Béu-Béu! Se desta eu escapar…
2 de abril de 2010 às 10:19 - 2 ComentáriosBéu-Béu! Se desta eu escapar, nunca mais bodas no céu!…
Tudo isso aconteceu quando eu era bem jovem e fui participar de uma atividade de extensão universitária.
Viajei com um grupo de outros estudantes de diversos cursos para uma pequena cidade do interior.
Ficamos todos alojados num mesmo lugar. Em pouco tempo, o grupo deu o que falar na cidade, mas não exatamente pela atividade de extensão desenvolvida e sim pelos excessos cometidos, especialmente sexuais, em honra ao deus Baco.
Para minha surpresa dei conta de que eu era a única que ainda não havia “dado”. Pois é, eu era virgem! O pior era que ninguém acreditava em mim.
“Hmmm… Oxente! E tem prazo de validade também para isso?”
E para piorar ainda mais a situação o namorado de uma colega se interessou por mim e eu desligada que sou nem percebi. Logo acharam que eu era sonsa e estava me fazendo de inocente “pra melhor passar”.
Diante de todos esses acontecimentos, tomei uma importante decisão: “Quando eu voltar para Natal vou dar!” Resolvi que este diploma eu iria adquirir antes do outro.
“Ai meu Deus! Como será?” Ficava a imaginar. Não pensava em outra coisa.
À medida que os dias iam passando eu ficava cada vez mais animada com a idéia. Estava louca para dar logo. Nos meus devaneios pensava: “Mas com quem?” Fiz uma pequena lista de ex-namorados. Lembrei-me de uma velha brincadeira, cuja fórmula de escolha era assim: “mamãe disse que eu escolhesse esse daqui. Mas, como eu sou teimosa eu escolho esse daqui! Márcio! Bonito, alto, másculo…
“Ai, não quero nem pensar! Dá até um frio…”.
Chegou o dia. Conversa vai, conversa vem, acabou rolando…
Márcio muito empolgado veio com “muita sede ao pote”. Ave! Não sei por que, mas a imagem que me vinha à cabeça era a de um cavalo, selvagem. Fiquei muito tempo com aquela imagem gravada em minha memória.
Não preciso dizer que não quis mais saber de Márcio, não é?
Em pouco tempo veio o segundo, por coincidência primo do anterior. Para falar a verdade não era coincidência não, pois sempre soubera que eram primos…
Gabriel era seu nome. Não era tão alto quanto Marcio, mas tinha um sorriso lindo, encantador mesmo! Não demorou muito para tudo acontecer. Mas, foi tudo muito semelhante como o fez o primeiro.
“Mmm! Nunca pensei que esse negócio fosse tão difícil!”. Eu só pensava em tudo aquilo terminar. Não quis saber de repetir depois.
O tempo passou e aí veio à paquera com Rômulo. A coisa foi “esquentando” e certo dia ele perguntou se eu era virgem. Respondi prontamente que não. Combinamos a ida a um motel para dali há alguns dias. Ele demonstrava uma ansiedade muito grande para que o dia combinado chegasse logo.
Chegado o dia, Rômulo estava louco de tesão. Tudo foi muito rápido, nem bem chegamos ao motel ele já foi tirando toda a roupa. No instante seguinte, já havia pulado em cima de mim. Parecia mais um lobo esfaimado. Eu? Uma corça assustada!
“Meu Deus o que eu estou fazendo aqui?” Pensava. O negócio não era fácil meu caro e Rômulo do alto da sua empolgação indagou:
- Este cara que você transou não era homem não?
- Hã?
Espectadora do meu próprio enredo, não via a hora daquilo tudo terminar e disparar para bem longe dali.
A empolgação desabrida de Rômulo fora tanta que de repente… tss-tss! Não é que “o feitiço virou contra o feiticeiro”! É isso mesmo que você está pensando meu caro interlocutor. Seu pau quedou inerte.
Rômulo não se dava por vencido e numa tentativa desesperada começou a masturbar vigorosamente seu pau e nada. Seu desespero foi aumentando cada vez mais. Quanto mais se masturbava mais seu pinto permanecia igual.
Eu, completamente sem graça, assistindo, assistindo… cada vez mais ausente, distante, silenciosa…
Rômulo suando em bicas fez todas as tentativas possíveis e imagináveis para por seu pau ereto.
Eu pensava numa historinha infantil: – Béu-Béu! Se desta eu escapar, nunca mais bodas no céu!…
Ufa! Para minha felicidade, não levantou “nem a pau!”, ou melhor, “nem com a aranha!”
Foi a última vez que eu avistei Rômulo.


2 Comentários
Oi Tania,
Acabei de chegar da praia e vi seu texto. Adorei! Ri demais! Cada dia melhor. Só me conta o que tem de verdadeiro e o que tem de ficção (rs, rs). Dessa você não vai escapar quando nos encontrarmos. Bjos, Geanne.
Acho que essa literatura está atingindo seus objetivos. Já estou querendo saber o próximo episódio.
Valeu