Categoria: Poesia

Vagalume da Paz

4 de fevereiro de 2012 às 8:12 | 2 Comentários
Por Romana Alves

Vaga vagalume
Venha em cardume
O mundo está escuro!
Vire luz
Traga paz

Juan Ramón Jiménez: “Soledad” / “Solidão”

3 de fevereiro de 2012 às 11:25 | 1 Comentário

Tradução de Antonio Cicero
No blog Acontecimentos

En ti estás todo, mar, y sin embargo,
¡qué sin ti estás, qué solo,
qué lejos, siempre, de ti mismo!

Abierto en mil heridas, cada instante,
cual mi frente,
tus olas van, como mis pensamientos,
y vienen, van y vienen,
besándose, apartándose,
con un eterno conocerse,
mar, y desconocerse.

Eres tú, y no lo sabes,
tu corazón te late y no lo siente…
¡Qué plenitud de soledad, mar solo!

*********

Em ti estás todo, mar, e contudo
como estás sem ti, e só,
e longe, sempre, de ti mesmo!

Aberto em mil feridas, cada instante,
qual minha fronte,
tuas ondas vão, como meus pensamentos,
e vêm, vão e vêm,
beijando-se, separando-se,
num eterno conhecer-se,
mar, e desconhecer-se,

És tu e não o sabes,
teu coração te late e não o sente…
Que plenitude de solidão, mar só!

JIMÉNEZ, Juan Ramón. “Soledad”. In: RICO, Francisco (org.). Mil años de poesía española. Antologia comentada. Barcelona: Planeta, 1996.

Tarrafas

1 de fevereiro de 2012 às 17:18 | 4 Comentários
Por Luiz Penha

Em homenagem ao folclorista Deífilo Gurgel, o poema Tarrafas, de sua autoria, musicado pelo meu amigo e parceiro musical, Iúri de Andrade. Ambos já não partilham de nossa convivência.

TARRAFAS – Deífilo Gurgel

À sombra do cajueiro que floresce junto ao mar
Paciente o pescador tece a rede de pescar
Enquanto a mão se entretece nesse mister singular
Outra mão por trás do tempo vai tecendo sem cessar
A tarrafa que algum dia, vai pescar o pescador
Juntamente com seu tédio, seu sorriso e sua dor.

E tece com tal mestria essa tarrafa de vento
Que o pescador nunca pensa, quando pesca o seu sustento
Que a morte o está pescando, lentamente, dia a dia
Nessa embora inevitável, invisível pescaria.

Fio de luz

1 de fevereiro de 2012 às 8:03 | 4 Comentários
Por Ednar Andrade

fio de luz

Naquela noite, juro.
Peguei na mão do silêncio,
Beijei a gelada boca da pergunta…
Parecia partir… Romper o fio.

Depois de alguns muitos passos,
Ergui a cabeça e o peito.
Abracei novas incertezas:
Seguir é rumo.

Sussurro, nem sempre é gozo.
Nenhuma alegria é permanente,
Agora é antes, depois é sempre…

Só o agora é urgente.
Eu sou, tu és,
Rio corrente.

verdadeiramente

31 de janeiro de 2012 às 8:18 | 1 Comentário
Por Oreny Junior

a verdadeira tela
está na tinta
jogada na atmosfera
na evaporação da ideia
não querida
despercebida
o verdadeiro poema
está na pre formação
da palavra
de um feto não gerado
é a imagem no branco
quando não vejo palavra
nem letra
nem ideia
só a canção
ouvida no âmago
da alma

Todas as poesias do mundo

30 de janeiro de 2012 às 8:24 | 2 Comentários
Por Romana Alves

À querida amiga poeta Anne

Todas as poesias do mundo
Não dão conta
De um sentimento sozinho
Sagrado
De tão fino
Invisível
Profano
De tão humano
Insano
Basta um
Para suar palavras e fazê-las inócuas
Cansadas
Sem fala
Vazias como bacias sem água
Elas devaneiam e tentam molhar em vão
O imensurável abstrato que existe
Num seco papel
De um concreto poeta triste

Setembro

28 de janeiro de 2012 às 8:32 | 1 Comentário

Por Eucanaã Ferraz

Nunca mais será setembro,
nunca mais a tua voz dizendo
nunca mais, eu lembro,

nunca mais, eu não esqueço,
a pele, nunca mais,
o teu olhar quebrado,

dividido, vou esquecê-lo,
é o que te digo, nunca mais
a minha mão no teu sorriso,

a tua voz cantando,
vou apagá-la para sempre,
e os nossos dias, setembro, lembro

bem, dentro a tua voz dizendo não
(ouço ainda agora), como se quebrasse
Um copo, mil copos, contra o muro.

Rasgarei o que não houve, o que seria,
mesmo que tudo em mim me diga não
(e diz), mas é preciso.

Como não se pensa mais um pensamento,
quero, prometo:
nunca mais será setembro.

*******

FERRAZ, Eucanaã. Cinemateca. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

Húmus

27 de janeiro de 2012 às 9:40 | 3 Comentários

Por Carlos Gurgel

procuro
o tempo todo
pelo sorriso de criança
quando me despedia da lua
todo dia quando visitava voce

hoje
ao redor do sol
colho
sementes
áridas
ásperas

como se fosse a vida
se despedindo do que a terra
me oferece
como relíquia de um tempo que se foi.

Tentativa I

26 de janeiro de 2012 às 9:03 | 4 Comentários

Por Regiane de Paiva

Meu corpo não encerra em si a extensão do que é,
ele se descobre no silêncio dos teus e dos meus ais.
Ele se cria naquilo que inventas
e se renova
quando tu reinventas um laço preso e refeito em dermes.
Não é meu o corpo quando em ti se aninha.
Ele ganha vida própria:
mãos, boca, pés, língua, voz…
Salta, corre, brinca, pousa
se despedaça em mil desejos
e se regenera no sufoco do teu gemido.
Solto na lida, é apenas mais um corpo que resiste.
Preso na tua carne,
rompe o túmulo e esmaga fantasmas,
flutua às margens do delírio
e sossega confiante no abismo do teu sussurro…

noturno da avenida jaguarari

24 de janeiro de 2012 às 9:22 | 2 Comentários
Por Nina Rizzi

quando fui a ser-te
deixei de dançar aos passos do sul

a doença como virtude em si mesma.
sem explicação.

se eu fosse arquiteta, poderia ser arquiteta, mas não
enfurnada numa casa que deram por minha
no salto que me fizeram areia entre os dedos

tenho brincado de muitas coisas, um empreguinho de vilanias
ainda e de novo, convale-sendo, me enganado e ao outro.

quando não podia a palavra dizer, dançava

agora olha, eu minto. eu não sei esse nada
as colagens, a pintura, o concerto, a partitura

digo – te amo, a tudo que é parede, elas me sabem. eu não
tenho saudade de nenhum parente, mas de tudo o que não pude ter sido
o tempo que não passou, os dentes furados da escavação e a geografia afetiva.

eu sei o banho e as baratas. eu sei o acordar, abrir os olhos
eu sei a lembrança persistente de alguma extinta irmandade quando capotava.

TEMOS DEIXADO MUITAS COISAS PRA DEPOIS

o arroz mofado por jogar fora, os cacos do cinzeiro por juntar, fazer amor
encontrar um rio pra ter o filho com fluidez, se afogar e se deixar a-

deus,

desnorteada, que vim a ser-me?
*

Depois

23 de janeiro de 2012 às 9:50 | 1 Comentário
Por Ednar Andrade

dominó

Respirar, viver, lutar,
Dormir e acordar,
Quem sabe,
De repente,
Apenas silenciar.
E depois do silêncio.
E depois?
Será que tudo valeu?
E se valeu, valerá?
Chegar, partir, querer, amar,
Sorrir, sonhar, seguir, voltar,
Desistir, odiar.
E depois?
Quando o silêncio
For a única canção,
Quando nada
For o abrigo que restar,
Valeu, ser e ter tudo
E não lembrar?
As interrogações
Serão sempre pontos,
Traços e finais.

ex (centrifico)

22 de janeiro de 2012 às 12:09 | 1 Comentário
Por João da Mata

E assim a roda da vida vai centrifugando.
Esmagando no convés da nau do isolamento
Os outsiders, os chamados excêntricos.
Claro, dali eles foram apartados – e exilados.
Procuram vozes desaparecidas. Deliram
Arranjam casamentos com vestidos tecidos com o fio de Ariadne.
Inútil procurar aqui a pureza.
As parcas cochicham
E a solidão vai num vórtice que se afasta do centro

carnaval em chernobyl

21 de janeiro de 2012 às 9:26 | 8 Comentários

Por Lobo Errático

falves silvas insolenes
atravessam, diáfanos
a luz deficiente que nos banha as casas
e ruínas,
enquanto eu fumava pedra
na manhã rarefeita

quem te assassinou, cidade,
desde á paixão-mulher de moacy?
e por que você sobreviveu?

quem te assassinou, cidade,
desde a saúdade de civone?
e pra que você sobreviveu?

Alameda das Paixões

20 de janeiro de 2012 às 8:19 | 7 Comentários

Por Carlos Gurgel

vislumbro versos velhos
aqui
do alçapão onde estou
multiplicam-se multidões de moucos e mudos morros

encaixoto meus pares
valso pela vastidão dos museus
o urro de um javali que morre

debalde
tudo desaproveitado
é como um sinal avermelhado de covardia

planos são tão poucos e porcos
vou como se fosse vídeo

e o verso que do início envelheceu
floresce
como uma pólvora
recheada de lágrimas e compressas.

mi nina, rizzi (passa tempo)

19 de janeiro de 2012 às 10:56 | 3 Comentários
Por José de Paiva Rebouças

nina, faz um poema para mim?
não precisa ser lírico nem nada
só peço que ele tenha palavras
não como essas,
palavras, assim… como se diz?
palavras cheias de você mesma.

2 tropeiros

18 de janeiro de 2012 às 8:17 | 7 Comentários
Por François Silvestre

Eu vi Jango Goulart
Tropeiro, suave, fugido.
Eu vi o poeta Cabral
De flor vigilante, escondido.
De pano vermelho, tingido,
Eu vi o toreiro ferido.
De flor sem perfume, ungido,
Eu vi o sangue escorrido.
Não pus perfume na flor
Não pus poesia na dor,
Mas na Ferida tem pus
Que nem poeta espremido.
Não poetize o vermelho,
Pois eu vi Jango Goulart
Ser visto por trás do escuro
Da luz do poeta vendido!

Ramo

17 de janeiro de 2012 às 15:34 | 3 Comentários

Por Gastão Cruz

Talvez eu não consiga quanto amo
ou amei teu ser dizer, talvez
como num mar que tu não vês
o meu corpo submerso seja o ramo
final que estendo já não sei a quem

**********

CRUZ, Gastão. A moeda do tempo e outros poemas. Rio de Janeiro: Língua Geral, 2009.

Alguns Toureiros

16 de janeiro de 2012 às 9:39 | 2 Comentários

Este poema e a história dele está no livro “Histórias de Literatura e Cegueira (Borges, João Cabral e Joyce), que li nos primeiros dias do ano. É um poema para poetas, principalmente, por isso o transcrevo neste espaço. TC

Por João Cabral de Melo Neto

Eu vi Manolo Gonzáles
e Pepe Luís, de Sevilha:
precisão doce de flor,
graciosa, porém precisa.

Vi também Julio Aparício,
de Madrid, como Parrita:
ciência fácil de flor,
espontânea, porém estrita.

Vi Miguel Báez, Litri,
dos confins da Andaluzia,
que cultiva uma outra flor:
angustiosa de explosiva.

E também Antonio Ordóñez,
que cultiva flor antiga:
perfume de renda velha,
de flor em livro dormida.

Mas eu vi Manuel Rodríguez,
Manolete, o mais deserto,
o toureiro mais agudo,
mais mineral e desperto,

o de nervos de madeira,
de punhos secos de fibra
o da figura de lenha
lenha seca de caatinga,

o que melhor calculava
o fluido aceiro da vida,
o que com mais precisão
roçava a morte em sua fímbria,

o que à tragédia deu número,
à vertigem, geometria
decimais à emoção
e ao susto, peso e medida,

sim, eu vi Manuel Rodríguez,
Manolete, o mais asceta,
não só cultivar sua flor
mas demonstrar aos poetas:

como domar a explosão
com mão serena e contida,
sem deixar que se derrame
a flor que traz escondida,

e como, então, trabalhá-la
com mão certa, pouca e extrema:
sem perfumar sua flor,
sem poetizar seu poema.

Rachadura

15 de janeiro de 2012 às 12:23 | Comentar
Por rousiene

Repetição
Sufoca suspiro
Não sei bem como comunicar um sono
Só a fome
Por isso…projétil
Ao espelho: lanço!
Recorto, respiro
Fuga é fenda

Poema de Verão

14 de janeiro de 2012 às 14:36 | Comentar
Por Ednar Andrade

sépia

Curvo a cabeça,
Reverenciando o vento
E a folhagem verde,
Como se comigo falasse,
Numa sabedoria natural,
Ao movimento do vento,
Rende-se no calor
Dourado da tarde.
Olhando o horizonte,
Silencio ao tilintar
Do mensageiro do vento;
Natureza viva.
À mesa, lembranças postas,
Como e me alimento
De saudade viva.
Ao redor de tudo, olho,
Reverenciando o tempo,
Os afagos, os silêncios,
Os poemas calados,
A sépia, pelo verão, pintado;
Morna tarde de verão
Que enche de amor, a vida
E pinta de fogo, o Sol,
O coração.

(Ednar Andrade).

AGENDA

  • O dia em que os manicacas caem na folia

    Prévia da troça Manicacas no Frevo ocorre hoje, com concentração às 18h no Bar de Pedrinho, no centro da cidade.

    aqui

  • Lançamento da Palumbo será hoje na Quinta Viva do Samba, no Centro Histórico

    Por Sérgio Vilar
    NO DIÁRIO DO TEMPO

    Todas as quintas-feiras têm sido motivo de samba no pé e boemia no Centro Histórico. E hoje não será diferente. O grupo Arquivo Vivo se iniciou timidamente no Buraco da Catita, subiu a ladeira até as adjacências do Beco da Lama para tocar de graça no Bar de Fátima e hoje ganhou a simpatia do público em frente ao Bar de Nazaré, onde fincou “morada” em mesa postada no meio da rua e sob as bênçãos de São Jorge. A partir das 19h o som começa. Tudo de graça e no gogó.

    mais informações »

  • Os vencedores do Prêmio Hangar 2012

    O Prêmio Hangar de Música 2012 promoveu uma solenidade à altura da importância conquistada pelo premiação nestes dez anos. Uma verdadeira celebração da música potiguar.

    aqui

  • OUTROS EVENTOS

POESIA

    Vagalume da Paz
    04-02-2012 às 8:12 - 2 Comentários
    Por Romana Alves

    Vaga vagalume
    Venha em cardume
    O mundo está escuro!
    Vire luz
    Traga paz

    COMENTÁRIOS

    • Anne Guimarães: Um poema ensolaradamente gris em tons de azul.... A vida simples e sagrada de quem encontra no mar a sua honra, a sua luz. Admiro tudo que eleva a vida de um pescador.... Lindos versos, bela vida natural potiguar! :) - Tarrafas
    • Anne Guimarães: Poeta Anil.... Sempre bom ler seus poemas.... Ouvir sua voz, receber sua alma.... "Abracei novas incertezas /Sussurro, nem sempre é gozo/ Só o agora é urgente" afff mexeram aqui dentro, rsrs. Esse também é o papel da poesia, motivar, emocionar, contar aquilo que a gente não disse , mas viveu ou vive - em silêncio - na quietude dos sentimentos mais intensos.Você sabe bem o que isso significa, vive poesia e respira versos na beleza do cotidiano sagrado. Beijos,querida! :) - Fio de luz
    • Anchieta Rolim: ...só o agora é urgente...Belo poema, Ednar. - Fio de luz
    • Anne Guimarães: Querida poeta-flor! ô coisa lindaaaa.... Lembrei agora de um poema de Carlos Nejar para sua filha Carla, em um dos versos sábios ele diz: " é no simples que as coisas são completas." É isso mesmo, quanto mais simples, mais doce, mais prazer nessa vida breve vida. Estarei sempre contigo, menina! Suas palavras serenas me mostram que - de uma forma ou de outra - é especial cada segundo de leitura aqui. Beijos no espírito. :) - Vagalume da Paz
    • Anchieta Rolim: Romana, é justamente isso que falta no mundo minha amiga, luz e paz. Bela poesia! Parabéns ! - Vagalume da Paz
    • Anchieta Rolim: Beleza de texto J. Paiva. Só espero que os meninos de hoje também sonhem com um Brasil melhor...Pois ainda há muito a ser feito.Parabéns! - Política de menino
    • Paulo César: Sr. Tácito, Pelo que eu saiba jornais não permitem a transcrição de artigos da forma como o senhor vem fazendo no seu site. Colocar um link é uma coisa, transcrever e fazer o leitor continuar no seu site, quando o artigo tem direitos autorais e está hospedado em outro local e tem regras de uso.O utilização da forma como o senhor vem fazendo denota pirataria, palavra muito em voga e contraditória, mas ainda passível de sanções pelas atuais leis do país. Não alerto apenas por alertar, mas sugiro consultar - se me permite a sugestão - um advogado para entender a sua situação atual(devidamente gravada e arquivada para uso, mesmo que esse e outros conteúdos sejam retirados do ar imediatamente). Com muito respeito, Paulo César - Viajantes e apaixonados em transe
    • Jarbas Martins: Qualquer seleção de poemas, antologia, florilégio, ou que outro nome tenha, sempre passou, no período histórico chamado de Modernidade, pelo crivo da parcialidade. Baudelaire, que além de poeta, era crítico de poesia, e da arte de um modo geral, sabia disso.O poeta e antologista Paul Éluard,à época da festiva revolução surrealista, tanto sabia que lançou a sua parcialíssima seleção - "Le Meilleur choix de poèmes est celui que l'on fait pour soi- 1818-1918". (A Melhor seleção de poemas é aquela feita para si mesmo -1818-1918"). Nestes rasos tempos da Pós-Modernidade - o prestígio, uma espécie de capital simbólico, segundo Bourdieu (e viva as lições do meu colega e amigo, professor-doutor Emmanuel Barreto), teria que entrar como um critério.O mercado assim determina.Daí a razão porque Ferreira Itajubá e Jorge Fernandes (mesmo com o aval de nomes como Luís da Câmara Cascudo,Mário de Andrade e Manuel Bandeira) - sempre são "esquecidos" das antologias feitas no preconceituosíssimo e longínquo Sudeste. Pobres, marginalizados e insulados em sua província submersa - não contam com uma "fortuna crítica" que merecem. - A identidade do verso brasileiro
    • Jairo llima: Fernando Monteiro está no centro do cânone de nossa literatura. Fico feliz de ser contemporâneo e conterrâneo deste artista. - As asas da noite que surgem (1)
    • Fernando Monteiro: Belo hai-cai, Poeta -- obrigado! -- com essa certeza, sempre, de haver sido LIDO, sim, quando o ouvido apuradíssimo da LEITURA (raridade rara - tautologia necessária) é não menos que o do Poeta que sucedeu, aí, em grandeza lírica, o querido (saudade!) Luís Carlos Guimarães: JARBAS MARTINS. - As asas da noite que surgem (1)