A oitava edição da revista Palumbo já está circulando. Pode ser encontrada na Siciliano do Midway. Traz, entre outros textos, reportagens com o escultor Dimas Ferreira, o poeta Paulo de Tarso Correia e o artista plástico Marcelus Bob, artigos de Vicente Vitoriano e Muirakytan Macêdo e entrevista com o empresário Mário Barreto. As três boas reportagens, assinadas por Alex de Souza, Michelle Ferret e Dinarte Assunção poderiam ter sido editadas com mais fotos. Uma foto apenas para cada uma delas é muito pouco. O leitor fica sem sequer ter uma idéia da obra de Marcelus, por exemplo. Acho que a revista precisar valorizar um pouco mais o aspecto gráfico, ganhar leveza.
Lutando pelo controle do futuro da web
Por Deborah Weinberg
UOL/Observatório da Imprensa
O grupo que se reuniu diante da sede da Google em Mountain View, Califórnia, era relativamente pequeno. Uma centena de manifestantes apareceu para expressar sua raiva diante do mais recente plano da corporação.
A comunidade online, porém, reagiu com muito mais alarme. Blogueiros nos EUA, Europa e Ásia advertiram contra a ameaça à liberdade na internet, enquanto agências de proteção ao consumidor disseram temer que a interferência no tráfego de dados possa ter consequências imprevistas para a diversidade da mídia. A ministra de proteção ao consumidor da Alemanha, Ilse Aigner, declarou que não tinha a menor simpatia por empresas que “distorcem a competição à custa do freguês”.
Gordimer protesta contra proposta de lei
Jornal O País (Angola)
A escritora sul-africana anti-apartheid Nadine Gordimer, laureada com o Nobel da Literatura em 1991, luta agora contra a tentativa do partido no poder, o Congresso Nacional Africano (ANC), controlar os órgãos de comunicação social com a aprovação de uma lei de protecção da informação.
A cor e a capacidade de fixação de propostas
Texto de aluno orientado pelo pluralista e prof. da UNB Gustavo de Castro.
Por David Telles Ferreira
Existe uma ligação histórica do vermelho com o poder que se configurou quando a cor passou a ser utilizada por partidos de esquerda. É a cor do materialismo do fogo e seu potencial transformador foi transposto para os ideais políticos nos séculos 19 e 20. Na política, o vermelho se opõe ao branco e ao azul, cores típicas de partidos de direita desde a Revolução francesa e russa, como observou Elsenstein, que afirma que o vermelho era a cor preferida de Marx e Zola. Vermelho é a cor da extinta União Soviética, do exército vermelho (1917-1921), da China e da cartilha de Mao Tse-tung (O Livro Vermelho).
Revista Piauí
Neste momento, todas as 47 edições da revista piauí estão abertas.
Desce a última página do Jornal do Brasil
Por Joaquim Ferreira dos Santos
Descansa em paz JB que amanhã pela manhã, quando chegar às bancas a edição do dia 31 de gosto de 2010, esgota seu deadline neste vale de resmas de papel, e alguém vai gritar o definitivo “Parem as máquinas” num cantinho malassombrado da Avenida Brasil 500.
Jornalismo é uma profissão…
Por Alberto Dines
Observatório da Imprensa
Jornalismo é uma profissão; apresentar anúncios, outra
Primazia indiscutível, oportuna, simbólica: a Folha de S.Paulo foi o primeiro jornalão a questionar abertamente a contratação da celebrada atriz/garota-propaganda Marília Gabriela para apresentar o novo formato do programa jornalístico Roda Viva, na TV Cultura. Na nobilíssima Página Dois de segunda-feira (30/8), o colunista Fernando de Barros e Silva condenou a perigosa superposição de telejornalismo com jingles através da contratação de uma apresentadora de anúncios televisivos no comando de um histórico programa de debates e entrevistas.
O Big Brother dos homens no buraco
Por Zélia Leal Adghirni *
FSP
A tragédia dos mineiros do Chile provoca imediatamente uma alegoria com o filme de Billy Wilder, a “Montanha dos Sete Abutres” (1951). O filme conta a história de um índio entalado numa montanha. Charles Tatum (Kirk Douglas), repórter veterano e cafajeste, resolve manipular o fato para se promover. Corrompe as autoridades locais e decide deixar o sujeito enterrado mais tempo para fazer durar a notícia.
A ética entre os jornalistas
Por Paulo Nogueira
Estou escrevendo um livro sobre jornalismo. Meu maior receio é que se torne mais uma edição das Memórias de um Átomo, de Ega, personagem de Os Maias, de Eça de Queiroz. Lá, Lisboa inteira espera o romance de Ega, que afinal não vem. Não que alguém espere meu livro, mas não gostaria de repetir As Memórias de um Átomo. Acho que falta bibliografia jornalística no Brasil, algo essencial para que os jornalistas se avaliem, se critiquem e melhorem.
Uma doutrina por trás da censura
Por Eugênio Bucci
O Estado de S.Paulo
Na semana passada, um tribunal venezuelano proibiu os jornais do país de publicarem fotografias de vítimas de assassinatos. O fato foi noticiado no Brasil com bastante destaque, mas os fundamentos que estão por trás da medida não foram bem explicados. O assunto merece menos alarmismo e um pouco mais de atenção.
Novidade para gente nova
Por Muniz Sodré
É fato concebido na comunidade dos especialistas em marketing jornalístico que jovem não lê jornal – em papel, entenda-se. Não se leva em consideração, no caso, a leitura fragmentária de pílulas noticiosas na internet. Daí a novidade anunciada por Rupert Murdoch, o grande tycoon da mídia americana, presidente da News Corp, durante a recente reunião para a comunicação dos resultados de sua corporação: “Teremos os jovens lendo os jornais”. Sua estratégia se resume como “uma mudança de jogo na apresentação das notícias”.
Rodrigo Levino na Veja
Ontem postei aqui uma nota falando da contratação pela Veja do jornalista e escritor Rodrigo Levino e minutos depois deletei. Quem chegou a lê-la deve ter estranhado o sumiço e o meu silêncio. É que Rodrigo deu-me a notícia e esqueceu de dizer que ela ainda não podia ser divulgada. Ainda bem que não houve nenhum transtorno. Como a revista exige exclusividade, Levino deixa a coluna que escreve no Novo Jornal e o time de nossos colunistas. Prometeu, contudo, uma vez ou outra mandar os links dos textos, na área de cultura, pra gente acessar. Boa sorte amigo, não tenho a menor dúvida de que você dará show também aí na Veja. E aqui as portas estarão sempre abertas.
Mandamentos da Imprensa no Período Eleitoral
Por Leonardo Sakamoto
Regras. Todos precisamos de regras. Afinal de contas, sua ausência nos levaria ladeira abaixo direto à várzea pantanosa da barbárie, não é mesmo? Por isso mesmo, o Blog do Sakamoto traz a quarta aula do seu Curso de Jornalismo Prático colocando no papel regras para cobertura eleitoral que, apesar de serem amplamente conhecidas por jornalistas, não foram até agora publicadas.
A guerra cibernética contra o Wikileaks
Na 5ª-feira, o fundador do site WikiLeaks Julian Assange disse, em reunião em Londres, que o site continuará a publicar os outros 15 mil arquivos de dados que ainda não publicou, do material sobre a guerra do Afeganistão, apesar da ordem do Pentágono para que WikiLeaks “devolva” todos os documentos secretos dos EUA em seu poder, publicados e não publicados. (…) Assange disse que sua organização já trabalhou sobre metade dos arquivos ainda não publicados, para ocultar os nomes dos informantes afegãos. A notícia sugere que a divulgação pode demorar semanas.
Pesos e medidas
Por Mino Carta
Carta Capital
Mutáveis os da mídia nativa, certa de que nós da plateia não passamos de um bando de idiotas
Não há semelhança possível entre um estúdio de tevê e um ringue. Pelo menos não havia até poucos dias atrás. A gravação de uma entrevista na TV 5, filiada à Rede Bandeirantes em Rio Branco, acabou em vale-tudo entre o entrevistador, o jornalista Demóstenes Nascimento, e o entrevistado, candidato ao Senado pelo Acre, o emedebista João Correia. De categoria nitidamente superior, Demóstenes pareceu mais talhado para catch-as-you-catch-can e ganhou a luta com bom aproveitamento tanto nos socos quanto nos pontapés. Empate em matéria de insultos e palavrões.
Jornalismo Cultural
A jornalista e escritora Elizabeth Lorenzotti vê o Jornalismo Cultural sufocado pela mercantilização.
Marco Regulatório – Comunicação
Por Venício A. de Lima
Dezesseis anos, três decretos e nada muda
Esta não será a primeira vez – e, certamente, nem a última – que se evoca a falta de memória crônica de que nós, os brasileiros, padecemos desde sempre. Em relação às promessas pré-eleitorais ou oficiais que envolvem a formulação de políticas públicas, nem se fala. A distância entre o que se anuncia e o que realmente se faz é imensurável.
Entrevista com o jornalista Sérgio Augusto
BR – Em artigo recente, você afirma que a decadência do jornalismo cultural é tão irreversível quanto o aquecimento global. Por que devemos acreditar que não há mais saída para a mediocridade em que nos metemos?
Sérgio Augusto – Por uma única razão: os medíocres venceram e hoje ocupam os cargos que pertenciam aos intelectuais. Não precisa ser vidente para saber que a tendência do jornalismo – e não estou falando só do jornalismo cultural – é se vulgarizar cada vez mais. Esta guerra já foi perdida, temos que reconhecer. Os jornais não estão mais interessados em textos de qualidade, mas em ganhar dinheiro de qualquer forma. A lógica do lucro total, que antes poupava os cadernos de cultura, tem substituído os ensaios críticos pelo mundinho das celebridades, pela bobagem televisiva e pelo sensacionalismo barato.
Vendas de e-book superam as de livros capa dura
As vendas do leitor digital de livros Kindle, fabricado pela Amazon, triplicou desde que a empresa cortou o preço do produto no final do mês passado. De US$ 259, o e-reader passou a custar US$ 189. O corte de preço foi suficiente para fazer as vendas subirem não somente no aparelho como na quantidade de livros para o formato Kindle. Segundo Jeff Bezos, CEO da empresa, a comercialização de livros para o formato Kindle ultrapassou a de livros de capa dura.
Nos últimos três meses, 143 livros Kindle foram vendidos para cada 100 capa dura, mas quando esse tempo é reduzido para um mês, é de 180 livros Kindle para cada 100 capa dura. As vendas totais de e-books triplicaram desde o primeiro semestre de 2009 ao primeiro semestre de 2010.
“Os clientes da Amazon compram atualmente mais livros para o Kindle do que os de capa dura. Se você considerar que vendemos livros há 15 anos e Kindle há 33 meses, isso é realmente impressionante”, disse Bezos, em release à imprensa.
UNESCO condena assassinato de jornalista
A Diretora Geral da UNESCO, Irina Bokova, expressou sua mais firme repulsa pelo assassinato do jornalista mexicano Hugo Alfredo Olivera Cartas, que foi achado morto em 6 de julho no interior de seu veículo, próximo da localidade de Apatzingán (Estado de Michoacán), situada no oeste do México.
A calúnia golpista da SIP contra Lula
Os jornais de hoje (17) estampam declaração do presidente da Sociedade Interamericana de Imprensa, Alejandro Aguirre, afirmando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “não pode ser chamado de democrático”. O ataque se estende aos demais países da região que são administrados por partidos de esquerda. Esses governos, de acordo com o dirigente da SIP, “se beneficiam de eleições livres para destruir as instituições democráticas”.
A velha mídia finge que o país não mudou
Venício Lima
Observatório de Imprensa
Apesar de não haver consenso entre aqueles que estudaram o processo eleitoral de 1989 – as primeiras eleições diretas para presidente da República depois dos longos anos de regime autoritário –, é inegável que a grande mídia, sobretudo a televisão, desempenhou um papel por muitos considerado decisivo na eleição de Fernando Collor de Mello. O jovem e, até então, desconhecido governador de Alagoas emergiu no cenário político nacional como o “caçador de marajás” e contou com o apoio explícito, sobretudo, da Editora Abril e das Organizações Globo.
Encontro de Blogueiros Progressistas
Abertas as inscrições do 1º Encontro de Blogueiros Progressistas, que ocorrerá em agosto em São Paulo.
Entrevista com Manuel Castells
O catedrático, que vive viajando entre a Espanha, os EUA e a França, analisa, em seu último livro, como a Internet tem mudado os paradigmas da relação entre comunicação e poder. O novo livro de Manuel Castells intitula-se Comunicación y poder (Alianza Editorial) e tem mais de 600 páginas. Sobre seu conteúdo, sobretudo de Internet, falamos com ele.



