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	<title>Substantivo Plural &#187; Notícias</title>
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	<description>Cultura, Idéias e Informação</description>
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		<title>Johann e Maria (Parte II)</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Jul 2010 01:18:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ednar Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[
Maria, de uma beleza silvestre; sua presença, naquele lugar simples, era como parte da paisagem. Vivia em sintonia com a natureza. Suas manhãs eram sempre feitas de longas caminhadas pelo campo, parecia conversar com os pássaros. Entendia aquela sinfonia matinal como ninguém. Às vezes falava só em suas caminhadas, como que falasse ao vento. Poemas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://2.bp.blogspot.com/_MjGvoor-lTs/S9M7FULLwUI/AAAAAAAAAnE/xP92XMYxsQQ/s400/mulher+sonhando+com+homem+ao+lado.jpg" alt="mulher sonhando" width="265" height="301" /></p>
<p>Maria, de uma beleza silvestre; sua presença, naquele lugar simples, era como parte da paisagem. Vivia em sintonia com a natureza. Suas manhãs eram sempre feitas de longas caminhadas pelo campo, parecia conversar com os pássaros. Entendia aquela sinfonia matinal como ninguém. Às vezes falava só em suas caminhadas, como que falasse ao vento. Poemas ternos, cheios de amor. Carregava no coração um apego sem par ao contexto natural daquele lugar. Às vezes nas noites de luar, ficava a mirar, na sua varanda, o céu de prata, como que para fazer-lhe sonhar com um amor que já previa, mesmo sem saber como seria Johann, pois em seu sonhar, ela ouvia a sua voz como se um pássaro fosse.</p>
<p><span id="more-20320"></span>Um amor que surgiu do encanto, como sendo o seu abstrato namorado. Maria, que não o conhecia, apenas gostava de ouvir falar o seu nome: Johann&#8230; Daí, então nascera em seu coração, esta utopia que ela alimentava com grande emoção. Neste contexto de paixão platônica vivia Maria os seus dias&#8230;</p>
<p>Eleonor, sua melhor amiga, sempre fora a grande companheira das tardes frias ou das manhãs de Sol. Por ela é que Maria passou a ouvir histórias sobre Johann.</p>
<p>Johann, por sua vez, estava envolto em suas viagens, que roubavam-lhe todo o tempo. Até que, um dia, amigas que tudo falam, fizeram um acordo, que Maria aceitou sem duvidar da chance que, sem saber, trar-lhe-ia o destino: apresentar-lhe Johann.</p>
<p>Aquela manhã, já citada, em que olhares disseram coisas, nunca por Maria, faladas passava agora a ser a realidade tão esperada. Estavam ali, frente a frente, as palavras não saíam, era diferente de ouvir os pássaros cantarem. Maria falava com o coração, pois a voz, de tanta emoção, fugiu-lhe da garganta. Viveram em poucos instantes, momentos intermináveis. Depois daquele longo passeio matinal, despediram-se, com um simples olhar.</p>
<p>&#8220;Porque, por tantas vezes, o que o coração diz o ouvido não escuta&#8221;, pois o amor chega assim de forma súbita. Chega, simplesmente, sem avisar. Ele vem, não importa de onde. Chega, e tantas vezes, chega para ficar. Johann despediu-se de Maria num abraço tímido e num beijo tácito. Seguia Johann uma viagem longa sem hora para voltar. Enquanto Maria, nem ela mesma sabia por quanto tempo ficaria sem ver, outra vez, aquele doce olhar.</p>
<p>Já era quase noite; Maria em seu sonhar&#8230; Mas agora e ainda, com aquele perfume nas mãos, único fragmento que restou daquele encontro tão fugaz&#8230; E tão sonhado, carregava consigo a certeza de que amava aquele estranho. Um amor de tão platônico que parecia um meteoro. Mas que deixara em seu peito aquela sensação de saudade ainda maior; sensação que lhe faria companhia durante muito tempo&#8230;</p>
<p>Maria abriu a janela, olhou por entre a folhagem o céu e nomeou uma estrela de Johann, quase pondo na estrela uma digital, para reconhecê-la, em suas noites de saudade, o seu amor distante. Ali ficou por pouco tempo, pois 0 cansaço cobrava-lhe o repouso merecido e adormecia e rezava, para que a noite entrasse pela janela um anjo que lhe trouxesse em sonho, mais uma vez a presença forte daquele abraço. Quem dera, pudesse no seu sonho, beijar com ternura aquele homem. Passaria por entre os cabelos, os dedos com tanta suavidade e pedir-lhe-ia para que sussurrasse com aquela voz que mais parecia um poema. E Maria adormeceu, envolta por aquele enlevo de saudade e amor&#8230; E a sensação que o vento lhe causava na face parecia-lhe o toque suave das mãos de Johann&#8230;</p>
<p>Até que Maria acorde, vamos sonhar&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O blog do Carlão</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/o-blog-do-carlao/</link>
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		<pubDate>Sat, 31 Jul 2010 00:46:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo de Castro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[O blog do Carlos de Souza se não é ouro está chegando bem perto. Maravilha é termos oasis para deitar os olhos!
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O blog do Carlos de Souza se não é ouro está chegando bem perto. Maravilha é termos oasis para deitar os olhos!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O Anjo Azul vai voar para Caraúbas</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/o-anjo-azul-vai-voar-para-caraubas/</link>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 18:27:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Foto: Alex Régis
Meus Caros,
O Anjo Azul esculpido pela grande artista Jordão vai voar.
Natal não suportou mais um azul e o pássaro voou.
Ficamos orfão daquele belo pássaro que enfeitava o asfalto preto e congestionado.
O céu é Azul.
O Anjo é azul
E negra a história da cultura no estado do Rio grande sem Sorte.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/anjo-azul-galeria.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-20276" title="anjo azul galeria" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/anjo-azul-galeria-128x150.jpg" alt="" width="128" height="150" /></a>Foto: Alex Régis</em></p>
<p>Meus Caros,</p>
<p>O Anjo Azul esculpido pela grande artista Jordão vai voar.<br />
Natal não suportou mais um azul e o pássaro voou.<br />
Ficamos orfão daquele belo pássaro que enfeitava o asfalto preto e congestionado.<br />
O céu é Azul.<br />
O Anjo é azul<br />
E negra a história da cultura no estado do Rio grande sem Sorte.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Copiando e Colando</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/copiando-e-colando/</link>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 13:11:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Pluralistas velhos de guerra,
Estou com problemas para liberar alguns coments. O software trava e não libera nem que a vaca tussa. Alguns postados ontem estavam pendentes, mas liberei manualmente agora de manhã &#8211; copiei e colei. Nicolau está tentando achar uma solução.  Mas podem enviar normalmente seus coments, se demorar um pouquinho a entrar no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pluralistas velhos de guerra,</p>
<p>Estou com problemas para liberar alguns coments. O software trava e não libera nem que a vaca tussa. Alguns postados ontem estavam pendentes, mas liberei manualmente agora de manhã &#8211; copiei e colei. Nicolau está tentando achar uma solução.  Mas podem enviar normalmente seus coments, se demorar um pouquinho a entrar no ar, é devido esse problema. Abs.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Salve, Denise Araújo</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/salve-denise-araujo/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/salve-denise-araujo/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 22:11:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Com o texto mais abaixo, a poeta Denise Araújo inaugura a sua coluna. Não estranhe a foto. Uma das condições para ela aceitar figurar no time dos pluralistas ali da direita foi não colocar a foto dela. Por timidez, disse-me, visto que beleza e inteligência são coisas que não faltam à moça. Sugeri que escolhesse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com o texto mais abaixo, a poeta Denise Araújo inaugura a sua coluna. Não estranhe a foto. Uma das condições para ela aceitar figurar no time dos pluralistas ali da direita foi não colocar a foto dela. Por timidez, disse-me, visto que beleza e inteligência são coisas que não faltam à moça. Sugeri que escolhesse um ícone, avatar, uma ilustração etc. Pediu-me, então, para colocar &#8220;O Beijo&#8221;, de Gustav Klimt, condição imediatamente aceita por nós, e que demonstra, mais uma vez, o seu bom gosto estético.</p>
<p>Seja bem vinda, poeta.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Sant&#8217;Ana</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/santana/</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 21:55:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ednar Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=20212</guid>
		<description><![CDATA[
Com carinho para o amigo Da Mata, que é devoto de Sant&#8217;Ana. Da Mata, a ideia era te enviar o vídeo, visto que não foi possível, envio só a letra.
Beijos.
Sant&#8217;Ana
Todo ano têm
Todo ano têm
Uma festa famosa na região
Todo ano tem
É a festa de Santa´Ana padroeira do sertão
Todo ano têm
Uma banda tocando na procissão
Todo ano têm
Minha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.nslourdes.com.br/SantAna.jpg" alt="Santana" /></p>
<p>Com carinho para o amigo Da Mata, que é devoto de Sant&#8217;Ana. Da Mata, a ideia era te enviar o vídeo, visto que não foi possível, envio só a letra.</p>
<p>Beijos.</p>
<p>Sant&#8217;Ana</p>
<p>Todo ano têm<br />
Todo ano têm</p>
<p>Uma festa famosa na região<br />
Todo ano tem<br />
É a festa de Santa´Ana padroeira do sertão<br />
Todo ano têm<br />
Uma banda tocando na procissão<br />
Todo ano têm<br />
Minha taque chorando acompanha de vela na mão</p>
<p>Vai cantando, vai rezando pela sua salvação<br />
Pois sendo filha de Maria<br />
Deus dará mais atenção<br />
Todo ano têm<br />
Mariana formosa com o terço na mão<br />
Todo ano têm<br />
Meu olhar, seu olhar na pobreza muralha e ela não vêm</p>
<p>Mês de julho já chegou e a festa começou<br />
É a festa de santa´na<br />
Vou fazer uma oração para o Cristo Criador para trazer<br />
Mariana.</p>
<p>Ela é filha de Maria do cordão do salvador<br />
eu sou filho de Maria e sou um grande pecador<br />
quero me casar com ela pela sua devoção,<br />
vou pedir que ela reze pela minha salvação<br />
Vêm mariana<br />
Quero minha salvação<br />
Mariana vêm&#8230;pela minha salvação<br />
Vêm Mariana quero a minha salvação<br />
Mariana vêm&#8230;pela minha salvação</p>
<p>(Quinteto Violado).</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Você em Santana</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/voce-em-santana/</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 17:09:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ednar Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[É noite no meu silêncio,
Na rua, no meu sorriso penso,
Na minha pele que, fria,
Não encontra a tua.
Minhas mãos vazias,
Buscando algo que invento,
Choram de azul as palavras
De alento que pinto.
Noite nesta segunda crua,
Fazendo poucas horas
Parecerem um tempo&#8230;
Eu não acho graça
No filme que passa.
No peito um nó;
É frio o lençol;
Há um espaço na cama;
Meu corpo reclama;
Você em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É noite no meu silêncio,<br />
Na rua, no meu sorriso penso,<br />
Na minha pele que, fria,<br />
Não encontra a tua.<br />
Minhas mãos vazias,<br />
Buscando algo que invento,<br />
Choram de azul as palavras<br />
De alento que pinto.<br />
Noite nesta segunda crua,<br />
Fazendo poucas horas<br />
Parecerem um tempo&#8230;<br />
Eu não acho graça<br />
No filme que passa.<br />
No peito um nó;<br />
É frio o lençol;<br />
Há um espaço na cama;<br />
Meu corpo reclama;<br />
Você em Santana;<br />
Eu em Natal.<br />
Um frio danado;<br />
Isso já é vício.<br />
Eu estou muito&#8230; Nada!<br />
Eu estou, sem sal&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Revisão de Textos</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/revisao-de-textos/</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 11:21:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Nelson Patriota escreve em sua coluna sobre o livro  “Revisão de textos: da prática à teoria” (Edufrn, 2010), da  revisora e professora Risoleide Rosa Freire de Oliveira.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nelson Patriota escreve em sua coluna sobre o livro  “Revisão de textos: da prática à teoria” (Edufrn, 2010), da  revisora e professora Risoleide Rosa Freire de Oliveira.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Vovô Chico Morreu</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/vovo-chico-morreu-2/</link>
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		<pubDate>Sun, 25 Jul 2010 16:26:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Vovô Chico faleceu quase centenário. Um grande homem que admirava. Autodidata fazia de tudo. Desde a construção de uma casa até um relógio. De pouca escola escrevia com aquela caligrafia feito arte. Desenhava divinamente. Fez muitos presépios mecanizados.
 Morava em São Caetano do Sul-SP, onde um dia cheguei em 1979. Fui muito bem recebido.  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vovô Chico faleceu quase centenário. Um grande homem que admirava. Autodidata fazia de tudo. Desde a construção de uma casa até um relógio. De pouca escola escrevia com aquela caligrafia feito arte. Desenhava divinamente. Fez muitos presépios mecanizados.<br />
<span id="more-20165"></span> Morava em São Caetano do Sul-SP, onde um dia cheguei em 1979. Fui muito bem recebido.  Namorava sua filha. Dormia no quarto quando ia à sua casa e a filha dormia na sala.<br />
Vovô Chico estava viúvo fazia uns anos. Avô dos meus dois filhos nascidos em São Caetano do Sul &#8211; numa casa bem posta e confortável -, no respeito, confiança, companheirismo e alegria de viver juntos.<br />
Tudo ele fazia pelos filhos. Pagava Universidade particular se fosse necessário. Comprou piano e telescópio, um desejo da filha.<br />
Na casa um casal de filhos com idades bem diferentes. Ele Arquiteto, e ela Astrônoma.<br />
Na casa da rua Espírito Santo fui muito feliz. Não sentia tanto as intempéries de São Paulo.<br />
Vovô Chico era o orgulho dos filhos e netos. Muito inteligente trabalhou muito tempo na cerâmica dos Matarazzo.<br />
Um aquariano nascido no meu dia. Um sogro que tive. Um homem bom que viveu para a família. Um exemplo.<br />
Há mais de vinte anos esteve em Natal na sua única viagem mais longa. Gostou muito da cidade e dos meus parentes. Subiu o morro do careca e ficou lembrando sempre.<br />
Gostava de ver as ilustrações de Doré, na Bíblia e na Divina Comédia.<br />
Ele também um grande desenhista em bico de pena.<br />
Com ele morro um pouco. Com ele a vida muda e ganha mais um ponto de inflexão.</p>
<p>Meus sentimentos meu querido amigo e avô</p>
]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;O Universo das Linguagens”</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/o-universo-das-linguagens%e2%80%9d/</link>
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		<pubDate>Sat, 24 Jul 2010 01:39:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SBPC]]></category>

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		<description><![CDATA[Por e-mail, o multi pluralista Gustavo de Castro chama atenção para o “Ciclo de Palestras &#8211; O Universo das Linguagens”, “atividade para quem curte televisão, internet, cinema, literatura, música, artes plásticas, e quer saber mais sobre essas linguagens”, inserida na programação da 62ª SBPC. Se ele não fala eu e alguns de vocês passaríamos batidos. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por e-mail, o multi pluralista Gustavo de Castro chama atenção para o “Ciclo de Palestras &#8211; O Universo das Linguagens”, “atividade para quem curte televisão, internet, cinema, literatura, música, artes plásticas, e quer saber mais sobre essas linguagens”, inserida na programação da 62ª SBPC. Se ele não fala eu e alguns de vocês passaríamos batidos. Temas e pessoas super interessantes escaladas para falar. Confiram a programação no link abaixo e vejam se não tenho razão. Sim, Gustavo e Alexis estão no meio dessa rapaziada.</p>
<p><a href="http://www.comperve.ufrn.br/conteudo/sbpc/jovem/universo_linguagens.php" target="_blank">aqui</a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Pra não dizer que eu nunca li Ferreira Gullar</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/pra-nao-dizer-que-eu-nunca-li-ferreira-gullar/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 13:39:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jarbas Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Gullar]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de ter deixado o seu exílio na Argentina, onde escreveu seu Poema Sujo (1976), Ferreira Gullar retornaria ao Brasil e seria preso.Escrevi, por essa época, o SONETO DO RETORNO (OU EM TORNO DO POEMA SUJO) PARA FERREIRA GULLAR, que seria incluído no meu livro CONTRACANTO-Prêmio de Poesia Fundação José Augusto, 1978.O meu livro sairia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de ter deixado o seu exílio na Argentina, onde escreveu seu Poema Sujo (1976), Ferreira Gullar retornaria ao Brasil e seria preso.Escrevi, por essa época, o SONETO DO RETORNO (OU EM TORNO DO POEMA SUJO) PARA FERREIRA GULLAR, que seria incluído no meu livro CONTRACANTO-Prêmio de Poesia Fundação José Augusto, 1978.O meu livro sairia pela Editora da FJA em 1979, diagramação e capa de Francisco Alves da Costa Sobrinho, ex-militante como eu  da Ação Popular.Este livro chegaria às mãos do, hoje, renegado esquerdista FG, através do   professor-doutor em Economia José Brendan Macdonald (UFPB).Iniciativa desse meu amigo, que me achava &#8220;muito modesto&#8221;. Velho Mac,norte-americano, brasileiro naturalizado, descendente de irlandeses, ex-militante do PT. Continua católico e socialista, nunca virou a casaca como Gullar.Do contato de Mac com Gullar, resultou um bilhete desse para mim, elogiando meu soneto.Não guardo mais o bilhete.Foi bom que lhe dessem f im.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O uso do cachimbo pode entortar a boca</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/o-uso-do-cachimbo-pode-entortar-a-boca/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/o-uso-do-cachimbo-pode-entortar-a-boca/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 12:03:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[PSDB]]></category>
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		<description><![CDATA[Maria Inês Nassif
No Valor
A incorporação do discurso udenista ao arsenal dos candidatos à Presidência é tão velha quanto a relativamente nova democracia brasileira. Aliás, até mais velha. O padrão da UDN, criada em 1945 e extinta em 1965 pela ditadura militar que ajudou a implantar, tem interditado o debate político desde a redemocratização, em 1985. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Maria Inês Nassif</strong><strong><br />
No Valor</strong></p>
<p>A incorporação do discurso udenista ao arsenal dos candidatos à Presidência é tão velha quanto a relativamente nova democracia brasileira. Aliás, até mais velha. O padrão da UDN, criada em 1945 e extinta em 1965 pela ditadura militar que ajudou a implantar, tem interditado o debate político desde a redemocratização, em 1985. Em 2010, 35 anos após a sua extinção, ainda é o padrão de discurso oposicionista. 55 anos depois de sua criação, com uma ditadura de 21 anos no meio, volta invariavelmente em períodos eleitorais.</p>
<p><span id="more-20115"></span>O PT cumpriu seu destino de oposição udenista de 1989 a 2002, quando, enfim, tornou-se governo pelo voto direto. No caso, prevaleceu o discurso moral. A partir de 2003, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assumiu o governo, os partidos excluídos do poder assumiram, eles próprios, o udenismo como padrão de comportamento oposicionista. Trazido das eleições anteriores, o udenismo pós-Lula, comandado pelo PSDB e pelo ex-PFL, além da referência moral, vem carregado de conservadorismo. O período pós-2002, com um partido de esquerda no poder, trouxe à cena um padrão UDN completo, com barba, cabelo e bigode: discurso moral, agressividade, anticomunismo e conservadorismo de costumes.</p>
<p>Quase um atavismo: o partido mais udenista da política brasileira, o ex-PFL, hoje DEM, renovou quadros, pôs gente nova à frente da direção e o discurso continua o mesmo. Indio da Costa, o jovem vice-candidato do candidato a presidente pelo PSDB, José Serra, entrou no cenário nacional acusando o PT de ligação com a guerrilha colombiana, as Farc. Além de ser uma afirmação temerária, ela tem por objetivo provocar o velho anticomunismo que todo mundo supunha estar enterrado com o próprio comunismo, depois do fim da União Soviética. Mas isso é mais que um atavismo. É um discurso destinado a uma faixa do eleitorado conservador que rejeita ideologicamente o PT. PSDB e DEM embarcaram na retórica anticomunista para manter um eleitor que já é sua reserva de mercado.</p>
<p>O problema de adotar esse tipo de discurso é que isso provoca confusão de personagens e da história. Por essa retórica, estão a salvo do julgamento da história personagens que até hoje perambulam pela cena política, políticos gestados pela ditadura e que deram apoio ao governo autoritário que matou, torturou, censurou e cerceou os poderes do Legislativo e do Judiciário. Estão a salvo também os que se aliaram a eles – mesmo aqueles que, no passado, tiveram passagens pelos movimentos de resistência à ditadura. Como esse é um discurso maniqueista, traz, implícita ou explicitamente, a condenação àqueles que se opuseram ao regime. A anistia que esse pensamento conservador tanto defende para os agentes públicos que torturaram e mataram é negada aos que lutaram contra o regime militar e permaneceram à esquerda do espectro político depois da redemocratização.</p>
<p>Se a referência for a história, os três candidatos melhor colocados na disputa presidencial estão no mesmo barco. José Serra (PSDB) foi da Ação Popular, um racha da Juventude Universitária Católica (JUC) que flertou com o marxismo e, posteriormente, acabou se incorporando ao PCdoB – embora Serra não tenha se incorporado, ele próprio, à luta armada. Dilma Rousseff fez a opção pela luta armada contra a ditadura e cumpriu alguns anos de cadeia por isso, além de ter sido barbaramente torturada – e embora não tenha participado diretamente de nenhuma ação. Marina Silva militou no Partido Revolucionário Comunista (PRC), já no período em que a oposição havia abandonado a via armada como tática de contraposição ao regime.</p>
<p>Sem o viés conservador, essas informações são muito mais um sinal de que o país cumpre o seu destino democrático do que uma “denúncia”. Graças a pessoas como Serra, Dilma e Marina, o país vive uma democracia. Graças a eles, em outubro acontecerá o primeiro turno das eleições presidenciais. Por causa da luta que eles participaram, alguém será eleito pelo voto direto e secreto. Pela ação de pessoas como eles, a imprensa terá plena liberdade para cobrir o pleito. Os candidatos poderão fazer comícios, ocupar as ruas e falar o que pensam nos palanques, no rádio e na TV.</p>
<p>A eleição de 2010 se deve àqueles que lutaram contra a ditadura, militando no partido de oposição permitido pelo regime, o MDB, ou nos partidos clandestinos que optaram ou não pela luta armada. Isso não é uma denúncia, é uma feliz constatação. O país agradece, comovido, a pessoas como o deputado José Aníbal (PSDB-SP), companheiro de Dilma na Polop; ao candidato ao Senado Aloysio Nunes (PSDB-SP), que militou na ALN; ao candidato ao governo do Rio, Fernando Gabeira (PV), que foi do MR-8. Aos ex-comunistas do velho Partidão, o PCB, organização que rejeitou a via armada – o governador Alberto Goldman (PSDB-SP), o ex-prefeito César Maia (DEM-RJ), o senador Arthur Virgílio Neto (PSDB-AM), o ex-deputado Roberto Freire (PPS-SP), entre tantos outros. Aos hoje petistas que vieram de organizações que optaram pelo confronto armado com a ditadura – José Genoíno (que participou da Guerrilha do Araguaia), José Dirceu, Fernando Pimentel, Marco Aurélio Garcia, Ricardo Zarattini, Rui Falcão, Franklin Martins, Carlos Minc, entre outros. E a outros que botaram a cara para bater mobilizando grandes contingentes de trabalhadores em greves que colocaram profundamente em xeque o regime autoritário – como o próprio presidente Lula.</p>
<p>Deve-se o presente a muitos, muitos mesmo, que hoje apoiam o governo ou estão na oposição, mas igualmente, e no mesmo momento, enfrentaram riscos, viram companheiros morrer, perderam amigos ou pessoas da família – e chegaram, juntos, ao momento em que a sociedade brasileira comemorou a democracia.</p>
<p>Em eleições, existe espaço para qualquer discurso ideológico. Isso é democracia. O que não convém é manipular a história, nem relativizá-la. Não são tantos anos que separam as eleições de 2010 dos movimentos pela democracia, onde muitos tucanos e petistas que hoje se batem estavam no mesmo barco.</p>
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		<title>Espera-me, Irani</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 11:58:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jarbas Martins</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Espera-me, Irani, minha Penélope real.Espera-me em tua varanda de nuvens.Uma Ponta Negra fake e irreal pendura-se em teus olhos.Bem sei, amor, como culpado sou, Ulisses desastrado.Não botei algodão nos ouvidos, na forma correta, como me ensinaram.Por pouco as sereias não me levaram para o seu mar de óleo e dejeto. Na ilha dos Lotófagos quase [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Espera-me, Irani, minha Penélope real.Espera-me em tua varanda de nuvens.Uma Ponta Negra fake e irreal pendura-se em teus olhos.Bem sei, amor, como culpado sou, Ulisses desastrado.Não botei algodão nos ouvidos, na forma correta, como me ensinaram.Por pouco as sereias não me levaram para o seu mar de óleo e dejeto. Na ilha dos Lotófagos quase como a flor do esquecimento.Bem sei como te perturbam as vozes dos condônimos em assembléia.E a minha ausência, claro.E a lâmina cega da especulação imobiliária que te nega o direito à paisagem.Edifícios horrendos brigam entre si, em busca de espaço.Clareiras multiplicam-se no  Morro do Careca. Havia poucas, há sete anos. lembra-te ? Com bom humor toleravas mais minhas ausências e os leves indícios do desmatamento. Uma pequena clareira havia em forma de lua crescente.Achavas, até, linda, e rias. Era delgada como teu lindo dedo, e a desenhavas, no ar,copiando-a. Já não a vês.Desencantaste.Desencantamos.Uma cortina de edifícios, azinhavre e disforia cerra nossa visão.</p>
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		<title>Vergonha que dá</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jul 2010 21:43:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Levino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nicolelis]]></category>

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		<description><![CDATA[Publicado no Novo Jornal
Se eu pudesse teria cavado um buraco para me enterrar, de tanta vergonha. Quer dizer, ainda estaria lá, no buraco, uma semana depois de ler a ótima entrevista feita pelo repórter Wagner Lopes, da Tribuna do Norte, com o neurocientista Miguel Nicolelis. As reclamações e os diagnósticos feitos pelo cientista mundialmente respeitado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/miguel-nicolelis-1.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-20105" title="miguel nicolelis 1" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/miguel-nicolelis-1-100x150.jpg" alt="" width="100" height="150" /></a>Publicado no Novo Jornal</strong></em></p>
<p>Se eu pudesse teria cavado um buraco para me enterrar, de tanta vergonha. Quer dizer, ainda estaria lá, no buraco, uma semana depois de ler a ótima entrevista feita pelo repórter Wagner Lopes, da Tribuna do Norte, com o neurocientista Miguel Nicolelis. As reclamações e os diagnósticos feitos pelo cientista mundialmente respeitado sobre o descaso em que tem padecido, à mercê dos vergonhosos políticos potiguares, é um troço desconcertante. A gente pode listar de várias maneiras as qualificações do que ele cita, a saber, o descumprimento reiterado de promessas que ajudariam a desenvolver um importante centro de estudos científicos no Rio Grande do Norte: falta de visão, falta de espírito público, falta de interesse. Mas, bem, eu fico com a opção que, penso, melhor resume tudo: falta de vergonha na cara. Geral, ampla e irrestrita, sem distinguir cor partidária ou mise en scène ideológico. <span id="more-20104"></span>Quando, no começo dessa década, Nicolelis, brasileiro radicado nos EUA e professor com todas as loas da Universidade de Duke, onde desenvolve pesquisas de neurociência que podem mudar a história da medicina e da ciência através de novos tratamentos para doenças hoje consideradas incuráveis, como as degenerativas, decidiu estabelecer em Natal a sua filial de estudos brasileira, o mundo acadêmico voltou seus holofotes para este torrão de terra sem norte. Era uma luz, uma iniciativa esplêndida, tão maravilhosa que só podia ter partido de alguém de fora. As primeiras moscas foram engolidas pela imprensa local e pelos políticos, quando na inauguração do centro de estudos deu-se a presença de Henrique Meirelles, presidente do Banco Central do Brasil, e da milionária Lily Safra, que doou como pessoa física estimados um milhão de dólares para o fomento das pesquisas e assistência educacional que o cientista promove em Macaíba e em Natal. De última hora, à guisa de reparar o descaso, correram aos pés de Nicolelis prometendo mundos, fundos e tudo que até então, e até aqui, não conseguiram cumprir. Uma estrada asfaltada, saneamento, apoio da iniciativa privada, em troca de ciência, conhecimento, saber, um novo futuro para uma geração de crianças e jovens que deveriam ser atendidos numa parceria entre o poder público e o centro de neurociências. O resultado disso tudo? A desilusão estampada no rosto do cientista, que qualquer dia desses sai da Suécia com um Prêmio Nobel, mas não consegue arrancar do governo do estado e do município uma ação em prol do que se propõe. É uma vergonha avassaladora e, digo mais, é inútil que sejam reclamados e cobrados Wilma, Iberê, Micarla, Carlos Eduardo, Rosalba, Garibaldi, Zé Agripino. A coisa continuará como está, porque é e sempre foi mais importante investir no pão e circo que em conhecimento. A lógica do voto de cabresto pouco crítico permanece sendo levada adiante a ferro, fogo e muita enrolação, cujo saldo será o pior possível nos próximos anos, com todos os maganos acima citados desfrutando as benesses do poder e mamando nas tetas gordas do governo enquanto este pobre Rio Grande sem norte segue na rabeira da educação, do conhecimento, do progresso e, em resumo, da civilização.</p>
<p><strong>Vergonha que dá II</strong></p>
<p>Do ponto de vista jornalístico, a entrevista de Nicolelis é um dos achados do ano na imprensa potiguar. Pelo timing, pela pauta, pelas perguntas corajosas. Expôs, de maneira límpida e sem precisar recorrer a expedientes meramente declaratórios entre contendentes da disputa eleitoral, o nível baixo e rebaixado de todos os que entraram na recente disputa tendo nas costas a responsabilidade pelo descaso com que o centro de estudos de Miguel Nicolelis vem sendo tratado desde que aqui se instalou. Do ponto de vista político, é sem dúvida o turning point, como dizem os americanos, dessa campanha política. Ou deve ser, a não ser que a imprensa, entre acoitados e xeleléus, decida calar e seguir adiante com suas orelhinhas e preás, fazendo vista grossa ao absurdo que foi revelado pela Tribuna do Norte. Se isso não for suficiente para pautar o debate (existe?) entre os candidatos no Rio Grande do Norte, o que haverá de ser? Quem se habilitará a reconhecer erros e comprometer-se a repará-los, imbuindo esforços para que a crítica de Nicolelis torne-se obsoleta? Haverá homem de coragem ou mulher de luta que se disponha a tal?</p>
<p><strong>Vergonha que dá III</strong></p>
<p>Um dos aspectos que mais me chamou a atenção no rosário de reclamações de Nicolelis foi a dificuldade em manter parcerias duradouras a longo prazo com a iniciativa privada local. Quer dizer, é uma questão cultural? Também. E é de se lamentar vivamente. É assombroso que uma brasileira morando na Europa que até então nunca tinha posto os pés em Natal se disponha a doar um milhão de dólares enquanto os que aqui se encontram e arrotam suas riquezas em caminhonetas 4&#215;4 e festas promovendo o supra-sumo da breguice, incultos e incautos, não compreendam a oportunidade de vincular, mesmo que com interesses meramente mercantilistas, já que consciência é coisa rara por aqui, o nome físico ou jurídico à nata do conhecimento científico mundial. O que me faz pensar nas dezenas de bibliotecas e laboratórios científicos montados nos EUA com dinheiro de famílias abastadas, pelo simples prazer de colaborar com o conhecimento. Daí penso de volta na realidade potiguar e, de novo, se pudesse cavar um buraco e me enterrar, era o que fazia agora mesmo. Dá muita vergonha.</p>
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		<title>Conversa de Bambas</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jul 2010 14:40:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Elton Medeiros]]></category>
		<category><![CDATA[Paulinho da Viola]]></category>

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		<description><![CDATA[Nos 80 anos de Elton Medeiros, convidamos seu parceiro Paulinho da Viola para falar de samba.
aqui
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Nos 80 anos de Elton Medeiros, convidamos seu parceiro Paulinho da Viola para falar de samba.</p>
<p><a href="http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,elton-medeiros-e-paulinho-da-viola-conversa-de-bambas,584366,0.htm" target="_blank">aqui</a></p>
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		<title>Crítica literária, uma transgressão passadista?</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jul 2010 01:24:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Natal consagrou, por exemplo, a crendice do já-teve e a ideia de que não  existe mais crítica literária entre nós.
De Nelson Patriota, em sua coluna.Posts
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Natal consagrou, por exemplo, a crendice do já-teve e a ideia de que não  existe mais crítica literária entre nós.</p>
<p><strong>De Nelson Patriota, em sua coluna.</strong><a class="wp-has-submenu wp-has-current-submenu wp-menu-open open-if-no-js menu-top menu-top-first" tabindex="1" href="edit.php">Posts</a></p>
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		<title>Crítica literária, uma transgressão passadista?</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jul 2010 01:21:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nelson Patriota</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[A cidade de Natal costuma consagrar e desconsagrar muita coisa, ao contrário do que escreveu o mestre Luís da Câmara Cascudo, num tempo mais compatível com a neutralidade e a indiferença, talvez pelo fato de que Natal era, naquela época, uma província minúscula e destituída de malícia.
Natal consagrou, por exemplo, a crendice do já-teve e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A cidade de Natal costuma consagrar e desconsagrar muita coisa, ao contrário do que escreveu o mestre Luís da Câmara Cascudo, num tempo mais compatível com a neutralidade e a indiferença, talvez pelo fato de que Natal era, naquela época, uma província minúscula e destituída de malícia.</p>
<p>Natal consagrou, por exemplo, a crendice do já-teve e a ideia de que não existe mais crítica literária entre nós. Pode ser, então, que aquilo que alguns supõem ser crítica literária não passe de uma miragem provocada por estes tempos que alucinam não só os termômetros&#8230; Pelo sim, pelo não, restos de crítica literária ainda ocupam nichos muito específicos da imprensa escrita, como esta brava TRIBUNA DO NORTE pode testemunhar. E o artigo que publicamos na semana retrasada neste <em>Quadrante</em>, parece ter desencadeado uma onda de indignação entre certas pessoas exatamente por assemelhar-se em demasia com um exercício (certamente caduco) de crítica literária.</p>
<p>Depois de uma repercussão positiva, postada na edição eletrônica da TN e, em seguida, no sítio <a href="../../../../../">www.substantivoplural.com.br</a>, uma série de comentários indignados foi lançada contra o artigo. Felizmente, porém, não de forma unânime, muito menos de forma razoável, vez que sua motivação se deveu pura e simplesmente a dar expressão à indignação mais gratuita pelo fato de o artigo submeter o livro “Espelho quebrado”, do escritor Lima Neto, a um ensaio de crítica literária. E, consequentemente, pôr a nu, conforme nossa óptica, algumas de suas fraquezas. Felizmente, outros leitores souberam reconhecer no texto tão somente considerações acerca do livro, não petardos lançados contra o seu autor. Não deveria ser esse o princípio basilar da crítica literária, tal como era feita no tempo de Cascudo?</p>
<p>Os leitores indignados poderiam ainda ter invocado o velho adágio natalense, de que “não existe crítica literária entre nós”. A suposta crítica que portava nossa assinatura ver-se-ia transformada, de imediato, numa mera algaravia inócua e se evitaria a ressurreição desse fantasma obsoleto e recalcitrante. Nem seria um agravante maior a confissão de que aqueles que se mostravam indóceis confessassem que, ou não haviam lido o referido livro, ou ainda não teriam concluído sua leitura.</p>
<p>Coerente com a opinião unânime que os irmanava, o coro dos indignados preferiu não detalhar as razões de sua querela contra o nosso artigo, preferindo refugiar-se na cômoda condição de admiradores do autor de “Espelho quebrado”, solidários, portanto, com tudo que ele porventura escreveu. Assumindo tal posicionamento, como poderiam admitir que o livro em litígio pudesse ter uma que fosse de suas deficiências em exposição? Isso seria, talvez, incorrer no erro nosso, de tentar fazer crítica literária numa cidade onde essa prática foi decretada como extinta. E ai de quem tentar contrariá-la!</p>
<p>Por inesperada que tenha sido, o fato é que a polêmica em torno de “Espelho quebrado” não terá durado mais do que uma semana, conforme cremos otimisticamente. E aqui é necessário agradecer a intervenção do próprio Lima Neto, preocupado com a intemperança de seus admiradores, todos em débito com ele por não terem lido o seu livro, que tanto admiram.</p>
<p>O apelo do consciencioso autor foi justamente nessa direção: como um guru que se dirige a seus seguidores, magnetizando-os com seu carisma ímpar, ele lhes exortou a que cessassem, por favor, a arenga em torno do livro e o lessem, de uma vez por todos. Essa seria a maneira mais simpática de elogiarem o seu “Espelho quebrado”, cujos cacos (a alegoria é inspirada em intervenção assinada pelo escritor João da Mata Costa), como naquele conto de Andersen, parecem confundi-los quando os aproximam dos olhos. Resta ao autor a certeza de que nós o lemos, ele e eu. Como estamos empatados em pontos não coincidentes, ele agradeceria um desempate de seus admiradores. Agora, portanto, é com eles, como diria Pilatos.</p>
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		<title>Revisão sem sustentação científica</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jul 2010 19:38:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[
Por Fábio de Castro
A revisão do Código Florestal brasileiro, em votação no Congresso Nacional, está provocando sérias preocupações na comunidade científica e suscitando diversas manifestações no Brasil e no exterior. Com uma possível aprovação do relatório que propõe mudanças na legislação ambiental, o Brasil estaria “arriscado a sofrer seu mais grave retrocesso ambiental em meio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/floresta.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-20037" title="floresta" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/floresta.jpg" alt="" width="500" height="336" /></a></strong></p>
<p><strong>Por Fábio de Castro</strong></p>
<p>A revisão do Código Florestal brasileiro, em votação no Congresso Nacional, está provocando sérias preocupações na comunidade científica e suscitando diversas manifestações no Brasil e no exterior. Com uma possível aprovação do relatório que propõe mudanças na legislação ambiental, o Brasil estaria “arriscado a sofrer seu mais grave retrocesso ambiental em meio século, com consequências críticas e irreversíveis que irão além das fronteiras do país”, segundo carta redigida por pesquisadores ligados ao Programa Biota-FAPESP e publicada na revista Science.</p>
<p><a href="http://www.agencia.fapesp.br/materia/12481/especiais/revisao-sem-sustentacao-cientifica.htm" target="_blank">aqui</a></p>
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		<title>Notícias para Tácito</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jul 2010 12:58:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Iracema Macedo]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Iracema Macedo
Querido Tácito, como está? Tentei me cadastrar aqui mas acho que não consegui, tentarei depois. Bom queria só noticiar que entrei no mundo dos blogs. Sou uma aprendiz, ainda estou começando muito devagar. Quando quiser me visitar, olha aí  o endereço http://foliasofia.blogspot.com
Um grande abraço, saudades
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/iracema-macedo.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-20026" title="iracema macedo" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/iracema-macedo.jpg" alt="" width="91" height="162" /></a>Por Iracema Macedo</strong></p>
<p>Querido Tácito, como está? Tentei me cadastrar aqui mas acho que não consegui, tentarei depois. Bom queria só noticiar que entrei no mundo dos blogs. Sou uma aprendiz, ainda estou começando muito devagar. Quando quiser me visitar, olha aí  o endereço <a href="http://foliasofia.blogspot.com">http://foliasofia.blogspot.com</a></p>
<p>Um grande abraço, saudades</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Como enriquecer na política</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/como-enriquecer-na-politica/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Jul 2010 20:03:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo de Castro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[DEM]]></category>
		<category><![CDATA[Fábio Farias]]></category>
		<category><![CDATA[Felipe Maia]]></category>

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		<description><![CDATA[A revista Época desta semana (19.07.2010) traz uma lista dos candidatos que mais enriqueceram em seus mandatos. Segundo levantamento feito pela revista a partir do patrimônio declarado ao TSE, em 17o. lugar aparece o Dep. Fábio Farias (PMN) que, em quatro anos, enriqueceu 98%, pulando de um patrimônio de R$ 248 mil para R$ 1,9 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/felipe-maia.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-20014" title="felipe-maia" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/felipe-maia-115x150.jpg" alt="" width="97" height="127" /></a>A revista Época desta semana (19.07.2010) traz uma lista dos candidatos que mais enriqueceram em seus mandatos. Segundo levantamento feito pela revista a partir do patrimônio declarado ao TSE, em 17o. lugar aparece o Dep. Fábio Farias (PMN) que, em quatro anos, enriqueceu 98%, pulando de um patrimônio de R$ 248 mil para R$ 1,9 milhão. O Dep. Felipe Maia &#8211; <em>foto</em> (DEM) também aparece na lista como um dos que mais acumulou dinheiro. Em quatro anos aumentou o seu patrimõnio em R$ 3,5 milhões. Em 2006 ele declarou R$ 3,8 milhões. Hoje ele está com R$ 7,4 milhões.</p>
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		<title>&#8220;Mal-entendidos na radiodifusão&#8221;</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Jul 2010 21:05:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Eugênio Bucci
Estadão
O tema da liberdade de imprensa voltou ao noticiário de duas semanas para cá. O mote, desta vez, foi um trecho do programa de governo que a candidata Dilma Rousseff entregou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com críticas aos meios de comunicação e à imprensa. Depois de reações negativas, o texto foi substituído [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Eugênio Bucci<br />
Estadão</strong></p>
<p>O tema da liberdade de imprensa voltou ao noticiário de duas semanas para cá. O mote, desta vez, foi um trecho do programa de governo que a candidata Dilma Rousseff entregou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com críticas aos meios de comunicação e à imprensa. Depois de reações negativas, o texto foi substituído por outro mais ameno, mas as queixas continuaram. Então, no sábado passado, dia 10, este jornal noticiou que uma terceira versão do documento será apresentada em breve. Deixemos de lado as trapalhadas programáticas dos partidos (o PSDB também registrou no TSE um texto provisório, ou seja, também nisso José Serra anda empatado com Dilma). Fixemo-nos no cerne da discussão, que até hoje não foi equacionada entre nós: a democracia na comunicação social e suas relações com o Estado.</p>
<p><span id="more-19990"></span>Nesse campo, há mal-entendidos e más intenções desorientando a opinião pública. Um dos equívocos mais pitorescos é esse de achar que qualquer proposta para modernizar a lei na área da radiodifusão é uma esquisitice de esquerdista. Não é. A regulação desse setor é uma exigência estrutural da sociedade de mercado. As democracias mais estáveis do planeta já fizeram sua lição de casa. Os Estados Unidos, por exemplo, cuidaram do assunto na década de 30 do século passado, com a criação da Comissão Federal das Comunicações (FCC). Essa agência reguladora tem dois objetivos centrais: proteger, no plano econômico, a concorrência saudável entre as empresas e estimular, no plano cultural e político, a diversidade de vozes e de opiniões. Por isso ela age para inibir a formação de oligopólios e monopólios que inviabilizem a livre concorrência e a pluralidade do debate público.</p>
<p>No Brasil, não temos nada parecido. Houve, é bem verdade, uma única tentativa. Nos anos 90, Sérgio Motta, ministro das Comunicações no primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso, criou uma comissão &#8220;suprapartidária&#8221; para redigir um projeto de lei. O documento, que não tinha nada de esquerdista, procurava conter as práticas monopolistas e os malefícios da propriedade cruzada dos meios de comunicação. A propriedade cruzada pode ser danosa – ao menos segundo a mentalidade antitruste, que inspirou a criação da FCC nos Estados Unidos – quando um só grupo econômico, numa mesma região, controla o maior canal de TV aberta, o maior jornal diário, a maior emissora de rádio, e assim por diante, de tal forma que passa a dominar a pauta do debate público e o mercado publicitário. Por isso as legislações democráticas impõem limites à propriedade cruzada – limites que, naturalmente, variam no tempo, dependendo da natureza dos negócios e dos avanços tecnológicos. No Brasil, infelizmente, a ideia de Sérgio Motta não prosperou. Ele morreu em 1998. Seu projeto morreu junto.</p>
<p>Agora, que um ou mais partidos voltem a tocar o assunto não é ruim. O tema tem pertinência. O complicado é que ele acabou sequestrado por um discurso um tanto assembleísta, demagógico e governista. Seus adeptos acalentam a ilusão de que um governo que assumir parte da condução editorial dos meios de comunicação fará um bem para a sociedade e poderá &#8220;compensar&#8221; a &#8220;desinformação&#8221; promovida pela &#8220;mídia privada&#8221;. Esse caminho é a treva. Não apenas ele não vai &#8220;democratizar os meios&#8221;, como vai piorá-los. Governo bom é governo que fica longe dos &#8220;meios&#8221; – dos privados, dos comerciais e, principalmente, dos públicos.</p>
<p>Leis e agências para regular o mercado existem em todo o mundo democrático e não ferem a liberdade de expressão de ninguém. Outra coisa bem distinta é confiar à autoridade estatal a função de editar o jornalismo. O nome dessa outra coisa é autoritarismo inócuo. Inócuo, sim, porque até hoje ninguém foi capaz de inventar um decreto, lei ordinária ou norma constitucional que seja capaz de fabricar &#8220;bom&#8221; jornalismo. Ao contrário: toda interferência estatal nessa esfera resultou em males muito piores do que aqueles que ela prometia remediar.</p>
<p>O aparelho de Estado é incompetente – nos dois sentidos da palavra – para &#8220;melhorar&#8221; o nível do jornalismo: o Judiciário não serve para isso (a censura judicial, aliás, não melhora nada nos jornais, só piora), o Executivo deve ficar longe e, quanto ao Legislativo, para lembrarmos aqui o princípio consagrado na célebre Primeira Emenda à Constituição dos Estados Unidos, de 1791, ele não deve legislar contra a liberdade de imprensa.</p>
<p>A despeito do que deveria ser óbvio, os autoritários – tanto os de esquerda como os de direita, que nisso são idênticos – acreditam que a discricionariedade do burocrata estatal pode &#8220;compensar&#8221; os abusos dos meios privados. Pensam que a verdade é uma média aritmética entre duas distorções. Para eles, a liberdade de imprensa não é um ponto de partida – incondicional e universal por definição, como direito humano que é –, mas um prêmio que se dá ao jornalista de bom comportamento (bom comportamento na opinião deles, bem entendido). Não sabem que a Primeira Emenda, assim como a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, na França, em 1789, veio não para condecorar a reportagem objetiva, fidedigna, equilibrada e de bom gosto, mas para assegurar a liberdade de expressão de todos, independentemente de qualquer juízo prévio sobre a &#8220;qualidade&#8221; dessa expressão. Não sabem que a liberdade ou é para todos, independentemente da opinião dos governantes, ou não é liberdade para ninguém.</p>
<p>Quem não entende o sentido da liberdade não tem credenciais para falar de regulação do mercado de rádio e TV. Mas o tema não pode ser refém desses aí. A ausência de uma legislação moderna para o setor de radiodifusão é um déficit grave da nossa democracia. Superá-lo é uma tarefa urgente, e essa tarefa só poderá ser cumprida por quem sabe respeitar a liberdade – inclusive a liberdade dos crentes em mal-entendidos e dos pregadores das más intenções.</p>
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		<title>Brasilianistas analisam sucessão</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Jul 2010 15:17:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Na FSP
Brasilianistas veem Serra e Dilma parecidos, e governo Lula, continuísta.
aqui
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Na FSP</strong></p>
<p>Brasilianistas veem Serra e Dilma parecidos, e governo Lula, continuísta.</p>
<p><a href="http://www1.folha.uol.com.br/poder/768523-brasilianistas-veem-serra-e-dilma-parecidos-e-governo-lula-continuista.shtml" target="_blank">aqui</a></p>
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		<title>Bom dia</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Jul 2010 14:17:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ednar Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[
Bom dia, queridos amigos pluralistas!
Uma bela manhã de domingo, nesta paisagem &#8220;cinza&#8221; e urbana que nos faz lembrar Londres. Hoje minha postagem é deixar aqui a todos os amigos, beijos e abraços, paz para todos nós.
Estou indo abraçar o mar e trazer de lá versos salgados, para temperar a vida.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://images.orkut.com/orkut/photos/OgAAAANwkFwbmvQQZZUbnZFRcQZtaGnJ_61Z7HpQ6E1oBiTxBCRZPwRzNN8P9fXr39IfnSbYHjzWXfc18PZH-H-UTl0Am1T1UAF7ApguuhKGZ8i2kPEqFiAJQGkv.jpg" alt="Mar" width="479" height="240" /></p>
<p>Bom dia, queridos amigos pluralistas!</p>
<p>Uma bela manhã de domingo, nesta paisagem &#8220;cinza&#8221; e urbana que nos faz lembrar Londres. Hoje minha postagem é deixar aqui a todos os amigos, beijos e abraços, paz para todos nós.</p>
<p>Estou indo abraçar o mar e trazer de lá versos salgados, para temperar a vida.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Prêmio da ABL recebe críticas</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Jul 2010 11:54:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Denise Bottmann]]></category>
		<category><![CDATA[Milton Lins]]></category>
		<category><![CDATA[tradução]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Guilherme Freitas
Prosa e Verso &#8211; O Globo
Com entrega marcada para dia 20, o prêmio literário de tradução da Academia Brasileira de Letras tem provocado polêmica entre os profissionais da categoria desde o anúncio, em junho, do vencedor: o pernambucano Milton Lins, pela série em três volumes “Pequenas traduções de grandes poetas”, com versões de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Guilherme Freitas<br />
Prosa e Verso &#8211; O Globo</strong></p>
<p>Com entrega marcada para dia 20, o prêmio literário de tradução da Academia Brasileira de Letras tem provocado polêmica entre os profissionais da categoria desde o anúncio, em junho, do vencedor: o pernambucano Milton Lins, pela série em três volumes “Pequenas traduções de grandes poetas”, com versões de originais em inglês, francês e espanhol. Elogiadas pelo júri formado pelos acadêmicos Carlos Nejar, Ivan Junqueira e Evanildo Bechara como “preciosas antologias da melhor poesia que se escreveu na literatura ocidental desde o século XVI”, as obras foram criticadas por tradutores, que apontam erros básicos em diversos textos da série, editada por conta própria por Lins.</p>
<p><span id="more-19926"></span>Os primeiros protestos vieram da tradutora Denise Bottmann, autora do blog “Não gosto de plágio” (&lt;http://naogostodeplagio.blogspot.com/&gt;), que listou uma série de erros básicos de vocabulário, como no poema “Zona”, de Apollinaire, no qual a expressão “les hangars de Port-Aviation” (os hangares [do aeroporto] de Port-Aviation) vira “o hangar de algum Porta-Avião”. Denise criticou também escolhas “infelizes” de Lins, como em “Vénus anadyomène”, de Rimbaud, onde o verso “Belle hideusement d’un ulcère à l’anus” é vertido como “Tem úlcera — que horror! — ao pé do fiofó”. As críticas foram endossadas por outros tradutores, como Jorio Dauster e Ivo Barroso.</p>
<p>Em entrevista por e-mail, Denise lamenta a posição pública tomada pela ABL:</p>
<p>— Entendo que o prêmio de tradução de 2010, concedido a uma obra que nada tem de plágio, mas que peca por falta de requisitos mínimos de qualidade tradutória, é um acinte. A ABL deu uma bofetada em público no ofício da tradução, perante toda a sociedade — diz Denise.</p>
<p>O prêmio de tradução da ABL, que confere R$ 50 mil ao vencedor, foi entregue desde 2003 a profissionais de renome, como Boris Schnaiderman, Eduardo Brandão e Bárbara Heliodora. Procurada pelo GLOBO, a ABL preferiu não comentar as críticas.</p>
<p>Se por um lado lamenta a decisão da ABL, Denise elogia em seu blog iniciativas de editoras que têm demonstrado maior reconhecimento aos profissionais do meio. Comemora a decisão da Civilização Brasileira de publicar uma página com perfis dos tradutores do recém-lançado “Papéis inesperados”, de Julio Cortázar (Ari Roitman e Paulina Wacht), prática já habitual na editora Hedra:</p>
<p>— A médio e longo prazo, boa parte da credibilidade de uma editora se funda na qualidade de suas traduções.</p>
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		<title>O Big Brother da “Gestão de Mídia”</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Jul 2010 19:04:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Carlos Alberto Barbosa
Release da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana fala do monitoramento do trânsito de Natal, através de câmeras instaladas em pontos estratégicos da cidade pela prefeitura de Natal. O Big Brother da “Gestão de Mídia” agora vai poder ser acompanhado pelo cidadão. O release diz que “a disponibilização das imagens para a população [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Carlos Alberto Barbosa</strong></p>
<p>Release da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana fala do monitoramento do trânsito de Natal, através de câmeras instaladas em pontos estratégicos da cidade pela prefeitura de Natal. O Big Brother da “Gestão de Mídia” agora vai poder ser acompanhado pelo cidadão. <span id="more-19910"></span>O release diz que “a disponibilização das imagens para a população faz parte do trabalho de preparação que a prefeitura já iniciou visando melhorar a cidade para a Copa do Mundo 2014. Investimentos em obras de trânsito e transporte serão acompanhados também de inovações tecnológicas para facilitar a vida do cidadão”. Bom, muito bom! Será que a Fifa já está sabendo disso, que os visitantes que supostamente estarão na capital potiguar para a Copa 2014 serão filmados? Que se alguém mijar na rua – os holandeses costumam fazer isso – será flagrado através das câmeras instaladas para observar o trânsito? Acho que a prefeitura deveria ter outras prioridades que não instalar um Big Brother. As casas instaladas no Morro do Tirol dentro do Parque das Dunas, por exemplo, até hoje não foram retiradas de lá e é porque existe uma ação no Ministério Público estadual. Outro dia falei com a prefeita no twitter sobre o assunto e ela disse que iria se inteirar e depois me dava um retorno. Aguardo até hoje.  Os canteiros das principais avenidas de Natal oramentados na gestão passada e que a atual administração não cuida. A grama já está morrendo por falta d`água. Isso porque a atual administração natalense é do Partido Verde, ou seja, “defensor” do meio ambiente. O morro do Tirol está sendo devastado. Os canteiros quase sem grama, e a “Gestão de Mídia” achando que fazendo um Big Brother o trânsito vai melhorar. Santa paciência!</p>
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