Download grátis da história dos Beatles contada nos quadrinhos da Marvel.
Jornalismo Literário
Recebi em primeira mão o livro “Jornalismo Literário – Uma Introdução”, do jornalista e professor da UNB – e colunista deste SP – Gustavo de Castro. Uma edição caprichada da editora Casa das Musas, escrita com aquele estilo leve e inteligente, marca registrada do nosso Gustavo.
O livro é leitura obrigatória para estudantes de comunicação. Independente se vão trabalhar ou não em editorias de cultura. Como sou defensor do jornalista generalista, que atue em qualquer editoria, acho que o profissional deve estar preparado para escrever sobre tudo.
Para antigos jornalistas como eu, que este ano faço 50 anos de profissão???… calma aí gente que vou explicar melhor. Na realidade são exatos 25 anos de batente, mas como sempre trabalhei em dois (às vezes até três) empregos para escapar, a conta chega fácil aos 50 – rs.
Pois bem, para os jornalistas da velha guarda, já passados na casca do alho, o livro de Gustavo oferece uma excelente oportunidade de reciclagem. E eu não sou besta de perder a oportunidade de aprender um pouco mais sobre jornalismo literário.
Por e-mail, Gustavo me informou que enviou alguns exemplares para a Livraria Poti da Rua Felipe Camarão. Mas caso ainda não tenha chegado, o leitor ansioso pode entrar em contato com a editora através do site www.casadasmusas.org.br e e-mail casadasmusas1@hotmail.com e comprar o seu exemplar.
Sandman ganha sua edição definitiva
“A Panini Comics vai lançar em breve uma edição que é o sonho de muito colecionador de quadrinhos. Estamos falando de Absolute Sandman Volume 1 – Edição Definitiva. O tijolão vai reunir todas as histórias criadas por Neil Gaiman lá nos anos 80 e que são clássicos totais do mundo dos quadrinhos. O material saiu pela Vertigo, selo de HQs mais adultas da DC Comics.
Como dá para imaginar, um clássico desses tem de ter tratamento pra lá de especial e o capricho editorial será aquilo tudo mesmo. Serão 612 páginas – isso aí, 612!! – em papel couché, lombada quadrada e capa dura. Claaaaaaaro que tudo isso tem um preço, né? Vai custar R$ 150. É caro ou barato? Bom, leve em consideração que Sandman é uma obra que transformou os quadrinhos recentes e se estabeleceu como um marco.
A série de Sandman já foi lançada no Brasil algumas vezes por outras editoras, mas é a primeira vez que sairá nesse formato superluxuoso.
Ainda não está confirmado, mas o lançamento deve ser em abril.
A Panini Comics, além de lançar os quadrinhos do universo tradicional da DC, com Super-Homem, Batman e Mulher Maravilha, adquiriu recentemente os direitos também de Vertigo e Wildstorm. Os dois selos têm uma linha editorial diferente. (UOL)
Giotto “secreto” é encontrado em capela de Florença

FLORENÇA, Itália – Restauradores usando raios ultravioletas redescobriram magníficos detalhes originais das pinturas de Giotto na capela Peruzzi, na igreja Santa Croce, em Florença, que tinham ficado ocultos durante séculos.
“Descobrimos um Giotto secreto”, disse Isabella Lapi Ballerini, diretora do Opificio delle Pietre Dure, de Florença, um dos mais respeitados laboratórios de restauração de arte no mundo.
Entrevista de Comparato
Amigos e amigas:
Recomendo a todos a leitura da entrevista de Fabio Konder Comparado sobre cotas raciais. Embora eu tenha restrições ao critério de raça e deteste a cobrança de provas de cor, entendo que a questão é muito séria e Comparato argumenta com extrema ponderação. Assistimos a uma ofensiva do DEM e de outros setores conservadores brasileiros que negam a existência de racismo entre nós (ouviu, Lima Barreto? ouviu, Elza Soares?) e invocam critérios meritocráticos no acesso à universidade pública, como se quem tem pele escura não tivesse méritos. Comparato lembra que a população negra beneficiada por cotas também é obrigada a fazer vestibular e que seu desempenho tem se revelado rigorosamente igual ao dos não-negros.
Trabalho numa universidade pública – USP – onde cotas dessa natureza não foram implantadas, embora, timidamente, tenha começado uma política de pensar em uma reserva de vagas para os que estudaram em escolas públicas. É um passo. Enquanto a universidade pública não puder atender a toda a demanda existente, é preciso pensar em critérios de democratização de suas vagas que são… PÚBLICAS.
Quanto ao DEM e a seus aliados: por que não abrir o jogo e declarar simplesmente que estão satisfeitos com as iniqüidades existentes no Brasil, que tanto os beneficiam? Não precisa conspurcar a memória de Gilberto Freyre para defender a opressão reinante.
Abraços a todos e todas:
Johnny Alf, inédito
Assista à entrevista que Johnny Alf, morto na semana passada, deu para o documentário “Uma Noite em 67″. Nela, Alf classifica sua música como difícil e fala do dia em que se esqueceu de ir ao Carnegie Hall.
Torre de los Panoramas
De Onetti recuerdo su rostro ayer en You Tube y su resistencia a ser filmado hasta que cede y le dice a la cámara: “Por simpatía, me resigno”. Y recuerdo también el asombro, ya hace años, que me causó Los adioses. Tan atónito me sentí al terminar aquel libro que volví a empezarlo para estudiar con supremo detenimiento cómo lo había hecho el escritor uruguayo para construir con tanta ambigüedad y talento su relato de despedidas. En los días que siguieron, fui un lento analista de su temperamento, como años después lo fui del de Horacio Quiroga, cuentista de tortuosa psicología. Y un día creí encontrarme en el centro del mundo cuando llegué a la poesía esencial de Idea Vilariño, nacida en Montevideo en 1920, 10 años después de la muerte de Julio Herrera y Reissig, iluminado precursor de las vanguardias europeas desde su internacionalmente provinciana y hoy mítica (aunque no estoy seguro, quizás olvidada) Torre de los Panoramas, punto crucial de la poesía de su tiempo y en realidad un cuartucho en el terrado de la casa de sus padres, con vistas (entonces) al Río de la Plata.
Desplante
Por Nei Duclós
Diário Catarinense
O comportamento agressivo é fruto da indiferença. O mau exemplo vem de cima e se espalha até atingir o episódio mais ordinário. A pessoa que atravanca o caminho fazendo cara de paisagem, enquanto ao redor todos se esforçam para manobrar, mostra que o tecido social ultrapassou o limite do egoísmo. O que temos é algo mais intenso, uma crueldade endêmica, que coloca no mesmo reduto a gang incendiária e o sujeito convencido de sua boa índole, enquanto exerce seu direito de colocar o som hediondo para atormentar a vizinhança.
Tom Zé – Um eterno maluco beleza
Quando a tropicália completa 40 anos, um dos seus maiores epígonos dá mostras de uma brutal e poderosa vitalidade criadora. Tom Zé (TomZi ) para os gringos é um dos mais eruditos compositores da MPB. Cantou a paulicéia quando ela, menina, ainda tinha oito milhões de habitantes. Estudou o samba e o pagode em discos que deslumbraram o mundo com sua juventude criativa e viril. Teria mesmo que ser descoberto um dia, depois de tantos anos de um ostracismo criminoso. “Eles possuem tudo e são ricos, mas não possuem a minha música”, disse Tom Zé no excelente filme /documentário “Fabricando Tom Zé” (2007), dirigido por Décio Matos. Um filme que documenta os ensaios e apresentações do grande músico em viagem pela Europa em 2005. O público fica alucinado com a criatividade desse músico /filósofo genial. Numa overdose de Tom Zé, recebida por nós em menos de um ano, eis o que falou o filósofo do samba em show na Capitania das Artes. Ele também finalizou o II encontro natalense de escritores. Naquela ocasião Tom Zi dizia que aqui estava nascendo uma nova civilização. Que pena que foi só um ensaio.
Livro de Osório
Tácito, registro o lançamento do mais lírico, doido e agradável livro publicado nos últimos tempos. Trata-se das Memórias de Um Anti-Herói, de Osório Almeida. “Desde que morava no Rio de Janeiro, eu ligava para a namorada e marcava um encontro amoroso. Ela dizia “Já sei. o Botafogo perdeu”…”Marquei um encontro amoroso com uma dona e nada aconteceu.Da parte dela, tudo normal; da minha parte nada aconteceu. Quando foi de noite o Botafogo ganhou do Flamengo, de virada. A força do ditado popular da sorte no jogo e azar no amor anulou meu desejo sexual”. E por aí vai. O livro tem vinte páginas. Acompanha uma cerveja gelada e é uma delícia. Recomendo ao mau humor dos intelectuais.
Mulheres de Fibra
A polaca Rosa Luxemburgo (foto) foi uma grande militante política e foi morta covardemente em 1919 com um tiro na cabeça. Seu corpo foi jogado fora e não se sabe exatamente onde estar. Não podemos nem velá-la.
A aquariana e judia Olga Benário nasceu em Munique em 1908, e foi morta num campo de concentração em 23 de abril de 1942. Companheira de Carlos Prestes, com que teve uma filha, foi entregue pela ditadura getulista para ser morta pelos nazistas.
Uma carta de Clarice
“Em 95, o escritor Caio Fernando Abreu, então colunista do jornal O Estado de São Paulo, publicou uma carta que teria sido escrita por Clarice Lispector a uma amiga brasileira. Ele comenta, no artigo, que não há nada que comprove sua autenticidade, a não ser o estilo-não estilo de escrita de Clarice Lispector. Ele dizia: “A beleza e o conteúdo de humanidade que a carta contém valem a pena a publicação…”
“Intenção e qualidade na escrita de livros”
Por Tales Costa
“Todo autor se torna um escritor ruim assim que escreve qualquer coisa em função do lucro.”
(Arthur Schopenhauer)
Poema-Reflexão
Por Nando José
A CRIAÇÃO DO MUNDO SEGUNDO DEUS A CRIAÇÃO DA MULHER SEGUNDO FERNANDO JOSÉ
Deus criou o mundo em seis dias, no sétimo descansou, ao terminar a sua obra sentiu falta do equilibrio para tal empreitada, achou no direito de criar um semelhante, fez-se o homem, agora faltava a harmonia, veio a idéia de retirar do homem uma parte, saiu uma costela, o homem deixou de ser tal o criador, fez na criação o primeiro defeito, e então eu me pergunto? porque o criador não olhou ao seu redor, porque não viu os animais, os rios, os campos, as àrvores e as flores, bastaria ter colhido dos campos o perfume, ter tocado nas águas dos rios, levemente escutasse o canto dos pássaros, para sentir a maior emoção de sua vida e criação, brotaria de suas mãos e de seu coração a mais bela de todas as flores, a mulher.
Entrevista com Jorge Silva Melo
Jornal de Letras: “Nunca chames feliz a um homem enquanto não tiver atingido o fim da sua vida”, diz-se em Rei Édipo. Concorda?
Jorge Silva Melo: Sim, embora seja estranho considerar feliz aquele que morreu. Pois choramos nas horas da morte. Mas Mozart sabia-o, por isso o seu Requiem. Ou o Exultate Jubilate, cantata talvez menor que a arte sublime de Teresa Stich-Randall sempre me traz, essa ideia de podermos chamar feliz a morte. Mas podemos chamar feliz a alguém? Ou infeliz?
Sáfica
Por Nina Rizzi

DaMata, meu querido,
Safo é uma das minhas santas. Você sabe as loucuras que cometo por causa de poesia, né? Ir a Temuco pra ver as conchas de Neruda e tentar captar um cheiro de sua Matilde, tentar aprender russo pra poder ler no original o grande dostoiévski, ir a Caicó… um dia, eu vou lá às falésias de Lêucade, onde ela se deixou levar à espera de um amor. Eu vou lá e vou lhe dizer: Venha, agora pode vir, Safo. Venha que eu já cheguei; serei tua sombra de poesias e cantatas. Ela, que não foi a Baudelaire (que me faz falar francês), viria a mim, você não acha? rsrsrs…
A sociedade dos poetas solidários
No sábado à noite, na galeria b_arco, a poesia ‘incatalogável’ de Roberto Piva incendiou São Paulo, num encontro memorável.
Entrevista com Moacyr Scliar
“Mas a ideia de que o jovem não lê, por exemplo, é inteiramente equivocada. O jovem não lê se não é motivado. Se a leitura é transformada em uma obrigação curricular, questão de exame e só para passar de ano, aí ele não pode ter vontade de ler. Agora, se a leitura representa um convite ao prazer, à emoção, a uma vivência diferente, aí certamente ele leria”.
Download de “Logorama”
O curta de animação Logorama, dirigido por Nicolas Schmerkin e produzido pelo coletivo francês H5, levou o Oscar de melhor curta de animação.
Download aqui
As donas do apito
Por Felipe Voigt
Blog Questão de Ordem
Confesso que passei muitos anos da minha vida tentando entender as mulheres. E ainda estou tentando aprender um pouco mais sobre esses seres… não tem sido fácil, mas quem disse que seria?
Aprendi, nessa vã tentativa de compreender a alma feminina, que uma mulher não quer apenas ser compreendida: quer ser admirada e respeitada, ainda que nem ela mesma saiba o que pensar, sentir, fazer…
Não, isso não é puxa-saquismo devido a data de hoje. Quem me conhece, sabe o quanto sou encantado por essa divindade chamada mulher. Vou, inclusive, abusar de um clichê tão necessário neste dia: todo dia, de fato, é dia da mulher. Tolo daquele que acha que apenas hoje elas querem ser vistas, notadas, reconhecidas.
Indústria foi sábia ao premiar “Guerra ao Terror”
A derrota de “Avatar” para “Guerra ao Terror” foi entendida por alguns comentaristas como “um tiro no pé” de Hollywood. Por esse raciocínio, a indústria cinematográfica deveria ter consagrado com o seu premio maior o filme mais caro da história (US$ 500 milhões), e também o que mais arrecadou (US$ 1 bilhão), e não um filme independente, cuja produção teve enormes dificuldades para se viabilizar, apesar do orçamento de US$ 11 milhões, e que não conseguiu se pagar nos Estados Unidos.
Entendo, ao contrário, que a indústria foi sábia ao optar pelo filme de Kathryn Bigelow. Não vejo esta vitória (mais uma) de um Davi contra um Golias como uma “condenação” ou “crítica” ao modelo de superprodução de “Avatar”, mas como sinalização de que Hollywood precisa voltar a irrigar os canais que viabilizam a produção cinematográfica independente. E quem está dizendo isso é a própria indústria – ao menos, uma parte considerável de seus integrantes.
Prefiro acreditar que a Academia tenha tido a sabedoria de dizer que “Avatar”, depois de propor novos padrões à indústria do entretenimento, não precisava de mais esta consagração. O filme já assegurou seu lugar no panteão de Hollywood, e não será o Oscar não recebido que o tirará de lá.
Alguém disse que no futuro ninguém se lembrará de “Guerra ao Terror”. Dor de cotovelo, ou não, pouco importa. O fato é que, para a sobrevivência do próprio negócio, as formas alternativas de produção precisam de espaço. E a premiação do pequeno e ótimo filme sobre a Guerra do Iraque está aí para mostrar que, de boba, Hollywood não tem nada.
Entrevista com Luis Nassif
“Em novembro de 2009 o jornalista Luis Nassif, que já passou por diversos veículos de comunicação no Brasil e tem um dos blogs jornalísticos mais acessado do país, conversou com o Fazendo Media sobre o ofício na imprensa e a batalha que trava com a revista Veja na justiça. Nassif fez diversas denúncias contra o império da Abril, através da internet, e no final do mês passado foi condenado a pagar mais uma indenização no processo. Na ocasião ele fala também sobre as mudanças que vêm ocorrendo no jornalismo, em função do aparecimento de outras vozes com a internet”.
Uma rosa para elas

Os homens continuam bélicos e fingidos. Carregam sempre seus bacamartes, espadas e peixeiras para esconder seus fantasmas e solidões. Estão sempre lutando e, elas, continuam colocando flores por sobre os nossos corpos mortos e missas de galos com esporões cegos e murchos de tanto esporear e ciscar aos ventos.
Como não dizendo nada ELAS vão florindo nosso substantivo, elas – as poetas: Carmen, Denise, Anchella, Yerma, Tania, Edjane e tantas outras rosas desse jardim de nós todos. A todas elas: as leitoras, as que nos frequentam , as que estão por vir, as que nos visitam,as que nos aquecem, as que só sabem ouvir.
Meu muito Obrigado
Cantoras do Rádio
A todas as cantoras do rádio minha homenagem nesse dia que assume a forma de uma canção.
Muito obrigado Chiquinha Gonzaga, Dalva, Elizeth, Maysa (foto), Elis, Fafá, Nora Ney, Marisas, Nara leão, Maria Rita, Terezinha de Jesus, Kristal, Valéria Oliveira , Roberta Sá, Odete Amaral, Emilinha Borba, Angela Maria, Daúde, Billy Halliday, Ella e todas as cantoras que fazem a vida ser mais bela e vivida.
Nós somos as cantoras do rádio
levamos a vida a cantar
De noite embalamos teu sono
de manhã nós vamos te acordar
Nós somos as cantoras do rádio
nossas canções
cruzando o espaço azul
Vão reunindo num grande abraço
corações de Norte a Sul
João de Barros (Braguinha), A. Ribeiro e Lamartine Babo,
Uma canção de 1936. Estava nascendo a rádio Nacional que ia unir o Brasil de Norte-a-Sul. Um grande show com as cantoras do Rádio, desaguando no filme estrelado pelas grandes cantoras Carmélia Alves, Carminha Mascarenhas, Ellen de Lima e Violeta Cavalcante , gravado em 2005 no teatro Rival- RJ.
Um show para homenagear as grandes divas da MPB. Carmen Miranda, Aurora Miranda, Aracy de Almeida, Dalva de Oliveira, Dolores Duran, Elizeth Cardoso, Linda Batista, Dircinha Batista, Isaura Garcia e Nora Ney.
Um bom filme, principalmente para aqueles que não conhecem a grande música popular Brasileira e suas eternas cantoras. Cantoras que viveram a grande época de ouro da MPB e conviveram com as grandes divas.
O quarteto das cantoras que protagonizam o filme dão depoimentos sobre as outras cantoras e lembram da Rádio nacional, dos shows no Copacabana Palace, grandes templos para a MPB. Elas cantam ainda com grande alegria os grandes clássicos da nossa música.
No final do filme é emocionante ver os grandes cantores e compositores Miltinho e Tito Madi, cantando. Aparece a legenda com as datas de nascimento e morte de todas as cantoras apresentadas. De todas, menos uma, para o meu mais veemente protesto. Ademilde Fonseca aparece ao final cantando um lindo chorinho de Waldir Azevedo e não são dados os créditos. A nossa grande cantora norte-riograndense aparece un passant sem nenhum comentário das outras cantoras/ atrizes do filme.
Saibam elas e saiba o Brasil que Ademilde Fonseca foi uma das nossas maiores cantoras. Foi e é a maior cantora de chorinhos do Brasil. Merecia um maior destaque no filme.
Aparece também no filme os biógrafos e estudiosos da MPB, Ricardo Cravo Albim e Faour. Mais uma razão para não esquecer Ademilde. São fracos a maioria dos depoimentos sobre algumas cantoras. Depoimentos prosaicos das Cantoras do Rádio (filme): Conheci, convivi com, uma grande cantora, etc
Safo – Σαπφώ “A Vênus de Lesbos”
A todas as mulheres do mundo minha devoção e alegria nesse dia que só pode ser celebrado em forma de oração e poesia. Meu muito obrigado a todas voces que fazem a vida vida. Ofereço:
Safo – Σαπφώ “A Vênus de Lesbos”
Ela foi uma poeta grega que viveu na cidade lésbia de Mitilene, no século VII a. C.
De sua poesia pouco restou. Uma de suas poucas poesias (completas) que chegou até nós foi aquela dedicada à imortal Afrodite, filha de Zeus. Essa poesia faz parte da minha antologia pessoal e a tenho recitado nos últimos 40 anos. Recebeu inúmeras traduções no Brasil e no mundo. Entre nós a verteu para o português o nosso colega ítalo-natalense Franco Maria Jasiello. Antes que lhes ofereça a minha versão deixo vocês com essa deusa no trono incrustado de ouro, na tradução do grego por Giuliana Ragusa.
Hino de Safo a Afrodite
De flóreo manto furta-cor, ó imortal Afrodite,
filha de Zeus, tecelã de ardis, suplico-te:
não me domes com angústias e náuseas,
veneranda, o coração,
mas para cá vem, se já outrora -
a minha voz ouvindo de longe – me
atendeste, e de teu pai deixando a casa
áurea a carruagem
atrelando vieste. E belos te conduziram
velozes pardais em torno da terra negra -
rápidas asas turbilhoando céu abaixo e
pelo meio do éter.
De pronto chegaram. E tu, ó venturosa,
sorrindo em tua imortal face,
indagaste por que de novo sofro e por que
de novo te invoco,
e o que mais quero que me aconteça em meu
desvairado coração: “Quem de novo devo persuadir
ao teu amor? Quem, ó
Safo, te maltrata?
Pois se ela foge, logo perseguirá;
e se presentes não aceita, em troca os dará;
e se não ama, logo amará,
mesmo que não queira.”
Vem até mim também agora, e liberta-me dos
duros pesares, e tudo o que cumprir meu
coração deseja, cumpre; e tu mesma,
sê minha aliada de lutas.
(tradução do grego por Giuliana Ragusa)
Alexandra
