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26 de julho de 2010

O Museu do Futebol

Por Tácito Costa

Por Macário Campos

Apesar de morar a menos de 1km do museu, nunca o tinha visitado, até porque o tema futebol não faz parte do meu rol de interesses.

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21 de julho de 2010

Lima Barreto e o Futebol

Por Tácito Costa

Professor de literatura Mauro Rosso explica por que o escritor Lima Barreto repudiava o futebol.

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12 de julho de 2010

Espanha x Alemanha

Por Tácito Costa

Por Tatiana Martins

Obrigada, meu Tio Jarbas. Devo a você e Eduardo Galeano o meu despertar para a arte que é o futebol.

Por André Kfouri

TOURADA EM DURBAN

A única chance do toureiro é sair da arena sem que o touro o encontre. O animal pode vê-lo, sentir seu cheiro. Pode saber onde ele está e para onde vai. Mas não pode tocá-lo.

O peso é tamanho, a força tão bruta, que um leve raspão dos chifres pontiagudos é o fim.

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12 de julho de 2010

Da Jabulani a Vuvuzela

Por João da Mata

Espanha versus Holanda
Final da Copa 2010

Terminou a copa da Jabulani e o Brasil alaranjou. Perdeu para a Laranja Mecânica e não empolgou mesmo quando venceu. Do gol de mão do Luis Fabiano ao frango sofrido pelo maior goleiro do mundo o Brasil não convenceu e o teimoso Dunga, menos ainda.

A bola é o maior brinquedo do homem e na África do Sul ela fez sucesso. Era uma bola diferente com menos gomos e de efeitos dependendo de como era batida. Suas curvas torqueadas enganavam e muitos goleiros sofreram frangos ou foram culpados da maldição da jabulani.

A vuvuzela ensurdecia, o gramado não ajudava e a copa não revelou nenhum craque. O final da copa foi um jogo feio com muitas faltas e cartões amarelos. Jogo de pé no peito arbitrado por um juiz fraco. Longe daquele futebol de 1974 quando a Holanda encantou o mundo. Saudades do time do Brasil de 1982, mesmo sem ganhar o título mundial.

Deixando o futebol passo a falar da história. Os dois países que disputavam a final da copa da África do Sul possuem uma relação muito forte com o Brasil. A Holanda invadiu o Brasil por trinta anos no século XVII.
Portugal foi anexado à Espanha em 1580 e durante sessenta anos o Brasil foi governado pela Espanha. Os três Felipes foram reis do Brasil. O grande Felipe II foi o primeiro rei do Brasil, sucedendo o seu sobrinho Dom Sebastião de Portugal.

Retornando ao futebol, só para chatear. Lembro da copa do mundo de 1950 de Zizinho, Barbosa, Bauer e o grande maestro Ademir da Guia (artilheiro da Copa) vencendo de 6 a 1 a Espanha. O Maracanã inteiro cantou “Touradas de Madrid” do grande Braguinha e Alberto Ribeiro.
O final dessa copa foi melancólico com Brasil perdendo para o Uruguai por dois a um e um silencio sepulcral foi doido.

Touradas em Madrid / Alberto Ribeiro / Braguinha

Eu fui as touradas em Madri
Para tim bum, bum, bum
Para tim bum, bum, bum
E quase não volto mais aqui
Para ver Peri beijar Ceci
Para tim bum, bum, bum
Para tim bum, bum, bum
Eu conheci uma espanhola natural da Catalunha
Queria que eu tocasse castanhola
E pegasse o touro à unha
Caramba, caracoles, sou do samba
Não me amoles
Pro Brasil eu vou fugir
Que é isso é conversa mole para boi dormir
Para tim bum, bum, bum
Para tim bum, bum, bum

10 de julho de 2010

sim, era bom

Por nina rizzi

“Ricardo Teixeira demitiu Dunga, mas quem demitirá Ricardo Teixeira que contratou Dunga?”. Li isso em algum sítio que não me lembro (aqui?). Conjugando esse pensamento com todas as coisas que ando a ouvir nas ruas, ônibus, instituições, etc., comentários sempre inflamados, conhecedores de causa e justificados (e também não), fiquei a pensar:

Como era bom que nós brasileiros agíssemos com nossos políticos com a mesma paixão que para com nossos técnicos de futebol: exigindo sua demissão em casos de inércia, corrupção ou do trabalho ‘não-feito/ mal-feito’…

6 de julho de 2010

O espetáculo e suas perversões

Por Tácito Costa

Por Muniz Sodré
Observatório da Imprensa

Diante de uma prateleira de supermercado, a mulher, de aparência muito humilde, explica à outra por que não tinha torcido pela seleção brasileira: “Eu, aqui, me virando para comprar comida, e aquela turma de milionários correndo atrás de uma bola no campo…”

Em princípio, uma frase dessas, colhida ao acaso no instante fugaz de uma ida ao mercado, não justificaria um texto no Observatório de Imprensa. Se constasse de uma carta de leitor ou de qualquer uma das chamadas mídias sociais (Twitter, Facebook etc.), sim. Mas é possível tomá-la como pretexto para ser coerente com o pensamento de que, às vezes, é necessário complementar a informação de imprensa com o que se observa ao redor, na comunidade.

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5 de julho de 2010

Derrubem o presidente

Por Tácito Costa

Por Flávio Gomes
IG

Ricardo Teixeira é presidente da CBF há 21 anos. Não foi eleito por ninguém a quem devamos alguma consideração. Foi eleito pelos patetas dos presidentes das federações estaduais. São 20 e poucos, que podem ser comprados com jogos de camisas e bolas. É bem fácil ser eleito presidente da CBF quando se tem dinheiro para comprar jogos de camisas e bolas.

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2 de julho de 2010

Manifesto contra o racismo

Por Ednar Andrade

Lúcio

Texto lido pelo capitão da seleção brasileira, Lúcio, de combate a todo tipo de discriminação, em especial o racismo, antes da abertura do jogo Brasil x Holanda:
“Em nome da seleção brasileira, declaro que nos negamos a tolerar qualquer forma de discriminação no futebol e apelamos a todos os que nos estão vendo hoje, onde quer que estejam no mundo, para que nos ajudem a erradicar a discriminação em nossa sociedade. Se todos nos unirmos, poderemos conseguir. Diga não ao racismo”.
1 de julho de 2010

“A Fifa hoje se parece com a Máfia”

Por Tácito Costa

Carta Capital
Por Paolo Manzo

Andrew Jennings não é um jornalista esportivo, e sim um repórter investigativo. Um dos melhores na Inglaterra, isso é testemunhado por décadas de colaboração com os principais jornais britânicos e a BBC. Mas principalmente é o pesadelo de Sepp Blatter e da Fifa, aos quais dedicou um livro, Foul! The Secret World of Fifa: Bribes. Vote-rigging and Ticket Scandals (em livre tradução, Falta! O Mundo Secreto da Fifa: Subornos, Compra de Votos e Escândalos com Ingressos), publicado em 2006.

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27 de junho de 2010

Um dia de fúria

Por Gustavo de Castro
Queridos, vejam estes vídeos sobre o Dunga feitos pelo publicitario Pablo Peixoto.
abs.


24 de junho de 2010

A nova Era Dunga: o fim do besteirol esportivo

Por Tácito Costa

Por Leandro Fortes
Brasília Eu Vi

Foi na Copa do Mundo de 1986, no México, com Fernando Vanucci, então apresentador da TV Globo, que a cobertura esportiva brasileira abandonou qualquer traço de jornalismo para se transformar num evento circense, onde a palhaçada, o clichê e o trocadilho infame substituíram a informação, ou pelo menos a tornaram um elemento periférico.

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24 de junho de 2010

Torcer ou pensar, eis a questão

Por Tácito Costa

Por Contardo Calligaris
FSP

O torcedor pensa e grita algo que não tem nada a ver com o que ele pensa quando está sozinho

Pela minha história, sinto-me parte de várias nações e, na Copa do Mundo, torço por todas elas. Quando se enfrentam duas seleções com as quais me identifico, sou privilegiado: seja qual for o desfecho, um de meus times preferidos ganhará.

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16 de junho de 2010

O último gol de Pelé – Aos 70 anos

Por Macario Gomes de Campos Neto
Foi lançado esta madrugada um filme publicitário, feito pela Y&R, com produção da O2, para a VIVO, mostrando o desejo de Pelé fazer seu último gol pela seleção brasileira.
14 de junho de 2010

Porque a vitória não basta

Por Tácito Costa

Por Pablo Capistrano

Quando a gente publica artigos em jornais ou na Internet sempre se expõe a recriminações. Nesse tempo de euforia nacionalista, que vem sazonalmente em época de copa do mundo, levantar questões sobre a pertinência de se torcer ou não pela Seleção canarinho pode soar muitas vezes como uma espécie muito peculiar de imprudência particular.

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12 de junho de 2010

A pátria em Copas

Por Tácito Costa

Por Maria Rita Kehl
O Estado de S.Paulo

A lembrança mais antiga que eu guardo de uma Copa do Mundo é reconstruída da perspectiva do banco de trás do Consul 1950 de meu pai. Paramos no pedágio a caminho da fazenda de meu tio e meus pais perguntaram se o funcionário sabia o placar do jogo. Não sei se havia um rádio na cabine do pedágio. No carro, certamente não havia.

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11 de junho de 2010

Ademir da Guia, Ditadura Militar, Epifania

Por Jarbas Martins

A famosa academia do Palmeiras. Ademir é o 2º agachado, da dir. para a esq.

Vi Ademir da Guia, o Divino, jogar.O Palmeiras, naqueles terríveis anos 70, era chamado de A Eterna Academia, e o país atravessava a fase mais tenebrosa da história da República.Alguns amigos estavam presos, sendo caçados e torturados.Esse doloroso inventário levava-me a uma certeza: era proibido, naquele momento histórico, ser feliz. Acompanhado de um certo remorso e de uma melancolia indefinida, adentrei os portões do Castelão,apelido que os civis e militares, em seu mau gosto, escolheram para popularizar Castelo Branco, o general golpista que destituíra o presidente Jango.Naquela tarde, em que o Palmeiras jogava contra o nosso América, o Estádio General Castelo Branco se me afigurava como um circo romano, antes de um grande espetáculo. Além de Ademir da Guia, o Palmeiras contava, em seus quadros, com outros astros de brilho incontestável: Dudu, Leão, Luís Pereira, Baldochi, Eurico.Guardo nas várzeas da minha retentiva a coesão, a harmonia, o virtuosismo, exibidos como uma dádiva naquela tarde de remorso e deslumbramento. Ademir da Guia, mais do que um meia armador, comandava, com um zelo e elegância incomuns, todas as jogadas do seu time.Passes perfeitos, calculados, cerebrais.Contido, febril, a epifania em cada seu mínimo movimento, e até mesmo quando, parado, fingia ser estátua grega em campo. Estas, as minhas impressões de uma equipe, que tinha Ademir da Guia como paradigma, jogador incomparável de rara ciência.Dolorosas impressões, ó tolerante leitor meu. A leveza das linhas do Estádio, projetado pelo arquiteto Moacyr Gomes da Costa, homem sensível e de posições políticas liberais (foi escolhido como paraninfo de uma turma de Engenharia, da qual faziam parte um amigo meu do PCB, Lacides Brunnet de Sá, e Carlos Alberto Tinoco, sobrinho do esquerdista Aldo Tinoco), a leveza do Estádio contrastava com o seu entorno. O Estádio fora construído às pressas para uma Mini-copa, comemorando os 150 anos da Independêcia do país. O projeto do professor Moacyr Gomes deve ter sofrido alterações: fora concebido antes do golpe militar. Mas a Ditadura, em seu ufanismo, queria a todo custo comemorar aquela data cívica.No entorno do Estádio coabitavam a pobreza, suas mazelas, a dor dos infelizes arrancados de sua terra, alguns sem indenização, a fome, a tortura, o desespero acentuado, em mim, pelas leituras de Sartre. Dentro do Estádio o pão e o circo romanos.Ademir da Guia era. sem dúvida, um ser alado. Mas com os pés fincados no chão: o gramado, extensão de sua pele, e sua morada concreta, perecível e eterna.

10 de junho de 2010

Ópio do povo

Por Tácito Costa

Por Tullio Andrade
www.verborragicos.com

Uma vez ouvi alguém dizer que o futebol era o ópio do povo. Na época não dei muita atenção; afinal de contas o Brasil tinha acabado de se sagrar tetra campeão de futebol. Mas agora tantos anos depois e ao acompanhar toda a movimentação em torno da conquista potiguar de ser escolhida uma das sedes para a copa de 2014, começo a achar que o autor daquela frase não estava de todo errado.

Logo quando começaram as especulações sobre Natal ser sede da copa, minha primeira reação foram boas gargalhadas. “Ah, tá, Natal, essa cidadezinha do fiofó do Brasil vai muito ter condições de sediar uma copa!”. Me enganei. E o pior, quase me convenci de que os argumentos que todos (os políticos e os empresários) difundiam sobre os benefícios que o evento trará.

“A copa vai trazer mais turistas, mais empregos, vai modernizar as praças esportivas, vai valorizar a cidade etc. etc. etc.”. Quem não ouviu isso?! Tudo bem que a copa pode até trazer essa enxurrada de dinheiro que andam falando… Mas quem é que vai usufruir dessa grana? Eu é que não; pois não sou dono de construtora, nem sou político e muito menos empresário.

Na verdade eu fico com a sensação de que esse incremento na economia local vai apenas contribuir para aumentar ainda mais as diferenças sociais. Quem é rico, vai ficar mais rico; e quem é pobre vai ficar mais pobre! Mas no final todos ficarão mais felizes. Pelo menos é isso que afirma a matéria desse mês da revista Superinteressante intitulada “Copa deixa você mais pobre. E mais feliz”.

Baseando-se em estudos sérios sobre o impacto econômico que a realização da copa do mundo causa nas cidades sedes e na vida das pessoas, a matéria chega à seguinte conclusão: mesmo gastando mais do que arrecadando o povo ainda fica feliz. É a situação perfeita para políticos inescrupulosos se aproveitarem para “fazerem” seu nome, bradando aos ventos que ele, qual um herói, conseguiu trazer a copa do mundo para a cidade.

É assim que se faz política: gastando o dinheiro do povo e ainda deixando todo mundo feliz! Segundo a matéria, para a copa desse ano na África do Sul, já foram gastos quase dois bilhões de dólares; enquanto que a estimativa de turistas e lucros não chega nem perto disso. Mas por outro lado, pesquisas apresentadas na revista mostram que o nível de felicidade da população após sediar a copa do mundo aumenta vertiginosamente. Parece um paradoxo, mas é isso mesmo, ficamos mais pobres e achamos isso ótimo.

Começo a achar realmente que futebol é mesmo o ópio do povo; pois só em estado de êxtase narcótico é que é possível não enxergar que enquanto lá no estádio recém construído estão jogando os profissionais mais bem pagos do mundo, do lado de fora a cidade vai continuar a mesma, com os mesmos problemas sociais de antes. Afinal, mesmo a cidade ganhando uma praça esportiva novinha em folha, os barracos das favelas continuarão na mesma. Para esse pessoal a copa do mundo não vai trazer nada de bom. Eles não vão melhorar de vida, não vão ter grana para comprar os ingressos caríssimos e nem vão poder faturar um trocado na porta dos estádios, pois a Fifa não permite. Na verdade, essa parcela da população, que não vai usufruir de nada durante a realização da copa do mundo, é quem vai pagar a conta… E vão fazer isso com um sorriso de canto a canto do rosto.

4 de junho de 2010

O Brasil e o Futebol

Por João da Mata

Caros colegas,

O Brasil é como dizia Nelson Rodrigues uma pátria de chuteiras. Daqui a poucos dias seremos todos técnicos de futebol. Em 1970 eu estava hospitalizado, o presidente do Brasil Ilmo Sr. Garrastazu Médici, ligava todo o dia para o jogadores para parabenizá-los pelos feitos de uma nação que sangrava.

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1 de junho de 2010

O futebol explica o Brasil?

Por Tácito Costa

Por Mary Del Priore
O Globo

O que é o que é: que o vencedor comemora e o perdedor justifica? Que enche o céu de fogos, dia ou noite? Que faz cantar o Hino Nacional, de peito cheio? Acertou quem respondeu: o futebol. Paixão nacional, considerada tão mais excitante quanto se aproxima a abertura da Copa do Mundo, essa modalidade esportiva é apresentada como a encarnação de uma visão atual do planeta, de um ideal democrático ou ainda de afirmação de símbolos coletivos. A bola parece impor seus valores e códigos ao mundo social, político e econômico. Daí a pergunta: o futebol seria um fenômeno total, na definição do antropólogo Marcel Mauss?

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29 de maio de 2010

Futebol e pensamento (auto-)crítico

Por Marcos Silva

Amigos e amigas:

Li, agradavelmente surpreso, o seguinte texto do grande jogador de futebol, hoje jornalista esportivo, Tostão:

“Na semana passada, ao chegar de férias, soube, sem ainda saber detalhes, que o governo federal vai premiar, com um pouco mais de R$ 400 mil, cada um dos campeões do mundo, pelo Brasil, em todas as Copas.
Não há razão para isso. Podem tirar meu nome da lista, mesmo sabendo que preciso trabalhar durante anos para ganhar essa quantia.
O governo não pode distribuir dinheiro público. Se fosse assim, os campeões de outros esportes teriam o mesmo direito. E os atletas que não foram campeões do mundo, mas que lutaram da mesma forma? Além disso, todos os campeões foram premiados pelos títulos. Após a Copa de 1970, recebemos um bom dinheiro, de acordo com os valores de referência da época.
O que precisa ser feito pelo governo, CBF e clubes por onde atuaram esses atletas é ajudar os que passam por grandes dificuldades, além de criar e aprimorar leis de proteção aos jogadores e suas famílias, como pensões e aposentadorias.
É necessário ainda preparar os atletas em atividade para o futuro, para terem condições técnicas e emocionais de exercer outras atividades.
A vida é curta, e a dos atletas, mais ainda.
Alguns vão lembrar e criticar que recebi, junto com os campeões de 1970, um carro Fusca da prefeitura de São Paulo . Na época, o prefeito era Paulo Maluf. Se tivesse a consciência que tenho hoje, não aceitaria.
Tinha 23 anos, estava eufórico e achava que era uma grande homenagem.
Ainda bem que a justiça obrigou o prefeito a devolver aos cofres públicos, com o próprio dinheiro, o valor para a compra dos carros.
Não foi o único erro que cometi na vida. Sou apenas um cidadão que tenta ser justo e correto. É minha obrigação”.
Tostão

Abraços a todos e todas:

29 de maio de 2010

E ai, quem paga?

Por Nicolau Chiavenato

“Começou nesta sexta-feira (28) a venda de ingressos para assistir aos jogos da Copa do Mundo ao vivo e em 3D nos cinemas. Os ingressos, porém, não estão disponíveis para o público comum, somente para empresas. Os preços variam de R$ 150 e R$ 200 por jogo, dependendo da escolha da sala.

A transmissão em 3D é fruto de uma parceria entre Rede Globo, Fifa, a rede de cinemas Cinemark e a empresa de marketing esportivo Golden Goal. “Estamos priorizando o mercado corporativo por conta da alta demanda das empresas por esses pacotes de ingressos”, justificou Carlos Eduardo Ferreira, diretor executivo da Golden Goal, uma das responsáveis pelo projeto. Segundo a companhia, cerca de 80 clientes corporativos já haviam procurado ingressos antes mesmo das vendas começarem. No entanto, a Golden Goal admite a possibilidade de ainda colocar bilhetes para o público”. Fonte: G1/Globo

Me pergunto se vale a pena pagar tudo isso para ficar 2 horas com um óculos incômodo. Com essa grana eu via uns 3 ou 4 jogos em um bar, regado a muita cerveja, picanha e amigos! Vamos torcer para que venha a público com um preço melhorzinho.

25 de maio de 2010

Natal- RN, Sede da Copa 2014

Por João da Mata

Reflexões sobre o Futebol – I

A copa vem ou não vem para Natal. Será mesmo uma das doze sedes da copa 2014? Formam-se as torcidas. É feito o bolão. Depois de anunciada a decisão, a dúvida ainda paira no ar salobro. Técnicos da FIFA visitam a cidade dos Reis Magos para saber das condições. Sobrevoam o local. Um olheiro suíço diz que pode ajudar. Políticos torcem contra a possibilidade de outro político faturar com a Copa. Além do que faturam as multinacionais. O Engenheiro do Machadão reclama a derrubada de sua obra. Economistas calculam o quanto Natal vai ganhar com a Arena das Dunas. Natal finalmente sairá da palestra de Manoel Dantas para a modernidade. Os nostálgicos choram a perda de sua arena esportiva e de tantos domingos torcendo e vibrando pelo ABC, América e Alecrim.

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24 de maio de 2010

Joãozinho e a bola

Por João da Mata

Para Tânia e Jarbas

Sempre tive fascinação pela bola. A esfera e sua simetria perfeita. As bolas da minha infância não eram tão esféricas e todas improvisadas. De tudo fazia bola e chutava. Chutava a vida, também.

Muitas vezes joguei com um pedaço de madeira. Um caco de pedra, uma tampa de garrafa, tudo servia de bola. Era bom nesses jogos improvisados entre o café da manhã feito a lenha e o lanche que não sabia. O intervalo da aula era o melhor momento. Tempo de jogar na quadra improvisada.

A bola também podia ser de meia. Cheinha e quase redonda. Uma evolução. Com o cheiro que só as meias possuem.

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24 de maio de 2010

O Futebol: nem Arte, nem Ciência

Por João da Mata

Apesar de toda paixão do brasileiro pelo futebol ainda deixa muito a desejar o que se escreveu sobre futebol no Brasil. Em minha opinião as melhores realizações aconteceram no campo da MPB. São muitos os sambas que enaltecem os clubes e seus jogadores. Wilson Batista e outros escreveram páginas antológicas.

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23 de maio de 2010

Bola

Por Tânia Costa

Para Jarbas Martins (Angicos, Futebol e Bexiga)

Bater bola nos terrenos baldios, ou mesmo nas ruas, sempre foi uma das brincadeiras infantis mais realizadas. Jogava-se com bola de cabelo e palha de milho, talo de bananeira, capim seco, meia, borracha, plástico, e até de bexiga de boi. Não importava de que material a bola era feita, o importante era jogar.

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