A(o)DEUS DARÁ…

1 de outubro de 2011 às 10:15 | Comentar
Por Romana Alves

Você foi embora

E não disse adeus

A poesia nova

Sequer leu

Se perdeu

Entre papéis de rascunhos

Tristes

Amarelados de saudade

Na esquina

Sem cigarro

Você tragou outro caminho

Virou

A página

Solitária

Do meu livro

Um pergaminho

De papel marchê

Suave

E delicado

Como você

Foi

E eu

Fiquei

Sem palavras

Sem prosa

Sem rima

Sozinha

Sem traço de explicação

Muda

Como pássaro

Sem rumo

Vazia de prumo

Seu

A(o) Deus dará…

O bom motivo

Que você nunca deu

Bem-te-quis

27 de setembro de 2011 às 19:57 | 2 Comentários
Por Romana Alves

Queria ser um bem-te-vi

Para te ver

E te dizer que te quis

Que bem-te-quis

Voar pro seu ninho

E te acordar com canto

De passarinho

Gritar

Bem alto

Burburinhos de amor

E fazer do vento

Um sopro de  companhia

Mas estou cansada

Já não tenho asas

Escara na Vida

24 de setembro de 2011 às 20:07 | 11 Comentários
Por Romana Alves

A dor que dói

É aquela que ninguém vê

Arde por dentro

E corrói o peito

Sem bater

É a dor do tempo

Que passa

Sem hematoma

E sangra

É o eu te amo não dito

A ecoar

Aflito

A gemer

É o abraço não dado

Em um dia nublado

Sem chover

É o perdão calado

No calejar

D’alma

Cansada

De ter razão

Em vão

É o choro silencioso

Leitoso

No adormecer da noite pálida

Inválida

A dor que dói

É ferida que não sara

Não forma casca

Nem cicatriza

É a dor da culpa

Que sem dó

Machuca

E Finca

Escara na vida

Meu poeta laranja-rosa

20 de setembro de 2011 às 18:51 | 3 Comentários
Por Romana Alves

Poente

Ele vem…

…Bem tarde

E Arde

Queima

A vista

Com rosa

E cega o céu

De poesia

Laranja prosa

Em todo olhar

Distraído

Ou atento

Poeta

Ele vai…

…E fica

A tempo

De permanecer

E se esvair

Sem fim

Educação Integral é a lição para formar o aluno cidadão

20 de setembro de 2011 às 7:52 | 2 Comentários
Por Romana Alves

No Jornal do IFRN

Antigamente, entre o giz e o quadro negro, ficava o professor. Tão perto e tão longe de seus alunos. Sentados em carteiras enfileiradas, eles se distanciavam dia após dia daquilo que deveria ser o cerne da sala de aula: “a participação ativa do aluno no processo de construção do conhecimento”. Segundo a pedagoga Tânia Costa “Na pedagogia tradicional, o ensino era centrado no professor que detinha o saber e o transmitia para os alunos, cabendo a esses últimos reproduzir esses conhecimentos tal qual foi ensinado”.

Clique aqui para ler mais »

Oráculo

17 de setembro de 2011 às 11:43 | 2 Comentários
Por Romana Alves

Quatro filhos

Ou nenhum

Apenas dois

Quem sabe três

Ou só um

Talvez

Agora não

Nunca depois

Ou mais frente

Somente dois

No casamento

Amantes

O bom emprego

De antes

Ou Temporário

Escravo

De alto salário

Status

Até estável

Casa fechada

Uma ponte aberta

De bom negócio

Na estrada

Uma viagem

Pra longe

Pra perto

Nos planos

Ou de repente

Alguém que mente

E faz fofoca

Uma cobra

Em volta

Alguém que torna

E vai embora

De vez

Muito choro

Um coro

Sem resposta

De vozes

Do além

De consolo

Só mesmo cartas

De um baralho

Cigano

Puxe outra vez

Cerejas e Dúvidas

14 de setembro de 2011 às 7:45 | Comentar
Por Romana Alves

Cereja
Nas dúvidas
Certeza
Nas uvas
Vinhas
Volúpias
Azedo
Sabor
Agridoce
Que come
Um a um
Nossos sonhos
Tristonhos
De não perecer

Carrossel

8 de setembro de 2011 às 14:38 | 1 Comentário
Por Romana Alves

No carro

Céu de luz neon brilha

Pisca *
Sobe
Um cavalo alado amigo
E voa comigo
Gira
Desce
Um elefante sozinho
Trombado
Vazio
Pisca *
Sobe
Um leão manhoso
Na juba de um menino felino
Canta
Desce
Uma girafa retorcida
No pescoço alto da vida,  menina
Pisca *
Sobe
Um ursinho sonhador
Adormecido
Nos braços caídos de uma maquinista
Que nina
*

Alice me disse

2 de setembro de 2011 às 9:48 | 2 Comentários
Por Romana Alves

Alice me disse

Sair sem destino

Pode ser um desatino

Ou uma maravilha

Perdida em um rio de lágrimas

Profundas

Vazias

Descobrir que as horas são apenas atalhos

Pode ser indecifrável

Ou somente um breve atraso

Tomar um chá

Pode ser um compromisso

Ou encontro doce com amigos esquisitos

Iguais a mim

A vida pode ser apenas uma saída

Pra onde se quer chegar

Ou quem sabe

O melhor lugar pra ser

Feliz

Pranto das Águas

26 de agosto de 2011 às 8:11 | 4 Comentários
Por Romana Alves

Choro leitoso

Derramado à margem

No frio

Lágrimas salgadas

Forte

Bruma

Fraca

Banhada

No fio

Doce

Quente corrente

À procura do pranto

Um canto

Onde desagua a dor

E mergulha

O rio

Dama de Branco

23 de agosto de 2011 às 8:00 | 4 Comentários
Por Romana Alves

Quem dera ela caísse

Em si

E voltasse logo

Esfriasse a espera

Sofrida

De tanto tempo

Lento

Sem ela

Tanta primavera

Para tê-la de novo

Vagando ao vento

Gelado

Alvo

Desmaiada

Em meus brancos braços

Júbilos

Em saltos de nostalgia

Quem dera acariciá-la

E me (en)rolar em seus lençóis

Acetinados

Ao menos

Vê-la

Ao chão

Derretida

Suplicando aos meus pés

Frios

Vida

Até assim

Em vestes

De outro homem

Inerte

Feito de neve

Frutas Vermelhas

17 de agosto de 2011 às 13:35 | 2 Comentários
Por Romana Alves

Amoras

Amores

Frutas vermelhas

Trocadas no ventre

Do céu da boca

Letra a letra

Línguas soltas

Paridas no meio

Natural

Aromas

AboreS

Partidos ao meio

No berço

Do beijo

Devaneio volátil

Derretido

Em bruma

Na espuma

De jour

Beija-flor

12 de agosto de 2011 às 7:29 | Comentar
Por Romana Alves

Beijo seu corpo

Despetalado

No sobejo de um copo

Molhado

De saliva

La o néctar eclode

E escorre na boca

Bicuda

Que muda

De lugar

Aqui

Ali

Acolá

Voo cá

Voo lá

Tantas partes a beijar

Tantas curvas

Seminuas

Delas

Suas

Juntas

Vestidas

De pétalas

Peladas

Nus poros

De um pólen que tira a roupa

E voa

Vum vendaval de cores

Por segundo

Preto

Azul

Verde

Prata

Bato as asas

E fujo

O bom ladrão

10 de agosto de 2011 às 6:59 | Comentar
Por Romana Alves

Queria lhe roubar um beijo

Desejo tosco

De criança estranha

Quem sabe um pensamento

Imaculado

Um suspiro ou sonho

Guardado

Do seu semblante

Assaltar o seu olhar distante

E trazê-lo para perto

No meu deserto

Oásis

Ladrar seu tempo

Comigo

E fazê-lo perder horas a fio

Sem ligeirar o dia

Furtar o seu abraço apertado

E carregá-lo nos braços

Meus

Como fugitiva

Do adeus

Para que a saudade não chegue

E deite na minha rede

A me condenar

A Despedida

4 de agosto de 2011 às 18:49 | 1 Comentário
Por Romana Alves

Chuva nos olhos

Que se vai

Quando você vem

E se esvai

Nu colar

Cor de pele

Um corpo aberto

Esconderijo

Secreto

Seu

Em mim

Meu

Por fim

Na vidraça

Copos embriagados

Se desnudam do vinho

E brindam a noite escura

Tinta

Que se vai

E se esvai

No aquarelar do dia

…Borrado

Que alvorece…

E quebra

As taças

Na vidraça

Corpos

Aos cacos

Marejados

Duma derramada

Chuva

Noturna

Vão-se embora

Faz de Conta

28 de julho de 2011 às 11:09 | Comentar
Por Romana Alves

Quem sabe eu fosse um mago

E pudesse inventar carmim

Você a minha bruxa preferida

A bela de chapéu pirata

Que não dorme mais para me fazer dormir

Na carruagem um automóvel assim

Onde hoje não se conta mais

Não se encontra cais

Para fazer fingir

Quem sabe eu fosse algum duende

Doente

Só pra você cuidar de mim

No faz de conta de um cavalo alado

Voando

Em frio assoalho

Quem sabe eu fosse o sapo encantado

E você a minha esperança

De ver

O mundo

Com olhos de criança

Quem sabe eu fosse um astronauta

E você a minha espaçonave

Pra outro mundo

Espacial

Especial

Bem longe dos vilões

E perto de um final feliz

Primeiro Amor

24 de julho de 2011 às 20:58 | Comentar
Por Romana Alves

Enamorado

Ele finca

Na sua vida

Como sombra que te acompanha

E te protege do sol

Entra chuva

Sem te abandonar

Sabe dos respingos

Seus

Conhece cada sonho molhado

As angústias solitárias

O sorriso fácil

O vento

Que assanha teus cachos

Embaixo deles

Entrelaça os dedos

Saudosos

Faz de conta

Que é menina

Ainda

E ele

Somente seu pai

Vida a dois

21 de julho de 2011 às 13:45 | Comentar
Por Romana Alves

No cair dos olhos

Faça de conta que é mais uma noite

Comum

Que passa e envelhece

Segrede-me seus sonhos

Sozinhos

Você tem mais a mim

Já não haverá o medo

Do tempo

No leito

Somos somente um

Fale dos seus encantos

E planos

Eu posso te ouvir

Deixe que eu seque as lágrimas

Suadas

Cansadas de cair

Durma

Eu mesma te protejo

Do vento

E canto para você

Seguir

Déjà vu

19 de julho de 2011 às 13:45 | Comentar
Por Romana Alves

O mesmo cheiro de lavanda

A mesma cama

Forrada

Em palavras macias

Passadas

Guardadas

No quarto

Tudo de novo

Um retorno

Fugaz

Cruza a minha mente

E mente

Finge que sei

O que não sei mais

A Ciranda

16 de julho de 2011 às 9:55 | Comentar
Por Romana Alves

Cole a minha mão a sua

O dia já tem demais amargura

Não precisa tanto choro

Só chorar de rir

E fazer de conta que a dor passa

Num passe de mágica

Vamos formar um círculo

Só de bons amigos

Aqueles pequeninos

Os que acabam de chegar

Os grandes e também os altos

Os fortes e os fracos

Os reais e os imaginários

Os novos e os antigos

Os pra toda hora e os que vão embora

Os falantes e os tímidos

Os velhos e os jovens

Os que moram longe e os de pertinho

Os da infância

E os que nunca te deixam sozinho

Chame quem você ama

Pra rodar ciranda

E cantar sorrindo

Enquanto a vida espera

E a alegria não tem pressa

AGENDA

Esposição de Ana Prata - Instituto Tomie Ohtake

A artista apresenta tanto telas pequenas, como também trabalhos grandiosos, usando o efeito de escorrido; até agora não acho razão para que alguns [leia mais]

Recital de piano com Guilherme Rodrigues nesta quinta - Entrada grátis

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Acontece de quarta a sábado desta semana na Escola de Música da UFRN o evento Oboé, Música de Câmara e Tecnologia. Na ocasião, [leia mais]

Exposição "Quixote com Rosas", será aberta quinta, na Galeria Newton Navarro

Será aberta quinta-feira, 17, às 18 horas, na Galeria Newton Navarro (sede da Fundação José Augusto - Rua Jundiaí, 641 - Tirol) a [leia mais]

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No mês de Maio um evento histórico acontecerá na cidade de Natal. Italo Babini (FOTO), violoncelista natalense, considerado um dos mais importantes violoncelistas [leia mais]

"Mattinata", de Fernando Monteiro, será lançado em Natal quinta-feira, 17

Anote aí na agenda: na próxima quinta-feira, dia 17, a partir das 19 horas, o escritor e pluralista Fernando Monteiro lança na Livraria [leia mais]

OUTROS EVENTOS

POESIA

    Névoa
    16-05-2012 às 9:40 - 7 Comentários
    Por Jarbas Martins

    Carl Sandburg

    Vem a névoa
    em breve pisar de gata.

    Queda-se olhando
    o porto e a cidade
    sentada em seu silêncio e
    esgueirando-se em seguida.

    (Tradução de Jarbas Martins)

    * * *

    Fog

    The fog comes
    on litlle cat feet.

    It sits looking
    over harbor and city
    on silent haunches
    and then moves on.

    (Carl Sandburg, “Selected Poems”, G.Books,1992)

    COMENTÁRIOS

    • João da Mata: Amigo Carlão, Vejo com muita alegria a sua inquietação e leitura. Tb indico fortemente o livro .Jerônimo, A Técnica do Livro de autoria do grande Dom Paulo Evaristo Arns ( Sua tese de doutorado) , trad. de Cleone Augusto Rodrigues e prefácio de Alfredo Bosi . Belíssimo livro em capa dura Jeronimo traduziu a vulgata da biblia e é considerado o patronomo dos bibliófilos e amantes do livro. Saudações bibliófilas. ab imo corde - Help
    • edjane linhares: Muito lindo, Jarbas. A experiência do haicai, como Fernando nos lembrou, ajuda muito neste processo de contemplação e silêncio, ato solitário e sublime. Quero agradecer a homenagem às mães no seu último haicai (único vestígio da data por aqui). Aguardo coletânea deles. Um abraço. - Névoa
    • Jarbas Martins: Amigo Jóis: gosto da sua poesia e da sua prosa digressiva, inflada de saberes e sabores, biscoito fino para raros paladares.Nem precisava dizer isso, mas como em seu comentário você se reportou a um incógnito Aguinaldo Soares, usando termos utilizados por ele contra mim - deu-me vontade de voltar ao assunto. Repito mais uma vez: Aguinaldo Soares sabe escrever, e a expressão "sólida cultura" é tão infeliz que não me restou outra alternativa: pedi desculpas ao ilustríssimo desconhecido.Não conheço o Aguinaldo, mas presumo que ele, como eu, temos algo em comum: fizemos o curso de direito.Daí o nosso gosto pelas sentenças líquidas e certas. Abraços, Poeta ! - Ditirambo
    • Marcos Silva: Li um livro interessante sobre Jerônimo, A Técnica do Livro Segundo São Jerônimo, de Paulo Evaristo Arns - Help
    • Jarbas Martins: Tradução inventiva a tua, Marcos. Nenhuma novidade nisso. Você é um reconhecido mestre na arte tradutória. - Névoa
    • Jóis Alberto: O poema é bom! Afirmo isso, embora não tenha plena consciência do ofício de poeta. Porque se eu for intelectual, sou dos mais incompletos – em meio a preconceitos, totens e tabus, como vocês já tiveram oportunidade de ler mais de uma vez, aqui neste democrático SP. Além do mais, como posso ter sólida base cultural nesses tempos em que tudo que é sólido se desmancha no ar? Tempos de modernidade e amores líquidos, de fodas em excesso e entediadas, blasé até – foda blasé é ‘foda’! – de gente que trepa com a mesma rotina de quem escova os dentes, tema objeto das sátiras ingênuas de meia dúzia dos meus poemas eróticos. Ingênuas não só se comparadas às sátiras e poemas eróticos/pornográficos de um grande poeta, Bernardo Guimarães, por exemplo, mas ‘ingênuas’ também no sentido libertino, filosófico, da palavra ‘ingênuo’! Ou então as fodas são escassas como as leituras de gente que, se leram os gregos, leram em traduções, não no original, e fazem a pose erudita de quem muito entende esses clássicos da filosofia, da poética e da ética, da antiguidade greco-romana. O que danado é ‘inveja poética’? Se é inveja não é poética, nem ética! Porque a ética, é verdade, pode tratar da inveja, da emulação, mas a inveja despreza a ética. O que danado significa ‘fracasso moral da estética’? De qual moral estamos falando? Da moral burguesa? Sinceramente! Qual o poeta que não esconde a fonte onde bebe? Como poeta bissexto, escondo e revelo fontes. Sem maiores dificuldades coloco as cartas na mesa, porque nesse jogo de cartas – de cartas muitas vezes marcadas, e viciadas – uma das minhas cartas prediletas é a do coringa, do joker! Porém, como há muito não jogo nem pif-paf, buraco ou sueca, uso essa expressão ‘jogo de cartas marcadas’ como um dos inúmeros clichês que pululam por aí, em discussões de intelectuais de prestígio... - Ditirambo
    • Cássio: Biografia eu não sei, mas recomendo o filme do júlio bressane. No seu livro Cinemancia tem também uma tradução interessante da "epifania" de são jerônimo. - Help
    • Marcos Silva: Belo poema, bom poeta, boa tradução. Sugiro a alternativa: NÉVOA. Névoa vem em pés de gatim Senta e olha sobre porto e cidade ancas silêncio e se moveu - Névoa
    • Jarbas Martins: Tenho a honra e o dever de confessar que a tradução que fiz do poema "Dormire", de Ungaretti, publicado há alguns dias neste SP - teve a orientação do poeta Fernando Monteiro ! Obrigado, mestre Fernando, obrigado poetas Anne Guimarães e Lívio Oliveira. - Névoa
    • Nina Rizzi: "A capa já dá o tom da revista. Uma foto de Câmara Cascudo passeando de riquexó (uma espécie de carroça de duas rodas e movida a tração humana) em Moçambique, ao lado de uma pessoa não identificada. A foto - de autoria desconhecida - foi clicada em 1963, quando o folclorista estudava costumes e tradições africanos. As observações e anotações depois seriam o mote para o livro Made in África. A imagem foi cedida pela família. E a filha, Ana Maria Cascudo, escreve artigo contando as inúmeras viagens do pai, em um diálogo emblemático entre Natal e o estrangeiro." Viu, neguinho não existe não, ô rapá! - Tributo ao mar