Vaga vagalume
Venha em cardume
O mundo está escuro!
Vire luz
Traga paz
Todas as poesias do mundo
30 de janeiro de 2012 às 8:24 | 2 ComentáriosÀ querida amiga poeta Anne
Todas as poesias do mundo
Não dão conta
De um sentimento sozinho
Sagrado
De tão fino
Invisível
Profano
De tão humano
Insano
Basta um
Para suar palavras e fazê-las inócuas
Cansadas
Sem fala
Vazias como bacias sem água
Elas devaneiam e tentam molhar em vão
O imensurável abstrato que existe
Num seco papel
De um concreto poeta triste
Sertão Encantado
27 de dezembro de 2011 às 8:14 | 12 ComentáriosMeu sertão encantado
De castelos e rochas
Riachos
Secos
Cheios
À procura de cachos
E curvas
Gotas de um guarda-chuva
Fechado
Meu sertão encantado
Em florestas de cactos
Sedentos
Guerreiros
Festeiros
De encantos e rudes
Recantos
Costumes
Rendados
Meu sertão encantado
De laço de chita
Cordel e xelita
Doce
Menino
A matar o tempo no frio
Descalço
Meu sertão encantado
De princesas aos trapos
Dançando
E bruxinhas de pano
Cangaço
Um ser tão encantado
O beijo da noite
19 de dezembro de 2011 às 9:33 | ComentarUma beira de calçada
Cheia de cadeiras sentadas
Ouve vozes amigas
Em prosa
No burburinho noturno do entardecer
Um banho de chuva molha o corpo moreno da noite
Com gotas de fim do dia
Uma melodia de amor dança nos sonhos molhados
De quem ficou
E se deixou ensopar de vida
Uma boca sozinha faz serenata
Morde e assopra o ouvido
E abre a janela pro desconhecido sereno
Do beijo
Canção de Ninar
13 de dezembro de 2011 às 16:35 | 4 ComentáriosEu queria uma rede
Uma redinha
Para balançar o tempo
E fazê-lo tarde no meu dia lento
E assim sentir o vento
Na mansidão de quem nina
Nana
Nana menina
Que tudo pode esperar
A vida já não tem mais pressa
E o que de verdade interessa é te balançar
Nana
Nana menina
Jogue os pés para o alto
E sinta-os voar
Mas voe devagarinho
E vá piscando os olhinhos
Pro sonho te embalar
Os sem-sino
7 de dezembro de 2011 às 15:44 | ComentarRou Rou Rou Blem Blem Blem
O sino já avisou
Hoje é véspera do dia
Sinal de muita alegria
Mesa farta e roupas caras
Para bem poucas famílias
Rou Rou Blem Blem
A noite é de festa
Adornos e seresta
Para os lembrados com afinco
Papai Noel faz bonito e traz um saco de magia
RouRou
Mas para maioria
O saco está vazio
O sino nem tocou
O sol até raiou
E parece só mais um dia
De outrem que são ninguém
E querem blem blem também
Na festa da minoria
As horas
3 de dezembro de 2011 às 8:54 | 4 ComentáriosQuisera fosse ontem
O presente de hoje
Não a véspera de amanhã
Talvez o tempo
Que nós perdemos
Apressados
No compasso de ponteiros
Escravos
Pouco a pouco
Fosse calmo
Lento
Suave
Cansado
Contemplado
E o passado sem nome
Estivesse contigo
…Conquando…
Comigo
Embora cada minuto perdido
É somente um número
Segundos de um corpo
Que cedo ou tarde
Vai embora
E parte
Sem marcar hora
Ora sozinho
Ora seguindo passos
De passarinhos
Voando sem demora
Na correria de horas inexatas
Sem data
Que se encontram e desencontram
No mesmo ponto
Onde a vida
Jaz agora
Flor de Quimera
25 de novembro de 2011 às 14:30 | 4 ComentáriosDevagar ela devaneia
Verde
Eterniza nossa espera
E divaga em sonhos errantes
Poetas
Agoniza os dias e tarda a vinda
Com a pressa de quem dorme
E eclode
No anoitecer da hora
Roubando do tempo
Rios de demora
Ao ninar da vista
Aquarela o alvorecer dos olhos
Atônitos
Desejosos
De uma virgem imaculada
Nascida arroxeada em lilás quase anil
Amendoado por mil tons de rosa
Melados de branco
Amarelados
Pincelados de tons
Que surtam em novos tons
Aveludados
Em pétalas disformes
Suaves algozes de um jardim sem cor
De inveja
Quem dera
Flor de quimera
Florasse orquídea
Vernissage da cria
SAU da iDADE
18 de novembro de 2011 às 10:14 | 8 ComentáriosSaúdo a saudade
Que invade
A alma
Deita em nosso colo
E nos ensina a ter
Falta
A preencher o vazio
E adormecer o frio
Da dor
A serenar o corpo para sentir
A cor
O cheiro
O sabor
O tom
Que se foi no vão do vento
Saúdo a Saudade
Que nos chove os olhos
Com o sal da idade
E molha o nosso tempo
De ausência cristalina
Salobra
Salina
Saudosa menina
Que vez em quando
Some ( )
E finge ir embora…
…Mas sempre volta.
Com ardor!
Para não deixar morrer
O amor*
Eu te amo
7 de novembro de 2011 às 10:04 | 2 ComentáriosNão arranca voz mas dá engasgo
Vai muito além do trago
Que trago em mim
É um nó preso na garganta
Que bem-me-quer soltar
Mas planta
Enraiza o sentimento
Guardado
E despetala o coração da gente
Feito folha partida semente
É o grito mudo que muda o rumo
Sem pedir licença
E depois só aumenta
O desespero
De dizer assim…
É o sussurro rouco
Louco
Abafado a clamar ajuda
A pedir alguma
Chance
De falar o amor
Sem sentir a dor
De calar no fim.
O Melhor da vida
4 de novembro de 2011 às 7:43 | ComentarMelhor que o vinho
É a companhia
Ao toque das taças
Melhor que o beijo
É o desejo
De te conseguir em mim
Melhor que a viagem
É o sonho
De tornar o mundo seu
Melhor que ter filho
É parir a mãe
Que também nasceu
Melhor que o presente
É a presença
De quem te cativa
Melhor que a vida
É o sentido que se dá a ela
Casamento
27 de outubro de 2011 às 8:03 | 2 ComentáriosNo céu
Chuva de sol e neblinalva
Em festa de prata
Na renda
Tanto véu de sentimento
Casado
Amor e Desejo
Ciúme e Raiva
Dor e Tristeza
Alegria e Paz
Tanto branco no prato
Um pouco de arroz
Pra dar sorte
E afastar a morte
Dos anos nos lençóis
Canto da Ave
20 de outubro de 2011 às 16:33 | ComentarAve alva
Preta
Parda
De Crista
Sua
Nossa
Minha
Ave que voa
E ecoa
Nos céus
E nos ninhos
Ave que beija
E canta a vida
Ave sagrada
Sem asa
Ave Maria
Se o mundo fosse criança
15 de outubro de 2011 às 17:04 | ComentarSe o mundo fosse criança
Pistolas só de água
Vento suave brisa
Guerras de almofada
Extinção do homem-lobo
Ar despoluído
Se o mundo fosse criança
Asfalto colorido
Árvores bem no meio
Negro e branco amigos
Trânsito belo passeio
Portas e janelas abertas
Trabalho um recreio
Amor um compromisso
Chatice invisível
Alegria um vício
Fumaça só bolo de forno
Ou trem na estação
Cigarro nem toco
Muito banho de chuva
Mais dias com arco-íris
E vezes de sol com lua
Se o mundo fosse criança
Casa só com quintal
Na rua muito bom dia
Vizinho outra família
Céu cheio de pipa
Sol que nunca queima
No mar só água limpa
Se o mundo fosse criança
Estresse algo que estica
Raiva só uma comida
Depressão sem vida
Ah…se o mundo fosse criança
Mas “se” é apenas sonho
De crianças grandes esquecidas de sonhar
Pois só pensam em crescer
Síndrome de Alice: a louca patologia de ser humano
6 de outubro de 2011 às 11:54 | ComentarAlice no País das Maravilhas, do diretor Tim Burton
As alegrias, frustrações e loucuras dos homens certamente não caberiam em uma xícara de chá. São muitas e profundas que nem mesmo um bule daria conta de tanto humano estranhamente comum. Certamente, nós todos sofremos de uma patologia que eu chamaria de ‘Síndrome de Alice’. Uns acometidos em um nível mais elevado, outros nem tanto. Mas, não se preocupem, alicianos, não é assim tão grave. A síndrome ainda não foi descoberta pela medicina, mas pode ser facilmente identificada, pois o paciente apresenta sintomas típicos dos loucos.
A(o)DEUS DARÁ…
1 de outubro de 2011 às 10:15 | ComentarVocê foi embora
E não disse adeus
A poesia nova
Sequer leu
Se perdeu
Entre papéis de rascunhos
Tristes
Amarelados de saudade
Na esquina
Sem cigarro
Você tragou outro caminho
Virou
A página
Solitária
Do meu livro
Um pergaminho
De papel marchê
Suave
E delicado
Como você
Foi
E eu
Fiquei
Sem palavras
Sem prosa
Sem rima
Sozinha
Sem traço de explicação
Muda
Como pássaro
Sem rumo
Vazia de prumo
Seu
A(o) Deus dará…
O bom motivo
Que você nunca deu

Bem-te-quis
27 de setembro de 2011 às 19:57 | 2 ComentáriosQueria ser um bem-te-vi
Para te ver
E te dizer que te quis
Que bem-te-quis
Voar pro seu ninho
E te acordar com canto
De passarinho
Gritar
Bem alto
Burburinhos de amor
E fazer do vento
Um sopro de companhia
Mas estou cansada
Já não tenho asas
Escara na Vida
24 de setembro de 2011 às 20:07 | 10 ComentáriosA dor que dói
É aquela que ninguém vê
Arde por dentro
E corrói o peito
Sem bater
É a dor do tempo
Que passa
Sem hematoma
E sangra
É o eu te amo não dito
A ecoar
Aflito
A gemer
É o abraço não dado
Em um dia nublado
Sem chover
É o perdão calado
No calejar
D’alma
Cansada
De ter razão
Em vão
É o choro silencioso
Leitoso
No adormecer da noite pálida
Inválida
A dor que dói
É ferida que não sara
Não forma casca
Nem cicatriza
É a dor da culpa
Que sem dó
Machuca
E Finca
Escara na vida
Meu poeta laranja-rosa
20 de setembro de 2011 às 18:51 | 3 ComentáriosPoente
Ele vem…
…Bem tarde
E Arde
Queima
A vista
Com rosa
E cega o céu
De poesia
Laranja prosa
Em todo olhar
Distraído
Ou atento
Poeta
Ele vai…
…E fica
A tempo
De permanecer
E se esvair
Sem fim
Educação Integral é a lição para formar o aluno cidadão
20 de setembro de 2011 às 7:52 | 2 ComentáriosNo Jornal do IFRN
Antigamente, entre o giz e o quadro negro, ficava o professor. Tão perto e tão longe de seus alunos. Sentados em carteiras enfileiradas, eles se distanciavam dia após dia daquilo que deveria ser o cerne da sala de aula: “a participação ativa do aluno no processo de construção do conhecimento”. Segundo a pedagoga Tânia Costa “Na pedagogia tradicional, o ensino era centrado no professor que detinha o saber e o transmitia para os alunos, cabendo a esses últimos reproduzir esses conhecimentos tal qual foi ensinado”.



