Balé da Chuva
15 de julho de 2011 às 6:53 - 2 ComentáriosVermelha pequena
Grande
Xadrez
De bolinha
Listrada
Amarela
Imensa
Florida
De cem tamanhos e cores
Elas se perpassam
De saltos altos
Desfilam
Elegância de passarela nas esquinas
Vem uma
Vai embora a outra
É um levanta a saia daqui
Roda a saia pra ali
Abre os braços assim
Voa longe de mim
Num balé molhado
Onde todas têm seu espaço
Apertado.
Embaixo de cada uma
Um mundo diferente passa
Apressado
Em rostos escondidos e estranhos
Fome
Angústia
Alegria
Amor
Ansiedade
Dor
Saudade
Frio
Tantas vidas se cruzam
E nem se cumprimentam
Uma a uma
Duas a duas
Até três juntas
Abraçadas
Protegidas por sombras estampadas
Suadas e esguias
Que não se molham
Do choro contínuo
Que não cessa
E nem tem pressa de secar


2 Comentários
Yeats, Romana, parodiou você quuando disse: como separar o dançarino da dança?Romana disse melhor.
Fico muito lisonjeada e cada vez mais motivada a ensaiar passos-poemas. Felizes de nós, do SP, que podemos bailar com um professor ímpar que guia nossos passos e nos conduz por caminhos de incentivo e aprendizado!