Você foi embora
E não disse adeus
A poesia nova
Sequer leu
Se perdeu
Entre papéis de rascunhos
Tristes
Amarelados de saudade
Na esquina
Sem cigarro
Você tragou outro caminho
Virou
A página
Solitária
Do meu livro
Um pergaminho
De papel marchê
Suave
E delicado
Como você
Foi
E eu
Fiquei
Sem palavras
Sem prosa
Sem rima
Sozinha
Sem traço de explicação
Muda
Como pássaro
Sem rumo
Vazia de prumo
Seu
A(o) Deus dará…
O bom motivo
Que você nunca deu

Bem-te-quis
27 de setembro de 2011 às 19:57 | 2 ComentáriosQueria ser um bem-te-vi
Para te ver
E te dizer que te quis
Que bem-te-quis
Voar pro seu ninho
E te acordar com canto
De passarinho
Gritar
Bem alto
Burburinhos de amor
E fazer do vento
Um sopro de companhia
Mas estou cansada
Já não tenho asas
Escara na Vida
24 de setembro de 2011 às 20:07 | 11 ComentáriosA dor que dói
É aquela que ninguém vê
Arde por dentro
E corrói o peito
Sem bater
É a dor do tempo
Que passa
Sem hematoma
E sangra
É o eu te amo não dito
A ecoar
Aflito
A gemer
É o abraço não dado
Em um dia nublado
Sem chover
É o perdão calado
No calejar
D’alma
Cansada
De ter razão
Em vão
É o choro silencioso
Leitoso
No adormecer da noite pálida
Inválida
A dor que dói
É ferida que não sara
Não forma casca
Nem cicatriza
É a dor da culpa
Que sem dó
Machuca
E Finca
Escara na vida
Meu poeta laranja-rosa
20 de setembro de 2011 às 18:51 | 3 ComentáriosPoente
Ele vem…
…Bem tarde
E Arde
Queima
A vista
Com rosa
E cega o céu
De poesia
Laranja prosa
Em todo olhar
Distraído
Ou atento
Poeta
Ele vai…
…E fica
A tempo
De permanecer
E se esvair
Sem fim
Educação Integral é a lição para formar o aluno cidadão
20 de setembro de 2011 às 7:52 | 2 ComentáriosNo Jornal do IFRN
Antigamente, entre o giz e o quadro negro, ficava o professor. Tão perto e tão longe de seus alunos. Sentados em carteiras enfileiradas, eles se distanciavam dia após dia daquilo que deveria ser o cerne da sala de aula: “a participação ativa do aluno no processo de construção do conhecimento”. Segundo a pedagoga Tânia Costa “Na pedagogia tradicional, o ensino era centrado no professor que detinha o saber e o transmitia para os alunos, cabendo a esses últimos reproduzir esses conhecimentos tal qual foi ensinado”.
Oráculo
17 de setembro de 2011 às 11:43 | 2 ComentáriosQuatro filhos
Ou nenhum
Apenas dois
Quem sabe três
Ou só um
Talvez
Agora não
Nunca depois
Ou mais frente
Somente dois
No casamento
Amantes
O bom emprego
De antes
Ou Temporário
Escravo
De alto salário
Status
Até estável
Casa fechada
Uma ponte aberta
De bom negócio
Na estrada
Uma viagem
Pra longe
Pra perto
Nos planos
Ou de repente
Alguém que mente
E faz fofoca
Uma cobra
Em volta
Alguém que torna
E vai embora
De vez
Muito choro
Um coro
Sem resposta
De vozes
Do além
De consolo
Só mesmo cartas
De um baralho
Cigano
Puxe outra vez
Cerejas e Dúvidas
14 de setembro de 2011 às 7:45 | ComentarCereja
Nas dúvidas
Certeza
Nas uvas
Vinhas
Volúpias
Azedo
Sabor
Agridoce
Que come
Um a um
Nossos sonhos
Tristonhos
De não perecer
Carrossel
8 de setembro de 2011 às 14:38 | 1 ComentárioNo carro
Céu de luz neon brilha
Alice me disse
2 de setembro de 2011 às 9:48 | 2 ComentáriosAlice me disse
Sair sem destino
Pode ser um desatino
Ou uma maravilha
Perdida em um rio de lágrimas
Profundas
Vazias
Descobrir que as horas são apenas atalhos
Pode ser indecifrável
Ou somente um breve atraso
Tomar um chá
Pode ser um compromisso
Ou encontro doce com amigos esquisitos
Iguais a mim
A vida pode ser apenas uma saída
Pra onde se quer chegar
Ou quem sabe
O melhor lugar pra ser
Feliz
…
Pranto das Águas
26 de agosto de 2011 às 8:11 | 4 ComentáriosChoro leitoso
Derramado à margem
No frio
Lágrimas salgadas
Forte
Bruma
Fraca
Banhada
No fio
Doce
Quente corrente
À procura do pranto
Um canto
Onde desagua a dor
E mergulha
O rio
Dama de Branco
23 de agosto de 2011 às 8:00 | 4 ComentáriosQuem dera ela caísse
Em si
E voltasse logo
Esfriasse a espera
Sofrida
De tanto tempo
Lento
Sem ela
Tanta primavera
Para tê-la de novo
Vagando ao vento
Gelado
Alvo
Desmaiada
Em meus brancos braços
Júbilos
Em saltos de nostalgia
Quem dera acariciá-la
E me (en)rolar em seus lençóis
Acetinados
Ao menos
Vê-la
Ao chão
Derretida
Suplicando aos meus pés
Frios
Vida
Até assim
Em vestes
De outro homem
Inerte
Feito de neve
Frutas Vermelhas
17 de agosto de 2011 às 13:35 | 2 ComentáriosAmoras
Amores
Frutas vermelhas
Trocadas no ventre
Do céu da boca
Letra a letra
Línguas soltas
Paridas no meio
Natural
Aromas
AboreS
Partidos ao meio
No berço
Do beijo
Devaneio volátil
Derretido
Em bruma
Na espuma
De jour
Beija-flor
12 de agosto de 2011 às 7:29 | ComentarBeijo seu corpo
Despetalado
No sobejo de um copo
Molhado
De saliva
La o néctar eclode
E escorre na boca
Bicuda
Que muda
De lugar
Aqui
Ali
Acolá
Voo cá
Voo lá
Tantas partes a beijar
Tantas curvas
Seminuas
Delas
Suas
Juntas
Vestidas
De pétalas
Peladas
Nus poros
De um pólen que tira a roupa
E voa
Vum vendaval de cores
Por segundo
Preto
Azul
Verde
Prata
Bato as asas
E fujo
O bom ladrão
10 de agosto de 2011 às 6:59 | ComentarQueria lhe roubar um beijo
Desejo tosco
De criança estranha
Quem sabe um pensamento
Imaculado
Um suspiro ou sonho
Guardado
Do seu semblante
Assaltar o seu olhar distante
E trazê-lo para perto
No meu deserto
Oásis
Ladrar seu tempo
Comigo
E fazê-lo perder horas a fio
Sem ligeirar o dia
Furtar o seu abraço apertado
E carregá-lo nos braços
Meus
Como fugitiva
Do adeus
Para que a saudade não chegue
E deite na minha rede
A me condenar
A Despedida
4 de agosto de 2011 às 18:49 | 1 ComentárioChuva nos olhos
Que se vai
Quando você vem
E se esvai
Nu colar
Cor de pele
Um corpo aberto
Esconderijo
Secreto
Seu
Em mim
Meu
Por fim
Na vidraça
Copos embriagados
Se desnudam do vinho
E brindam a noite escura
Tinta
Que se vai
E se esvai
No aquarelar do dia
…Borrado
Que alvorece…
E quebra
As taças
Na vidraça
Corpos
Aos cacos
Marejados
Duma derramada
Chuva
Noturna
Vão-se embora
Faz de Conta
28 de julho de 2011 às 11:09 | ComentarQuem sabe eu fosse um mago
E pudesse inventar carmim
Você a minha bruxa preferida
A bela de chapéu pirata
Que não dorme mais para me fazer dormir
Na carruagem um automóvel assim
Onde hoje não se conta mais
Não se encontra cais
Para fazer fingir
Quem sabe eu fosse algum duende
Doente
Só pra você cuidar de mim
No faz de conta de um cavalo alado
Voando
Em frio assoalho
Quem sabe eu fosse o sapo encantado
E você a minha esperança
De ver
O mundo
Com olhos de criança
Quem sabe eu fosse um astronauta
E você a minha espaçonave
Pra outro mundo
Espacial
Especial
Bem longe dos vilões
E perto de um final feliz
Primeiro Amor
24 de julho de 2011 às 20:58 | ComentarEnamorado
Ele finca
Na sua vida
Como sombra que te acompanha
E te protege do sol
Entra chuva
Sem te abandonar
Sabe dos respingos
Seus
Conhece cada sonho molhado
As angústias solitárias
O sorriso fácil
O vento
Que assanha teus cachos
Embaixo deles
Entrelaça os dedos
Saudosos
Faz de conta
Que é menina
Ainda
E ele
Somente seu pai
Vida a dois
21 de julho de 2011 às 13:45 | ComentarNo cair dos olhos
Faça de conta que é mais uma noite
Comum
Que passa e envelhece
Segrede-me seus sonhos
Sozinhos
Você tem mais a mim
Já não haverá o medo
Do tempo
No leito
Somos somente um
Fale dos seus encantos
E planos
Eu posso te ouvir
Deixe que eu seque as lágrimas
Suadas
Cansadas de cair
Durma
Eu mesma te protejo
Do vento
E canto para você
Seguir
O mesmo cheiro de lavanda
A mesma cama
Forrada
Em palavras macias
Passadas
Guardadas
No quarto
Tudo de novo
Um retorno
Fugaz
Cruza a minha mente
E mente
Finge que sei
O que não sei mais
Cole a minha mão a sua
O dia já tem demais amargura
Não precisa tanto choro
Só chorar de rir
E fazer de conta que a dor passa
Num passe de mágica
Vamos formar um círculo
Só de bons amigos
Aqueles pequeninos
Os que acabam de chegar
Os grandes e também os altos
Os fortes e os fracos
Os reais e os imaginários
Os novos e os antigos
Os pra toda hora e os que vão embora
Os falantes e os tímidos
Os velhos e os jovens
Os que moram longe e os de pertinho
Os da infância
E os que nunca te deixam sozinho
Chame quem você ama
Pra rodar ciranda
E cantar sorrindo
Enquanto a vida espera
E a alegria não tem pressa







