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	<title>Substantivo Plural &#187; Poesia</title>
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	<description>CULTURA + IDÉIAS + INFORMAÇÕES</description>
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		<title>&#8220;Je f&#8217;rai un domain où l&#8217;amour sera roi&#8221;</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/je-frai-un-domain-ou-lamour-sera-roi/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/je-frai-un-domain-ou-lamour-sera-roi/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 12 Feb 2012 13:14:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Embora distante
tua voz, teu cheiro, teu gosto
permanecem aqui
do nascer ao pôr do sol
Continuo ouvindo as mesmas músicas
que embalaram nosso encontro
e às vezes sinto que se aproximas
com sorriso leve e afeto ilimitado
Encantados seres
temos agora a ciência de sonhar acordados
de conviver pacificamente com o medo
e ludibriar o tempo
Seres encantados
transcendemos a história e a matéria
alcançamos um plano metafísico
que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Embora distante<br />
tua voz, teu cheiro, teu gosto<br />
permanecem aqui<br />
do nascer ao pôr do sol<br />
Continuo ouvindo as mesmas músicas<br />
que embalaram nosso encontro<br />
e às vezes sinto que se aproximas<br />
com sorriso leve e afeto ilimitado</p>
<p>Encantados seres<br />
temos agora a ciência de sonhar acordados<br />
de conviver pacificamente com o medo<br />
e ludibriar o tempo</p>
<p>Seres encantados<br />
transcendemos a história e a matéria<br />
alcançamos um plano metafísico<br />
que chamamos de deus, amor, beleza</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Aconchego</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/aconchego/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/aconchego/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 11 Feb 2012 17:37:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=40638</guid>
		<description><![CDATA[Por Suely Nobre Felipe
Quando partires do meu tempo,
Leva-me entrelaçada em teus braços,
Dividas comigo o teu novo regaço,
Deixe-me provar da leveza do teu céu,
Onde ali, repousada entre nuvens,
Desfiarei nossos melhores sonhos.
E, por entre os fios dos nossos cabelos
– Já não tão negros como a noite,
Confundiremos deliciosos segredos.
Pois, não tardará o tempo
Em que haveremos de desfiar
Capuchos de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Suely Nobre Felipe</strong></p>
<p>Quando partires do meu tempo,<br />
Leva-me entrelaçada em teus braços,<br />
Dividas comigo o teu novo regaço,<br />
Deixe-me provar da leveza do teu céu,<br />
Onde ali, repousada entre nuvens,<br />
Desfiarei nossos melhores sonhos.<br />
E, por entre os fios dos nossos cabelos<br />
– Já não tão negros como a noite,<br />
Confundiremos deliciosos segredos.<br />
Pois, não tardará o tempo<br />
Em que haveremos de desfiar<br />
Capuchos de solidão.</p>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 10px; width: 1px; height: 1px; overflow: hidden;">
<p class="yiv1781434655MsoNormal"><span style="font-size: 14.0pt;">ACONCHEGO</span></p>
<p class="yiv1781434655MsoNormal"><span style="font-size: 10.0pt;">Suely Nobre Felipe</span></p>
<p class="yiv1781434655MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="yiv1781434655MsoNormal"><span>__________</span></p>
<p class="yiv1781434655MsoNormal" style="line-height: 150%;"><span>Quando partires do meu tempo,</span></p>
<p class="yiv1781434655MsoNormal" style="line-height: 150%;"><span>Leva-me entrelaçada em teus braços,</span></p>
<p class="yiv1781434655MsoNormal" style="line-height: 150%;"><span>Dividas comigo o teu novo regaço,</span></p>
<p class="yiv1781434655MsoNormal" style="line-height: 150%;"><span>Deixe-me provar da leveza do teu céu,</span></p>
<p class="yiv1781434655MsoNormal" style="line-height: 150%;"><span>Onde ali, repousada entre nuvens,</span></p>
<p class="yiv1781434655MsoNormal" style="line-height: 150%;"><span>Desfiarei nossos melhores sonhos.</span></p>
<p class="yiv1781434655MsoNormal" style="line-height: 150%;"><span>E, por entre os fios dos nossos cabelos</span></p>
<p class="yiv1781434655MsoNormal" style="line-height: 150%;"><span>– Já não tão negros como a noite,</span></p>
<p class="yiv1781434655MsoNormal" style="line-height: 150%;"><span>Confundiremos deliciosos segredos.</span></p>
<p class="yiv1781434655MsoNormal" style="line-height: 150%;"><span>Pois, não tardará o tempo</span></p>
<p class="yiv1781434655MsoNormal" style="line-height: 150%;"><span>Em que haveremos de desfiar</span></p>
<p class="yiv1781434655MsoNormal" style="line-height: 150%;"><span>Capuchos de solidão</span></p>
</div>
]]></content:encoded>
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		<title>Vento nordeste</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/vento-nordeste/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/vento-nordeste/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 10 Feb 2012 10:14:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Oreny Junior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[sopra
meu vento nordeste
sou todo seu
feito de sol e sal
visto as velas
desse cais cansado
que tanto me espera
levado pelas caiçaras
nos lemes canguleiros
sopra
meu vento nordeste
a amada me aguarda
o rancho está vazio
aproveita a baixa da maré
e me atraca
joga essa âncora
onde o tempo
por uns dias
será meu amigo
sopra
meu vento nordeste
sopra
sopra
..
&#8230;
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>sopra<br />
meu vento nordeste<br />
sou todo seu<br />
feito de sol e sal<br />
visto as velas<br />
desse cais cansado<br />
que tanto me espera<br />
levado pelas caiçaras<br />
nos lemes canguleiros<br />
sopra<br />
meu vento nordeste<br />
a amada me aguarda<br />
o rancho está vazio<br />
aproveita a baixa da maré<br />
e me atraca<br />
joga essa âncora<br />
onde o tempo<br />
por uns dias<br />
será meu amigo<br />
sopra<br />
meu vento nordeste<br />
sopra<br />
sopra<br />
..<br />
&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>No bar</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/no-bar/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/no-bar/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 09 Feb 2012 01:17:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jairo Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=40564</guid>
		<description><![CDATA[Chegaste a mim não como lume
Mas como Pergunta exposta na toalha sobre a mesa
E com olhos irônicos fitaste o Vazio dos meus olhos
E nos meus olhos te atiraste como um predador na rota de sua presa
Na boca um sorriso zombava de futuros e certezas
E eu te vi.
Te vi como se vê mares e dunas
Como coisas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Chegaste a mim não como lume<br />
Mas como Pergunta exposta na toalha sobre a mesa<br />
E com olhos irônicos fitaste o Vazio dos meus olhos<br />
E nos meus olhos te atiraste como um predador na rota de sua presa</p>
<p>Na boca um sorriso zombava de futuros e certezas</p>
<p>E eu te vi.<br />
Te vi como se vê mares e dunas<br />
Como coisas que são sem oráculos nem seitas<br />
Que não se anunciam, nem aguardam, nem ficam, nem se vão:<br />
Ali estavas de pé em frente aos panos da noite<br />
E parecia que contigo aquela noite estava feita</p>
<p>Te vi coxas, riso, ombros e mãos<br />
Perdidos entre afago e maldição</p>
<p>Enquanto o sol ainda se esconde tua mão me marca a pele e impõe fronteiras de posse<br />
Num corpo que já não é mais o meu e se entrelaça no teu e se contorce</p>
<p>Os lábios se encontram e vão em busca dos vapores quentes da alma<br />
Se colam, se penetram, se invadem;<br />
Não são asas de pássaros, são patas de cavalo<br />
Destruindo colheitas</p>
<p>Aquela noite só prometia suores<br />
Conquistados a cada beijo<br />
Os latifúndios do desejo<br />
Eram cada vez maiores</p>
<p>(&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;)</p>
<p>Vim de longe<br />
Em hora incerta<br />
Vim de lunas<br />
Vim de céus perfurados de estrelas<br />
Vim de amores submersos em dores e desfeitas<br />
Para que celebrasses a consagração bizarra<br />
Que faz a carne virar pão<br />
O sangue virar vinho<br />
E a cama virar mesa<br />
Onde a fome dispõe as suas facas<br />
Para cortar as carnes e sugar a seiva</p>
<p>(&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;)</p>
<p>******</p>
<p>Tácito, aqui vai um pequeno FAQ para explicar porque voltei a enviar poemas:<br />
1. Porque JL parou de mandar poemas para o SP?<br />
Não sei<br />
2. E porque voltou a envia-los agora.<br />
Sei lá.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Ai Hay Hai</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/ai-hay-hai/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/ai-hay-hai/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 01:27:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[ai cai hay hai kai
meu espelho espelho meu
ai se eu te hai kai
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ai cai hay hai kai</p>
<p>meu espelho espelho meu</p>
<p>ai se eu te hai kai</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Poema de Wislawa Szymborska (*)</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/poema-de-wislawa-szymborska/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/poema-de-wislawa-szymborska/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 13:01:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=40413</guid>
		<description><![CDATA[Enviado por Fernando Monteiro
Por Wislawa Szymborska
Quando pronuncio a palavra Futuro
a primeira sílaba já pertence ao passado.
Quando pronuncio a palavra Silêncio,
destruo-o.
Quando pronuncio a palavra Nada,
crio algo que não cabe em nenhum não-ser.
*********
(*) Wislawa Szymborska, prêmio Nobel de Literatura 1996,
faleceu na quarta-feira passada, em Cracóvia (Polônia),
em decorrência de um câncer. Só existe uma edição
brasileira de poemas da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Enviado por Fernando Monteiro</strong></p>
<p><strong>Por Wislawa Szymborska</strong></p>
<p>Quando pronuncio a palavra Futuro<br />
a primeira sílaba já pertence ao passado.<br />
Quando pronuncio a palavra Silêncio,<br />
destruo-o.<br />
Quando pronuncio a palavra Nada,<br />
crio algo que não cabe em nenhum não-ser.</p>
<p>*********</p>
<p>(*) Wislawa Szymborska, prêmio Nobel de Literatura 1996,<br />
faleceu na quarta-feira passada, em Cracóvia (Polônia),<br />
em decorrência de um câncer. Só existe uma edição<br />
brasileira de poemas da grande Szymborska: a pequena<br />
&#8220;antologia&#8221; lançada, em 2011, pela Companhia das<br />
Letras, com tradução a cargo de Regina Przybycien.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Baba ve Anne (Pai e mãe, Turquia)</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/baba-ve-anne-pai-e-mae-turquia/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/baba-ve-anne-pai-e-mae-turquia/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 05 Feb 2012 12:52:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anne Guimarães</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=40410</guid>
		<description><![CDATA[Eu quis dizer amor
mas entenderam errado
e me deixaram lá&#8230;
à margem da esperança.
Tentei dizer outra vez
que eram de amor as palavras
mas não ouviram
não sentiram
não me deixaram ser
viver,  florescer.
Na primavera do meu melhor sonho
Calaram-me&#8230;
Chorei granizo
- em versos escuros -
no inverno deles
engoli o luto.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>Eu quis dizer amor</div>
<div>mas entenderam errado</div>
<div>e me deixaram lá&#8230;</div>
<div>à margem da esperança.</div>
<div>Tentei dizer outra vez</div>
<div>que eram de amor as palavras</div>
<div>mas não ouviram</div>
<div>não sentiram</div>
<div>não me deixaram ser</div>
<div>viver,  florescer.</div>
<div>Na primavera do meu melhor sonho</div>
<div>Calaram-me&#8230;</div>
<div>Chorei granizo</div>
<div>- em versos escuros -</div>
<div>no inverno deles</div>
<div>engoli o luto.</div>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Vagalume da Paz</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/vagalume-da-paz/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/vagalume-da-paz/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 04 Feb 2012 11:12:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Romana Alves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Vaga vagalume
Venha em cardume
O mundo está escuro!
Vire luz
Traga paz
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vaga vagalume<br />
Venha em cardume<br />
O mundo está escuro!<br />
Vire luz<br />
Traga paz</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Juan Ramón Jiménez: &#8220;Soledad&#8221; / &#8220;Solidão&#8221;</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/juan-ramon-jimenez-soledad-solidao/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/juan-ramon-jimenez-soledad-solidao/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 14:25:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=40370</guid>
		<description><![CDATA[Tradução de Antonio Cicero
No blog Acontecimentos
En ti estás todo, mar, y sin embargo,
¡qué sin ti estás, qué solo,
qué lejos, siempre, de ti mismo!
Abierto en mil heridas, cada instante,
cual mi frente,
tus olas van, como mis pensamientos,
y vienen, van y vienen,
besándose, apartándose,
con un eterno conocerse,
mar, y desconocerse.
Eres tú, y no lo sabes,
tu corazón te late y no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Tradução de Antonio Cicero<br />
<a href="http://antoniocicero.blogspot.com/search?updated-max=2011-11-18T11:01:00-02:00&amp;max-results=7" target="_blank">No blog Acontecimentos</a></strong></p>
<p>En ti estás todo, mar, y sin embargo,<br />
¡qué sin ti estás, qué solo,<br />
qué lejos, siempre, de ti mismo!</p>
<p>Abierto en mil heridas, cada instante,<br />
cual mi frente,<br />
tus olas van, como mis pensamientos,<br />
y vienen, van y vienen,<br />
besándose, apartándose,<br />
con un eterno conocerse,<br />
mar, y desconocerse.</p>
<p>Eres tú, y no lo sabes,<br />
tu corazón te late y no lo siente&#8230;<br />
¡Qué plenitud de soledad, mar solo!</p>
<p>*********</p>
<p>Em ti estás todo, mar, e contudo<br />
como estás sem ti, e só,<br />
e longe, sempre, de ti mesmo!</p>
<p>Aberto em mil feridas, cada instante,<br />
qual minha fronte,<br />
tuas ondas vão, como meus pensamentos,<br />
e vêm, vão e vêm,<br />
beijando-se, separando-se,<br />
num eterno conhecer-se,<br />
mar, e desconhecer-se,</p>
<p>És tu e não o sabes,<br />
teu coração te late e não o sente&#8230;<br />
Que plenitude de solidão, mar só!</p>
<p><strong>JIMÉNEZ, Juan Ramón. &#8220;Soledad&#8221;. In: RICO, Francisco (org.). Mil años de poesía española. Antologia comentada. Barcelona: Planeta, 1996.</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/juan-ramon-jimenez-soledad-solidao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Tarrafas</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/tarrafas/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/tarrafas/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 20:18:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Penha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=40294</guid>
		<description><![CDATA[Em homenagem ao folclorista Deífilo Gurgel, o poema Tarrafas, de sua autoria, musicado pelo meu amigo e parceiro musical, Iúri de Andrade. Ambos já não partilham de nossa convivência.
 TARRAFAS – Deífilo Gurgel
À sombra do cajueiro que floresce junto ao mar
Paciente o pescador tece a rede de pescar
Enquanto a mão se entretece nesse mister singular
Outra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em homenagem ao folclorista Deífilo Gurgel, o poema Tarrafas, de sua autoria, musicado pelo meu amigo e parceiro musical, Iúri de Andrade. Ambos já não partilham de nossa convivência.</p>
<p><strong> TARRAFAS – Deífilo Gurgel</strong></p>
<p>À sombra do cajueiro que floresce junto ao mar<br />
Paciente o pescador tece a rede de pescar<br />
Enquanto a mão se entretece nesse mister singular<br />
Outra mão por trás do tempo vai tecendo sem cessar<br />
A tarrafa que algum dia, vai pescar o pescador<br />
Juntamente com seu tédio, seu sorriso e sua dor.</p>
<p>E tece com tal mestria essa tarrafa de vento<br />
Que o pescador nunca pensa, quando pesca o seu sustento<br />
Que a morte o está pescando, lentamente, dia a dia<br />
Nessa embora inevitável, invisível pescaria.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/tarrafas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Fio de luz</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/fio-de-luz/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/fio-de-luz/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 11:03:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ednar Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=40197</guid>
		<description><![CDATA[
Naquela noite, juro.
Peguei na mão do silêncio,
Beijei a gelada boca da pergunta&#8230;
Parecia partir&#8230; Romper o fio.
Depois de alguns muitos passos,
Ergui a cabeça e o peito.
Abracei novas incertezas:
Seguir é rumo.
Sussurro, nem sempre é gozo.
Nenhuma alegria é permanente,
Agora é antes, depois é sempre&#8230;
Só o agora é urgente.
Eu sou, tu és,
Rio corrente.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://1.bp.blogspot.com/-sVfRcoXySOE/TycSMOdRfJI/AAAAAAAABck/c0uFRAcmO5c/s1600/fio_luz+2.jpg" alt="fio de luz" /></p>
<p>Naquela noite, juro.<br />
Peguei na mão do silêncio,<br />
Beijei a gelada boca da pergunta&#8230;<br />
Parecia partir&#8230; Romper o fio.</p>
<p>Depois de alguns muitos passos,<br />
Ergui a cabeça e o peito.<br />
Abracei novas incertezas:<br />
Seguir é rumo.</p>
<p>Sussurro, nem sempre é gozo.<br />
Nenhuma alegria é permanente,<br />
Agora é antes, depois é sempre&#8230;</p>
<p>Só o agora é urgente.<br />
Eu sou, tu és,<br />
Rio corrente.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/fio-de-luz/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>verdadeiramente</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/verdadeiramente/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/verdadeiramente/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 11:18:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Oreny Junior</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=40054</guid>
		<description><![CDATA[a verdadeira tela
está na tinta
jogada na atmosfera
na evaporação da ideia
não querida
despercebida
o verdadeiro poema
está na pre formação
da palavra
de um feto não gerado
é a imagem no branco
quando não vejo palavra
nem letra
nem ideia
só a canção
ouvida no âmago
da alma
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>a verdadeira tela<br />
está na tinta<br />
jogada na atmosfera<br />
na evaporação da ideia<br />
não querida<br />
despercebida<br />
o verdadeiro poema<br />
está na pre formação<br />
da palavra<br />
de um feto não gerado<br />
é a imagem no branco<br />
quando não vejo palavra<br />
nem letra<br />
nem ideia<br />
só a canção<br />
ouvida no âmago<br />
da alma</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Todas as poesias do mundo</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/todas-as-poesias-do-mundo/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/todas-as-poesias-do-mundo/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 11:24:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Romana Alves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[À querida amiga poeta Anne
Todas as poesias do mundo
Não dão conta
De um sentimento sozinho
Sagrado
De tão fino
Invisível
Profano
De tão humano
Insano
Basta um
Para suar palavras e fazê-las inócuas
Cansadas
Sem fala
Vazias como bacias sem água
Elas devaneiam e tentam molhar em vão
O imensurável abstrato que existe
Num seco papel
De um concreto poeta triste
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>À querida amiga poeta Anne</strong></p>
<p>Todas as poesias do mundo<br />
Não dão conta<br />
De um sentimento sozinho<br />
Sagrado<br />
De tão fino<br />
Invisível<br />
Profano<br />
De tão humano<br />
Insano<br />
Basta um<br />
Para suar palavras e fazê-las inócuas<br />
Cansadas<br />
Sem fala<br />
Vazias como bacias sem água<br />
Elas devaneiam e tentam molhar em vão<br />
O imensurável abstrato que existe<br />
Num seco papel<br />
De um concreto poeta triste</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Setembro</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/setembro-2/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/setembro-2/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 28 Jan 2012 11:32:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=39623</guid>
		<description><![CDATA[Por Eucanaã Ferraz
Nunca mais será setembro,
nunca mais a tua voz dizendo
nunca mais, eu lembro,
nunca mais, eu não esqueço,
a pele, nunca mais,
o teu olhar quebrado,
dividido, vou esquecê-lo,
é o que te digo, nunca mais
a minha mão no teu sorriso,
a tua voz cantando,
vou apagá-la para sempre,
e os nossos dias, setembro, lembro
bem, dentro a tua voz dizendo não
(ouço ainda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Eucanaã Ferraz</strong></p>
<p>Nunca mais será setembro,<br />
nunca mais a tua voz dizendo<br />
nunca mais, eu lembro,</p>
<p>nunca mais, eu não esqueço,<br />
a pele, nunca mais,<br />
o teu olhar quebrado,</p>
<p>dividido, vou esquecê-lo,<br />
é o que te digo, nunca mais<br />
a minha mão no teu sorriso,</p>
<p>a tua voz cantando,<br />
vou apagá-la para sempre,<br />
e os nossos dias, setembro, lembro</p>
<p>bem, dentro a tua voz dizendo não<br />
(ouço ainda agora), como se quebrasse<br />
Um copo, mil copos, contra o muro.</p>
<p>Rasgarei o que não houve, o que seria,<br />
mesmo que tudo em mim me diga não<br />
(e diz), mas é preciso.</p>
<p>Como não se pensa mais um pensamento,<br />
quero, prometo:<br />
nunca mais será setembro.</p>
<p>*******</p>
<p><strong>FERRAZ, Eucanaã. Cinemateca. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/setembro-2/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>Húmus</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/humus/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/humus/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 12:40:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=40024</guid>
		<description><![CDATA[
Por Carlos Gurgel
procuro
o tempo todo
pelo sorriso de criança
quando me despedia da lua
todo dia quando visitava voce
hoje
ao redor do sol
colho
sementes
áridas
ásperas
como se fosse a vida
se despedindo do que a terra
me oferece
como relíquia de um tempo que se foi.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2012/01/húmus.jpg_.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-40025" title="húmus.jpg_" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2012/01/húmus.jpg_.jpg" alt="" width="235" height="314" /></a></p>
<p><strong>Por Carlos Gurgel</strong></p>
<p>procuro<br />
o tempo todo<br />
pelo sorriso de criança<br />
quando me despedia da lua<br />
todo dia quando visitava voce</p>
<p>hoje<br />
ao redor do sol<br />
colho<br />
sementes<br />
áridas<br />
ásperas</p>
<p>como se fosse a vida<br />
se despedindo do que a terra<br />
me oferece<br />
como relíquia de um tempo que se foi.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/humus/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>Tentativa I</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/tentativa-i/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/tentativa-i/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 12:03:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=39944</guid>
		<description><![CDATA[Por Regiane de Paiva
Meu corpo não encerra em si a extensão do que é,
ele se descobre no silêncio dos teus e dos meus ais.
Ele se cria naquilo que inventas
e se renova
quando tu reinventas um laço preso e refeito em dermes.
Não é meu o corpo quando em ti se aninha.
Ele ganha vida própria:
mãos, boca, pés, língua, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Regiane de Paiva</strong></p>
<p>Meu corpo não encerra em si a extensão do que é,<br />
ele se descobre no silêncio dos teus e dos meus ais.<br />
Ele se cria naquilo que inventas<br />
e se renova<br />
quando tu reinventas um laço preso e refeito em dermes.<br />
Não é meu o corpo quando em ti se aninha.<br />
Ele ganha vida própria:<br />
mãos, boca, pés, língua, voz&#8230;<br />
Salta, corre, brinca, pousa<br />
se despedaça em mil desejos<br />
e se regenera no sufoco do teu gemido.<br />
Solto na lida, é apenas mais um corpo que resiste.<br />
Preso na tua carne,<br />
rompe o túmulo e esmaga fantasmas,<br />
flutua às margens do delírio<br />
e sossega confiante no abismo do teu sussurro&#8230;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/tentativa-i/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>noturno da avenida jaguarari</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/noturno-da-avenida-jaguarari/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/noturno-da-avenida-jaguarari/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 12:22:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nina Rizzi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=39861</guid>
		<description><![CDATA[quando fui a ser-te
deixei de dançar aos passos do sul
a doença como virtude em si mesma.
sem explicação.
se eu fosse arquiteta, poderia ser arquiteta, mas não
enfurnada numa casa que deram por minha
no salto que me fizeram areia entre os dedos
tenho brincado de muitas coisas, um empreguinho de vilanias
ainda e de novo, convale-sendo, me enganado e ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>quando fui a ser-te<br />
deixei de dançar aos passos do sul</p>
<p>a doença como virtude em si mesma.<br />
sem explicação.</p>
<p>se eu fosse arquiteta, poderia ser arquiteta, mas não<br />
enfurnada numa casa que deram por minha<br />
no salto que me fizeram areia entre os dedos</p>
<p>tenho brincado de muitas coisas, um empreguinho de vilanias<br />
ainda e de novo, convale-sendo, me enganado e ao outro.</p>
<p>quando não podia a palavra dizer, dançava</p>
<p>agora olha, eu minto. eu não sei esse nada<br />
as colagens, a pintura,  o concerto, a partitura</p>
<p>digo &#8211; te amo, a tudo que é parede, elas me sabem. eu não<br />
tenho saudade de nenhum parente, mas de tudo o que não pude ter sido<br />
o tempo que não passou, os dentes furados da escavação e a geografia afetiva.</p>
<p>eu sei o banho e as baratas. eu sei o acordar, abrir os olhos<br />
eu sei a lembrança persistente de alguma extinta irmandade quando capotava.</p>
<p>TEMOS DEIXADO MUITAS COISAS PRA DEPOIS</p>
<p>o arroz mofado por jogar fora, os cacos do cinzeiro por juntar, fazer amor<br />
encontrar um rio pra ter o filho com fluidez, se afogar e se deixar a-</p>
<p>deus,</p>
<p>desnorteada, que vim a ser-me?<br />
*</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/noturno-da-avenida-jaguarari/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Depois</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/depois/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/depois/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 12:50:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ednar Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=39595</guid>
		<description><![CDATA[
Respirar, viver, lutar,
Dormir e acordar,
Quem sabe,
De repente,
Apenas silenciar.
E depois do silêncio.
E depois?
Será que tudo valeu?
E se valeu, valerá?
Chegar, partir, querer, amar,
Sorrir, sonhar, seguir, voltar,
Desistir, odiar.
E depois?
Quando o silêncio
For a única canção,
Quando nada
For o abrigo que restar,
Valeu, ser e ter tudo
E não lembrar?
As interrogações
Serão sempre pontos,
Traços e finais.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://2.bp.blogspot.com/-3Fn3dVlK7sk/TxTPJd6XkQI/AAAAAAAABcc/G8TnJGBfRsE/s320/domin%25C3%25B3.jpg" alt="dominó" width="220" height="293" /></p>
<p>Respirar, viver, lutar,<br />
Dormir e acordar,<br />
Quem sabe,<br />
De repente,<br />
Apenas silenciar.<br />
E depois do silêncio.<br />
E depois?<br />
Será que tudo valeu?<br />
E se valeu, valerá?<br />
Chegar, partir, querer, amar,<br />
Sorrir, sonhar, seguir, voltar,<br />
Desistir, odiar.<br />
E depois?<br />
Quando o silêncio<br />
For a única canção,<br />
Quando nada<br />
For o abrigo que restar,<br />
Valeu, ser e ter tudo<br />
E não lembrar?<br />
As interrogações<br />
Serão sempre pontos,<br />
Traços e finais.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/depois/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>ex (centrifico)</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/ex-centrifico/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/ex-centrifico/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 22 Jan 2012 15:09:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=39806</guid>
		<description><![CDATA[E assim a roda da vida vai centrifugando.
Esmagando no convés da nau do isolamento
Os outsiders, os chamados excêntricos.
Claro, dali eles foram apartados &#8211; e exilados.
Procuram vozes desaparecidas. Deliram
Arranjam casamentos com vestidos tecidos com o fio de Ariadne.
Inútil procurar aqui a pureza.
As parcas cochicham
E a solidão vai num vórtice que se afasta do centro
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E assim a roda da vida vai centrifugando.<br />
Esmagando no convés da nau do isolamento<br />
Os outsiders, os chamados excêntricos.<br />
Claro, dali eles foram apartados &#8211; e exilados.<br />
Procuram vozes desaparecidas. Deliram<br />
Arranjam casamentos com vestidos tecidos com o fio de Ariadne.<br />
Inútil procurar aqui a pureza.<br />
As parcas cochicham<br />
E a solidão vai num vórtice que se afasta do centro</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/ex-centrifico/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>carnaval em chernobyl</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/carnaval-em-chernobyl/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/carnaval-em-chernobyl/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 21 Jan 2012 12:26:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=39709</guid>
		<description><![CDATA[Por Lobo Errático
falves silvas insolenes
atravessam, diáfanos
a luz deficiente que nos banha as casas
e ruínas,
enquanto eu fumava pedra
na manhã rarefeita
quem te assassinou, cidade,
desde á paixão-mulher de moacy?
e por que você sobreviveu?
quem te assassinou, cidade,
desde a saúdade de civone?
e pra que você sobreviveu?
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Lobo Errático</strong></p>
<p>falves silvas insolenes<br />
atravessam, diáfanos<br />
a luz deficiente que nos banha as casas<br />
e ruínas,<br />
enquanto eu fumava pedra<br />
na manhã rarefeita</p>
<p>quem te assassinou, cidade,<br />
desde á paixão-mulher de moacy?<br />
e por que você sobreviveu?</p>
<p>quem te assassinou, cidade,<br />
desde a saúdade de civone?<br />
e pra que você sobreviveu?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/carnaval-em-chernobyl/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Alameda das Paixões</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/alameda-das-paixoes/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/alameda-das-paixoes/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 11:19:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=39660</guid>
		<description><![CDATA[
Por Carlos Gurgel
vislumbro versos velhos
aqui
do alçapão onde estou
multiplicam-se multidões de moucos e mudos morros
encaixoto meus pares
valso pela vastidão dos museus
o urro de um javali que morre
debalde
tudo desaproveitado
é como um sinal avermelhado de covardia
planos são tão poucos e porcos
vou como se fosse vídeo
e o verso que do início envelheceu
floresce
como uma pólvora
recheada de lágrimas e compressas.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2012/01/GURGEL.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-39661" title="GURGEL" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2012/01/GURGEL-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a></p>
<p><strong>Por Carlos Gurgel</strong></p>
<p>vislumbro versos velhos<br />
aqui<br />
do alçapão onde estou<br />
multiplicam-se multidões de moucos e mudos morros</p>
<p>encaixoto meus pares<br />
valso pela vastidão dos museus<br />
o urro de um javali que morre</p>
<p>debalde<br />
tudo desaproveitado<br />
é como um sinal avermelhado de covardia</p>
<p>planos são tão poucos e porcos<br />
vou como se fosse vídeo</p>
<p>e o verso que do início envelheceu<br />
floresce<br />
como uma pólvora<br />
recheada de lágrimas e compressas.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/alameda-das-paixoes/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>7</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>mi nina, rizzi (passa tempo)</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/mi-nina-rizzi-passa-tempo/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/mi-nina-rizzi-passa-tempo/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 13:56:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José de Paiva Rebouças</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Nina]]></category>
		<category><![CDATA[Paiva]]></category>
		<category><![CDATA[Poema]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=39634</guid>
		<description><![CDATA[nina, faz um poema para mim?
não precisa ser lírico nem nada
só peço que ele tenha palavras
não como essas,
palavras, assim&#8230; como se diz?
palavras cheias de você mesma.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>nina, faz um poema para mim?<br />
não precisa ser lírico nem nada<br />
só peço que ele tenha palavras<br />
não como essas,<br />
palavras, assim&#8230; como se diz?<br />
palavras cheias de você mesma.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/mi-nina-rizzi-passa-tempo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>2 tropeiros</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/2-tropeiros/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/2-tropeiros/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 11:17:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>François Silvestre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=39633</guid>
		<description><![CDATA[Eu vi Jango Goulart
Tropeiro, suave, fugido.
Eu vi o poeta Cabral
De flor vigilante, escondido.
De pano vermelho, tingido,
Eu vi o toreiro ferido.
De flor sem perfume, ungido,
Eu vi o sangue escorrido.
Não pus perfume na flor
Não pus poesia na dor,
Mas na Ferida tem pus
Que nem poeta espremido.
Não poetize o vermelho,
Pois eu vi Jango Goulart
Ser visto por trás do escuro
Da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu vi Jango Goulart<br />
Tropeiro, suave, fugido.<br />
Eu vi o poeta Cabral<br />
De flor vigilante, escondido.<br />
De pano vermelho, tingido,<br />
Eu vi o toreiro ferido.<br />
De flor sem perfume, ungido,<br />
Eu vi o sangue escorrido.<br />
Não pus perfume na flor<br />
Não pus poesia na dor,<br />
Mas na Ferida tem pus<br />
Que nem poeta espremido.<br />
Não poetize o vermelho,<br />
Pois eu vi Jango Goulart<br />
Ser visto por trás do escuro<br />
Da luz do poeta vendido!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/2-tropeiros/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>7</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Ramo</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/ramo/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/ramo/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 17 Jan 2012 18:34:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=39622</guid>
		<description><![CDATA[Por Gastão Cruz
Talvez eu não consiga quanto amo
ou amei teu ser dizer, talvez
como num mar que tu não vês
o meu corpo submerso seja o ramo
final que estendo já não sei a quem
**********
CRUZ, Gastão. A moeda do tempo e outros poemas. Rio de Janeiro: Língua Geral, 2009.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Gastão Cruz</strong></p>
<p>Talvez eu não consiga quanto amo<br />
ou amei teu ser dizer, talvez<br />
como num mar que tu não vês<br />
o meu corpo submerso seja o ramo<br />
final que estendo já não sei a quem</p>
<p>**********</p>
<p><strong>CRUZ, Gastão. A moeda do tempo e outros poemas. Rio de Janeiro: Língua Geral, 2009.</strong></p>
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		<title>Alguns Toureiros</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 12:39:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Este poema e a história dele está no livro &#8220;Histórias de Literatura e Cegueira (Borges, João Cabral e Joyce), que li nos primeiros dias do ano. É um poema para poetas, principalmente, por isso o transcrevo neste espaço. TC
Por João Cabral de Melo Neto
Eu vi Manolo Gonzáles
e Pepe Luís, de Sevilha:
precisão doce de flor,
graciosa, porém [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este poema e a história dele está no livro &#8220;Histórias de Literatura e Cegueira (Borges, João Cabral e Joyce), que li nos primeiros dias do ano. É um poema para poetas, principalmente, por isso o transcrevo neste espaço. TC</p>
<p><strong>Por João Cabral de Melo Neto</strong></p>
<p>Eu vi Manolo Gonzáles<br />
e Pepe Luís, de Sevilha:<br />
precisão doce de flor,<br />
graciosa, porém precisa.</p>
<p>Vi também Julio Aparício,<br />
de Madrid, como Parrita:<br />
ciência fácil de flor,<br />
espontânea, porém estrita.</p>
<p>Vi Miguel Báez, Litri,<br />
dos confins da Andaluzia,<br />
que cultiva uma outra flor:<br />
angustiosa de explosiva.</p>
<p>E também Antonio Ordóñez,<br />
que cultiva flor antiga:<br />
perfume de renda velha,<br />
de flor em livro dormida.</p>
<p>Mas eu vi Manuel Rodríguez,<br />
Manolete, o mais deserto,<br />
o toureiro mais agudo,<br />
mais mineral e desperto,</p>
<p>o de nervos de madeira,<br />
de punhos secos de fibra<br />
o da figura de lenha<br />
lenha seca de caatinga,</p>
<p>o que melhor calculava<br />
o fluido aceiro da vida,<br />
o que com mais precisão<br />
roçava a morte em sua fímbria,</p>
<p>o que à tragédia deu número,<br />
à vertigem, geometria<br />
decimais à emoção<br />
e ao susto, peso e medida,</p>
<p>sim, eu vi Manuel Rodríguez,<br />
Manolete, o mais asceta,<br />
não só cultivar sua flor<br />
mas demonstrar aos poetas:</p>
<p>como domar a explosão<br />
com mão serena e contida,<br />
sem deixar que se derrame<br />
a flor que traz escondida,</p>
<p>e como, então, trabalhá-la<br />
com mão certa, pouca e extrema:<br />
sem perfumar sua flor,<br />
sem poetizar seu poema.</p>
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