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13 de julho de 2010

Agradecimento

Por Ednar Andrade

porta entreaberta

Obrigada querido, estou feliz…… Parecendo minha neta quando ganha chocolate. Tácito, lembro-me de uma certa tarde, quando Patrik entrou em casa e me entregou um cartão teu. Puxa! Foi uma alegria, tanto tempo sem notícia de ti, amigo. Desde então passei a ler o SP, acompanhando em silêncio… Virou meu vício, um vício bom. Um vício que não quero mais perder: “postar no SP” – rs. Obrigada Tácito, por me acolher tão bem aqui, com tanto carinho. A você e a todos o meu abraço e o agradecimento pela acolhida carinhosa. Desta amiga de sempre. Abs.

31 de outubro de 2009

Água (Pa pa pa pa)

Por Everton Dantas

No mais recente show de Caetano Veloso (aquele que foi realizado no Machadinho e no qual a maior parte da platéia foi preparada para ver o Roberto Carlos), uma música fora do disco Zii e Zie se destacou das outras.
Pelo ritmo dançante (uma guitarrada), alegre. A canção chama-se ‘Água’, é é do ‘Kassim +2′ (curiosos por aqui, please)

A letra é bastante simples : “eu vou ficar aqui torcendo para tudo melhorar / eu juro que vou, e sei que vai passar o seu rancor / o sangue não se torna água / eu vou ficar aqui torcendo pra você se recuperar / eu vou ficar, sim, cantando pra você ninar / eu quero que tudo melhore / pa pa pa pa… / calma, tenha calma, ninguém pode viver assim / calma, tenha calma, que o mundo não tem fim”

E o que me cochicharam (muitos, repetidas vezes) foi da aplicação irônica/sarcástica aao qual a letra impele. Fiquei sem entender. Amigo meu, dos mais inteligentes (quase escritor, daqueles que não escreve nada), deu exemplo: pode cantar quando aquela administração falha vai parar nas manchetes por dar sumiço em dinheiro e o MP resolve denunciar. E pode cantar de novo quando vier a condenação. E mais uma vez quando não viar a reeleição. Ou a dita ‘carnatalização’.

Pode também cantar quando dão co’s burros n’água (literalmente) aquele conjunto de pré-candidatos que em sua luta pelo poder esquece de legislar ou só trabalha com fins eleitoreiros. E pode cantar de novo quando a dita “morte política” chegar.

Ou para nós mesmos — me explicou o amigo. Porque às vezes merecemos. E ser sarcástico/irônico consigo mesmo não é para todo mundo. Principalmente para os que não sabem o valor de umas palavras amigadas com outras: sarcasmo é uma ironia cáustica.

O disco pode ser baixado aqui. Baixa aí, eles merecem. O  Myspace dos rapazes é aqui. E Pa pa pa pa

27 de outubro de 2009

2ª Semana de Histórias em Quadrinhos da UFRN

Por Nicolau Chiavenato

Para quem se interessa irá ocorrer a 2ª Semana de Histórias em Quadrinhos da UFRN, organizada pelo Prof. Dr. Renato Amado (Mestrado de História/UFRN), e juntamente com Milena Azevedo (Garagem Hermética Quadrinhos), que ocorrerá de 09 a 13 de novembro de 2009.

As inscrições começam amanhã, dia 27 de outubro, e seguem até o dia 05 de novembro, na Secretaria do Departamento de História da UFRN, durante os períodos matutino e vespertino. Maiores informações, ligar para: 3215-3575.


31 de agosto de 2009

Água – Canecão – Fafá de Belém – Tempo

Por ricardo sergio

Tempo.

Assistindo ao Show Água em 15 e 16 de Setembro no Caneco Grande me chegaram as questões do Deus Tempo. “O tempo tem tempo de tempo ser. O tempo tem tempo de tempo dar”. Pauapixuna na veia e na minha memória. Passaram-se mais de 30 anos e, foi essa música, que me trouxe, em encanto e mágica, um universo em verso e polpa de madura fruta de tão linda diva. Feliniana. Selva e seiva. Só depois corri atrás do “Tamba-Tajá” – até compacto comprei. Mas definitivamente me afoguei em Água. O LP azul. O tronco da árvore. As águas de Mosqueiro. O clipe no Fantástico. O vestido Amarelo na TV. Os cavalos no pasto. O galope. A renda branca na bolacha. Oferenda. Dom. Tinha meu primeiro tesouro. Minha ilha musical, logo eu que não era chegado à música. Trapaças (boas) da vida.

Fafá depois de tanto tempo resgata umas das partes mais marcantes da minha história quando as mudanças ocorriam em zum. Novidades. Sonhos. Procuras e, medos até. Eu nada mensurava. Acreditava muito mais. Crença. Tempo que deixei de ter. Tempo que ganhei por viver. E a recordação em progressão geométrica me levou a uma crítica de Sérgio Cabral – o pai do governador – sobre o disco. Acho que no O GLOBO. Perderam-se as lindas palavras ali contidas nos vãos da minha parca memória. Esquecimento? Alguém ainda guarda essa relíquia? Nos Googles da vida não encontrei. Tempo. Cruel às vezes. E o tempo me levou a um especial da TV Bandeirantes que Fafá fez em torno do disco. Quem tem? Mais um tesouro que o tempo me tirou? A gente perde a gente ganha. Tempo

Dizer o que dessa viagem musical pelo Brasil?

Tudo já foi dito.

Tudo já foi sentido? Não, aí discordo. Cada canção em cada audição apresenta nuances e intenções diversas.

Tempo regressa e agora vejo Mariana no palco acompanhando a mãe. De Volta ao Começo …Mãe e Filha e Mãe e Fiha…. Ciclo. Poesia. Experiência e Juventude. Tudo NOVO.

Flash-back é isso: Araguaia, Cidade Pequenina e Leilão

Cordas e Espinhos, Foi Assim, Sedução

Ave Maria dos Retirantes, Pauapixuna, Ontem Ao Luar… e por ai vai vai vai vai vai

Se esvai Tempo.

Me senti de novo o menino de antes. Tempo

Reli músicas com um distanciamento de cidade de espaço de clima. Tempo

E na rede a balançar a DIVA me fez também aos olhos rolar água. Lágrimas de felicidades por ver que até o Tempo é relativo. Superlativo e acima de tudo, generoso por nos proporcionar Tudo outra vez. Água. Fafá. Luz. Outros shows da Estrela Radiante virão.

29 de junho de 2009

Keen

Por Daniel

Comecei a ler O culto do amador, de Andrew Keen.  Confesso que decidi ler depois de instigado pelos comentários de Nelson Patriota, de Alex Medeiros e de Tácito Costa.

Prometo que farei uma resenha mais detalhada ao fim do livro, mas pelo menos duas coisas já me deixam preocupado.  A primeira é que Keen fala de uma posição autoritária.  Explico o que quero dizer: ele fala com base na sua própria autoridade, de crítico e ex-adepto de um ciberculto doentio.  Não sou um utopista da rede.  Não suporto ler algumas coisas escritas por gente como Pierre Levy, mas longe de mim me expressar contra o que esses camaradas defendem sem um levantamento bibliográfico e teórico convincente.

E esse é o segundo problema de Keen, por enquanto.  Ele sofre de uma superficialidade teórica que é de doer.  Fundada em um bem definido lugar social e ideológico de onde fala o autor.  Ele não conhece ou não entendeu os estudos sobre jornalismo e comunicação mais contemporâneos.

Por exemplo, Keen diz:

Os blogs tornaram-se tão vertiginosamente infinitos que solaparam nosso senso do que é verdadeiro e do que é falso, do que é real e do que é imaginário.  Hoje em dia, as crianças não sabem distinguir entre notícias críveis escritas por jornalistas profissionais objetivos e o que lêem em joeshmoe.blogspot.com.

Keen desconsidera todo avanço nos estudos de comunicação e jornalismo da segunda metade do século XX e início dos anos 2000.  Só para simplificar, os estudos do jornalismo tendem a reafirmar algo que falei até jocosamente no debate da Siciliano: quem entende de verdade dos fatos é gastroenterologista e não jornalista.  O jornalismo é uma arte de contar estórias, já diz Nelson Traquina.  Como eu gosto de falar, é ficção baseada em fatos reais.  Então é superficial e inverídica a afirmação de Keen.

Na sua crítica à democracia virtual ele entende que o mundo necessita dos editores profissionais.  Ele esquece que esses editores não servem à verdade, mas atendem a critérios de noticiabilidade que são carregados de uma cultura organizacional e da ideologia deles mesmos e dos veículos onde atuam.  É como pedir a um editor da TV Ponta Negra que deixe passar uma notícia com pesadas críticas contra a prefeita Micarla de Sousa.  Além disso, por outro lado, as mídias sociais garantem o acesso a vozes alternativas.  Isso me faz pensar no Blog da Petrobras, criado depois que a empresa se viu obrigada a pagar espaço em veículos convencionais para que sua voz fosse ouvida, uma vez que os jornais estavam se recusando a publicar suas posições ou, quando publicavam, editavam de tal maneira que não era mais possível reconhecer a voz da empresa.  Para ser ouvida, a empresa criou o Blog.

É bom ter um radical falando desse lado da arena.  É bom porque nos levará a um equilíbrio possível.  Mas Keen deve ser lido com cuidado, porque além de sua fala de autoridade e da superficialidade teórica, ele fala de um muito bem definido lugar social e ideológico.  Afinal, só essa ideologia para acreditar que existe alguma coisa na sociedade, conhecido como guardiões da cultura, personalizados em jornalistas, cineastas, etc..

Thompson, na obra A mídia e a modernidade, fala com muito mais profundidade e reflexão que Keen demonstra nessas primeiras páginas de nosso encontro.  E Thompson dizia nos anos 80, antes da Internet, portanto, que a emergência de qualquer mídia promove uma completa reorganização da cultura e de todos os bens simbólicos da sociedade.  Foi assim quando surgiu o códex, a imprensa, o rádio, a tevê.  É assim agora.  E é inevitável.  O problema é olhar com um olhar superior essas mudanças e achar que elas significam perda.  Nunca significaram e não acho que nesse caso significarão.

Prometo um texto mais completo quando eu terminar de ler o livro.

26 de junho de 2009

Da Mata

Por Daniel

A cada trabalho que eu passo para meus alunos, encontro, no mínimo, três plágios.  Em uma das turmas que ensino, tenho um casal de alunos que a cada trabalho se superou, copiando artigos científicos de diversos congressos.  Alguns, estavam disponíveis, inclusive, apenas em PDF.

Para completar, uma aluna me passou um e-mail reclamando que eu encomendei uma resenha de um livro como uma das formas de avaliação.  Ela me disse que era adepta do ensino através do quadro branco.  Ela tem uns 20 anos.  E dificuldades para entender a relevância da leitura, compreensão e discussão de bons textos escritos.  E não entendeu que educação é, fundamentalmente, interação. Para fechar com chave de ouro, vale dizer que ela é uma de minhas melhores alunas.

12 de junho de 2009

Problemas de senha…

Por Thúlio Rêgo

Tácito,

Parabéns pelo blog, a qualidade começa pelo layout e vai até  o momento de fazer login… Fácil, sem problema algum.. =) Creio que é só ter paciência que tudo se resolve com calma sobre esse “probleminha” das senhas..