A generosidade sacana

Rosana,
Bem que esse assunto abordado mais abaixo poderia ter sido incluído para reflexão no seu último texto. Ouso escrevê-lo, mas sei que você faria bem melhor, com sua inteligência, ironia e senso de humor extraordinários. Curto a valer, dou boas risadas, com a reação de alguns mal humorados de plantão neste SP ao que você escreve. Continue, menina e jogue “leite mau na cara dos caretas”.
Segue o tal texto:

Desconfie daqueles seres excessivamente prestativos. Muitas vezes são seus amigos ou se passam por tais. Se puder, fuja. Você jamais pediu nada a eles. Já está escaldado. Mas eles oferecem favores. Sorrateiros, vão por atrás e te prestam um favor. Pronto. Você caiu numa arapuca. Depois, claro, espalham o que fizeram. A trapaça é certa. Querem tê-lo como devedor. Espalhar o quão magnânimos e generosos são. E como você é ingrato por não tornar público o benefício. Repito: que você não pediu porque sabia que a fatura é por demais cara. Impagável. Algumas vezes, reconheço, não há como se escafeder da armadilha. O melhor mesmo é buscar identificar esse tipo de gente e manter-se o mais longe possível. O ideal é tê-lo como desafeto. O custo é menor, a encheção de saco fica suportável. Mas, infelizmente, nem sempre temos coragem de fazer ou dizer aquilo que pensamos e gostaríamos.

Rafael Vieira
Data: 19/11/2008 - Horário: 22h39min

Deus existe, sim!!!

"Disse o néscio no seu coração: não há Deus." (Salmos)

Raimundo Guimarães
Data: 19/11/2008 - Horário: 22h23min

A Morte Anunciada

A morte do Leitor é um bom título para discutir um autor menor - Paulo Coelho. Porque esse homem teima em frequentar nossas discussões sobre a literatura.
Paulo é um escritor menor. A grande literatura será sempre lida por poucos. Mistérios ha sempre de surgir por aí.
Muitos querem algo palatável para as dificuldades da vida que são muitas. Tudo ficou muito sem sentido. Acabou-se as utopias e certezas.
Mais do que Paulos são enfiados pela nossa garganta a dentro. A pofunda virou Cult. A propaganda faz a vitrine de um ouro tolo. Editoras sabem como vender seu produto consumido por aqueles menos incautos.
A literatura pode ser uma convenção.
O bom e boom é escolha de poucos.
O leitor é eterno assim como a grande literatura.
Quando a espada de Ariano extrema eles não entendem.
Tudo virou mercadoria. Tudo é consumo de massa que passa pelo coelho

João da Mata Costa
Data: 19/11/2008 - Horário: 22h23min

A morte do leitor

Postei em PROSA o texto “Fernando Monteiro e a morte do leitor”, assinado por Fabio Gomes, do site Jornalismo Cultural.
http://www.jornalismocultural.com.br/

Tácito Costa
Data: 19/11/2008 - Horário: 20h02min

ENE - Programação

Tácito, como estamos a uma semana do ENE, entrei no site da prefeitura em busca da programação, mas, infelizmente, não achei nada...você, ou algum dos substantivistas, já está sabendo a programação? Em caso positivo, agradeço desde já a publicação.

DO EDITOR
Não estou sabendo. Farei um contato, agora mesmo, por e-mail, com a Assessoria de Imprensa da Funcart pedindo que envie a programação.


José Carlos Araújo
Data: 19/11/2008 - Horário: 18h10min

Por trás do bigode de Nietszche

O racionalismo (diferente de racionalidade) tomou mesmo conta de tudo. Porque diabos temos de justificar racionalmente a existência de algo? Se eu amar Maria, porque tenho de explicar (justificar) isto? O amor já não é uma justificativa por si só? Onde está a explicação racional do amor? E pra que vai servir? Amarei ainda mais a Maria depois de justificar racionalmente a existência deste amor? Talvez o amor também tenha sido uma invenção humana. Querer provar cientificamente a existência de qualquer divindade serve para que? Para o homem legitimar a si mesmo como supremo legislador da verdade? O que é o real? É o mesmo que realidade? Duvido. Nietzsche se referia, sim, ao Deus cristão e a Jesus. Confunde-se muito a visão dele sobre Jesus e os cristãos. Nietzsche respeita Jesus, sua história, etc, mas com os cristãos, não é a mesma coisa. O que os cristãos fizeram da sua mensagem nem precisa dizer. Afora isso, há em Nietzsche um vínculo (todos sabem) com o zoroastrismo e, sobretudo, com a arte, para ele, a verdadeira salvação. Às vezes, o problema das religiões que seguem livros divinos (e religião é diferente de espiritualidade) é que a letra mata. Fica difícil mover-se livre entre palavras de ordem. A verdadeira espiritualidade não é regulada por nenhuma ordem temporal, humana. Para quem duvida dos fluxos e camadas energéticas da natureza (inclusive as presentes no homem) sugiro ler as pesquisas recentes de alguns físicos como Rupert Sheldrake ou os pesquisadores americanos do MIT, Palo Alto, entre outros.

Gustavo de Castro
Data: 19/11/2008 - Horário: 18h07min

Vírus atacou site de Franklin Jorge

O site do jornalista e escritor Franklin Jorge foi atacado por um vírus que destruiu configurações e o impede de atualizá-lo. Segundo ele me informou, o vírus veio num falso e-mail em nome de um amigo. Além da perda de arquivos inéditos, Franklin perdeu também a agenda e está com dificuldades de se comunicar com as pessoas. Ele pede que essas pessoas entrem em contato. Infelizmente, esse é um problema que espreita todos nós que temos sites e blogs. Lamento o que aconteceu (nós já enfrentamos problemas parecidos aqui) e espero que Franklin consiga contornar esses problemas temporários o mais rápido possível.

Tácito Costa
Data: 19/11/2008 - Horário: 17h02min

Socialismo: argumento e realização

Prezado Marcelo Negreiros:

Agradeço pelo comentário. Minha preocupãção maior é deixar claro que não houve apenas UMA teoria de socialismo, existiram muitas. E restou a memória de UMA apropriação do argumento socialista - essa que os países ditos socialistas implantaram como certeza e permaneceu como atestado de fracasso e garantia de impossibilidade.
Considero aqueles países algo como capitalismo de estado com hipertrofia burocrática. É bom não nos iludirmos: o capitalismo aprendeu o que tinha que aprender com aquilo tudo - planejamento econômico, falas sobre interesses gerais etc.
Em meus instantes Polyana, penso que a humanidade fez e faz besteiras monumentais mas pode melhorar. Penso que liberdade, democracia e socialismo podem vir a existir - porque esses argumentos foram apropriados por agentes os mais esdrúxulos, sem perderem alguma aura de esperança.
A barra está pesada, mas pode melhorar. E nós podemos fazer alguma coisa (nesga de esperança no filme "No ano passado em Marienbad", de Alain Resnais), talvez até já estejamos fazendo alguma pequeníssima coisa - esse blog, uma ou outra conversa, um ou outro poema, uma ou outra aula, um ou outro ato.
E é muito bom nós conversarmos sobre essas questões gerais, que, para muitos, são mortas.
Abraços:

Marcos Silva
Data: 19/11/2008 - Horário: 17h07min

Reflexões

.Com o passar do tempo as cicatrizes se fecham, mas os males não necessariamente se curam. Ao contrário. Quando uma doença não é tratada ela só tende a se agravar com o tempo.

.A entropia postula que tudo tende ao caos. Reorganizar dá trabalho, mas não há outra opção. A não ser que você fique rico e contrate um monte de gente pra organizar tudo pra você. Ficar rico, porém, também deve dar trabalho. E se você não administrar, perde tudo também. Porque, você sabe, tudo tende ao caos.

.Construtores de obras prontas. Somos todos assim. Tudo o que vemos, criticamos. Ou, quando não somos 'contra', observamos que tudo poderia ser melhor. Poderia. Se estivéssemos lá quando tudo foi feito, se tivéssemos alertado quanto aos possíveis erros, etc. Mas a postura humana costuma ser essa: torcida contra antes, preguiça de ajudar durante e críticas intolerantes depois. Eis aí uma boa obra a ser demolida.

.Bom dia.

Leia +:

.O processo de cicatrização.

Rosana
Data: 19/11/2008 - Horário: 15h07min

Gauche

Uma das muitas medidas da falta de noção de um ser humano é o uso de uma intimidade que você jamais deu a ela. Chega a ser curioso. Você não conhece a pessoa, nunca a viu, não se relaciona com ela, não tem nenhum elo direto em comum, apesar dos seis graus que parecem unir todos os pares de humanos e, no entanto, ela toma liberdades com você que não fazem nenhum sentido.
Não existe um relacionamento a um, assim como não existe o monopolo magnético.
Sem contar que intimidade é algo que você conquista, não algo que você furta para si.
Ser cortês, cordial, gentil, sempre.
Fingir uma intimidade que não se tem é só uma demonstração do quanto se está fora da realidade do outro.
É o que eu acho.

PS - Me lembrei daquele tipo 'engraçadinho' que toma liberdades com todo mundo. Sabe, o tipo que vai dar o troco no caixa e, quando você estende a mão para pegar a nota, ele dá o dedo pra você pegar? Morro.

Leia mais:

.O monopolo magnético de Dirac.
.Carlos Drummond de Andrade (Vai, Carlos! ser gauche na vida)
PS2-A louca sou eu, eu sei. Mas eu gosto que respeitem a minha paranóia. Eu a cultivo há muito tempo, com muito carinho. ;-)

Rosana
Data: 19/11/2008 - Horário: 15h04min

Babado de Nietszche com Deus

Salve Sérgio, cara, um das minhas incompreensões sobre Nietzsche é qual é o babado que ele tem com Deus.

Se não me engano a frase famosa diz algo mais ou menos assim: "Deus está morto. Mas o seu eco surdo será ouvido por muitos anos nas cavernas da humanidade" ou alguma coisa do tipo se não me falha a memória.

o problema é saber que Deus ele está falando. Uma coisa é dizer que o Deus cristão está morto, outra é dizer que todas as formas de religiosidade são desprovidas de sentido.

Eu realmente não tenho idéia do que Nietzsche realmente pensa a respeito. (se é que ele pensa uma coisa só)

Agora ele também não era um grande adepto de uma saída pela ciência.

Na verdade, pelo que o Alex postou lá nominuto (eu não vi a apresentação do avatar paraibano) o Ariano até que flertou com Nietzsche quando estabeleceu uma substituição da estética pelo conhecimento técnico da ciência. A idéia é bem derivada do monstro Nietzsche-Heidegger, a coisa de substituir a verdade pela beleza, a ciência pela arte, tem mais a ver com Nietzsche e com Heidegger (que muitas vezes se misturam).

Pablo Capistrano
Data: 19/11/2008 - Horário: 15h02min

A morte de Deus

Enquanto o homem existir permanecerá a dúvida se existe um Deus criador do universo. Lamento que seja apenas uma minoria (geralmente de pessoas ligadas à ciência, ao estudo sistemático das coisas e dos fenômenos) que têm como eu tenho, a firme convicção de que Deus é uma invenção humana. Ora, se este suposto Deus criou o universo, onde ele(a) estava quando o criou? Por quê criou? Teria sido para matar a sua solidão? Isso é que não foi, pois bastaria criar o que quisesse para estar com ele em sua presença, sem para isso ter que povoar a terra com seus fantoches. Se é onisciente, é evidente que teria criado o mal. E agora, ou desde muito, parece impotente, o onipotente, para não exterminá-lo. A idéia de deus disputando almas com o diabo é tão ridícula que não é necessário comentar o ridículo disso. Uma leitura atenta do Velho Testamento já é suficiente para se ter a tácita convicção de que o deus descrito lá, jamais poderia ser "Deus", sumo bem, sumo perfeição e coisas que tais. Para mim, o universo é incriado, ou seja, é o que sempre foi e o que sempre será: ação e reação ad eternum (é o motor de si mesmo). Não há arquiteto nenhum que o tenha concebido ou tirado das mangas divinais. A verdade é que a palavra Deus e a sua noção (que são muitas) foram inventadas para socorrer o homem do seu medo da morte. O homem, que sabe que é bom viver, que tem consciênia disso, não admite que a vida consciente se extingue com a morte. Vocês dirão, não é possível provar isto, pois eu digo, provem o contrário. Provem que alma ou espírito existem? Mas advirto que Voltaire já disse, faz muito tempo, que ninguém jamais provará a existência da alma. Como é certo que ninguém provará a existência de Deus.
Por quê ele não volta a falar com a humanidade, como supostamente fazia com alguns "eleitos". Bastaria isso, uma mensagem e seria suficiente para mudar a história da humanidade. Se alguém quiser discutir o tema, vamos lá, sem animosidade, mas com argumentos claros, num exercício de livre pensamento. Aliás, costumo dizer que o que distingue o filósofo do religioso, é que aquele é fã da verdade, e o religioso, um fanático, acha que já a possui.
Um abraço a todos!

Marcos Cavalcanti
Data: 19/11/2008 - Horário: 15h02min

Não. Mera afirmação não muda a realidade.

Caro Marcos Silva,
Concordo com sua posição que estes regimes jamais foram socialistas, mas há que se reconhecer que no início está era a proposta. Meu conhecimento sobre o assunto “socialismo” é superficial, contudo, é possível perceber que apesar da beleza teórica do socialismo, em suas primaciais concepções, a prática encontra-se em outra dimensão. Até onde sei, não há qualquer sociedade que tenha aplicado o socialismo satisfatoriamente, sem que tenha se configurado a distorção quase total de seus fundamentos.
Ao falarmos de Stalin, por exemplo, os camponeses podem explicar melhor se aquele regime tinha alguma similaridade com socialismo.
Portanto, realmente os regimes citados não foram socialistas, mas será que é faticamente possível implantar o socialismo?
Abraços,

Marcelo Negreiros
Data: 19/11/2008 - Horário: 15h01min

De Ariano

Engraçado é que para Nietzsche, o espírito dogmático da religião é que é um desastre. Por isso decidiu "matar" Deus para se ver livre de convencionalismos religiosos, moralistas e descobrir a verdadeira verdade a partir da ciência.

Taí uma discussão infindável e boa para este alaranjado espaço. Acho que o Pablo Capistrano poderia dar uma contribuição bacana e até afirmar se a teoria de Nietzsche prega isso mesmo.

Sérgio Vilar
Data: 19/11/2008 - Horário: 08h53min

Socialismo é o que se diz socialismo?

Prezado Marcelo Negreiros:

De qual socialismo estamos falando? Lênin ou Rosa Luxemburgo? Stálin ou Panekoek? Conselhistas de fábrica ou burocratas de Ceausescu? Roberto Freire ou Nise da Silveira?
Sim, essas sociedades soi-disant socialistas são ou foram muito ruins. Mas elas foram socialistas em algum dia?
Abraços:

Marcos Silva
Data: 19/11/2008 - Horário: 08h27min

"Cartas Náuticas"

A editora Flor do Sal lançará nessa quarta-feira, 19, a partir das 19h, na livraria Siciliano (Midway Mall) "Cartas Náuticas", livro de estréia do jornalista e escritor Mário Ivo Cavalcanti, com ilustrações de Isaias Ribeiro.

Tácito Costa
Data: 18/11/2008 - Horário: 23h14min

Ariano Suassuna

"A religiosidade católica de Ariano Suassuna e a visão de mundo subordinada à fé o colocam como um crítico da ciência. Ariano joga com
os conceitos para inverter seus valores. O verdadeiro espírito científico deve começar pela dúvida, é o que preconiza. Para ele, o
espírito dogmático da ciência é sempre um desastre."

De Alex de Souza, em sua coluna Bazar, no portal NOMINUTO.
www.nominuto.com.br

Tácito Costa
Data: 18/11/2008 - Horário: 23h08min

Pratos finos no Sopão

“É isso, não se surpreendam: achei o show deste Fagner pós-tudo um troço meio rock and roll, meio o "Cê ao vivo" de Caetano. Som alto, pegada adolescente e cabelos brancos. O que é que eu posso esperar mais?”

De Sebastião Vicente, de volta ao Sopão do Tião, depois de uns dias ausente da cozinha onde prepara seus requintados pratos.
http://www.sopaodotiao.blogspot.com/

Tácito Costa
Data: 18/11/2008 - Horário: 22h48min

Menos meio ponto para o prefeito

Prezado Mauro,
Pelo corte criminoso das árvores em Capim Macio e também porque não desenvolveu uma política de arborização consistente para a cidade, reviso a nota que dei ao prefeito. Retiro meio ponto da minha avaliação e dou como nota final 6,5. Ressalto que se foi mal nessas duas questões citadas acima, o prefeito foi bem com relação à Ponta Negra (caso dos espigões próximo ao morro do careca e impedindo a construção de novos prédios no bairro) e no episódio do hotel BRA na Via Costeira.

Rafael Vieira
Data: 18/11/2008 - Horário: 19h15min

Teoria diferente da realidade

Creio que o socialismo, com seus fundamentos iniciais, não há como reger uma sociedade. Sempre que se tentou aplicar o socialismo, houve deturpação de seus mais basilares fundamentos.

Quantos povos já foram vítimas das promessas de socialismo? E deu certo? Quando aqueles que estão no poder afirmam que o socialismo será colocado em prática, logo vem a ditadura. Suas concepções são por demais utópicas para o mundo real. Portanto, impossível de vê-lo funcionar em concordância com seus princípios alicerçantes, pois a prática é diferente e dissociada da teoria.

Marcelo Negreiros
Data: 18/11/2008 - Horário: 15h58min

Pergunta

A maneira como você formula uma pergunta já denota o quanto você sabe sobre aquele assunto. Quando a gente não sabe nada sobre um tema fica até difícil perguntar.

Rosana
Data: 18/11/2008 - Horário: 12h29min

Viagem ao Ceará do Brasil

O dia acordava e saíamos em direção à cidade de Fortaleza. No carro um turbilhão de conversas e lembranças. Metade de Natal foi lembrada. Também pudera, a tripulação era formada por Homero, Abimael, Dom Inácio e DaMata. O caminho era o dos livros na VIII Bienal de Fortaleza
Cidade leste/oeste e Lusitana. A influencia religiosa é grande e se reflete até no nome das ruas. A avenida monsenhor Tabosa é uma das suas principais artérias. A praia de Iracema onde ficamos hospedados é boa para passear e tomar umas e outras. A Iracema da praia é insinuante e faz gestos ondulantes. A cerveja quando possível e Brahma para agradar ao amigo Abimael. Até o Dom Inácio e Homero tomaram um copo. A conversa é animada e o mote é a literatura, a música e o cinema. O Dragão do Mar é lindo e por trás fica a biblioteca estadual e seus muitos tesouros raros. Quase sempre estamos lembrando do Ednardo e Belchior. Eles cantaram como ninguém essa bela cidade nossa irmã. Cidade de Farias Brito e Gustavo Barroso. De Edgar de Alencar, Rachel de Queiroz e tantos outros escritores queridos. Abimael lembra do bom poeta Francisco Carvalho. Olhando da varanda do hotel parece que estamos lendo:
“ O céu infinito e o infinito mar / a música das dunas / o perfil dos navios varando a tarde que recende/ a flores desbotadas / a espuma das ondas odoríferas como o vinho dos deuses / a solidão crescendo/ a noite veloz arrastando a túnica em chamas / sobre as escadarias do mar/...”

No domingo vamos à praia do Cumbuco. Bela praia para passear, andar a cavalo, de barco e outros meios de transportes motorizados ou não. Hora também de pegar um caranguejo. Não falta mais nada para o amigo Abimael. O bispo recebe uma pata de caranguejo. Só mesmo um grande amigo para receber tamanha oferenda. Muitos vendedores. Um poeta popular passa oferecendo o seu último rebento cordelizado. Já escreveu mais de trinta livros e é analfabeto. Outro faz uma graça. Afinal estamos na terra de grandes humoristas e rir é o melhor negocio. Depois de almoçados voltamos à bienal

A Bienal

A bienal agradou a todos. Muita gente e muitos setores vendendo livros de toda espécie. O carro vai pesado com tantos saber. No estande do senado compro a História da Literatura do Carpeaux. O Inácio me indica uma bela edição das obras completas do Bocage da Lello. No estande da Biblioteca Nacional compramos as Revistas Poesia Sempre e as do Livro. Fico chateado depois de separar alguns e saber que não estão à venda.

Imagina, entre esses livros tinha uma bela edição do Quixote ilustrado para crianças. Só faltei ter um ataque por não poder trazer esse livro. Não adiantou dizer que era um estudioso e colecionador do Quixote. Inácio é um especialista em Cangaço e compra mais alguns livros que estão sendo lançados sobre o tema. E mais, muitos mais. Alisamos todos, mas estamos felizes e muito cansados de tanto andar por um mar de livros. Compro ainda vários livros sobre o Quixote nos estandes internacionais. Livros em promoções. Livros para todos os gostos. Homero está cansado de tanto carregar livros sobre literatura e política. Compramos um belo livro sobre Ramalho Ortigão. Livros sobre a História da Aviação e do Cinema no Ceará. Sobre o Padre Cícero. O Beowful e muito mais.

Compro ainda uma bela edição facsimilar do Vicente Huidobro. A bienal é mesmo maravilhosa. Encontramos Carlança e sua companheira, belos amigos. É hora de voltar. Estamos todos felizes com essa belíssima viagem entre amigos e por causa do livro, nossos eternos amiguinhos. E haja conversa. Vocês não sentiram as orelhas quentes?

Um grande abraço para Homero, Abimael e Dom Inácio. Belas companhias e amigos eternos.

Até a próxima,

João da Mata Costa
Data: 18/11/2008 - Horário: 12h29min

Socialismo porcino

Prezado Tácito:

Na novela "Roque Santeiro", Regina Duarte, que sempre foi uma mocinha (hoje, uma senhora) encantadoramente simpática, revelou-se boa atriz, com a personagem Porcina. Essa viúva era identificada como "a que foi sem nunca ter sido".
Desconfio que os países ditos socialistas - inclusive os que ainda fazem de conta que o são - merecem uma identificação dessa natureza: levaram o nome da coisa sem a realizarem.
No caso da URSS, a derrubada do czarismo abrangeu grupos políticos muito diversificados (mencheviques, social-democratas, anarquistas, bolcheviques), logo submetidos ao monopólio bolchevique. Gente importante, como Alexandra Kollontai, foi proibida de fazer oposição no interior do partido ÚNICO! E isso em 1921, antes do poder de Stálin se instalar por completo. Depois de Stálin, a situação se agravou ainda mais, e o episódio de Trótski (assassinado no exílio), sem ser o único, é um forte símbolo desse desvario em nome do socialismo porcino.
O socialismo foi definido, nesse contexto, como "ditadura do proletariado" e esta classe ocuparia o poder através daquele partido único. Desde antes, teve gente que berrou contra essa concepção hiper-centralista, como foi o caso de Rosa Luxemburgo, polemizando com Lênin.
Entendo que o dito socialismo na URSS (e depois na China) desempenhou uma importante função CAPITALISTA: industrializar sociedades até então fortemente dependentes da atividade agro-pecuária. Industrializar não é socializar nem apenas introduzir técnicas novas, industrializar é também criar trabalhadores submissos às regras da produção que são próprias a esse universo. A introdução do taylorismo (super-controle sobre o ritmo do trabalho, nos mínimos detalhes) na URSS, como se essa prática de administração fosse neutra e benéfica para os trabalhadores, é uma prova muito clara disso.
Entendo socialismo como PODER POPULAR. Cadê esse poder, nos países que se disseram socialistas? O fracasso dos partidos ditos comunistas naqueles países é tão gigantesco que quando seu teor capitalista foi assumido de vez, brotaram como cogumelos grupos neo-fascistas, com projetos e práticas de limpeza étnica - nunca choraremos o suficiente pela ex-Iugoslávia. Mais recentemente, algumas das repúblicas ditas socialistas assumiram práticas sucessórias de teor neo-monárquico, com irmãos e filhos assumindo os cargos que pais e irmãos abandonaram por motivo de saúde e morte.
Quem inventou a crítica ao socialismo porcino desses países não foi o neo-liberalismo: Luxemburgo, Kollontai, Makhno, os operários e soldados de Kronstadt, os holandeses como Pannekoek (comunismo de conselho) e outros que defenderam práticas de poder pela maioria, os anarquistas espanhóis da guerra civil, todo esse povo botou a boca no trombone contra a URSS e, depois, as outras repúblicas que se anunciavam socialistas. Além de intelectuais sérios como Merleau-Ponty, Castoriadis e Lefort (o grupo Socialismo ou barbárie), Marcuse e, entre nós, Maurício Tragtenberg.
É bom lembrar o contexto internacional desses horrores, para não dar a impressão de que os países capitalistas se comportaram dentro da mais estrita ética: guerra contra a recém-fundada URSS, guerra fria, bloqueio estadunidense contra Cuba, a mais que horrenda guerra contra o Vietnã. E os países capitalistas (como o nosso) continuaram a aprontar das suas contra amplos setores da população - mudanças resultaram de duras lutas desenvolvidas por negros, indígenas, mulheres, gays e outros grupos mais.
Vivemos o tempo do capitalismo triunfante. Eu quero mais. Eu quero, sim, um socialismo que não seja porcino, com efetivo poder popular, sem medo do igualitarismo nas condições de vida. O socialismo pra valer está por ser inventado, assim como a democracia, que não poderia manter elementos constitutivos de seu nascimento grego (escravidão, exclusão das mulheres do espaço público).
Agora: a riqueza do debate existe na diversidade de abordagens. E gostei muito de ler seu texto, bem escrito como sempre.
Abraço afetuoso de um admirador e amigo:

Marcos Silva
Data: 18/11/2008 - Horário: 12h26min

Mais uma do Cinemark

Fontes fidedignas me asseguram que durante essa semana os aparelhos de ar-condicionado das salas de cinema do Cinemark, no Midway, estão desligados. Ao que parece, dessa vez os atendentes ao menos tiveram a sacada de avisar aos incautos na entrada. Sem querer ser saudosista mas já sendo: em matéria de cinema dentro de shopping (cinema de rua é outra história) o canal era as finadas salas da Severiano Ribeiro, no Natal Shopping.

DO EDITOR
Sem falar que diminuiu o número de funcionários nas bilheterias. Em dois domingos que fui ao cinema, enfrentei longas filas.


Alexis Peixoto
Data: 18/11/2008 - Horário: 12h26min

Vou me embora pra pasárgada. Lá sou amigo do Rei

Foi-se o tempo em que as coisas eram assim porque eram, hoje as coisas são porque tem alguém lá dentro que diz: "é". Então é.
Há anos vivo de tentar entender o mundo, por isso escrevo, não pra ensinar, mas pra aprender, pra saber através do que escrevo ali materializado em palavras num papel ou em um monitor, um pouco sobre esse caos constante que é viver. Tenho o apoio intelectual do Ítalo Calvino nessa idéia, de escrever pra aprender e para apreender o tempo que está incessantemente fugindo e nos modificando. (tempus fugit).
Em 2002 ainda sem muita idéia do que fazia, criei um blog "compulsão por escrever". Pelo título não era difícil imaginar que nasceu fadado ao fracasso. Mas, nesse mundo virtual, sucesso e fracasso são muito relativos, tudo depende diretamente dos seus objetivos, e relembrando o texto que o Tácito postou ontem, "Sobre blogs e leitores" muitas vezes a pretensão não está nos milhares de acessos, mas sim na qualidade deles. Naquela época essa nova ferramenta não me deu muitas visões e perspectivas de interesses, pelo menos não literários, me deu algo mais concreto, e de retorno mais rápido, me deu amigos. Conheci muita gente através do blog, aqui em Natal, já existia um grupo de blogueiros que se reuniam pra trocar idéias tomar cerveja, "fazer política de boa vizinhança" que é essencial nesse mar de janelas e portas. Conheci pessoas que me abriram horizontes culturais. Filmes, músicas, livros eram divididos como o pão italiano nas refeições, sobrava sempre um pedaço para alguém, era um escambo intelectual. Com o tempo, novas idéias, experiências, e exercícios, minha escrita foi se aprimorando, fui descobrindo não a necessidade de apenas expor algo que nascia, mas, de fazer com respeito à palavra, a mim e aos "bloguistas" que me prestigiavam.

Nesse caminho, tive o prazer de acompanhar de perto o nascimento de uma grande escritora, que é exemplo concreto do que a leitura e a escrita podem fazer por alguém. Falo de uma bailarina paulista, uma menina que embarcou nessa aventura do conhecer por um encantamento poderoso, de livros maravilhosos e de autores primorosos que são capazes de despertar o belo em qualquer que seja a situação. (leia-se kafka, Nietzsche e Nelson Rodrigues, pra não me prolongar) Falo de Déa Paulino que com seu "Rango na Madrugada" me acompanha por seis anos nessa dor e delícia de ser uma blogueira.
Há alguns meses na seção "Prosa" aqui do SP foi postada uma crônica divertida do Fabricio Carpinejar intitulada " A epístola dos blogueiros" , que sem o menor pudor expunha a ansiedade de quem cria um blog. O atualizar constante pra ver se o contador está correto, as propagandas e visitas em outros sites com o único intuito de ser visitado, o calvário de procurar escrever apenas para atrair o "público" é algo que é muito comum hoje em dia, quando todo mundo por ser alfabetizado acha que é escritor.

Não estou me definindo melhor do que ninguém, não sou cabotina, mas sou taxativa em afirmar que priorizo a qualidade. Faço o meu melhor.
Porém, nesses dias de fama instantânea, de hiper valorização do efêmero, da imagem valer mais que a sede, dos estetas equivocados (antes fosse Oscar Wilde) aclamarem o que não se vale do conteúdo é difícil não ficar puta com certezas coisas.
Coisas como Mayra Dias Gomes (não se impressionem com o sobrenome,o talento nem sempre é genético) sendo colunista da "Folha de São Paulo", Paulo Coelho na ABL, e a tchubarubazinha-fofinha-"mamãe-eu-sou-autista" da Mallu Magalhães ganhando 8 páginas na Bravo, e sendo anunciada como REVOLUVIONÁRIA, com todo o peso "capslockiano" da palavra, são algumas delas.
Ontem, conversava com a Déa sobre blogs; Xico Sá, Marcelino Freire, Antônio Prata,(esse sim, honra o sobrenome), Rosana Hermann,(de que admiramos há tempos, "Castelo Ra-Ti-Bum", Pânico, sai de baixo, por ai...)quando ela veio me mostrar uma "nota" postada pela Rosana, em seu "QueridoLeitor" sobre o blog, "Nefelibata" onde a autora dizia: "Comecei a ler, ler e continuei lendo. A Thata, autora, tem um jeito muito particular (e muito bom) de escrever. A gente vê que ela é escritora nata. Além do conteúdo, da peculiaridade, ela tem um ritmo e estilo muito originais. O texto tem grafismos, tem formas autorais." e continua; "Cara, a Thata tem só 14 anos.E escreve assim? Vai ser escritora, roteirista, blogueira de sucesso, o que ela quiser." Fui sedenta a esse poço de talento, e me deparei com uma narrativa viciada de gírias cansativas, próprias dos 14 anos, com descrições de muito sexo, e álcool, impróprias até demais, e muita baboseira que qualquer menina com essa idade, que cresceu com o teclado à sua frente, e freqüentou escolinha de inglês pode produzir. Poxa... sei que gosto é um lance particular, e teoricamente indiscutível, assim como o sexo dos anjos e as filosofias vãs que gostamos de criar, mas em tempos de guerra, as regras são outras.
Quando há tanto lixo espalhado, é sensato saber distinguir o que realmente é reciclável. Um espaço como aquele, num site de uma apresentadora de TV de rede nacional, culta e supostamente de bom gosto, é ouro pra quem quer ter seu Trabalho ( com "Tsão" mesmo, e com trocadilho também) visto e reconhecido, como algo que não surgiu do nada ou de uma moda, mas sim, de uma dedicação e de um afloramento interior.
Precisamos olhar ao redor e firmarmos nossas escolhas diante do que é literatura, do que deve ser valorizado. O joio e o trigo estão no mesmo celeiro.

Fica o desabafo, e o convite.

Blogueira, no "Estampada" (http://compulsaoporescrever.zip.net) 3º lugar no IV Concurso de Poesia Zila Mamede e aspirante à poeta.

P.S: Sinto pelas Tardes Substantivas, já estava animada.
Quem sabe nas férias, Lívio? Estou à disposição no que poder ajudar. Um abração Tácito, que nunca mais tive o prazer de encontrar nos cinemas da cidade.

Adélia Danielli
Data: 18/11/2008 - Horário: 09h06min

Mais acertos

Eu dou uma nota entre 7,5 e 8,0. Mais acertos que erros na gestão de Carlos Eduardo.

Daniel Dantas
Data: 17/11/2008 - Horário: 23h22min

Que é isso companheiro?

Ih, minha gente. Uma nota 7 para um prefeito que mata num só dia mil árvores? Pense aí Rafael. Que é isso companheiro?

Mauro Ricardo
Data: 17/11/2008 - Horário: 23h05min

O horror no mundo continua

Marcos,
Vejo nesses filmes sobre o horror que eram as ditaduras comunistas o resgate da memória real e não aquela fabricada pelo regime e que iludiu tanta gente durante tanto tempo e, pasme (pura retórica porque sei que nada deixa mais você pasmado), ainda hoje. Certamente que quando Fidel, Raul e Cia. caírem teremos a verdadeira memória do que foi Cuba sob o regime totalitário. Hoje, como ontem nos países ditatoriais europeus citados, é impossível se pensar em fazer isso na ilha. Ter conhecimento do que aconteceu nesses países é muito importante porque ainda hoje tem quem ache que aquilo lá era o paraíso. Refletir criticamente sobre essa situação não significa ser reacionário e nem esquecer as monstruosidades patrocinadas sob o capitalismo. Agora fica meio esquisito escrever sobre uma coisa e ter de obrigatoriamente fazer referência a outra, tipo “o regime comunista era uma droga, mas o capitalista não fica atrás”... Para mim, esses filmes e livros e entrevistas como a do diretor de cinema cubano Tomás Piard ao MAIS, da FSP de domingo, (o seu filme mais recente é baseado em “Paradiso”, de Lezama Lima), contribuem para repor a verdade histórica ao seu devido lugar. O mundo continua o mesmo de sempre, sangue, crimes e horror por todo lado. Talvez um pouco melhor, graças ao enterro desses regimes e ao fim do reinado de terror de Bush. Meta plagiando o título do filme citado, poderíamos dizer que “o horror no mundo continua”.

Tácito Costa
Data: 17/11/2008 - Horário: 23h00min

O fim do mundo continua

Caros amigos:

Li a nota de Tácito sobre os filmes dedicados à queda do bloco dito comunista. Sinto um problema a respeito dessa memória, semelhante ao que acontece em relação ao holocausto nazista: quem há de negar que estamos diante de horrores? O problema é virarem horror-padrão, como se outros horrores não rolassem a nosso redor - "A toda hora rola uma história", sábio verso de Paulinho da Viola. Daí, a gente esquecer que finda a Segunda Guerra Mundial (e o holocausto nazista), ainda havia apartheid legalizado no sul dos EEUU, com direito a Ku-klux-klan matando gente e tudo mais, com sobrevida na África do Sul. Ou esquecermos de Guantánamo hoje (à margem de qualquer lei!) e do que Bush fez com a constituição norte-americana - transformada em nada diante do combate à suposta ameaça terrorista. Criticar o falso socialismo no tempo em que ele era poder significava uma coisa. Hoje em dia, esses filmes (e livros etc) significam o quê? Que chegamos ao melhor dos mundos, o do capitalismo livre de qualquer hipotético contraditório?
Abraços:

Marcos Silva
Data: 17/11/2008 - Horário: 22h32min

“Como festejei o fim do mundo”

Mais um filme sobre o terror que eram as ditaduras comunistas. “Como festejei o fim do mundo”, em cartaz no Moviecom, mostra os últimos suspiros do regime na Romênia. Este é o segundo filme romeno que assisto que aborda como era vida sob o regime do ditador Ceausescu. O outro foi “4 meses, 3 semanas, 2 dias”. Se você acrescenta o alemão “A vida dos outros”, tem um bom panorama de como as coisas funcionavam naqueles países. Gostei dos três. As cenas de patriotismo e culto à personalidade (comuns a todas as ditaduras, de direita e esquerda) são patéticas.

Tácito Costa
Data: 17/11/2008 - Horário: 19h42min

Nota 7 para Carlos Eduardo

O escritor Dácio Galvão foi o melhor presidente que a Funcart já teve em sua curta história. Pode se discordar, pontualmente, de um ou outro projeto realizado pela instituição. E até se achar que mais poderia ser feito. Mas não há como negar que a pasta da Cultura foi uma que se destacou na gestão do prefeito Carlos Eduardo. Uma gestão que teve altos e baixos. Por exemplo, deixou furos imensos em algumas áreas, como a da saúde (uma das razões que levou Micarla à vitória); foi bem na área ambiental e insosso na educação. Por isso, dou nota 7 ao prefeito, que corresponde a um conceito “bom”, sem muita empolgação.

Rafael Vieira
Data: 17/11/2008 - Horário: 18h52min

O pior de tanto tempo

Você já sabe há muito tempo: a mídia é alarmista e pessimista.
Alarmismo e pessimismo vendem mais e vender mais é o objetivo de todas as empresas do mundo capitalista inclusive, as empresas de comunicação.
Vou além. Vender alarmismo, pessimismo e redenção na vida eterna é também o objetivo de algumas igrejas. Muitas cobram adiantado.
Não estamos falando de nenhuma novidade, portanto.
O que é razoavelmente recente é escolher um determinado período para mostrar que estamos vivendo o pior.
A pior crise desde 1929, o pior dia da bolsa nos últimos dez anos, o menor índice de crescimento no terceiro trimestre nos últimos 16 anos e assim vai.
A de hoje é 'Bovespa registra quarto pior mês em 40 anos' .
E aí eu te pergunto: será que as pessoas que ficam procurando esses índices ficam felizes? Realizadas? Sentem prazer?
Quem é, afinal, que fica o tempo todo pesquisando pelo pior?
Não estou sugerindo fechar os olhos para a realidade mas acho que esse culto ao pior enche o saco.

Rosana Hermann
Data: 17/11/2008 - Horário: 17h27min

Sobre blogs e leitores

O bom na Internet é a pluralidade, a liberdade e a diversidade. Na rede há lugar para todos, leitores e escribas. Ninguém é obrigado a nada, cada um que procure o endereço eletrônico com o qual se identifica. Ou crie o seu próprio. Eu não acesso blogs e sites que não me acrescentam nada ou que não tenham credibilidade. Mas eles existem aos montes. Alguns têm grande audiência e conseguem bons patrocinadores. Francamente, não é algo que me preocupe. Em todos os tempos, é uma minoria que está interessada no conhecimento e que pensa. A maioria prefere permanecer alienada e à base de fofocas. Da mesma forma que existem blogs que não toleramos, existem leitores que prefiriríamos que não acessasem o nosso blog/site. Pessoas que até o contato virtual é repugnante. Essa é uma das coisas chatas de quem tem um blog, ser "obrigado" a conviver com pessoas que você preferia tê-las bem longe.

Tácito Costa
Data: 17/11/2008 - Horário: 17h06min

Marcas Registradas

Marcas, símbolos, ícones, bordões, ajudam na fixação de produtos. Produtos também podem ser personagens ou até mesmo pessoas. Frases de efeito, máximas, todas as repetições fixam-se mais facilmente. (Aqui, uma lista de citações sobre a repetição)
Algumas pessoas usam um item de roupa para esta fixação. Jô Soares usa gravata borboleta, Carlos Minc e Ziraldo usam coletes, Waldick Soriano usava chapéu. É uma opção. Às vezes natural, às vezes 'forçada'.
Mas para algumas pessoas o importante é ter uma 'marca registrada'.

A propósito, para 'escrever' o símbolo ® segure a tecla Alt e digite no tecladinho numérico 0174, solte o Alt.Pronto. ®

Rosana Hermann
Data: 17/11/2008 - Horário: 17h26min

Um par de dados

Aprendi no meu curso de física que não se faz uma generalização científica a partir de poucos dados. Para chegar-se a uma conclusão ou formular uma teoria que possa gerar uma lei, é preciso ter muitos dados que corroborem uma determinada sistemática.
Esse procedimento parece estar restrito somente à ciência. O jornalismo está contaminado pela pressa de todo leitor e cidadão. Atualmente, dois fatos, dois eventos, são suficientes para conclusões apressadas e generalizações indevidas.

Hoje mesmo, ouvi no rádio, um locutor comentando que a casa do jogador Lucas, em Liverpool, foi assaltada.
Em seguida, ele lembrou que a casa do jogador Adriano, em Como, foi assaltada em outubro. O locutor conclui então: "está uma verdadeira festa de assaltos à casas de jogadores na Europa."

Generaliza-se tudo a partir de dois dados. Em alguns casos, um já é suficiente.
Espero não estar sendo apressada em tirar conclusões sobre conclusões apressadas.

Rosana Hermann
Data: 17/11/2008 - Horário: 16h49min

Querido Leitor na Época

O QL está na matéria dos 80 blogs que você não pode perder, da revista Época. Obrigada. A todos.
'É nóis no mapa'. São 50 blogs nacionais.
O QL está ao lado do B, de blog.
Vou ver todos. E como assino sempre 'um beijo, um browse, um aperto de mouse', fica aqui minha síntese: #beijomeclica.


Rosana Hermann
Data: 17/11/2008 - Horário: 16h18min

Sobre a cegueira

“O filme de Meireles fez brotar, do texto de Saramago, um aspecto desconcertante de misticismo cristão, que parece estar recalcado no pensamento do velho comunista português.”

De Pablo Capistrano, sobre o filme “Ensaio sobre a Cegueira”. Em PROSA.

Tácito Costa
Data: 17/11/2008 - Horário: 13h04min

Não publica

Postei a nota abaixo para Thaisa, como tantas outras, e ela simplesmente não publica. Apelo para o SP, porque sei que aqui pode inclusive virar tema para reflexão. Grata.

Prezada Thaísa, adoro o seu blog. Mas tenho notado que algumas notícias são simplesmente ridículas. O que interessa para o povo, por exemplo, saber desta: que a senadora vai ganhar mais um neto? Por que não questiona a referida política sobre o que ela está fazendo ou deixando de fazer para a nossa população, já tão sofrida? Mas, quando vejo você paparicando os outros filhotinhos dos filhotes da ditadura (pensam que a gente esqueceu, é?), como Felipe Maia, Fabio Faria e Micarla de Souza, então não me surpreendo e mantenho a minha resignação.

Carolina Medeiros
Data: 17/11/2008 - Horário: 12h38min

PQP

“Puta que pariu”, me perdoem, mas foram essas as minhas palavras ao ver que durante o horário de pico, com mais precisão, ao meio dia com temperatura escaldante, no já caótico trânsito de Natal, alguns veículos da prefeitura se encontravam estacionados na mão esquerda da Av. Salgado Filho para a instalação dos adornos natalinos. Não seria nada sobrenatural imaginar o transtorno que tal serviço nesse horário causaria. Aos técnicos da prefeitura um pouco mais de bom senso, por favor.

Frederico Bruno Duarte
Data: 17/11/2008 - Horário: 12h37min

Sobre o Amor e outras aventuras

Bem que o Amor poderia mesmo voltar a ser discutido com mais força aqui e alhures. É tão lindo esse livro do Roland Barthes, citado por Tetê. Voltar a falar no Amor não é falar de romantismos (para mim um dos lados mais nefastos), mas é falar também de Educação Sentimental. Como está a qualidade do nosso amor, ou seja, das nossas relações amorosas? Nossas meninas de 13 ou 14 anos estão levando tiros na cabeça. Os garotos, de tão iludidos por bundas, estão ficando com cara de bundas; encontramos jovens grávidas em qualquer biboca e notícias de meninas participando de surubas é frequente nos jornais daqui e dalhures. Enfim... A qualidade do amor, da educação sentimental e a sexual é tema para a vida toda. Amamos mal e nos relacionamos pior ainda. Morin vai dizer: "Quantos não foram os que perderam sua vida (ou parte dela) por acreditar na idéia de um 'amor eterno'"?

Gustavo de Castro
Data: 17/11/2008 - Horário: 08h58min

Todos sabem

Ora, ora, todos sabem que Thaísa é uma jornalista que tem um posicionamento questionável: só coloca em seu blog notícias da elite política, deixando-se levar por futricas, sendo porta-voz de recados políticos ou postando notinhas que enchem o ego de nossos pseudo-políticos, como aquelas sobre aniversários, com asquerosos cortando bolo, chupadores do dinheiro público viajando praqui, pracolá. Cumpre direitinho a cartilha político-empresarial de Marcos Aurélio. Thaísa é de uma nojentesa sem par...

Carlos Silva
Data: 17/11/2008 - Horário: 08h52min

A Carlota de Carla

Postei em PROSA o texto “CARICATURA COMO PENSAMENTO. A Carlota de Carla”, do professor titular na FFLCH/USP Marcos Silva.

Tácito Costa
Data: 17/11/2008 - Horário: 00h41min

Ética no jornalismo

Que jornalismo é o natalense hein meus caros substantivistas. Noite de sábado a governadora Wilma foi jantar com o deputado Robinson Faria ali em Petrópolis e levou dois auxiliares. Levou Vagner Araújo e Thaisa Galvão. Ela é editora do JH o jornal que o dono vende como cheio de ética.

Mauro Ricardo
Data: 17/11/2008 - Horário: 00h06min

Políticos eletrônicos

Leia no Estadão a reportagem "Celebridades de rádio e TV viram fenômeno eleitoral". A eleição de Micarla é citada no texto.


Tácito Costa
Data: 16/11/2008 - Horário: 16h58min

Roland Barthes

“Como termina um amor? – O quê? termina? Em suma, ninguém – exceto os outros – jamais sabe disso; uma espécie de inocência mascara o fim dessa coisa concebida, afirmada, vivida como se fosse eterna. O que quer que se torne objeto amado, quer ele desapareça ou passe à região da amizade, de qualquer maneira, eu não vejo nem mesmo se dissipar: o amor que termina se afasta para um outro mundo como uma nave espacial que deixa de piscar. O ser amado ressoava como um clamor, de repente ei-lo sem brilho (o outro nunca desaparece quando e como se esperava). Esse fenômeno resulta de uma imposição do discurso amoroso: eu mesmo (sujeito enamorado) não posso construir até o fim a minha história de amor: sou o poeta (o recitante apenas do começo); o final dessa história, assim como minha própria morte, pertence aos outros; eles que escrevam o romance.”

Roland Barthes, Fragmentos de um discurso amoroso.

Tatê Bezerra
Data: 16/11/2008 - Horário: 16h51min

legal!

Muito bom. tenho acompanhado o trabalho desse garoto, o Itaercio. sempre com muita qualidade e sem estrelismo nenhum, sem resíduo do ego inchado da província. legal. de parabéns.

Joao Batista
Data: 16/11/2008 - Horário: 16h44min

“João Cabral e o verso livre”

Leia em PROSA o texto “João Cabral e o verso livre”, do poeta Antonio Cicero, publicado na FSP de hoje.

Tácito Costa
Data: 15/11/2008 - Horário: 21h00min

Solto na Cidade

Solto: Qual foi a melhor e a pior década para a música brasileira?
KV: Bem, pra música brasileira, a melhor foi a da Tropicália (Mutantes,Tom Zé, Caetano,Gil, Gal etc); para o pop-rock brasileiro, os anos 80, claro!
A pior para a música brasileira e pro rock foi a dos anos 90

De Kid Vinil, em entrevista ao site Solto na Cidade, dos jornalistas Itaércio e Anne. Um site muito legal. Gostei muito da proposta. Entrou no ar há poucos dias e traz a agenda completa de tudo que acontece na área cultural, além de textos e entrevistas como essa do Kid Vinil. Já coloquei entre os meus favoritos.
http://www.soltonacidade.com.br/

Tácito Costa
Data: 15/11/2008 - Horário: 13h52min

Liberdade de expressão

Concordo plenamente com Rafael Vieira, pois não existe no SP nada que exija a identidade oficial de quem escreve. Se tem alguem incomodado que crie um blog e informe que só poderão participar jornalistas, formadores de opinião e que os pobres mortais só possam no máximo ler, se possivel for que tambem seja proibido a leitura para nós mortais. Fala-se tanto em liberdade de expressão, muitas vezes quando acontece algum a censura na area jornalistica nõs muitas vezes nos solidarizamos com a classe jornalistica e vemos alguns por aqui querendo implantar a censura. fazer comentarios ou dar sua opinião é um dom natural de qualquer ser humano independente da formação academica que o mesmo tenha.

Antonio Oliveira
Data: 15/11/2008 - Horário: 09h25min

Linha de Passe

Outro dia Gustavo de Castro reclamou aqui que os últimos filmes brasileiros não retratam a nossa realidade. O post dele foi uma resposta a um comentário que fiz acerca do filme “Nossa vida não cabe num opala”, que vi e não gostei, embora tenha ganhado alguns prêmios importantes. Pois bem, a realidade de que fala Gustavo pode ser encontrada em “Linha de Passe”, de Walter Salles e Daniella Thomas. Está ali um Brasil que quase todos nós reconhecemos. Se não totalmente, pelo menos em parte. Por exemplo, na relação da empregada doméstica (sem carteira de trabalho) com a patroa classe média. Grávida, é trocada por outra mais nova. Eu gostei do filme, acho que retrata bem a vida dos brasileiros que moram nas periferias brasileiras. Só faltou, na minha opinião, retratar o lazer da família enfocada. Mostra só o lado duro da vida daquelas pessoas e eu sei que existem festas, rodas de samba etc nas periferias brasileiras. É engano pensar que não exista alegria nesses bairros, pelo contrário muita gente se diverte e curte a vida, claro, dentro das limitações impostas pelo modelo social e econômico vigente.

Tácito Costa
Data: 14/11/2008 - Horário: 19h13min

Reação de Saramago ao ver Cegueira

Também não gostei do filme. Vale conferir a reação de Saramago ao assistir o filme (ao lado de Meirelles) neste endereço:
http://www.youtube.com/watch?v=Y1hzDzAvJOY

Gustavo de Castro
Data: 14/11/2008 - Horário: 17h18min

Neguedmundo

O rapper potiguar Neguedmundo foi selecionado pela curadoria do Festival El Mapa de Todos, promovido pelo Ig, entre mais de 100 artistas que mandaram vídeos para participar do evento, que será realizado de 27 a 29 deste mês, em Brasília. A curadoria escolheu 10 e o artista potiguar figura entre eles. A segunda fase começou com uma votação pela internet que vai selecionar duas bandas para tocar no festival. Segue abaixo o link para votação, que vai até o dia 20. Eu já fui lá e votei.
http://enquete.ig.com.br/fabrica_tools/enquetes/4460.html

Tácito Costa
Data: 14/11/2008 - Horário: 17h10min

Ainda sobre filmes ruins.

Caros amigos:

O "Orfeu" de Cacá, além da ruindade geral, enfrentou uma dificuldade muito especial: como resolver a trilha sonora, incontornável num filme com aquele título, se a versão anterior, de Marcel Camus, contara com o melhor cancioneiro do planeta, incluindo jóias mais que raras como "A felicidade" e "Manhã de carnaval"?
A solução pareceu fácil: convocar Caetano. Pena que não era mais anos 60/80. Ao invés de "Clarice" ou "Alguém cantando", escutamos coisas aquém do talento de Wando. A trilha antiga, na voz incomparável de Agostinho dos Santos, continua aí, para ser ouvida e reouvida sempre. A trilha recente navega em merecido olvido.
Abraços:

Marcos Silva
Data: 14/11/2008 - Horário: 17h08min

Lindonjonson

Se Lindonjonson enviasse um post aqui para o SP poucos (acho que ninguém!) acreditariam que não fosse um pseudônimo. Pois hoje eu estacionei atrás de uma velha camionete, onde na tampa da carroceria estava escrito: “Lindonjonso – carpinteiro: 9411-4792”. Isso me fez lembrar o polêmico projeto do deputado Aldo Rebelo de proibir palavras estrangeiras em prédios, anúncios, lojas etc. Na minha opinião, um projeto equivocado. O próprio povo se encarrega de “traduzir” e realizar, ao seu modo, o processo de antropofagia cultural.

Tácito Costa
Data: 14/11/2008 - Horário: 16h52min

CARLA ATÉ QUE É BOA DE CÂMERA

Caros amigos:

Não fiquem bravos comigos mas enxergo alguns méritos em "Carlota Joaquina": atores de qualidade, furo do cerco collorido ao cinema brasileiro, retomada da narrativa carnavalizada à maneira de "Xica da Silva"... Marieta Severo e Marco Nanini têm momentos muito bons de atuação. E os chavões sobre natureza tropical (floresta, onças) são engraçados. Mandarei depois o arquivo de um texto meu sobre o tema para ser colocado no SP.
Abraços:

Marcos Silva
Data: 14/11/2008 - Horário: 16h50min

“Ação, reflexão, romance e cinema”

“A transposição de um romance ou conto para o gênero visual só é compensadora em nível artístico quanto a ação. A reflexão contida numa obra literária é intraduzível para o visual que cria outro tipo de forma de reflexão, mas condicionada pela ação.”

De Carlos Heitor Cony, no texto “Ação, reflexão, romance e cinema”, publicado na FSP de hoje. Leia em PROSA.

O artigo de Cony me levou a pensar que talvez o livro Ensaio sobre a Cegueira seja uma dessas obras a que ele faz referência (reflexivas), de difícil transposição para o cinema. Isso, provavelmente, causou o estranhamento que senti vendo o filme de Meirelles, dificultando minha apreensão e conseqüente desgosto.

Tácito Costa
Data: 14/11/2008 - Horário: 16h13min

Ainda sobre filmes

Caro Marcos Silva, realmente “Tieta” tem o mérito de estar na lista nos piores filmes brasileiros. Mas continuo achando “Carlota Joaquina” insuperável, com o apoio de João da Mata Costa. Se você, caríssimo Marcos Silva, saiu no meio do filme “Tieta”, eu sai quase chorando de raiva do filme “Carlota Joaquina”. Foi uma tarde de domingo perdida assistindo a este filme, no cine Rio Verde, em 1995 ou 1996. Quanto a “Orfeu”, felizmente não assisti.
Abraços,

Marcelo Negreiros
Data: 14/11/2008 - Horário: 15h40min

Lançamento Nelson Werneck

Caros amigos:

DCNWS = Dicionário crítico Nelson Werneck Sodré.

Abraços:

Marcos Silva
Data: 14/11/2008 - Horário: 15h09min

Entre os piores filmes

Caros,

Incluiria o filme Carlota Joaquina da bela Carla Camurati entre os piores ja feitos no Brasil. Entre outras razões esse filme presta um péssimo serviço à nossa memória histórica.

João da Mata Costa
Data: 14/11/2008 - Horário: 15h09min

Lançamento - Nelson Werneck

Caros amigos:

O DCNWS (Editora da UFRJ) será lançado em Natal no próximo dia 2 de dezembro, uma 3ª feira, na Potylivros da Salgado Filho. O livro faz um balanço da obra daquele importante historiador e polemista de esquerda. Cada verbete se dedica a um de seus títulos ou a blocos de artigos publicados em jornais em revistas, prefácios e colaborações em coletâneas. Os potiguares que participam do livro somos eu mesmo, André Luiz de Lima, Francisco Fabiano de Freitas Mendes, Homero de Oliveira Costa, Jair Miguel Diniz, João da Mata, Moacy Cirne, Neusah Cerveira, Raimundo Arrais, Reynaldo Mello e Rogério Pires Cruz. Estão previstos coquetel e cantoria (música brasileira).
Espero por todos vcs.
Abraços:

Marcos Silva
Data: 14/11/2008 - Horário: 09h28min

Meu caro Ricardo

Você fala em nome de quem? com toda certeza não é da maioria do povo de Natal, pois este sim tem sido defendido pela Prefeito Carlos Eduardo das garras enfurecidas "dos tubarões" que querem acabar com o pouco que resta da nossa Natal. Um prefeito que ousou protegendo as nossas belezas dos especuladores e gatunos, que salvaguardou os funcionários público(como eu) da fúria da especulação financeiras. Veleu Prefeito pela sua coragem de defender Natal e aqueles que até 31/12 você os representa.

Edineuza
Data: 14/11/2008 - Horário: 00h33min

A João Damásio Emerenciano

Nossa, Emerenciano!
Mais veloz que trem na linha
Os comedores de farinha
Do fazer provinciano
Botaram no meio fulano
Da banca examinadora
Até chegar mais doutora
Pra formar a corriola
E o resto da escola
Da turma da professora.

Afi!

Paulo Santiago
Data: 14/11/2008 - Horário: 00h32min

PIORES FILMES DA VIDA

Prezado Marcelo Negreiros:

A concorrência é grande nesse tópico, mas meu candidato continua a ser "Tieta", de Cacá Diegues - saí no meio -, seguido de perto pelo "Orfeu", do mesmo diretor (Joãozinho Trinta elogiou a nudez dorsal de Tony Garrido). Pra não parecer que sou maldoso contra Cacá, acrescento que gosto de "Chuvas de verão", "Xica da Silva" e outros títulos dele.
Abraços:

Marcos Silva
Data: 14/11/2008 - Horário: 00h31min

Viva o direito de pensar

Ah, meu caro caçador de borboleta viu lá no blog que está desativando aquele espaço(senão o único) um dos poucos que temos onde podemos nos expressar e acessar uma análise sério, como você diz do vazio que se assumirá o comando da nossa cidade a partir de 1º de janeiro. Ah, tentei postar um comentário acerca da postagem sobre a decisão acertada do prefeito Carlos Eduardo, mas não consegui. Aqui quero deixar o meu apoio como funcionária pública a este homem que quando foi chamado a defender os interesses da cidade e do povo de Natal, não titubeou, mesmo tendo que ir contra as gangs e máfias da construção civil, especulação imobiliária e financeira.

Edineuza
Data: 14/11/2008 - Horário: 00h31min

Rever Hiroshima

Caros amigos:

Revi "Hiroshima meu amor", de Alain Resnais. No nível de Rimbaud, Camões, Goya, Visconti: pra rever ao menos uma vez por ano. Os planos-seqüência que misturam as ruas de Hiroshima e as ruas de Nevers são arrasadores. A beleza das cenas de amor, mescladas às lembranças das dores do mundo, é sem comparação. O diálogo final (seu nome é Hiroshima, seu nome é Nevers), com a transformação dos cabelos do amante japonês à maneira dos cabelos do amor alemão, é pra chorar de emoção estética. O amor é internacional e mais que a guerra, a separação e a morte. No nível de "No ano passado em Marienbad", com maior carga de envolvimento emocional. No nível do melhor Bergman, do melhor Welles, do melhor Eisenstein, do melhor Antonioni.
Abraços:

Marcos Silva
Data: 14/11/2008 - Horário: 00h30min

Obrigado

Edjane, agradeço por sua solidariedade. Aquele post foi escrito com letras e lágrimas. Comentei por esses dias com um amigo que o que tenho presenciado neste hospital ultimamente daria um rico capítulo de livro de terror. Sei que parece contraditório, mas uma boa temporada pelo Monsenhor Walfredo Gurgel - principalmente em dias de greve - torna qualquer ser humano mais forte, ao mesmo tempo que mais frio.
Dura e triste realidade.

Denise Araújo Correia
Data: 14/11/2008 - Horário: 00h30min

Tudo a ver

Enviado por Ricardo Noblat

Deu na Folha de S. Paulo

Lula e FHC, tudo a ver

A maior quantidade de anos do governo Lula só aumenta a sua identificação com o governo Fernando Henrique

De Janio de Freitas:

Parecem números de estatísticas e de valores em reais. Quando postos lado a lado, compõem retratos com a peculiaridade de mostrar como são idênticas, apesar de tão diferentes nos milhares de suas fotos convencionais, estas quatro pessoas: Fernando Henrique e Lula, Pedro Malan e Henrique Meirelles.

Parte do retrato veio das Nações Unidas, no Relatório sobre a Situação da População Mundial em 2008, com uma estimativa simples e direta: o Brasil figura como o terceiro maior concentrador de mortalidade infantil na América do Sul. A cada 1.000 crianças vindas ao mundo com vida, 23 estão mortas antes de chegar a um ano. Índices piores, só os das misérias vastas de Bolívia e Paraguai.

Antes que cheguem aos cinco anos, são 56 as crianças brasileiras que morrem a cada 1.000, em total outra vez só ultrapassado pela fome e as doenças piores da Bolívia e do Paraguai.

Para a montagem do quadro, o próprio governo brasileiro, por intermédio do sério Ipea, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, proporciona as peças do "puzzle" a serem combinadas com as da ONU. São estas:

- valor destinado aos portadores de títulos governamentais (ou dívida pública) de 2000 a 2007: R$ 1, 268 TRILHÃO;

- valor destinado à saúde no mesmo período: R$ 310,9 BILHÕES, cerca de um quarto do montante transferido aos donos de títulos da dívida pública;

- valor destinado à educação no mesmo período: R$ 149,9 BILHÕES, ou seja, para cada real aplicado em educação, mais de oito foram remunerar os compradores de títulos da dívida.

Essa monstruosidade brasileira tem duas faces. Em uma, exibe o verdadeiro grau de importância dada às tão propagandeadas preocupações e políticas de educação e de saúde. Na outra, a calamidade da altitude, determinada pelo próprio governo, dos juros pagos aos títulos da dívida governamental.

Mas a referência ao período 2000-2007 contém uma deformação histórica. Poupa Fernando Henrique da inclusão de seu primeiro mandato e do início desastrado do segundo. Para o que mais importa, porém, não faz diferença: a maior quantidade de anos do governo Lula só aumenta a sua identificação com o governo Fernando Henrique. E, portanto, a identificação dos quatro realizadores, nos dois governos, de obras idênticas -como se fora um só conservador neoliberal.

Belchior de vassconcelos leite
Data: 14/11/2008 - Horário: 00h29min

Bem vinda Rosana


NOSSA Rosana,

Seja bem vinda. Ja estive me enfarofando. Aqui também gostamos de uma farinha. Como você chegou até noses.
Gostei de saber que voce fez Física Nuclear na USP. Tb estudei lá e, no SP, tem o prof. Marcos Silva, de Natal da USP e do Mundo.

Abraços Substantivos!

João da Mata Costa
Data: 13/11/2008 - Horário: 18h13min

A miséria é o alicerce da casa

Caro Marcelo Negreiros;

Haveremos de ver esta casa desmoronar. O grande problema é que esta construção fora alicerçada com a míséria e ignorância da população. Assim meu amigo, o que não falta neste país é baldrame para sustentar esta casa,
Um abraço.

Frederico Bruno Duarte
Data: 13/11/2008 - Horário: 18h09min

A Paulo Santiago

Já que você levantou a bola, eis o mini currículo de Rosana Hermann: bacharel em Física pela USP; mestre em Física Nuclear pela USP; radialista e jornalista; roteirista e redatora de TV desde 1983; apresentadora e repórter de TV; escritora e blogueira; mestre de cerimônias e palestrante.
Mas acho mesmo que é pelos dois primeiros itens que a terra anda tremendo aqui neste SP!

João Damásio Emerenciano
Data: 13/11/2008 - Horário: 18h08min

Rádio Senado e etc

Tácito, li há pouco sua nota sobre a entrada da Rádio Senado em Natal. E pode ficar sossegado: a boa impressão que lhe causou a programação noturna vale para todo o dia. Em qualquer hora, a boa qualidade da programação é a mesma. A música só pára quando entra o Plenário, mas é importante que o que se diz no Plenário possa ser ouvido pelo público diretamente, sem a interferência de jornalistas. E digo mais: todas as rádios públicas/legislativas de Brasília têm essa marca da excelente programação musical. Tanto a rádio Senado, quando a rádio Câmara, quanto a rádio Justiça. E o que certamente pode surpreender você e os leitores do Substantivo: sabe qual a melhor de todas? a rádio Verde Oliva, que vem a ser, pasme, a rádio FM oficial do... Exército! Toca tudo - mas um "tudo" de excelente qualidade. Se brincar, toca até Geraldo Vandré. Sem ressentimentos. Se duvidar, pergunte a Carlão de Souza que, quando de passagem por Brasília recentemente, divertiu-se a valer num certo Jequitibar, nas barbas da W3 Norte, ouvindo a gloriosa Verde Oliva!

DO EDITOR
Rapaz, estou pasmo com essa! Por isso que Carlão voltou daí falando bem dos generais (rs). Olha, pelo que eu ouvi à noite, já desconfiava que a programação fosse boa o dia inteiro, o que você confirma agora. Ótima notícia essa.


Sebastião Vicente
Data: 13/11/2008 - Horário: 18h07min

Solidariedade

Denise,
atualmente vivencio essa realidade caotica que é o nosso serviço publico de saude. precisamos rever, com urgencia, nossos valores. principalmente, para quem faz a escolha de trabalhar na saude, sinonimo de vida. te desejo muita força nesse momento tao delicado para voce.
um abraço.

Edjane
Data: 13/11/2008 - Horário: 17h51min

Um dia a casa cai

Frederico Bruno Duarte,
Não sei o motivo de seu texto. Para que semelhante ironia com pessoas tão bondosas e caridosas, como são muitos pastores e seus recrutas religiosos? O que há de mal em cobrar módicas quantias a seus fiéis, muitos dos quais extremamente necessitados?
Asseguram veementemente que os valores pagos a estes templos, serão revertidos na saúde e prosperidade dos contribuintes. Afirmam que quem colaborar será curado de suas mazelas, passará a viver melhor etc.

O que há de mal nisso? Nada. Normalmente os pastores são pessoas honestas e humildes, como bem sabemos. Vivem do pouco que arrecadam de maneira reta. Vivem do desfalque financeiro que causam a essas pobres famílias, com suas belas e convincentes palavras. Então, repito: O que há de mal nisso? Nada...

Sinceramente, estes religiosos citados apenas “fazem o bem sem ver a quem”. Pouco importa quem é a pessoa que está em desespero, desde que ela tenha como contribuir financeiramente para sair do desespero. Ora, o que significa a décima parte dos rendimentos, em troca da felicidade, eterna, inclusive? A resposta mais uma vez é: nada.

Sinceramente a resposta a estas perguntas é: nada. Qualquer valor financeiro é pouco para trazer saúde, felicidade e vida eterna.
Ocorre que a realidade é bem diversa. Se tudo prometido fosse verídico, qualquer valor seria insignificante para pagar os benefícios.
Na vida real, contudo, a situação é outra. Parte considerável desses religiosos, que prometem graças divinas ou físicas a quem contribuir, é constituída por vigaristas. Uma súcia de aprendizes de estelionatários, tentando obter lucro de forma fácil, ludibriando a bondade alheia. Muitas dessas pessoas, pseudo-intermediárias da benção divina, revertem o que é arrecadado para o benefício próprio, para o patrimônio particular. Andam nos melhores e mais luxuosos veículos. Freqüentam os melhores e mais caros restaurantes...

Será que realmente pensam nos fiéis? É claro que sim. Cada gasto realizado os faz pensar nos fiéis, porquanto são eles a verdadeira fonte de toda aquela riqueza.

Portanto, Frederico, endosso suas palavras. A situação é tão gravosa, que ainda tem gente vendendo naco de terra no céu. Para essa parte corrupta dos que se denominam religiosos, explorando impiedosamente a boa-fé alheia, vale lembrar as palavras de Lincoln, ao afirmar ainda no século XIX que “Pode-se enganar todo mundo por algum tempo, e algumas pessoas durante o tempo todo, mas não se pode enganar todo o mundo por todo o tempo”. Traduzindo em miúdos: “um dia a casa cai”.

Marcelo Negreiros
Data: 13/11/2008 - Horário: 17h26min

Ensaio sobre a Cegueira

Caro Tácito Costa, particularmente, gostei do filme “Ensaio sobre a Cegueira”. Mas conheço muita gente que não gostou. Na verdade, conheço algumas pessoas que afirmam ter sido o pior filme de suas vidas. Discordo. Não há como um filme ser pior que “Carlota Joaquina, Princesa do Brasil”! Segue abaixo um site, onde Saramago expressa sua emoção após o filme:
http://www.youtube.com/watch?v=Y1hzDzAvJOY

Marcelo Negreiros
Data: 13/11/2008 - Horário: 17h23min

O MP e o prefeito

O prefeito Carlos Eduardo destruiu o trânsito da cidade. E o Ministério Público nem tchuns. O prefeito acabou com o turismo. E o MP nem tchuns. O prefeito expulsou investidores em nome de bocós cegos pela ideologia ultrapassada. E o MP nem tchuns. O prefeito derruba árvores centenárias. E o MP nem tchuns. O prefeito faz negócios na penumbra com o Banco do Brasil. E o MP nem tchuns. O prefeito fez troca-troca de cargos com os vereadores. E o MP só faz tchuns na Câmara. Alguém precisa fazer tchuns com o nosso MP.

Mauro Ricardo
Data: 13/11/2008 - Horário: 17h12min

Ensaio

Ei Tácito, você encontrou um par. Também senti mais ou menos o que você sentiu (ou não sentiu) quando vi o filme "Ensaio Sobre a Cegueira". Melhor, acho que senti um pouco de emoção sim. Mais pelo tema e menos pelo filme em si, porque a metáfora é belíssima. Tão bela que talvez a gente espere mais do filme, que se propôe a tratar o tema. Acho que é isso. O filme deixa um gosto de querer mais emoção. Do livro não falo, pois não li.

Carmen Vasconcelos
Data: 13/11/2008 - Horário: 17h13min

MUTRETAS E FUTRICAS

Caro Tácito,
Descobri em um sebo de Natal um livro cujo título é MUTRETAS E FUTRICAS de um processo democrático, editado em 1988.

O autor é M. Valério.

Calma! Também pensei que era o dito cujo e, confesso, ja estava apontando o lápis para escrever a resenha.

Mas, trata-se de um autor norte-riograndense.

Voce o conhece?

DO EDITOR
João, desconheço o título e o autor. Mas pode ser que algum leitor do SP tenha notícias.


João da Mata Costa
Data: 13/11/2008 - Horário: 16h44min

Querido Leitor

Querido Leitor, o blog da Rosana Hermann. A internet é um meio mutante. Se um dia você procurar pelo blog Querido Leitor e não encontrá-lo, e só vir até aqui farofa.com.br
Aqui sempre haverá informação segura sobre o paradeiro do blog ou explicações sobre servidores que caem, conexões que somem, etc.
No momento, está tudo bem.

Rosana Hermann
Data: 13/11/2008 - Horário: 16h46min

Sobre "Ensaio..."

Li os textos publicados aqui e ouvi a opinião de algumas pessoas sobre o filme “Ensaio sobre a cegueira”. Tanto os textos quanto as opiniões foram elogiosas. Feitas por pessoas inteligentes e sensíveis e que conhecem sobre cinema. O filme emocionou essas pessoas. E eu não senti nada. As situações dramáticas não me tocaram. Confesso que fiquei chateado e tentando saber exatamente porque eu não gostei do filme de Meirelles. Tenho pistas sobre isso e nenhuma certeza. Não tem a ver com a leitura do livro, que li há bastante tempo. E tem. Porque é impossível não associar uma coisa a outra por mais esforço que se faça. Enquanto que no livro o caráter alegórico da história tem sentido, e a linguagem é fundamental para criar esse sentido, achei que no filme a situação fica meio surrealista. Talvez se fosse um filme de ficção científica me convencesse mais. Para mim, pelo menos, o filme não funcionou, ficou faltando alguma coisa.

Tácito Costa
Data: 13/11/2008 - Horário: 15h36min

De Rosanas e Bertinas

Ainda não pediram à Rosana suas credenciais acadêmicas?
Licenciatura, bacharelado, mestrado, doutorado e pós?
Será que ela tem "brevê de escrevinhadora" para pilotar o blog alheio?
Afinal, será a Rosana Collor ou a cantora da música "O Amor e Poder"?

- Chamem o BOPE e o BEDEL!!!

Paulo Santiago
Data: 13/11/2008 - Horário: 15h35min

"Ensaio sobre a cegueira"

“Do conjunto de questões que esse livro agora adaptado em filme vem nos trazer parece ser o entendimento de que hoje padecemos da mesma cegueira relatada com detalhes de crueza e requinte de beleza pelo autor.”

De Pedro Fernandes de Oliveira Neto, em PROSA, sobre o filme “Ensaio sobre a cegueira”.

Tácito Costa
Data: 13/11/2008 - Horário: 15h13min

Pequenas igrejas, grandes negócios

Extra! Extra! Os planos de saúde estão com seus dias contados.

Caro leitor, você que sacrifica boa parte de seu ordenado com o pagamento de planos de saúde caríssimos, chegou a sua vez. Entrou no mercado a mais nova forma de garantir a sua saúde e de sua família, sem que para isso tenhas que contratar com uma seguradora. Com apenas uma pequena contribuição mensal, também chamada de dízimo ou oferta, muito aquém dos valores pagos mensalmente às empresas de plano de saúde, você terá a cobertura integral contra todos os males que assolam a sua integridade física. Basta ser um “colaborador de Jesus”.

Mas quem disse que Jesus precisa de dinheiro?

Bom, isso não vem ao caso!

O importante é você contribuir rapidamente, procurando uma das várias agências... quero dizer, templos, e efetuar o pagamento de uma módica quantia, referente a 10% de seu salário, destinada aos intermediadores (leia-se atravessadores) dos milagres divinos.

Mas não é só isto. Sendo um colaborador, você poderá contar com um atendimento personalizado em sua própria casa, uma espécie de home care, através de um programa que passa em sua televisão, todos os dias, por volta das seis da manhã e após a meia noite, ou se preferir, poderá comparecer em um dos diversos templos e esperar a intervenção cirúrgica divina.

Há cura para tudo: tumor, fraqueza dos ossos, mal olhado, namoro acabado, soluço, queda de rede, tique nervoso, inclusive desemprego. É “batata”, pagou, curou. E se não gostar do resultado é só falar com um dos vários atendentes engravatados que, com certeza, terá uma palavra de conforto para lhe dirigir do tipo: “Foi Deus quem quis assim”.

É impressionante!!!! O negócio é tão bom que pelo que estou vendo, se aderir à este plano-milagre corro o risco de nunca mais morrer, e conseqüentemente não tomar posse de um lote que comprei numa nuvenzinha com vistas para o além.

O que fazer; aderir ao mais novo lançamento da industria de seguros, e gozar de saúde eterna, ou tomar posse de meu pequeno terreno no latifúndio celeste, que, inclusive, comprei numa destas igrejas?

Bom, de qualquer sorte, cancelarei imediatamente o contrato com a seguradora do meu plano de saúde.

Tão pensando que sou besta? Eu quero é mais que estes planos de saúde privados vão à falência. A moda é ser “colaborador de Jesus”.
Isso sim é um bom negócio.

Frederico Bruno Duarte
Data: 13/11/2008 - Horário: 12h11min

Relaxem... e riam!

Prezados colegas,
Sejam mais pluralistas e prezem o substantivo (os dois).
Escrevam e deixem os outros escreveram! Que importa nomes? Bertina, Rosana, Lissa, Denise, Marcos, Lívio, Gustavo, Tácito, Carlão... cada um escreve o que quer e conforme suas virtudes e defeitos. Quando escrevemos nos mostramos por completo. Independente se os nomes são reais ou fictícios. Defendo que o editor publique tudo, desde que não seja conteúdo ofensivo ou injurioso, assim sabemos quem é quem. Porque tem aqueles que só destilam ódios, outros, banalidades, outros, chatices, enfim, pela leitura dos post ficamos nos conhecendo melhor. Concordam?!
Um pouco mais de senso de humor e menos melindre não faz mal. Pelo contrário.
E um pedido, meus caros, não levem os outros e nem se levem tão a sério. Correm o sério risco de passarem ridículo e ficarem conhecidos como chatos. E eu sei que vocês não querem essa pecha, não é mesmo! Como disse aquela política paulista, relaxem... e riam!

Rafael Vieira
Data: 13/11/2008 - Horário: 11h51min

Who is Rosana?

Amigo João Da Mata,

Infelizmente não conheço a Rosana. Deu-se que ela republicou aqui uma crônica do Joca Souza Leão; mais do que rapidamente avisei ao Joca e dei o endereço do site. Aí, suponho, Joca cuidou que a Rosana era minha amiga quando postou aqui os agradecimentos pra ela. Foi isso. Um abração, amigo.

Jairo Lima, aspirante a rosanólogo
Data: 13/11/2008 - Horário: 11h22min

Desencontros

Alguns versos ("Desencontros") com lembranças de Natal e Touros/RN.

DO EDITOR
Versos postados em POESIA.


Luiz Cláudio Penha da Silva
Data: 13/11/2008 - Horário: 11h22min

Rosana

Jairo Amigo, saudades.

Quem é essa sua amiga Rosana?

Rosana a casta
Rosana a bela
Rosana a do Joca

será que ela tem blog!
quero também botar lá.

João da Mata Costa
Data: 13/11/2008 - Horário: 10h57min

Para Rosana et al


Masturbação


Há vários tipos de masturbação,
Uma delas, com as palavras
idéias e ótica dos outros.
Cola daqui, tira dali.
Dá o pé meu louro.

A opinião é a do dia
Se for nacional melhor
A ideologia anda fraca
O livro muito distante.
A televisão embrutece
A entrevista é bacana.

Nem sabe o que pensa
Talvez nem tenha opinião
Esse aqui tem prestígio
Aquele outro é irônico.

Escrever dá trabalho
Melhor falar do outro
Googleano gozo, com
- o do outro, é claro.

João da Mata Costa
Data: 13/11/2008 - Horário: 12h08min

navegar é...

quem autorizou a senhora republicar minha crônica?
o fato de ser amiga de Jairo Lima não lhe confere nenhum direito. Apenas obrigações. obrigação de se apresentar a mim, pelo menos, né, menina? Gostei de me ver em você, quero dizer, no seu blog. bei-joca.

Joca Souza Leão
Data: 13/11/2008 - Horário: 09h06min

Poesia das minhas Minas

GARIMPAGEM AMOROSA


Garimpeiro dos astros
E das pedras preciosas,
Envolvi-me na batéia das sensações noturnas
Para garimpar na pele morena
E lapidar na boca pequena
Beijos de diamantes.
Amantes nos lençóis dourados da lua,
Senti seu túneo,
Explorei suas encostas
E na rota dos minérios
Repleta de mistérios,
Suguei toda energia de sua mineralogia.
E nesta orgia inebriante
De inestimável quilate,
Vi em seus olhos dois brilhantes
E nos brilhantes dois rubis,
E nos rubis de minhas vistas
Ofuscaram-me com esmero
Uma esmeralda e uma ametista.
Naufraguei no mar das águas marinhas,
Vislumbrei rochedos e turmalinas
E antes de me afogar
No meu corpo veio topar
O topázio da razão
Que despertou o coração de pedra
Deste MineraDor.

Marcos Cavalcanti
Data: 13/11/2008 - Horário: 00h11min

ENE à vista

Estamos praticamente nas vésperas do ENE, evento que vem se firmando como o melhor momento para a discussão literária em Natal. Não seria interessante que passássemos a fazer emulações sobre os temas a serem discutidos, de modo a provocar já um debate prévio e que possa apimentar as discussões oficiais? Não há nenhuma observação a ser feita quanto ao seu formato? E os nomes daqui e de alhures, o que acham? E os temas a serem tratados, são instigantes, são gerais ou específicos? Penso que poderíamos, já que ao que tudo indica não haverá Tardes Substantivas este ano, começar um bom exercício de discussão literária. O que acham?

Marcos Poesia
Data: 13/11/2008 - Horário: 00h10min

Conversa entre amigos

Olá Tácito,
Sabe, estou com saudades de ver, de ler e de sentir por aqui os seus amigos e colaboradores discorrerem sobre literatura, mesmo que provinciana, ou, principalmente provinciana. Agora deixe eu lhe passar uma notícia que me encheu de alegria. O Rodrigo Bico (ator/performista) aceitou convite nosso e irá participar do evento literário lá na terra da Serra da Cajarana.
Abraços.

Suely Magna
Data: 13/11/2008 - Horário: 00h11min

O dia não raia

Eis que o dia não raia.

Nesta insólita 01:30h da madrugada, em que a lâmpada é apagada, sondo as sombras das quais têm sido feitos esses dias últimos. A luz sequer está no fim do canal. Pode ser que esteja difusa. Eu não a pressinto, mas muito a desejo.

Dez dias de escuridão. O entorno não oferece consolo. Um corredor de sofrimento à direita, outro à esquerda. Meu pai é lançado nesse vai e vem como uma marionete, cujo substrato é um monte de retalhos e espumas.

Caminho pelos corredores como uma errante a procurar os próprios caminhos, a luz que esconde-se em cada esquina ou por trás de tantas cancelas.

Procuro por não sei mais o quê. Quem sabe não encontre uma faísca acesa da paciência que perdi nesse bosque de sobeja perdição?

Tantas pessoas. Pouco sentimento. O zelo do maior cuidado só existe entre os acompanhantes que tutoram atenciosamente seus entes queridos. Entre a maioria dos profissionais (poderiam ser assim chamados?) da saúde isso é um raro achado.

As pessoas que por obrigação devem exercer o ofício vestidas de branco, e por isso assemelham-se a anjos, contraditoriamente são indiferentes a urros de dor, ao desespero, a lágrimas fabricadas pela incontinente desesperança.

Nesse lugar onde tudo falta – copos, seringas, coletores de urina-, falta também o substancial. Falta profissionalismo. Falta respeito. Falta, sobretudo, amor.

Se a dignidade não for senhora absoluta de algum caráter, ela certamente é a primeira que esvai-se. E se ela vai embora, é o fim da criatura. Fica somente a sombra. Um magma de merda, como já foi escrito aqui antes.

Almejo que o dia raie. Que a aurora floresça linda, fazendo-me ver cheiros multicoloridos, tocar visões que acalantam, cheirar canções que enlevam o espírito...Enfim, ver as coisas ficarem como sempre foram. Se bem que a lágrima que agora rompe esta folha mostra que nada é imutável. Sofri um tombo no caminho escuro. A ida de minha avó interrompeu uma existência alegre, enérgica, jovial. Ela é a minha princesa elétrica. Nada fácil...

Quem caiu de pára-quedas nessa selva deve ser mais forte do que a dor. Desdobrar-se e tripudiar dela, amassá-la e depois jogá-la com desprezo no bolso, senão, sucumbe com o enfermo.

Decerto que lá fora botões de rosa florescem, trabalhadores da madrugada exercem seus labores, animados procuram agitação, animais e homens entram na moita para acasalar e tudo o mais segue a sua normalidade até o amanhecer. Daqui a pouco é dia, mas aqui ele não parece raiar. O sol não foi pródigo em iluminar o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, essa selva perigosa e muito, muito, mas muito inabitável.

De quem acompanha o pai convalescer na selva inóspita que é o HMWG


Recado para Lívio Oliveira: Quando esses dias de danação passarem, procurarei você para entregar-lhe o que acordamos antes.
Beijos.

Denise Araújo Correia
Data: 13/11/2008 - Horário: 00h08min

Brown Bunny


Pouco filme para uym felation. Filme que nao faz falta. Tédio, drogas, estupro, prostituição, etc

Deja vu, a menos do membro do diretor, ator, produtor e o caralho a passear pelos states.

João da Mata Costa
Data: 12/11/2008 - Horário: 22h13min

Goethe na Cult

Vale a pena conferir os textos disponíveis na edição online da revista Cult, que traz como assunto principal um dossiê sobre Goethe.
http://revistacult.uol.com.br/website/

Tácito Costa
Data: 12/11/2008 - Horário: 19h29min

“O legado da palavra em Graciliano – Vidas Secas”

“Há quem se apegue ao uso que Graciliano faz de uma meia dúzia de vocábulos próprios do Nordeste - que não poderiam ser outros, pois falsificariam Vidas Secas -, para datar o romance ou classificá-lo como regionalista, num sentido que diminui sua grandeza. Desde o manifesto escrito por Gilberto Freyre, em que chama os modernistas de inimigos de toda espécie de tradicionalismo e de toda forma de regionalismo, confundem o movimento literário deflagrado por Freyre com regionalismo geográfico. Passaram a ser regionalistas, até os dias de hoje, os que escrevem fora da latitude sudeste, principalmente nordestinos, desde que refiram a linguagem e os cenários em que vivem.”

De Ronaldo Correia de Brito, em PROSA, no texto “O legado da palavra em Graciliano – Vidas Secas”

Tácito Costa
Data: 12/11/2008 - Horário: 19h22min

Aretha Franklin

NO ESTADÃO

“Ela já é a Rainha do Soul, mas agora Aretha Franklin foi considerada também a maior cantora da era do rock, segundo pesquisa da revista Rolling Stone. Aretha, de 66 anos, ficou à frente de Ray Charles, o segundo colocado, Elvis Presley (terceiro), Sam Cooke (quarto) e John Lennon (quinto), de acordo com a pesquisa feita pela revista com 179 músicos, produtores, editores da Rolling Stones e outras figuras da indústria musical. A lista de 100 nomes será divulgada na sexta-feira, quando a Rolling Stone vai chegar às bancas com quatro capas diferentes. Além de Aretha Franklin, os únicos outros cantores vivos entre os Top 10 são Bob Dylan (sétimo colocado) e Stevie Wonder (nono). Marvin Gaye foi o sexto, Ottis Redding, o oitavo, e James Brown o décimo. Outros notáveis na lista incluem Paul McCartney na 11a posição, uma à frente de seu ídolo Little Richard, e Mick Jagger na 16ª, também uma à frente de uma de suas influências chaves, Tina Turner. Entre os Top 25, Michael Jackson, de 50 anos, é o mais jovem, tendo ficado na 25ª posição.”

Tácito Costa
Data: 12/11/2008 - Horário: 18h50min

Navegar é preciso

CRÕNICA DE JOCA LEÃO

"A gente navega a favor ou contra a maré, pra chegar ou pra não ir a parte alguma; navegar por navegar, sem sair do lugar. Navegar é preciso (Fernando Pessoa cita Pompeu); viajar não é preciso. Já gostei de viajar. Não gosto mais.

Viajei paca. Vivia em cima de avião e dormindo em hotel. Quando acordava, acordava aos poucos pra ter certeza de onde estava acordando, como Proust, quando tava em busca do tempo perdido, a caminho da casa de Swann. Morei fora. No Rio por quase um ano, na Inglaterra por quatro e de lá fui muitas vezes para a França e também para Portugal, Espanha, Itália, Alemanha, Suíça... Mas é engraçado, quando digo que não gosto mais de viajar, parece que estou dizendo um absurdo. Algo como se tivesse dito que não gosto mais de ler, ouvir música, assistir a filmes ou mesmo de viver. Como se nisso houvesse algum desencanto ou renúncia. Coisa de gente velha, cansada de guerra. Até pode ser. Não tô nem aí.

Além de viajante, Marco Polo era um contador de histórias. Prisioneiro de guerra, contou sobre suas viagens a um colega de cela escritor, Rusticiano de Pisa, que foi quem escreveu As Viagens. Mas tem quem diga que Marco as contou de ouvir contar. Nunca teria saído de Veneza. Fico, no entanto, com a versão consagrada de que Marco Polo fez a sua grande viagem com 17 anos. Foi logo ali, ao Extremo Oriente, com o pai e o tio. Voltou pra casa 24 anos depois. Aí, descobriu que podia fazer macarrão na Itália. E pendurou o astrolábio. Em certa altura da vida, Marco Polo deve ter dito “enchi o saco de viajar”. Todo mundo entendeu. Não sei por que não me entendem.

“Se viagem acrescentasse cultura, todo piloto da Varig seria erudito”, diz Millôr. Tenho amigos cultos que gostam de viajar. Viajam, conferem o que já sabiam, e voltam mais cultos. Tenho conhecidos incultos que também gostam de viajar. Viajam e voltam tão incultos quanto foram. Poderiam até ser pilotos de avião.

Hoje, tô na vida a passeio. Viagem, não. Mas se me chamarem prum passeio em Portugal, sou capaz de ir. Poucos dias em Lisboa. De lá, pego um carrinho e vou fazer meu caminho, três, quatro dias aqui, outros ali: Alentejo, Algarve, Dão e Bairradas, Estremadura, Ribatejo, Setúbal e a região dos Verdes. Já deu pra perceber, né? Pois é, as regiões dos vinhos portugueses. Vou me esconder em Trás-os-Montes. E tomar meu vinhozinho sossegado.

“Não tenho ambições nem desejos / Ser poeta não é uma ambição minha. / É a minha maneira de estar sòzinho”, nos conta Pessoa na alma e na boca de Alberto Caeiro, em O Guardador de Rebanhos.

Meu rebanho está guardado. E sou eu quem cuida dele. Pelo menos assim eu creio. Que me deixem crer."

Rosana
Data: 12/11/2008 - Horário: 18h24min

Mais uma trilogia

Grande notícia para os fãs de Kristoph Kieszlowski, autor da célebre trilogia de filmes - "A Liberdade É Azul", "A Igualdade É Branca" e "A Fraternidade É Vermelha". Aparentemente rolou o sinal verde definitivo que faltava para concluir a montagem e a edição de "A Esperança É Verde", este que é um dos filmes inacabados mais aguardados de todos os tempos, especialmente devido ao extenso uso de locações e atores brasileiros. Do sucesso dessa nova empreitada dependerão as chances de se produzir os filmes seguintes da nova trilogia, "A Riqueza É Amarela" e "A Raça É Negra", cujos roteirista, produtor, estúdio, diretor, elenco, figurinista, diretor de fotografia, trilha sonora e distribuidora ainda não foram definidos.

Rosana
Data: 12/11/2008 - Horário: 18h21min

Pequenos poderes

O entrevistado do Heródoto Barbeiro na rádio CBN está dizendo que os vigilantes, treinados pela Polícia, aprendem que só devem usar a arma como último recurso. Parece que o assassino da Gocil, que presta serviços de segurança para as Casas Bahia, usou a arma não só como primeiro recurso, mas como uma forma pessoal e imbecil de provar que não 'leva desaforo pra casa'.
Eu tenho muito medo dos vigilantes armados. Porque entre os 500 mil que existem no Brasil certamente há muita gente mal-preparada, desequilibrada ou insana mesmo.
Sem contar o machismo.

Rosana
Data: 12/11/2008 - Horário: 18h20min

“A publicidade como porta-voz do poder”

“Como já pude afirmar em outros trabalhos – entre os quais o meu livro Em Brasília, 19 horas (Editora Record, 2008) – que o Estado-anunciante é um totem da mídia nacional. Sob ele, acreditamos que é legítimo que se use dinheiro público na compra de espaço publicitário a toda hora. A argumentação que defende esse instrumento supõe que, por meio de propaganda, o Estado – e, dentro dele, o governo principalmente – cumpre a função de atender ao direito à informação. É uma argumentação falsa. O que faz a publicidade estatal, quase sempre, não é mais que falar bem de quem está no poder – e pressionar os órgãos jornalísticos.”

De Eugênio Bucci, no artigo “A publicidade como porta-voz do poder”, no Observatório da Imprensa . www.observatoriodaimprensa.com.br

Tácito Costa
Data: 12/11/2008 - Horário: 16h14min

Assassinato de um 'Zezinho'

Infelizmente, enquanto algumas pessoas doam o excedente de amor e de bens materiais de suas vidas para ajudar ao próximo, outros que estão fisicamente próximos apontam uma arma e tiram-lhe a vida de forma estúpida, porque são estúpidos como o egoísmo e orgulho machista.

*****

“A Casa do Zezinho, há mais de 10 anos, é um oásis de cultura, educação, civilidade e afeto para 2 mil crianças na periferia de São Paulo. Localizada no vértice de encontro dos bairros Jardim Ângela, Capão Redondo e Parque Santo Antônio, a Casa oferece dezenas de oficinas culturais, além de apoiar os jovens na escola e na vida cotidiana. A maioria esmagadora deles não tem pai, poucos podem contar com a mãe, geralmente ocupada em lutar na cidade para levar algum dinheiro para casa, ou em muitos casos, afundada no alcoolismo.

Mesmo com esse quadro duro, assustador, frequentar a Casa do Zezinho, como frequento como colaborador voluntário há mais de 5 anos, é uma grande alegria. Porque lá a gente aprende com o sorriso e garra das crianças. Quem vive do outro lado da moeda e acha que a vida é dura e injusta, pode tomar uma ducha instantânea de ensinamentos a um simples contato com um garoto ou garota da Casa do Zezinho. Todos eles são sobreviventes e vencedores de uma guerra dura e diária.

Na última segunda-feira, essa ONG, que representa um verdadeiro DNA de ética e eficiência para o país, foi barbaramente atingida. Um de seus "Zezinhos" mais queridos, já grandinho, com 23 anos, lutanto para enfrentar a vida, agora como pai de família, foi estupidamente assassinado. O nome dele é Alberto Milfont Jr. Segue o relato indignado abaixo das educadoras da Casa do Zezinho, a quem eu presto aqui a minha total e irrestrita solidariedade. Convido cada um de vocês a ler o texto abaixo com serenidade e atenção. E, quem tiver meios e vontade, ajudar a espalhar essa notícia e seus detalhes. Quem sabe um dia ao invés de conviver com tamanha brutalidade, possamos apenas nos envergonhar de termos vivido, em pleno século 21, num país tão desigual quanto ignorante e injusto.”

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Nota de repúdio e indignação

A Casa do Zezinho está de luto. A ONG Casa do Zezinho mostra seu profundo repúdio e indignação. Um dos seus filhos queridos, o jovem Alberto Milfont Jr, (23), foi barbaramente assassinado dentro das Casas Bahia na Estrada de Itapecerica por um segurança terceirizado, que trabalha nessa instituição, na segunda feira por volta das 16 horas. O segurança, em sua defesa, alega que agiu assim porque simplesmente o jovem estava mal vestido.

O jovem Alberto, mal vestido, morre com a nota fiscal, com comprovante de compra nas mãos.

Enquanto aguardava dentro da loja, “roupa de trabalhador”, sua esposa Darilene (22) voltava do caixa aonde fora pagar a prestação da compra de um colchão. Foi abordado pelo assassino, terno preto. Depois de um bate boca ligeiro o segurança saca da arma e atira à queima roupa. O jovem tomba sem vida.

Suas últimas palavras: Sou cliente, não sou ladrão!”. A partir daí se calou. Calou da mesma forma como estamos calados, sufocados há 400 anos. Que grande equívoco este país!

Mal vestido, roupa de trabalho, é um sinal verde para o braço armado da sociedade, o assassino pago para atirar. Alberto deixa esposa e um filho de 5 meses. Alberto deixa morta a remota esperança de milhares de jovens brasileiros. Estudar pra que? Trabalhar pra que? Ser honesto pra que? Brasileiros alfabetizados, respondam honestamente essa pergunta!

O menino brincalhão, comprido e de pernas finas entrou para a Casa do Zezinho aos 10 anos. Sua turma do Parque Santo Antônio já estava todinha ali. Vai ser muito legal, ali vamos nos divertir para valer. O jovem deixa excelentes recordações em toda nossa comunidade, onde permaneceu como um membro muito querido até 2003.
Estava de casamento marcado com a jovem Darilene, com quem tinha um filho de apenas 5 meses.

Suspeita e pobreza sempre juntas na nossa história.

Nenhum (a) jovem “mal vestido” (leia-se moreno, pardo) da periferia ousa sequer pisar num shopping de grife da cidade sem levantar as mais alarmantes suspeitas. Nenhuma placa, nenhum sinal explcita essa indesejabilidade, como faziam com os negros os norte-americanos. Diferentemente dos americanos, aqui o jovem da periferia já traz gravada na carne, na alma, essa interjeição.

Nenhuma revolta, nenhuma vingança organizada. Nada que a sociedade deva se preocupar. Apenas o destempero de um segurança idiotizado, uma peça para reposição. No Cemitério São Luiz o murmúrio surdo da mãe e da jovem esposa.

Dentes cravados, os jovens cabisbaixos que acompanham o enterro trazem o sangue nos olhos. – O mano Alberto subiu!

Com muita raiva seguimos com eles, solidários, para tentar preservar essa auto estima
tão covardemente destruída desde o seu nascimento nas favelas.

A vitória da morte exercida com eficiência certeira desde sempre no país pelo braço armado contratado pela sociedade dominante e pelos seus comparsas que dominam toda a estrutura de poder do estado.

Pras Casas Bahia deixamos como lembrança o carnê saldado com a honra e a dignidade de um jovem trabalhador.

Adeus mano Alberto!

Escrito por Marcelo Tas.

Rosana
Data: 12/11/2008 - Horário: 15h07min

É A CRISE!


Rapazes e Moças,

Voces viram? Tem uns submarinos e outros navios russos na costa venezuelana.
O pais receberá a visita do presidente Russo.

E essa farra das montadoras não precisa diminuir? Por QUE só socorrer as montadoras?
O Brasil nao comporta mais tanto carro. Vendo uma revista de carros quase chorei com o meu VW 1995.
Carros belos acima de 100 mil reais. Em casa não tem um livro!

E a crise é mundial. Voces viram o movimento na bela Barcelona?

Ha alguma coisa de artificial no teatro universal.

O barril do petróleo despenca. E alguem grande disse (falou o Joelmir): que ja cogitavam o preço para além dos R$ 200,00

QUANDO A CRISE ACABAR NÃO ESQUEÇAM DE DESLIGAR AS LUZES E AVISEM!

João da Mata Costa
Data: 12/11/2008 - Horário: 15h02min

Nossa Vida não Cabe num Opala


É um bom filme, sem acontecer de ser exuberante. A peça do Bertolotto foi bem adaptada para o cinema. Sou suspeito pois adoro o teatro. Gosto do teatro elizabetano no cinema.
Sou um ator que ainda não teve seu apogeu.

Um meta-cinema com um tema recorrente. Tenho um vinho, você quer?
Gosto muitas vezes do teatro transportado para o écran. Nesse caso o resultado não é ruim.
O elenco é maravilhoso: Jonas Bloch, Milhem Cortaz, Dercy Gonçalves, Maria Manoella, Leonardo Medeiros (belo ator de “corpo”, filme que ganhou o longa de Natal)), Maria Luisa Mendonça (está ótima), Marília Pêra (não precisa dizer nada) , Paulo César Peréio (um dos maiores atores brasileiro), Gabriel Pinheiro e Adilson Rodrigues.
A música é muito boa. Belo poema musicado. Boa fotografia.

João da Mata Costa
Data: 12/11/2008 - Horário: 12h01min

Tv e literatura

Caros amigos:

Ainda sobre tv, narrativas e merchandising, quero acrescentar um comentário. Novelas e seriados (principalmente os últimos) desempenham uma função subsidiária de divulgar literatura e cinema, citando-os ou fazendo adaptações explícitas ou não - nos piores casos, plágios descarados. O seriado "Os Maias", p. ex., teve uma produção caprichada e um elenco de qualidade, onde até atores mais fracos (Fábio Assunção) atingiram resultados dignos. E o romance de Eça chegou às listas dos mais vendidos, na época de exibição original do seriado. Cenas e ritmos eram claras citações de Visconti, em especial, "O Leopardo". Mas a mistura totalmente desnecessária com "A relíquia" (apesar da excepcional qualidade dos atores que carregavam esse fardo) e uma alteração moralista do desfecho principal (recuo imediato do protagonista quando descobre ser irmão da mulher amada, o que no romance é muito mais sutilmente complexo) prejudicou as qualidades garantidas.

Citações de filmes americanos clássicos, também, são muito frequentes naqueles gêneros televisivos, como é o caso do belo "Um lugar ao sol" (baseado no romance "Uma tragédia americana), diluído muito superficialmente em mais de uma novela.
De qualquer maneira, penso que tv é um fenômeno social importante: melhor criticar visando a valorizar conquistas que ignorar.
Abraços:

Marcos Silva
Data: 12/11/2008 - Horário: 12h00min

Nova rádio no ar

Eu gosto de ouvir rádio e essa semana, por acaso, descobri que tem uma nova emissora em Natal, é a rádio FM Senado, 106,9, que está no ar em caráter experimental. Pelo menos a programação noturna, que tive oportunidade de ouvir nos últimos dois dias, é de altíssimo nível. Não sei se a programação durante o dia tem o mesmo nível porque ando sem tempo de ouvir rádio nesse horário.

Tácito Costa
Data: 12/11/2008 - Horário: 09h53min

Cai audência das novelas

Marcos,
Por coincidência na seção Suplemento, do Estadão tem uma matéria sobre a queda da audiência das novelas. Leia trecho que pincei:

"A Globo amarga as piores médias da história com suas tramas atualmente no ar. Na Record, não é diferente. As audiências festejadas na casa dos 20 pontos estão cada dia mais distantes. A Band pôs suas barbas dramatúrgicas de molho. No SBT, a novela da mulher do patrão segue na espera, temerosa, enquanto a reprise de Pantanal atrapalha a concorrência."

Tácito Costa
Data: 11/11/2008 - Horário: 19h38min

CONTRA MERCHANDISINGS NOS BLOGS

Caros amigos:

De vez em quando, alguns intelectuais respeitados destacam as qualidades narrativas das telenovelas. Embora eu não acompanhe regularmente essa produção, entendo que quem escreve tal gênero é gente que leu autores importantes (especialmente, os romancistas do século XIX) e tem conhecimento de estruturas narrativas básicas (ou até mais), alcançando, às vezes, resultados apreciáveis. Uma coisa que me irrita no gênero, todavia, é a onipresença do merchandising: de repente, um personagem começa digressões sobre a excelência da marca x de cimento ou do modelo y de automóvel, ou uma cena destaca visualmete anúncios e produtos: a narração existe em função desses intervalos - que ocupam a maior parte do tempo narrativo, transformando o resto em efetivo intervalo. As tevês educativas, durante muito tempo, estiveram protegidas desse horror. Nos últimos anos, lastimavelmente, a TV Cultura de SP (responsável por alguns programas excelentes em jornalismo, música e narrativas infantis) passou a divulgar propagandas permanentemente, mais um passo de privatização do espaço público.
E os blogs, como nosso SP? É preciso tomar cuidado com as detalhadas informações sobre a excelência de restaurantes, bares, galerias, lojas e que tais. Morro de medo que os posts virem propaganda pura e simples, ações entre amigos mas atos de venda. Uma coisa é noticiar um filme, um lançamento de livro, uma exposição, um recital de música ou poesia. Outra é insistir sobre empresas e seus interesses de caixa. Para estas, aconselho propaganda explícita e paga, que ajudará o blog a sobreviver melhor.
Abraços:

Marcos Silva
Data: 11/11/2008 - Horário: 19h32min

Elvis Presley

O senhor estava no palco, em 27 de setembro de 1974, em College Park, em Maryland. Os fãs dizem que este foi o pior show de Elvis Presley. É verdade?
Não acho. Cada um tem sua opinião. Todos os shows de Elvis eram memoráveis. Você pode pensar o que quiser, os fãs também. Cada um pensa de um jeito. Mas, para mim, o show foi bom.

De James Burton, o principal guitarrista de Elvis Presley, em entrevista ao Caderno Arte & Lazer, do Estadão. www.estadao.com.br

Tácito Costa
Data: 11/11/2008 - Horário: 19h20min

“O que é visível da posição em que me encontro”

Leia em PROSA o texto “O que é visível da posição em que me encontro”, de Mário Bortolotto. Enviado por Tetê Bezerra. Quero aproveitar para registrar que Tetê manda com freqüência textos interessantes para a seção PROSA. Valeu Tetê!

Tácito Costa
Data: 11/11/2008 - Horário: 15h27min

Frases para todos os gostos

No Komida Kaseira, encontrei o João Silvino da Conceição saboreando um pernil de cordeiro, depois de umas preliminares de caldinho e arrumadinho de carne, adentradas ao ritmo de algumas lapadas geladíssimas de “refrigerante” de cor bem branquinha.

Serelepe como nunca e bem humorado que só, o João Silvino mostrava a todo mundo seu laptop, adquirido em dezoito prestações, chique todo, antes da crise braba que se alastra mundo a fora. Muito embora o terremoto financeiro tenha sido interpretado como simples marolinha pelo Lula, um presidente que nunca sabe direito sobre o que está acontecendo pelos seus derredores, tudo explicado rapidamente por qualquer “boa idéia”.

O João Silvino tinha, como página principal do laptop, o sítio www.frasear.com, onde se podia ler mais de um milhar de frases, algumas de gente famosa, outras de alguns paspalhões da política, complementando a parte folclórica do endereço eletrônico.

Uma das frases mais aplaudidas foi a de Abraham Lincoln, versando sobre a mediocridade. Dizia: “Deus deve amar os homens medíocres. Fez muito deles.” Um prato cheio para tempos de agora, favorecendo o bate-boca dos presentes, os risos se multiplicando através das “estórias” extraídas do Guia Eleitoral. O salão do restaurante explodindo em vivas quando alguém descobriu, lendo bem alto, uma frase de Theodore Roosevelt: “Quando respondem à chamada no Congresso, os parlamentares não sabem se respondem ‘presente’ ou ‘inocente’”. Lá como cá, safadões há.

Uma citação promoveu uma especulação danada, todo mundo querendo dar seu pitaco. A frase é do antigo mandão político da Bahia, Antônio Carlos Magalhães, temido ACM: “Todos sabem que não sou prostituta, mas todos sabem que ele é ladrão”. Os palpites sobre o nome do salafrário variavam de A a Z, passando por Jaboatão dos Guararapes e a candidatura de Paulo Maluf, em São Paulo, entre os de maior citação.

A algazarra só serenou quando um senhor de cabelos grisalhos, fartos bigodes, afrodescendente, manifestou o desejo de mostrar aos presentes um livro que adquirira na véspera e que o induzira a uma leitura de varar noite, tamanha as sabedorias nele contidas. Diante da curiosidade da maioria, alguns analfabetos políticos brechtianos ficando nas deles, O Livro das Citações foi retirado de uma bolsa de couro de tira comprida, das que pós-graduados logo se identificam.

Utilizando-se de um subtítulo, Um breviário de idéias replicantes, Eduardo Gianetti, mineiro que também escreveu o oportuníssimo Vícios privados, benefícios públicos, expõe reflexões de notáveis, classificando-as em quatro grandes blocos. Cada citação traz o nome do autor, as notas situadas no final da coletânea contendo a identificação integral da fonte pesquisada.

Uma frase lida pelo proprietário do livro o deixou ainda mais admirado pelos presentes. De Karl Popper, a reflexão citada: “Vale a pena lembrar que, embora haja uma vasta diferença entre nós no que diz respeito aos fragmentos que conhecemos, somos todos iguais no infinito da nossa ignorância”. Com o sorriso próprio dos bons espadachins da réplica e tréplica, leu um pensamento de Montaigne, que desalentou visivelmente os poucos disleriados que fingiam entender o que estava se passando no sal