Alves

Quisera fosse ontem

O presente de hoje

Não a véspera de amanhã

Talvez o tempo

Que nós perdemos

Apressados

No compasso de ponteiros

Escravos

Pouco a pouco

Fosse calmo

Lento

Suave

Cansado

Contemplado

E o passado sem nome

Estivesse contigo

…Conquando…

Comigo

Embora cada minuto perdido

É somente um número

Segundos de um corpo

Que cedo ou tarde

Vai embora

E parte

Sem marcar hora

Ora sozinho

Ora seguindo passos

De passarinhos

Voando sem demora

Na correria de horas inexatas

Sem data

Que se encontram e desencontram

No mesmo ponto

Onde a vida

Jaz agora

Flor de Quimera

25 de novembro de 2011 às 14:30 | 4 Comentários
Por Romana Alves

Devagar ela devaneia

Verde

Eterniza nossa espera

E divaga em sonhos errantes

Poetas

Agoniza os dias e tarda a vinda

Com a pressa de quem dorme

E eclode

No anoitecer da hora

Roubando do tempo

Rios de demora

Ao ninar da vista

Aquarela o alvorecer dos olhos

Atônitos

Desejosos

De uma virgem  imaculada

Nascida arroxeada em lilás quase anil

Amendoado por mil tons de rosa

Melados de branco

Amarelados

Pincelados de tons

Que surtam em novos tons

Aveludados

Em pétalas disformes

Suaves algozes de um jardim sem cor

De inveja

Quem dera

Flor de quimera

Florasse orquídea

Vernissage da cria

SAU da iDADE

18 de novembro de 2011 às 10:14 | 8 Comentários
Por Romana Alves

Saúdo a saudade

Que invade

A alma

Deita em nosso colo

E nos ensina a ter

Falta

A preencher o vazio

E adormecer o frio

Da dor

A serenar o corpo para sentir

A cor

O cheiro

O sabor

O tom

Que se foi no vão do vento

Saúdo a Saudade

Que nos chove os olhos

Com o sal da idade

E molha o nosso tempo

De ausência cristalina

Salobra

Salina

Saudosa menina

Que vez em quando

Some (                        )

E finge ir embora…

…Mas sempre volta.

Com ardor!

Para não deixar morrer

O amor*

Eu te amo

7 de novembro de 2011 às 10:04 | 2 Comentários
Por Romana Alves

Não arranca voz mas dá engasgo

Vai muito além do trago

Que trago em mim

É um nó preso na garganta

Que bem-me-quer soltar

Mas planta

Enraiza o sentimento

Guardado

E despetala o coração da gente

Feito folha partida semente

É o grito mudo que muda o rumo

Sem pedir licença

E depois só aumenta

O desespero

De dizer assim…

É o sussurro rouco

Louco

Abafado a clamar ajuda

A pedir alguma

Chance

De falar o amor

Sem sentir a dor

De calar no fim.

O Melhor da vida

4 de novembro de 2011 às 7:43 | Comentar
Por Romana Alves

Melhor que o vinho

É a companhia

Ao toque das taças

Melhor que o beijo

É o desejo

De te conseguir em mim

Melhor que a viagem

É o sonho

De tornar o mundo seu

Melhor que ter filho

É parir a mãe

Que também nasceu

Melhor que o presente

É a presença

De quem te cativa

Melhor que a vida

É o sentido que se dá a ela

Casamento

27 de outubro de 2011 às 8:03 | 2 Comentários
Por Romana Alves

No céu

Chuva de sol e neblinalva

Em festa de prata

Na renda

Tanto véu de sentimento

Casado

Amor e Desejo

Ciúme e Raiva

Dor e Tristeza

Alegria e Paz

Tanto branco no prato

Um pouco de arroz

Pra dar sorte

E afastar a morte

Dos anos nos lençóis

Canto da Ave

20 de outubro de 2011 às 16:33 | Comentar
Por Romana Alves

Ave alva

Preta

Parda

De Crista

Sua

Nossa

Minha

Ave que voa

E ecoa

Nos céus

E nos ninhos

Ave que beija

E canta a vida

Ave sagrada

Sem asa

Ave Maria

Se o mundo fosse criança

15 de outubro de 2011 às 17:04 | Comentar
Por Romana Alves

Se o mundo fosse criança

Pistolas só de água

Vento suave brisa

Guerras de almofada

Extinção do homem-lobo

Ar despoluído

Se o mundo fosse criança

Asfalto colorido

Árvores bem no meio

Negro e branco amigos

Trânsito belo passeio

Portas e janelas abertas

Trabalho um recreio

Amor um compromisso

Chatice invisível

Alegria um vício

Fumaça só bolo de forno

Ou trem na estação

Cigarro nem toco

Muito banho de chuva

Mais dias com arco-íris

E vezes de sol com lua

Se o mundo fosse criança

Casa só com quintal

Na rua muito bom dia

Vizinho outra família

Céu cheio de pipa

Sol que nunca queima

No mar só água limpa

Se o mundo fosse criança

Estresse algo que estica

Raiva só uma comida

Depressão sem vida

Ah…se o mundo fosse criança

Mas “se” é apenas sonho

De crianças grandes esquecidas de sonhar

Pois só pensam em crescer

Síndrome de Alice: a louca patologia de ser humano

6 de outubro de 2011 às 11:54 | Comentar
Por Romana Alves

Alice no País das Maravilhas, do diretor Tim Burton

As alegrias, frustrações e loucuras dos homens certamente não caberiam em uma xícara de chá. São muitas e profundas que nem mesmo um bule daria conta de tanto humano estranhamente comum. Certamente, nós todos sofremos de uma patologia que eu chamaria de ‘Síndrome de Alice’. Uns acometidos em um nível mais elevado, outros nem tanto. Mas, não se preocupem, alicianos, não é assim tão grave. A síndrome ainda não foi descoberta pela medicina, mas pode ser facilmente identificada, pois o paciente apresenta sintomas típicos dos loucos.

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A(o)DEUS DARÁ…

1 de outubro de 2011 às 10:15 | Comentar
Por Romana Alves

Você foi embora

E não disse adeus

A poesia nova

Sequer leu

Se perdeu

Entre papéis de rascunhos

Tristes

Amarelados de saudade

Na esquina

Sem cigarro

Você tragou outro caminho

Virou

A página

Solitária

Do meu livro

Um pergaminho

De papel marchê

Suave

E delicado

Como você

Foi

E eu

Fiquei

Sem palavras

Sem prosa

Sem rima

Sozinha

Sem traço de explicação

Muda

Como pássaro

Sem rumo

Vazia de prumo

Seu

A(o) Deus dará…

O bom motivo

Que você nunca deu

Bem-te-quis

27 de setembro de 2011 às 19:57 | 2 Comentários
Por Romana Alves

Queria ser um bem-te-vi

Para te ver

E te dizer que te quis

Que bem-te-quis

Voar pro seu ninho

E te acordar com canto

De passarinho

Gritar

Bem alto

Burburinhos de amor

E fazer do vento

Um sopro de  companhia

Mas estou cansada

Já não tenho asas

Escara na Vida

24 de setembro de 2011 às 20:07 | 10 Comentários
Por Romana Alves

A dor que dói

É aquela que ninguém vê

Arde por dentro

E corrói o peito

Sem bater

É a dor do tempo

Que passa

Sem hematoma

E sangra

É o eu te amo não dito

A ecoar

Aflito

A gemer

É o abraço não dado

Em um dia nublado

Sem chover

É o perdão calado

No calejar

D’alma

Cansada

De ter razão

Em vão

É o choro silencioso

Leitoso

No adormecer da noite pálida

Inválida

A dor que dói

É ferida que não sara

Não forma casca

Nem cicatriza

É a dor da culpa

Que sem dó

Machuca

E Finca

Escara na vida

Meu poeta laranja-rosa

20 de setembro de 2011 às 18:51 | 3 Comentários
Por Romana Alves

Poente

Ele vem…

…Bem tarde

E Arde

Queima

A vista

Com rosa

E cega o céu

De poesia

Laranja prosa

Em todo olhar

Distraído

Ou atento

Poeta

Ele vai…

…E fica

A tempo

De permanecer

E se esvair

Sem fim

Educação Integral é a lição para formar o aluno cidadão

20 de setembro de 2011 às 7:52 | 2 Comentários
Por Romana Alves

No Jornal do IFRN

Antigamente, entre o giz e o quadro negro, ficava o professor. Tão perto e tão longe de seus alunos. Sentados em carteiras enfileiradas, eles se distanciavam dia após dia daquilo que deveria ser o cerne da sala de aula: “a participação ativa do aluno no processo de construção do conhecimento”. Segundo a pedagoga Tânia Costa “Na pedagogia tradicional, o ensino era centrado no professor que detinha o saber e o transmitia para os alunos, cabendo a esses últimos reproduzir esses conhecimentos tal qual foi ensinado”.

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AGENDA

  • Pinacoteca está com Edital aberto para ocupação das Salas de Exposições

    Artistas plásticos e visuais ainda podem se inscrever no Edital de Ocupação das Salas de Exposição da Pinacoteca Potiguar para todo o ano de 2012.

    mais informações »

  • Rede Cinemark exibe direto de Londres a temporada 2012 de óperas e balés do The Royal Opera House

    Espetáculos serão transmitidos em mais de 30 complexos espalhados pelo Brasil, sendo dois ao vivo. Natal-RN participa da programação e os ingressos já estão à venda

    A Rede Cinemark traz para o Brasil, com exclusividade, a temporada 2012 de óperas e balés do The Royal Opera House (ROH), de Londres, a partir do dia 25 de fevereiro.

    mais informações »

  • Museu de Arte Moderna do Rio abre mostra cancelada de Nan Goldin

    NAN GOLDIN
    QUANDO abre hoje, às 19h; de ter. a sex., das 12h às 18h; sáb. e dom., das 12h às 19h; até 8/4
    ONDE MAM-Rio (av. Infante Dom Henrique, 85, Rio; tel. 0/xx/21/2240-4944)
    QUANTO R$ 8
    CLASSIFICAÇÃO 18 anos

    aqui

  • OUTROS EVENTOS

POESIA

    Vento nordeste
    10-02-2012 às 7:14 - Comentar
    Por Oreny Junior

    sopra
    meu vento nordeste
    sou todo seu
    feito de sol e sal
    visto as velas
    desse cais cansado
    que tanto me espera
    levado pelas caiçaras
    nos lemes canguleiros
    sopra
    meu vento nordeste
    a amada me aguarda
    o rancho está vazio
    aproveita a baixa da maré
    e me atraca
    joga essa âncora
    onde o tempo
    por uns dias
    será meu amigo
    sopra
    meu vento nordeste
    sopra
    sopra
    ..

    COMENTÁRIOS

    • Marcos Silva: Certamente, existem ONGs sérias. Infelizmente, a desqualificação geral tende a se tornar corriqueira. Lembro que ela aparece com todas as letras no filme Tropa de elite (I). - Brado retumbante
    • Marcos Silva: No diálogo de 2010 sobre esse tema aqui, SP, considerei o direito do feto como especialmente frágil, uma vez que é uma vida ainda sem voz. Prefiro que haja debate sobre esse e outros temas. Não procuro convencer ninguém. Apenas considero fundamental ocupar o espaço público com argumentos em confronto, evitar a política de cada macaco em seu galho. Sou homem, não engravido. Mas posso engravidar uma mulher. Para evitar isso, tomo as providências necessárias (camisinha, em especial). Se engravidasse alguém, defenderia o feto, sim - parte de mim, parte do direito ao meu corpo. Melhor conversar. - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • Fernando: Marcos silva, discordo. O tema do aborto é tão absurdo que nem sequer deve ser debatido. Você não percebe que isso é exatamente o que os abortistas desejam? Eles desejam pôr em discussão um assunto que até então é evidente: a vida humana ganhou um valor intrínseco com o Cristianismo (todos são filhos de Deus, todos são irmãos), mas agora os que querem erradicar Cristo da sociedade estão querendo justamente questionar esse valor, "discuti-lo". Seria o mesmo que você propor que o tema da pedofilia é muito sério e precisa ser debatido, ou então que como alguns seres humanos têm tendência homicida, deveríamos debater o homicídio. A discussão em si já questiona o valor, e eu te asseguro que as pessoas que propõem isso sabem o que estão fazendo, porque eu estudei com essa gente que quer manipular a linguagem para mudar a sociedade. Elas nunca vão apresentar suas reais intenções, porque tais intenções não atrairiam ninguém, causariam repugnância. A propósito, desculpem-me: nos comentários anteriores errei o endereço. Querem ver se o aborto é algo a ser discutido? Assistam a esse vídeo: abort67.co.uk Abs - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • Yuno Silva: Pelo visto dá para ver que o assunto é polêmico, cultural, um tabu histórico, e abordado com o lado emocional da racionalidade. Deixemos a cristandade de lado para um debate amadurecido. - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • Carmen Vasconcelos: Grata, Anchieta. - Avoengo
    • Marcos Silva: Walter: Entendo que o grande equívoco foi terem implantado uma ditadura no país. Objetivamente, os guerrilheiros do Araguaia e outros não tinham poder de fogo para o enfrentamento com um Exército regular e minimamente equipado, que sustentatava o regime. Mas a guerrilha anunciou, tragicamente (porque muita gente morreu e sofreu - e não só os guerrilheiros propriamente ditos), que nem tudo era ditadura. Não anunciou sozinha, claro. Parte da produção artística (música popular, artes visuais, teatro, cinema, literatura) também o fez. A mesma situação se observou nos movimentos sociais que foram se estruturando contra o regime. A "milicada" não precisava de treinamento, já era bem treinada e o demonstrou desde o começo do regime, oprimindo os adversários. É possível que a guerrilha tenha servido como álibi para o regime. Mas uma ditadura, quando não tem álibi, inventa, como o Nazismo o fez em relação aos judeus. - À sombra da ditadura
    • Clarissa Torres: Paiva, texto incrível! Que alma atormentada e corajosa. Realmente, a imagem é igualmente perturbadora e por isso belíssima. Me lembrou Ego Schiele. - Rita louca
    • Jarbas Martins: Seja apocalíptica, não, Paglia.Tenha medo não. De hora em hora Deus melhora. - Camille Paglia, em entrevista recente
    • Jarbas Martins: Sai dessa, M.Couto. - À sombra da ditadura
    • Jarbas Martins: Tô contigo, Alex. - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”