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	<title>Substantivo Plural &#187; Literatura</title>
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	<description>Cultura, Idéias e Informação</description>
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		<title>Escritores, bah!</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Jul 2010 20:10:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos de Souza</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Outra coisa que está enchendo meu saco é ler autor local, puta que pariu, não aguento mais. Mas não digam a eles, porque eu quero lançar um livro ainda este ano e eles vão cair de pau, eu sei.
aqui
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Outra coisa que está enchendo meu saco é ler autor local, puta que pariu, não aguento mais. Mas não digam a eles, porque eu quero lançar um livro ainda este ano e eles vão cair de pau, eu sei.</p>
<p><a href="http://feriasnoinferno.wordpress.com/" target="_blank">aqui</a></p>
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		<title>Entrevista com Cristovão Tezza</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Jul 2010 19:49:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Cristovão Tezza]]></category>

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		<description><![CDATA[
Pirataria? Para Cristovão Tezza, o que vemos na web é ‘a mais impressionante troca de bens culturais da história’. O escritor brasileiro mais premiado dos últimos anos fala sobre pirataria, a força do livro de papel e o futuro do livro na era digita.
aqui
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/tezza-2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-20314" title="tezza 2" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/tezza-2.jpg" alt="" width="433" height="336" /></a></p>
<p>Pirataria? Para Cristovão Tezza, o que vemos na web é ‘a mais impressionante troca de bens culturais da história’. O escritor brasileiro mais premiado dos últimos anos fala sobre pirataria, a força do livro de papel e o futuro do livro na era digita.</p>
<p><a href="http://ht.ly/2i6Cs" target="_blank">aqui</a></p>
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		<title>Joca Reiners Terron</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 18:51:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Joca Reiners Terron]]></category>

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		<description><![CDATA[Em sua coluna, o jornalista e escritor Nelson Patriota escreve sobre o escritor Joca Reiners  Terron, autor de dois romances: “Não há nada lá”, e “Do fundo do poço  se vê a lua”, do livro de poemas “Animal anônimo”, e dos livros de  contos “Hotel Hell, curva de rio sujo” e “Sonho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em sua coluna, o jornalista e escritor Nelson Patriota escreve sobre o escritor Joca Reiners  Terron, autor de dois romances: “Não há nada lá”, e “Do fundo do poço  se vê a lua”, do livro de poemas “Animal anônimo”, e dos livros de  contos “Hotel Hell, curva de rio sujo” e “Sonho interrompido por  guilhotina”.</p>
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		<title>Breve notícia de Joca Reiners Terron</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 18:48:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nelson Patriota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Joca Reiners Terron]]></category>

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		<description><![CDATA[“A literatura é uma imensa teia de aranha. Você pode ser pego por ela ou não. Se for enredado, poderá seguir infinitamente pelas ramificações da teia, indo de um autor a outro, entrando em Charles Bukowski e descobrindo John Fante e divertindo-se e amenizando um pouco a solidão da existência, enquanto foge da aranha. Com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/joca-TERRON.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-20294" title="joca TERRON" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/joca-TERRON-150x134.jpg" alt="" width="150" height="134" /></a>“A literatura é uma imensa teia de aranha. Você pode ser pego por ela ou não. Se for enredado, poderá seguir infinitamente pelas ramificações da teia, indo de um autor a outro, entrando em Charles Bukowski e descobrindo John Fante e divertindo-se e amenizando um pouco a solidão da existência, enquanto foge da aranha. Com a web não é diferente, suponho. Sem direito a uma educação formal, porém, só nos resta a aranha”. É com esse engenhoso apólogo que o escritor Joca Reiners Terron expressa sua relação com os livros e a literatura.</p>
<p>Quem é Joca Reiners Terron? Confessamos que não o conhecíamos até a semana passada, quando abrimos a edição do jornal literário <em>Rascunho</em>, (julho, 2010), deparando com a entrevista feita pelo seu editor, Rogério Pereira, com esse escritor.</p>
<p>Não é difícil desconhecer autores num país das dimensões continentais como o nosso, compartimentado por tantos muros internos, reais ou virtuais, mas eficazes na produção do isolamento. Daí a importância de uma publicação como o <em>Rascunho</em>, feito lá em Curitiba, no Paraná, mas propondo um diálogo com um número cada vez maior de autores de todo o país.</p>
<p>Cuiabense, nascido em 1968, fixado em São Paulo, capital, Joca Reiners Terron é autor de dois romances: “Não há nada lá”, e “Do fundo do poço se vê a lua”, do livro de poemas “Animal anônimo”, e dos livros de contos “Hotel Hell, curva de rio sujo” e “Sonho interrompido por guilhotina”. Regalado recentemente com uma bolsa do projeto “Amores Expressos”, passou um mês no Egito para escrever as impressões que a viagem lhe causaria, no que resultou o romance “Do fundo do poço se vê a lua”.</p>
<p>Reiners Terron revela, ao longo da entrevista, uma reserva de argumentos e informações literárias que contrastam visivelmente com a casmurrice de certos escritores, avessos a falar de si ou de sua obra. Comunga com o americano Paul Auster da filosofia de que só existe vida quando narrada, o que remete diretamente às modernas histórias de vida, cujo precursor é o filósofo Wilhelm Schapp, autor que ousou dizer num livro revolucionário, infelizmente ainda não traduzido em português, que “só há vida na narrativa”. Antes deles, porém, Mallarmé já havia dito que “tudo existe para terminar num livro”&#8230;</p>
<p>A ausência de crítica literária especializada é um tópico que Reiners Terron não deixa passar em brancas nuvens. Mas faz questão de precisar a que se refere: “Faltam críticos com visão panorâmica do que está sendo produzido atualmente na literatura brasileira”. Mais adiante, especificará que “fazem falta escritores que não queiram ser somente narradores, poetas, cronistas, dramaturgos [...] e que compreendam que existe uma imensa necessidade de reflexão e que isto também é produção criativa”. É uma preocupação pertinente, na medida em que a falta de boa crítica dificulta e retarda, com certeza, o processo de divulgação e reconhecimento da obra de ficção, justo num momento em que a literatura brasileira passa por uma enorme efervescência criativa de Norte a Sul.</p>
<p>Ao leitor atento e perspicaz, não passa despercebido o tratamento diferenciado que o editor Rogério Pereira brinda ao escritor cuiabense, prestando-lhe um tratamento próprio aos autores canônicos. Certamente, repercutindo ecos de um processo em desenvolvimento nesse sentido, pois, numa das perguntas, acrescenta, a título de exercício de reverência, o revelador aposto: “O senhor é considerado um dos principais nomes da literatura brasileira contemporânea”, frase que o entrevistado não se dá ao trabalho de contestar.</p>
<p>Com diversos projetos em andamento, Rainers Terron é um genuíno escritor dos tempos de hoje: sempre em débito com o cronômetro, administrando vários trabalhos simultaneamente, tentando dar conta de contratos com editores, frequentando encontros literários para audições de leitura e debate de seus contos e poemas, integrando fóruns de discussão na internet. Se alguém achar que esse é um ritmo de vida inconveniente para um escritor, bem, então é melhor repensar a opção que porventura fizer por esse ofício.</p>
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		<title>&#8220;A morte de Bunny Munro&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 14:06:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Nick Cave]]></category>

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		<description><![CDATA[Lançamento de livro desperta o culto em torno do eterno gótico Nick Cave, que já morou no Brasil
aqui
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Lançamento de livro desperta o culto em torno do eterno gótico Nick Cave, que já morou no Brasil</p>
<p><a href="http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2010/07/27/lancamento-de-livro-desperta-culto-em-torno-do-eterno-gotico-nick-cave-que-ja-morou-no-brasil-917253479.asp" target="_blank">aqui</a></p>
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		<title>Entrevista com Salman Rushdie</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 13:28:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Salman Rushdie]]></category>

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		<description><![CDATA[
Em novo romance, Salman Rushdie funde videogame e mitologia.
aqui
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/salmon-rushdie.jpeg"><img class="aligncenter size-large wp-image-20255" title="salmon rushdie" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/salmon-rushdie-510x340.jpg" alt="" width="510" height="340" /></a></p>
<p>Em novo romance, Salman Rushdie funde videogame e mitologia.</p>
<p><a href="http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/773660-em-novo-romance-salman-rushdie-funde-videogame-e-mitologia.shtml" target="_blank">aqui</a></p>
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		<title>História do mundo e gnosticismo</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 12:36:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos de Souza</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos de Sousa]]></category>

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		<description><![CDATA[Dois livros vêm tomando o meu tempo nos últimos dias, mas juro que isso não está sendo nada penoso. O primeiro é A Grande História – Do Big Bang aos Dias de Hoje, de Cyntia Stokes Brown, Civilização Brasileira, 420 páginas R$54,90 (no site da Livraria Cultura sai 10 paus mais barato). Parece que o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dois livros vêm tomando o meu tempo nos últimos dias, mas juro que isso não está sendo nada penoso. O primeiro é A Grande História – Do Big Bang aos Dias de Hoje, de Cyntia Stokes Brown, Civilização Brasileira, 420 páginas R$54,90 (no site da Livraria Cultura sai 10 paus mais barato). Parece que o livro faz parte de um gênero que vem chamando muita a atenção dos leitores nos últimos tempos. Primeiro foi Marcelo Gleiser explicando a não simetria do universo. Navegando pela Web, vi um tal Do Big Bang ao Universo Eterno, de Mario Novello, Jorge Zahar, 132 páginas, R$28,00 (no site da Cultura sai por 22 pilas). Isso está virando moda, cara.</p>
<p><span id="more-20250"></span>Mas vamos ao livro. A proposta, como está bem claro no título, é contar a história, não apenas da humanidade, mas a partir do nascimento do universo. A ciência chegou ao ponto de poder explicar um monte de coisas sobre o assunto, mesmo não tendo respostas definitivas para tudo. Na semana passada um satélite fotografou todo o céu visível. Sabe lá o que é isso? Eu digo. É meio assustador, e para quem não tem uma boa religião para se segurar, é vertiginoso, meu irmão. O livro de Cyntia Stokes vai ao ponto e conta o nascimento do nosso universo e avisa, pode existir mais outros universos. Marcelo Gleiser fala de multiversos. Depois ela se debruça sobre a história do planeta Terra, a vida e depois a chegada do homem.</p>
<p>É fascinante ler sobre isso. Estamos por aqui há pelo menos alguns 7 milhões de anos. Beleza, né? Mas as grandes religiões só surgiram, todas quase ao mesmo tempo, há uns meros dois mil anos, com o surgimento das grandes aglomerações humanas, as cidades. O livro vai percorrendo pacientemente nossa trajetória até que começamos a andar e a fazer guerra. Stokes Brown diz que civilização não é sinônimo de felicidade. Pelo contrário, é sinônimo de guerra e atrocidades e Israel, Afeganistão, Irã e Iraque, com a bênção dos EUA estão aí para provar.</p>
<p>Ela só escorrega um pouco na maionese quando se detém na história mais próxima. Por exemplo, acredita piamente que Cabral chegou aqui por acaso. Aliás, ela cuida muito pouco do Brasil. Sua maior preocupação é África e Eurásia. Depois pula para a América Latina de língua espanhola e América do Norte. Nós não temos história, ao que parece.</p>
<p>O outro livro é Um Obscuro Encanto – Gnose, Gnosticismo e Poesia, de Claudio Willer, Civilização Brasileira, 462 páginas, R$59,90 (dez reais a menos na Cultura). Este é o tipo do livro para quem gosta de poesia. Principalmente a poesia dos malditos Blake, Novalis, Baudelaire, Rimbaud, Lautréamont e dos mais bonzinhos Pessoa, Goethe e Victor Hugo. O autor defende que estes mestres da literatura tinham grande afinidade com o gnosticismo, que é um “movimento de caráter filosófico-religioso, iniciado em meados do primeiro século de nossa era. Seu nome deriva do termo grego gnôsis, que significa saber, conhecimento. Podemos compreender o gnosticismo como um conjunto de doutrinas que pretende alcançar a redenção através de um conhecimento de Deus, do universo e da finalidade da vida humana. Tal conhecimento, contudo, passa eminentemente pela via da revelação mística e extática, antes de possuir caráter especulativo. Os maiores representantes do gnosticismo são Simão Mago, Menandro, Saturnilo, Marcião, Valentim, Basílides, Carpócrates e Bandesanes”.</p>
<p>O capítulo que mais me prendeu à leitura deste livro foi o que fala sobre o poeta William Blake, considerado louco por seus contemporâneos, o homem estava longe de merecer um hospício. Muito pelo contrário, era lúcido demais para sua época e, realmente, muito do que ele escreve e parece obscuro na primeira leitura, pode ser bem explicado quando se conhece textos gnósticos. Blake criou uma mitologia própria e seus versos sem rima são de tirar o fôlego.</p>
<p>Outra coisa que me chamou bastante a atenção neste livro foi que muita coisa que a gente ouve de Raul Seixas, e talvez os livros de Paulo Coelho, estão lá nos textos gnósticos. Principalmente em músicas como Gitã ou aquela do trem. Raul Seixas, com certeza, leu essas coisas. Nunca li Paulo Coelho, mas algo me diz que ele segue o mesmo caminho e aí estaria a razão de seu sucesso estrondoso no mundo inteiro.</p>
<p>Para compensar essa não leitura do Mago, resolvi ler o resto do livro ao som do grande Raul e olha que isso me deu um prazer imenso, compadre. Toca Raul! O livro de Claudio Willer é fruto de um cuidadoso estudo acadêmico, e pode ter certeza, não tem aquele ranço de teses acadêmicas. É muito bem escrito e a leitura flui como a de um bom romance. De quebra, o leitor tem uma farta informação sobre religião e escritos apócrifos. Vocês sabem, né? Escritos apócrifos são aqueles que não foram aceitos pela Igreja Católica no decorrer dos tempos. Coisas que podiam ameaçar seu poder e hegemonia. O escritor argentino Jorge Luís Borges adorava ler apócrifos.</p>
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		<title>O filho pródigo (conto)</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/o-filho-prodigo-conto/</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 17:10:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Conto]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Lucas Feat
Até os oito anos acho que eu era um pouco covarde. Mil novecentos e noventa e quatro, eu acho. As pessoas aqui dizem que eu sempre fui muito precoce, sabe como é. Tenho certeza que acham isso porque já me viram falar sozinho algumas vezes. Poucas, mas precisas vezes. Eu sempre gostei de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Lucas Feat</strong></p>
<p>Até os oito anos acho que eu era um pouco covarde. Mil novecentos e noventa e quatro, eu acho. As pessoas aqui dizem que eu sempre fui muito precoce, sabe como é. Tenho certeza que acham isso porque já me viram falar sozinho algumas vezes. Poucas, mas precisas vezes. Eu sempre gostei de ficar horas a fio, solitário, tentando decifrar códigos e metáforas em letras de música: “Vamos usar um extintor como lençol”; ou seja, quer dizer que as pessoas podem usar um cobertor na falta de instrumento para apagar o fogo. Ou então elas devem fazer amor sem um cobertor, porque ele acaba por apagar o fogo. Na verdade aprendi a gostar de onde estou, (um quarto só meu com televisão colorida) porque quando eu cheguei por aqui resolveram me deixar na pior sala do lugar, uma jaula quente e mofada, infestada de ácaros nas camas, as paredes chapiscadas e faltando reboco, cheia de pernilongos chatos bem no meio do mato insolente do cerrado, quase à beira de uma morte tediosa e in sólita. O que me preocupa mais, é saber os reais motivos da minha vinda para a clínica. Não todo mundo, mas a mim mesmo. Engraçado é que tudo parece que aconteceu numa vida inteira. Quando eu completei oito anos, bem no dia do meu aniversário, bem na hora que eu assoprava oito velas azuis enterradas em cima de um bolo branco e enorme cheio de cerejas médias (eu sempre odiei cerejas, mas mentia para minha mãe) eu quis ficar invisível pela primeira vez. Eu não me lembro de ter passado despercebido antes, porque eu era muito pequeno. O lance é que, naquele dia eu estaria invisível e aquilo de fato marcaria minha vida para sempre. Todos estavam ao redor da minha mesa e eu, sendo o protagonista do dia, estava feliz porque era o meu dia. Já passavam das sete da noite e todo mundo batia palmas e assobiava e gritavam meu nome, eu tinha um bolo, amigos e minha mãe. Quando todos terminaram de cantar parabéns eu apaguei minhas velas e minha mãe acendeu a luz, foi quando eu vi l</p>
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		<title>Eco, Darnton e Carrière e o fim do livro</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/eco-darnton-e-carriere-e-o-fim-do-livro/</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 11:42:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Darnton]]></category>
		<category><![CDATA[Umberto Eco]]></category>

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		<description><![CDATA[A inquietação quanto ao fim do livro impresso não é de hoje, mas vem se intensificando com as notícias do aumento exponencial de vendas dos e-books, Kindles e iPads. Curiosamente, a questão gerou alguns livros em seu formato tradicional, dois deles lançados recentemente no Brasil.
aqui
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A inquietação quanto ao fim do livro impresso não é de hoje, mas vem se intensificando com as notícias do aumento exponencial de vendas dos e-books, Kindles e iPads. Curiosamente, a questão gerou alguns livros em seu formato tradicional, dois deles lançados recentemente no Brasil.</p>
<p><a href="http://entretenimento.uol.com.br/ultnot/livros/resenhas/darnton-eco-e-carriere-discutem-o-fim-do-livro-em-dois-lancamentos.jhtm" target="_blank">aqui</a></p>
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		<title>Entrevista com Marçal Aquino</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 11:39:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Marçal Aquino]]></category>

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		<description><![CDATA[Nosso corpo de escritores está bem representado na atual formação da ABL?
Nem sei quem são todos os acadêmicos. Pessoalmente, não tenho nenhum interesse. Até é representativo, o erro é pensar que só aquilo é a literatura brasileira. Ou pensar que não é. Tem escritores maravilhosos e que eu leio como o João Ubaldo Ribeiro, a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/MARÇAL-AQUINO.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-20188" title="MARÇAL AQUINO" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/MARÇAL-AQUINO-112x150.jpg" alt="" width="112" height="150" /></a>Nosso corpo de escritores está bem representado na atual formação da ABL?</strong></p>
<p>Nem sei quem são todos os acadêmicos. Pessoalmente, não tenho nenhum interesse. Até é representativo, o erro é pensar que só aquilo é a literatura brasileira. Ou pensar que não é. Tem escritores maravilhosos e que eu leio como o João Ubaldo Ribeiro, a Lygia Fagundes Telles…</p>
<p><a href="http://blogs.estadao.com.br/sonia-racy/no-juizo-final-entro-na-fila-dos-escritores/" target="_blank">aqui</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Livro discute revisão a partir da prática</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 11:19:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nelson Patriota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Revisão]]></category>
		<category><![CDATA[Revisão de textos: da prática à teoria]]></category>

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		<description><![CDATA[De um tempo para cá, a produção saída dos prelos universitários vem se despojando do ranço acadêmico, que funcionava como um estigma, uma espécie de “defeito de origem” aos olhos do leitor não especializado. Ouvindo a linguagem da rua, atentando para os textos midiáticos, buscando entender o que a linguagem oral tem de permanente e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De um tempo para cá, a produção saída dos prelos universitários vem se despojando do ranço acadêmico, que funcionava como um estigma, uma espécie de “defeito de origem” aos olhos do leitor não especializado. Ouvindo a linguagem da rua, atentando para os textos midiáticos, buscando entender o que a linguagem oral tem de permanente e de transitório, muitos autores situados entre os muros da academia começam a romper com o tabu vigente em torno do acadêmico e não acadêmico.</p>
<p>O livro “Revisão de textos: da prática à teoria” (Edufrn, 2010), da revisora e professora Risoleide Rosa Freire de Oliveira, além de preencher uma grande lacuna bibliográfica na sua área de especialização, consegue a proeza de traduzir em linguagem objetiva e, portanto, clara, os meandros e as filigranas que cercam o repertório de teorias produzidas em torno do assunto. O livro integra um conjunto de quinze obras da UFRN que serão lançadas pela editora da UFRN no dia 29 próximo, dentro da 62ª reunião anual da SBPC, cuja edição acontece no Campus da UFRN, em Natal, entre os dias 25 e 30 deste mês.</p>
<p>Revisora de centenas de títulos editados pela UFRN em mais de duas décadas de atividades, e professora em outras instituições de ensino superior, Risoleide Rosa é hoje uma referência em sua área, o que vem gerando uma grande expectativa em torno do seu livro, resultante de um minucioso trabalho de reescritura de sua dissertação de doutorado.</p>
<p>Apesar de ancorar-se num acervo teórico complexo que remonta às ideias do linguista russo Bakhtin, o livro se abre para uma vasta gama de questões práticas, onde não falta o revisor rebelde Raimundo Silva, criado por José Saramago na “História do cerco de Lisboa”, alternativa restante, quando tudo o mais esbarra em impossibilidades nesse campo. Outro destaque do livro é o diálogo que a autora trava com revisores e escritores, flexibilizando e refocando alguns conceitos pétreos que obstruem o processo revisório.</p>
<p>Partindo da prática em busca da teoria que a fundamente, Risoleide Rosa opta por um caminho pouco trilhado por revisores. É que ela crê firmemente que o discurso gerado na multiplicidade de vozes do dia a dia é um caminho imprescindível para se avançar na compreensão do ofício de revisar.</p>
<p>Tema de escassa exploração teórica, o livro de Risoleide Rosa vem atender a uma vasta demanda por obras sobre revisão. Agora, não mais de ponto de vista amadorístico, mas profissional, na medida em que o mercado editorial se profissionaliza cada vez mais. E se isso começa a acontecer, é porque existe, na retaguarda, bons profissionais de revisão.</p>
<p>De fato, um bom revisor pode fazer toda a diferença em determinados casos. Pensemos no problema ocasionado pela reedição do<em> </em>“Dicionário brasileiro de folclore”, pela Global editora. Leitores, escritores, jornalistas culturais, pesquisadores vêm denunciando omissões, interpolações, reescrituras de verbetes, num flagrante desrespeito à propriedade intelectual da obra. A denúncia mais recente (mas não certamente a última) veio por intermédio do livro escrito pelo poeta e professor Moacy Cirne “Dicionário do folclore brasileiro – uma edição desfigurada”, que traz o selo do Sebo Vermelho. Entre outras coisas, Moacy Cirne revela que a editora carioca conseguiu transformar Cascudo em plagiário de Édison Carneiro, além de desfigurar inúmeros verbetes do “Dicionário”, suprimindo linhas, retorcendo frases, acrescentando palavras.</p>
<p>Faltou, certamente, um trabalho consciencioso de revisão na edição do referido livro, porque revisar significa, entre outras coisas, respeitar o texto autoral, e se isso não se deu na edição do “Dicionário”, então é porque ele não foi propriamente revisado, o que parece difícil de entender, considerando se tratar de uma das grandes editoras em atividade no país. Nesse caso, porém, os fatos falam por si. Insistentemente.</p>
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		<title>As razões da crítica</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 11:10:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[crítica literária]]></category>

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		<description><![CDATA[A explicação do texto literário e a análise científica da obras artísticas quase sempre são encaradas com suspeita e desqualificadas como atividade secundária. Os motivos de tais reações – que envolvem também a figura do crítico – estão ligados à reivindicação da autonomia da literatura, como se esta somente comportasse explicações literárias. Outra razão repousa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A explicação do texto literário e a análise científica da obras artísticas quase sempre são encaradas com suspeita e desqualificadas como atividade secundária. Os motivos de tais reações – que envolvem também a figura do crítico – estão ligados à reivindicação da autonomia da literatura, como se esta somente comportasse explicações literárias. Outra razão repousa na idéia de transcendência da obra, de algo que não pode ser compreendido ou decifrado pelo conhecimento racional.</p>
<p><a href="http://livrosnamesa.blogspot.com/" target="_blank">aqui</a></p>
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		<title>Arrigucci compara autores e gêneros</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Jul 2010 16:36:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Antonio Cândido]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Drummond]]></category>
		<category><![CDATA[Davi Arrigucci Jr.]]></category>
		<category><![CDATA[Guimarães Rosa]]></category>
		<category><![CDATA[Jorge Luís Borges]]></category>
		<category><![CDATA[manuel bandeira]]></category>
		<category><![CDATA[Paul Valéry]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Nonato Gurgel
No Jornal do Brasil
RIO &#8211; Quem conhece a produção ensaística e/ou assistiu a cursos e conferências do professor e escritor Davi Arrigucci Jr. sabe do cânone moderno e particular que ele vem recortando ao longo das quatro últimas décadas. Desse cânone fazem parte alguns dos nomes mais representativos das letras no século 20, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Davi-Arrigucci.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-20172" title="Davi-Arrigucci" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Davi-Arrigucci.jpg" alt="" width="156" height="156" /></a>Por Nonato Gurgel<br />
No Jornal do Brasil</strong></p>
<p>RIO &#8211; Quem conhece a produção ensaística e/ou assistiu a cursos e conferências do professor e escritor Davi Arrigucci Jr. sabe do cânone moderno e particular que ele vem recortando ao longo das quatro últimas décadas. Desse cânone fazem parte alguns dos nomes mais representativos das letras no século 20, como Walter Benjamin, Paul Valéry, Antonio Candido, Jorge Luís Borges, Guimarães Rosa, Manuel Bandeira e Carlos Drummond, entre outros.</p>
<p><span id="more-20171"></span>Assumidamente lidos de forma afetiva e pessoal, estes e outros autores estão de volta no livro O guardador de segredos. Nele, a maioria dos textos – escritos nesta primeira década do século 21 – ratifica o método comparativo utilizado pelo professor aposentado de teoria literária e literatura comparada.</p>
<p>Essa metodologia compara autores e gêneros, textos e procedimentos, contextos históricos e estéticos. Munido dela e de um cabedal de leituras da tradição, Arrigucci ensaia acerca de escritores e gêneros de diferentes épocas, analisando, entre outros, a epopeia, o romance, a ironia e a sátira. Objetivando uma “visão intuitiva do todo”, atenta para as formas de construção e de recepção das obras. Aponta para as semelhanças e diferenças entre algumas dessas obras e entre os procedimentos estéticos e culturais utilizados por autores como Rachel de Queiroz e Dyonélio Machado.</p>
<p>O diferencial das leituras comparativas e das linguagens contemporâneas criadas por Arrigucci está presente logo no ensaio que abre o livro, em que a poesia lírica e reflexiva de Drummond filia-se à poética romântica alemã. Esse diferencial comparativo leva em conta o sentimento do tempo presente e perpassa vários escritos, culminando nas leituras de Guimarães Rosa e Juan Rulfo – dois autores antenados com as experiências da oralidade e da memória.</p>
<p>“Sertão: mar e rios de histórias” e “Fala sobre Rulfo” são textos que alumiam. No primeiro, Arrigucci lê a travessia romanesca no “estilo tão estilo” da narrativa de Guimarães Rosa. No segundo ensaio, tece comparações entre Grande sertão: veredas e Pedro Páramo, lendo as identidades dos jagunços e camponeses mexicanos; além de arengar com parte da crítica leitora de Rulfo (principalmente com a leitura do exímio ensaísta Emir Monegal).</p>
<p>Desde que lançou em 1990 o ensaio Humildade, paixão e morte sobre a poesia de Manuel Bandeira, Arrigucci foi aclamado um dos melhores críticos do Brasil. Apoiada na história, sua leitura revela. Em O guardador de segredos, essa revelação é visível logo na primeira parte do livro, na qual diferentes poetas como João Cabral e Roberto Piva ganham leituras atentas à experiência histórica da modernidade tendo na forma o ponto de partida.</p>
<p>Como o Drummond contraditório e romântico, Arrigucci reflete sobre segredos e enigmas (“Não existe interpretação definitiva porque o enigma é inesgotável”). Desentranha aos poucos a sua lógica interna e histórica, audível em trechos como este: “Gullar ouve as vibrações do mito, mas tem os pés no chão e a escuta dos homens”.</p>
<p>“O guardador de segredos” é título de um belo e denso ensaio sobre a poesia de Sebastião Uchoa Leite. Nele, Arrigucci lê o imaginário de uma poética urbana que é atravessada pela “sombra, o fascínio difícil”. Nessa travessia, o ensaísta atenta para os “fluidos orgânicos que tanto falam à imaginação”, sem perder o tom da experiência. Essa tonalidade é audível numa linguagem que “puxa para o chão a espiritualidade elevada dos olhos”, de ouvido atento aos monstros produzidos por Dona Razão.</p>
<p>Sem aura, plugada no chão de onde brotam o grotesco e seu reverso, o afetivo e o bélico, a poesia adentra o “inferno da linguagem”. Atento à realidade que provoca e pode fazer delirar, Arrigucci é um dos poucos críticos brasileiros que assumem transitar pelo espaço imaginário: “O poder ser é o lugar da imaginação”. Um imaginário brotado do “chão histórico”. Nele o guardador finge revelar completamente os segredos da “linguagem mais condensada” que a experiência do homem criou: a poesia.</p>
<p><strong>*Nonato Gurgel é professor de teoria literária da UFRRJ.</strong></p>
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		<title>Feira do livro em Mossoró</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Jul 2010 12:26:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Feira do livro em Mossoró]]></category>

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		<description><![CDATA[A Feira do Livro de Mossoró chega a sua sexta edição em grande estilo, superando as expectativas de público a cada ano, consolidando-se como um evento literário de suma importância para a região e atingindo seus objetivos: estimular a leitura e a produção literária. Neste ano, será realizada entre os dias 3 e 8 de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Feira do Livro de Mossoró chega a sua sexta edição em grande estilo, superando as expectativas de público a cada ano, consolidando-se como um evento literário de suma importância para a região e atingindo seus objetivos: estimular a leitura e a produção literária. Neste ano, será realizada entre os dias 3 e 8 de agosto, no mesmo local das edições anteriores, a Estação das Artes Elizeu Ventania.</p>
<p><a href="http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/expectativa-para-realizacao-da-feira-do-livro-em-mossoro/154994" target="_blank">aqui</a></p>
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		<title>&#8220;Soledad no Recife&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 21:30:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Nelson Patriota escreve em sua coluna sobre o o romance Soledad no Recife (Editora Boitempo), do escritor pernambucano Urariano Mota, que será lançado dia 28  próximo, no Centro de Convivência da UFRN, às 10h30, dentro da  programação da 62ª reunião anual da SBPC.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Nelson Patriota escreve em sua coluna sobre o o romance <em>Soledad no Recife </em>(Editora Boitempo), do escritor pernambucano Urariano Mota, que será lançado dia 28  próximo, no Centro de Convivência da UFRN, às 10h30, dentro da  programação da 62ª reunião anual da SBPC.</p>
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		<title>Livro relata traição e morte de militante paraguaia</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 21:28:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nelson Patriota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Soledad Barret]]></category>
		<category><![CDATA[Soledad no Recife]]></category>

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		<description><![CDATA[Testemunha ativa do período de sombra que cobriu o país, durante o ciclo autoritário, o escritor pernambucano Urariano Mota lança dia 28 próximo, no Centro de Convivência da UFRN, às 10h30, dentro da programação da 62ª reunião anual da SBPC, o romance Soledad no Recife (Editora Boitempo), lançado em 2009.
O livro revive a passagem da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Testemunha ativa do período de sombra que cobriu o país, durante o ciclo autoritário, o escritor pernambucano Urariano Mota lança dia 28 próximo, no Centro de Convivência da UFRN, às 10h30, dentro da programação da 62ª reunião anual da SBPC, o romance <em>Soledad no Recife </em>(Editora Boitempo), lançado em 2009.</p>
<p>O livro revive a passagem da militante paraguaia Soledad Barret pelo Recife em 1973 e a traição que culminou em sua tortura e assassinato pela ditadura militar, após ter sido delatada pelo companheiro Daniel, conhecido, depois, como Cabo Anselmo, e que se passava como seu namorado. A morte da militante ocorreu juntamente com outros candidatos a guerrilheiros, pelas mãos da equipe do famigerado delegado Sérgio Fleury. O episódio ficou conhecido como &#8220;O massacre da chácara São Bento&#8221; e revelou-se mais um extermínio do que um confronto armado.</p>
<p>A trama romanesca do livro de Urariano Mota se nutre da história do próprio autor, que viveu e sobreviveu aos anos pós-64, e resgata os vestígios da traição arquitetada contra Soledad e contra o país naquele período, servindo de contraponto à história oficial propagada pela mídia, à época, sob censura. Vale também como uma homenagem à bravura e idealismo da militante paraguaia, reavivando sua história com as cores da ficção mescladas à história.</p>
<p>Uraniano Mota, 59, é jornalista de formação. É colaborador do Observatório da Imprensa – <a href="http://www.diretodaredacao.com/">www.diretodaredacao.com</a> – e possui textos publicados nos sites CounterPunch e Portugal em Linha. Na época da ditadura militar, publicou contos e artigos nos periódicos Movimento, Escrita, Ficção, entre outros. Escreve para várias publicações nacionais, como Carta Capital, Fórum e Continente. É ainda autor do livro <em>Os corações futuristas</em>, lançado em 2007. Trata-se de um romance de formação ambientado também no Recife, na época do governo Garrastazu Médici.</p>
<p>Para o escritor Flávio Aguiar, que assina a apresentação de <em>Soledad no Recife</em>, o livro é a recuperação de uma história “como preito àquelas vidas que se doaram e foram ceifadas pela traição inesgotável que foram o golpe e a ditadura de 1964 ao seu próprio país – traição espelhada na de Anselmo ao amor que, sabe-se lá por que, despertou em Soledad”.</p>
<p>O escritor ministrará ainda palestra para professores e alunos de pós-graduação de Letras no dia 28, às 15h, nas dependências do Centro de Ciências Humanas Letras e Artes. A palestra será aberta ao público.  <em></em></p>
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		<title>Marize por Astier Basílio</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 21:26:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Astier Basílio]]></category>
		<category><![CDATA[Marize Castro]]></category>

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		<description><![CDATA[Reproduzi o texto do escritor Astier Basílio sobre o livro &#8220;Lábios &#8211; Espelhos&#8221;, de Marize Castro, publicado no Jornal da Paraíba, em arquivo PDF no link abaixo.
aqui


]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Reproduzi o texto do escritor Astier Basílio sobre o livro &#8220;Lábios &#8211; Espelhos&#8221;, de Marize Castro, publicado no Jornal da Paraíba, em arquivo PDF no link abaixo.</p>
<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/marize-por-astier.pdf">aqui</a></p>
<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/marize-por-astier.jpg"><br />
</a></p>
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		<title>Escritores homenageados pelas Crianças da LBV</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/escritores-homenageados-pelas-criancas-da-lbv/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 14:47:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[LBV]]></category>

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		<description><![CDATA[De release que recebemos:
&#8220;Dentro das comemorações ao Dia Nacional do Escritor, os meninos e meninas atendidos no programa LBV – Criança Futuro no Presente!, nesta capital, programou um encontro especial para homenagear as ilustres personalidades da nossa literatura potiguar.
O encontro será realizado na próxima segunda-feira, 26 de julho, às 9h, no Centro Comunitário e Educacional [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>De release que recebemos:</em></p>
<p>&#8220;Dentro das comemorações ao Dia Nacional do Escritor, os meninos e meninas atendidos no programa LBV – Criança Futuro no Presente!, nesta capital, programou um encontro especial para homenagear as ilustres personalidades da nossa literatura potiguar.</p>
<p><span id="more-20128"></span>O encontro será realizado na próxima segunda-feira, 26 de julho, às 9h, no Centro Comunitário e Educacional da LBV, local em que reunirá jornalistas, poetas e escritores dos mais varidos movimentos literários para uma manhã de bate papo, autógrafos e recitais de poesias, entre a meninada que receberá os convidados com apresentações culturais, interpretação de melodias, além do musical na voz da meninada que faz parte do Coral Ecumênico Infantil da Boa Vontade, em recepção de boas vindas aos convidados. Para o encontro, já contamos com a presença confirmada dos renomados escritores, dr. Diógenes da Cunha Lima, presidente da Academia Norte Rio Grandense de Letras, que aniversária neste dia, Bob Motta, com seus poemas matutos, o jornalista Paulo Augusto, a escritora e poeta Vilmaci Viana, o jornalista e cronista Vicente Serejo, além do sociólogo, escritor e presidente da União Brasileira de Escritores do RN, Eduardo Antônio Gosson, que atualmente está a frente da diretoria do Memorial da Justiça Desembargador Vicente de Lemos.</p>
<p>Em 1960, por decreto governamental, o dia 25 de julho foi instituído como Dia Nacional do Escritor. Tal iniciativa se deveu ao sucesso do I Festival do Escritor Brasileiro, organizado naquele ano pela União Brasileira de Escritores- UBE, por iniciativa de seu presidente, à época, João Peregrino Júnior, e de seu vice-presidente, o célebre escritor baiano Jorge Amado.</p>
<p>Serviço:</p>
<p>Crianças da LBV homenageia escritores locais</p>
<p>Onde: Centro Comunitário e Educacional da LBV, localizado a Rua dos Caicós, 2148 – Dix-Sept Rosado.</p>
<p>Dia: 26, (segunda-feira), às 9hs.</p>
<p>Informações pelo fone: (84) 3613-1655 ou acesse o Site:<strong> <a href="http://www.lbv.org.br/" target="_blank">www.lbv.org.br</a></strong>.&#8221;</p>
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		<title>Gullar Mente e Sente</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/gullar-mente-e-sente/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 14:44:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Gullar]]></category>

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		<description><![CDATA[O poema é sujo. Emaranhadamente.  Bumbas –meus – boi. Muitas vozes – matraca. Luta corporal entre contrários
“Uma parte de mim é todo mundo, outra parte é ninguém fundo sem fundo”.
Zé Ribamar: Incendiário: Neoconcreto: Bombeiro: Contraditório
Um grande crítico de artes. Um fazedor de grandes poemas. Desde o sujo ao revolucionário formigueiro.
Ser contraditório não é opção [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O poema é sujo. Emaranhadamente.  Bumbas –meus – boi. Muitas vozes – matraca. Luta corporal entre contrários</p>
<p>“Uma parte de mim é todo mundo, outra parte é ninguém fundo sem fundo”.</p>
<p>Zé Ribamar: Incendiário: Neoconcreto: Bombeiro: Contraditório</p>
<p>Um grande crítico de artes. Um fazedor de grandes poemas. Desde o sujo ao revolucionário formigueiro.</p>
<p>Ser contraditório não é opção é ser.</p>
<p>Posso não concordar com Gullar, mas defendo o seu direito de dizer poetar e criticar, parafraseando Voltaire.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Viva Caicó – Viva Sant`Ana  e sua memória</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 14:25:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Abimael lança livros de fotografias da bela Vila Nova do Príncipe,  no próximo domingo dia 25 de julho,  quando a cidade engalanada festeja sua padroeira Sant’ Ana.
Serão lançados, entre outros,  dois livros de fotografias. O primeiro com fotos antigas de Caicó e seus personagens. O segundo, com fotos contemporâneas do nosso amigo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Abimael lança livros de fotografias da bela Vila Nova do Príncipe,  no próximo domingo dia 25 de julho,  quando a cidade engalanada festeja sua padroeira Sant’ Ana.</p>
<p>Serão lançados, entre outros,  dois livros de fotografias. O primeiro com fotos antigas de Caicó e seus personagens. O segundo, com fotos contemporâneas do nosso amigo e Xará João Maria Alves.</p>
<p><span id="more-20122"></span>Ano passado na festa do Rosário encontrei o grande Souza e fiquei encantado com o seu acervo fotográfico. Junto com Abimael, estimulei Souza a publicar aquelas fotos que contam uma História pouco conhecida da geração atual.</p>
<p>João Maria fotografou personagens populares vivos de Caicó e faz uma ponte entre o ontem e hoje. De Souza a João meus parabéns. Parabéns Abimael por contribuir para preservação da nossa memória.<br />
Tem aí um pouquinho do meu estimulo e entusiasmo.  Escrevi o texto abaixo quando da minha viagem no ano passado.</p>
<p>Souza &#8211; O guardião da memória fotográfica.</p>
<p>O ex-soldado Souza é colecionador de um rico acervo de fotografias de personalidades e outras pessoas da sociedade caicoense. São muitas fotos organizadas em pastas de sacos plásticos que precisam ser melhores organizadas e arquivadas.<br />
Grande parte da história de Caicó e seus protagonistas fazem parte do rico acervo coletados com muito amor pelo colecionador amador.  Políticos, times de futebol e pessoas do povo fazem parte do acervo do Souza, que tive o privilégio de conhecer.<br />
Tudo começou quando Souza ausente de sua cidade por longos anos, presenciou num lixo algumas fotos suas.  Esse fato triste levou Souza a recuperar essas fotos e iniciar a sua prestigiosa coleção que resgata boa parte da história de Caicó desde o princípio do século XX. Muitas fotos foram copiadas de originais emprestados e outras foram resgatadas dos desvãos do tempo.<br />
Sugeri ao simpático Souza que organizasse essas fotos numa publicação para a posteridade. O seu acervo daria um belo livro-álbum de fotografias de uma Caicó que precisa ser lembrada. Fotografias que contam uma belíssima história da grande  civilização seridoense.</p>
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		<title>Pra não dizer que eu nunca li Ferreira Gullar</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 13:39:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jarbas Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Gullar]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de ter deixado o seu exílio na Argentina, onde escreveu seu Poema Sujo (1976), Ferreira Gullar retornaria ao Brasil e seria preso.Escrevi, por essa época, o SONETO DO RETORNO (OU EM TORNO DO POEMA SUJO) PARA FERREIRA GULLAR, que seria incluído no meu livro CONTRACANTO-Prêmio de Poesia Fundação José Augusto, 1978.O meu livro sairia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de ter deixado o seu exílio na Argentina, onde escreveu seu Poema Sujo (1976), Ferreira Gullar retornaria ao Brasil e seria preso.Escrevi, por essa época, o SONETO DO RETORNO (OU EM TORNO DO POEMA SUJO) PARA FERREIRA GULLAR, que seria incluído no meu livro CONTRACANTO-Prêmio de Poesia Fundação José Augusto, 1978.O meu livro sairia pela Editora da FJA em 1979, diagramação e capa de Francisco Alves da Costa Sobrinho, ex-militante como eu  da Ação Popular.Este livro chegaria às mãos do, hoje, renegado esquerdista FG, através do   professor-doutor em Economia José Brendan Macdonald (UFPB).Iniciativa desse meu amigo, que me achava &#8220;muito modesto&#8221;. Velho Mac,norte-americano, brasileiro naturalizado, descendente de irlandeses, ex-militante do PT. Continua católico e socialista, nunca virou a casaca como Gullar.Do contato de Mac com Gullar, resultou um bilhete desse para mim, elogiando meu soneto.Não guardo mais o bilhete.Foi bom que lhe dessem f im.</p>
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		<title>O real e o imaginário</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 12:12:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[J.M.Coetzee]]></category>
		<category><![CDATA[Nadine Gordiner]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Woden Madruga
Tribuna do Norte
Durante Copa do Mundo não me lembro que algum vibrante repórter da Globo tenha feito qualquer citação, mesmo de passagem, sobre dois dos maiores nomes da literatura da África do Sul, Nadine Gordiner e J.M.Coetzee, ambos detentores do Nobel  e também do ambicionado Booker Prize, criado na Inglaterra para premiar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/nadime-gordimer.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-20117" title="nadime gordimer" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/nadime-gordimer-143x150.jpg" alt="" width="143" height="150" /></a>Por Woden Madruga<br />
Tribuna do Norte</strong></p>
<p>Durante Copa do Mundo não me lembro que algum vibrante repórter da Globo tenha feito qualquer citação, mesmo de passagem, sobre dois dos maiores nomes da literatura da África do Sul, Nadine Gordiner e J.M.Coetzee, ambos detentores do Nobel  e também do ambicionado Booker Prize, criado na Inglaterra para premiar obras literárias escritas em inglês. Falou-se tudo sobre a África. Das zebras às terríveis vuvuzelas, da alegria contagiante dos negros, da beleza dos estádios (cada um custando uma fortuna de dinheiro), o luxo exagerado de seus hotéis de luxo e, aqui e acolá, a reportagem mostrava uma favela ilustrando a miséria que campeia em mais da metade da população. Claro que se falou bastante – e era para falar mesmo – sobre Nelson Mandela, o grande herói do seu povo. Mas dos dois grandes escritores do país, nenhuma linha.</p>
<p><span id="more-20116"></span>Conversava mais ou menos sobre essas coisas com o Tácito Costa, num dos desvãos da Livraria Siciliano, durante o lançamento do livro de Moacy Cirne, “Dicionário do Folclore Brasileiro: Uma edição desfigurada”, quando, remexendo nas lombadas dos livros perfilados nas estantes , dei de cara com o “Verão”,  último romance de J.M.Coetzee. Tácito e eu temos a mesma predileção pelo escritor sul-africano e em cujos livros vamos encontrar  toda a questão social e racial do seu país. O “apartheid” está lá. Nas paginas de “Desonra” ou  nas  páginas de “Vida e época de Michael K”, dois belos livros, como está também neste “Verão”, que comecei a folhear ainda na mesma noite de quarta-feira.</p>
<p>Amanheci a quinta procurando na internet o que os jornais lá debaixo publicavam. E foi aí que me deparei com a crônica de Luis Fernando Veríssimo, em O Estadão, de título “O poder imaginário”, onde fui encontrar fiapos de uma prosa que tinha alguma coisa parecida com a conversa de véspera com  Tácito em torno de Goetzee. Veríssimo vai mais além quando enfoca a repartição dos poderes numa nação, num povo. O poder real sobre o imaginário. O cronista esteve na África do Sul cobrindo a Copa. Transcrevo-o:</p>
<p>- No México mais do que em outros lugares da América Latina, nota-se a repartição de poderes que é comum a todos, o poder dos descendentes de europeus sobre a economia e a política – ou seja, o poder real – e o poder dos nativos sobre a identidade cultural – ou seja, sobre o imaginário – do país. Isto talvez se deva ao fato de estar na cidade do México o maior de todos os monumentos às civilizações pré-colombianas, o seu magnífico Museu Antropológico, onde se comemora uma vitória nativa que nunca houve. E explica por que demorou 500 anos para que um descendente de indígenas fosse eleito presidente de um país com maioria indígena como a Bolívia.</p>
<p>- Esta invasão do poder real pelo poder imaginário rompeu um acordo tácito de anos e é um precedente ameaçador para as oligarquias americanas – a não ser, claro, que o representante do poder imaginário apenas imagine ter conquistado o poder real. Se você conseguir penar no Lula como o primeiro índio brasileiro a chegar à presidência também pode se perguntar se o governo dele é uma novidade ou concessão.</p>
<p>- Na África do Sul é clara essa divisão entre o poder real, que continua nas mesmas mãos brancas, e o domínio dos negros sobre os mitos, os ritos, as artes e até a memória do país. Na cidade de Durban estão fazendo uma espécie de higienização do passado, substituindo todos os nomes de ruas e praças que lembrem os tempos coloniais por nomes de líderes e guerreiros nativos e heróis da luta anti-apartheid. Nesta ocupação do imaginário do país cometem algumas injustiças. Vi poucas referências lá, a por exemplo, Nadine Gordiner, cujo prêmio Nobel de literatura se deveu em boa parte à sua oposição corajosa ao apartheid. O próprio J. M. Coetzee, hoje o mais conhecido escritor sul-africano, outro ganhador do Nobel e crítico do regime racista, também não parece ter o reconhecimento que merece – ou então eu é que não procurei direito.</p>
<p>- E você não consegue evitar a impressão de que, na África do Sul como na América Latina, também existe um acordo tácito entre o real e o imaginário, e que a elite branca entrincheirada nos seus condomínios fechados cedeu tudo aos negros, inclusive a sua História, para preservar o poder verdadeiro.”</p>
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		<title>Ronaldo Correia lançará novo livro em agosto</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 01:59:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Retratos Imorais]]></category>
		<category><![CDATA[ronaldo correia de brito]]></category>

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		<description><![CDATA[FSP
O escritor e dramaturgo cearense Ronaldo Correia de Brito (vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura 2009, na categoria &#8220;Melhor Livro do Ano&#8221; por &#8220;Galiléia&#8221;) lançará em agosto &#8220;Retratos Imorais&#8221;, seu novo livro de contos, pela editora Alfaguara.
O volume aumenta as tensões íntimas de &#8220;Galiléia&#8221; para substanciar a fúria e a dor nos contos que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/capa-retratos-imorais.jpeg"><img class="alignright size-full wp-image-20110" title="capa - retratos imorais" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/capa-retratos-imorais.jpeg" alt="" width="175" height="230" /></a>FSP</strong></p>
<p>O escritor e dramaturgo cearense Ronaldo Correia de Brito (vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura 2009, na categoria &#8220;Melhor Livro do Ano&#8221; por &#8220;Galiléia&#8221;) lançará em agosto &#8220;Retratos Imorais&#8221;, seu novo livro de contos, pela editora Alfaguara.</p>
<p>O volume aumenta as tensões íntimas de &#8220;Galiléia&#8221; para substanciar a fúria e a dor nos contos que exibe. Seus personagens são desconcertantes e conduzem o leitor para o mundo subterrâneo da literatura. Lá, todos são atingidos pela cristalização dos sentidos.</p>
<p>O livro é dividido em três seções. Correia de Brito mostra figuras de homens e mulheres despedaçados pelo passado e assombrados pelo presente. Em um dos contos, mãe e filho mantêm uma relação obsessiva. Noutro, um cirurgião se sente paralisado quando se depara com um momento crítico.</p>
<p>Na história que dá título ao livro, um homem está arrependido da vida violenta que teve. Do leito hospitalar, consegue arremessar o leitor para o abismo: &#8220;Meu nome é Claudiney Silva. Num álbum de fotografia que hoje folheio horrorizado, apareço abraçando uma menina. É minha filha.&#8221;</p>
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		<title>A melhor cena de amor da literatura</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jul 2010 21:50:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Hemingway]]></category>
		<category><![CDATA[Por Quem os Sinos Dobram]]></category>

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		<description><![CDATA[
Por Fabio Hernandez
Confissões
Qual sua cena de amor preferida na literatura?
A minha é de Hemingway, em Por Quem os Sinos Dobram. Uma despedida. Robert Jordan dá adeus a Maria. Ele é um americano que foi combater pela liberdade na Espanha, na Guerra Civil dos anos 30, e ela é uma espanhola simples, jovem. Apaixonam-se, mas guerra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://fabiohernandez.wordpress.com/" target="_blank"><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/porquemsinosdobram.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-20107" title="porquemsinosdobram" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/porquemsinosdobram.jpg" alt="" width="369" height="450" /></a></a></strong></p>
<p><strong><a href="http://fabiohernandez.wordpress.com/" target="_blank">Por Fabio Hernandez<br />
Confissões</a></strong></p>
<p>Qual sua cena de amor preferida na literatura?</p>
<p>A minha é de Hemingway, em Por Quem os Sinos Dobram. Uma despedida. Robert Jordan dá adeus a Maria. Ele é um americano que foi combater pela liberdade na Espanha, na Guerra Civil dos anos 30, e ela é uma espanhola simples, jovem. Apaixonam-se, mas guerra é duro.</p>
<p><span id="more-20106"></span>Jordan se sacrifica por Maria. Ferido, não pode fugir a um cerco dos inimigos. Maria pode. Ele a convence a ir dizendo que ele viveria nela. Jordan morre para que Maria viva e, com ela, o amor deles e, em certa medida, os planos que fizeram juntos para o futuro.</p>
<p>Maria depois deve ter-se apaixonado por homens bem menos interessantes que ele, mas isso é tema para uma especulação quem sabe em outro texto. Ali ela é de Jordan e de mais nenhum outro homem.</p>
<p>Hemingway era de 21 de julho. Hoje. Foi muito lembrado e mesmo assim é pouco, dada a sua grandeza literária. Foi intensamente macho na prosa e na vida, mas escreveu páginas românticas e sentimentais como se fosse um poeta daqueles que morriam de tubercolose, envolvidos em cachecóis e tossindo sangue delicadamente.</p>
<p>Ele se deu um tiro na boca quando cansou de viver. Fez como Sêneca diz que o homem deve fazer quando a vida vira um fardo: saiu dela, sem choro e sem lamentações. Já não podia fazer tudo aquilo que o fascinava: caçar, pescar, fornicar. Nem escrever mais conseguia, prejudicado por uma arteriosclerose.</p>
<p>Bateu em retirada.</p>
<p>Deixou imitadores, seguidores, contos notáveis escritos numa linguagem extraordinariamente enxuta, alguns romances de alto nível, uma vida vivida com volúpia — e também aquela que é para mim a melhor cena de amor da literatura.</p>
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		<title>Um romance que surgiu na repartição</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jul 2010 18:05:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos de Souza</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[flip]]></category>

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		<description><![CDATA[A um mês de sua oitava edição, a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip, que vai de 4 a 8 de agosto) já está vendendo bem os ingressos para este ano. Das 21 atividades da programação principal da Flip – 19 mesas, conferência e show de abertura -, 18 tiveram todos os ingressos da Tenda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Salman_Rushdie.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-20101" title="Salman_Rushdie" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Salman_Rushdie-97x150.jpg" alt="" width="97" height="150" /></a>A um mês de sua oitava edição, a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip, que vai de 4 a 8 de agosto) já está vendendo bem os ingressos para este ano. Das 21 atividades da programação principal da Flip – 19 mesas, conferência e show de abertura -, 18 tiveram todos os ingressos da Tenda dos Autores comprados pelo público. Até agora, já foram mais de 24 mil entradas vendidas, via internet, telefone e pontos de venda. O fluxo de compras foi tão intenso que, em menos de 30 minutos de vendas, já estavam esgotados os ingressos na Tenda dos Autores para as mesas do Lou Reed (o músico, que ia lançar seu livro Atravessar o Fogo, pela Companhia das Letras, cancelou sua participação), Isabel Allende, Robert Crumb e Salman Rushdie. Além das estrelas internacionais, os brasileiros também tiveram sucesso de público, com destaque especial para o poeta Ferreira Gullar que teve todos os ingressos de sua mesa, na Tenda dos Autores, comprados no primeiro dia de vendas.</p>
<p><span id="more-20100"></span>As entradas para a palestra de Lou Reed (o músico vai ser substituído) e da escritora chilena Isabel Allende já estavam todas vendidas, também para a Tenda do Telão. Esgotaram-se, também, os convites para a mesa do Robert Crumb e Gilbert Shelton, na Tenda do Telão. E ainda dizem que livro não é rentável no Brasil. Aqui na nossa querida e ensolarada Natal ninguém quer investir em livros. Pois bem, vamos em frente. Vou comentar hoje o livro A Senhora 2 e o Senhor 2, de Tião Carneiro, Editora Livro Novo, 539 páginas, sem preço definido. À primeira vista o livro espanta, é um tijolaço, capa preta, de autor local. O leitor vai entrando aos poucos no jogo proposto pelo autor. Primeiro fica sabendo de sua motivação para levar a cabo tal empreitada: uma colega de trabalho lia suas crônicas e o incentivou a escrever um romance. Em seguida vem um prefácio do jornalista Vicente Serejo, que com sua costumeira erudição, analisa o gênero romance a partir das premissas do crítico Georg Lukács.</p>
<p>Depois o leitor respira fundo e aponta a proa de sua navegação para o mar de palavras que se inicia. O livro é escrito em forma de diário e seu enredo é simples e confuso ao mesmo tempo. Um sedutor, universitário, cambista do jogo de bicho, passa os dias a filosofar sobre o comportamento humano e assegura que tudo tem o lado “dois”, embora os eventos aconteçam entre as extremidades. Ele é convidado a participar de uma campanha política em que acontece um crime. Então é criada uma CPI para investigar a questão do “dois”. Na presidência, o senador Rui Ramos e na relatoria, o senador Graciliano Barbosa.</p>
<p>O leitor arguto já notou as homenagens ao jurista Rui Barbosa e ao escritor Graciliano Ramos. E Tião Barbosa é generoso em suas pistas literárias. Estranhamente navegando ao contrário da maré literária do momento, que privilegia o texto curto, ele prefere as caudalosas águas da literatura nos moldes do romance clássico. Não vou dar juízo de valor aqui, não me interessa dizer se seu romance é bom ou ruim. Interessa mais dizer que ele é audacioso e tem uma grande ânsia de falar, de se comunicar. O fato é que o autor dá preferência ao coloquial, deixando quase sempre de lado a forma culta do idioma, a não ser quando sai dos diálogos e se interna no universo do narrador.</p>
<p>Mas como eu ia dizendo, a tendência do romance hoje no mundo é a síntese. Stendhal e Dostoievski já não são modelos nos tamanhos dos textos, mas apenas nos temas. Vejam o exemplo do escritor sul-africano J. M. Coetzee, Nobel de Literatura. Outro dia li o livro Ficção Brasileira Contemporânea, de Karl Erik Schollhammer, em que ele destaca essa tendência ao mini-conto, ao texto ligeiro, curto, objetivo. Curiosamente, em sua pesquisa não aparece nenhum ficcionista potiguar. Nordestinos, somente Ronaldo Correia de Brito, Francisco Dantas e Marcelino Freire.</p>
<p>Acho a iniciativa de Tião Car neiro das mais positivas. Todas as pessoas que sentem vontade de escrever um romance deveriam escrever um e tentar publicá-lo. Não há vergonha no erro e sim na covardia. Percorri páginas e páginas do romance de Tião Carneiro, pulando aqui e ali passagens que me foram enfadonhas, até chegar ao seu final, com o desenrolar da CPI. Como bem avisa Serejo no prefácio, o autor não quis escrever uma história, mas várias histórias dentro de uma. Este livro é assim, você vai acompanhando o desenrolar da trama e vai encontrando novas histórias no meio do caminho. Não estou fazendo comparações, mas lembra bem o leitor que Dom Quixote, de Cervantes, também é assim. São várias histórias dentro de uma.</p>
<p>No final, Tião Carneiro pede desculpas ao leitor pela “prosa xaropenta”, segundo ele, e diz ter lido Fortaleza dos Vencidos, de Nei Leandro de Castro. Natural de Estremoz, funcionário da Receita Federal, o autor decidiu escrever depois de incentivos de colegas de trabalho. Não creio que ele teve a intenção de fazer diferença na literatura potiguar ou de firmar seu nome para a Academia Norte-riograndense de Letras. Acredito mais que fez um jogo, uma brincadeira com as palavras, com o objetivo de divertir os amigos e seus prováveis leitores. Quer uma dica? Seja conciso, escreva sobre sua aldeia (Natal ou Estremoz) e seja universal. Vá em frente Tião!</p>
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