Cena Aberta e transparente
8 de fevereiro de 2012 às 9:51 - 1 ComentárioPor Sérgio Vilar
NO DIÁRIO DO TEMPO
Poucas palavras para comentar a espécie de coletiva dada pelos diretores da Casa da Ribeira agora há pouco para explicar o projeto Cena Aberta e o impasse junto à Comissão da Lei Câmara Cascudo. Tenho três matérias para escrever ainda hoje. Depois comento com mais calma a partir da análise dos números.
Números os quais precisam ser explicados, realmente, à Comissão. Penso ter ficado clara a versão da Casa da Ribeira, a respeito do valor da pauta, dos atores, do projeto em si e de quanto a Casa recebe e não recebe. Também da ligação da agência House, de um dos diretores, com a Casa. E ainda das outras captações via leis de incentivo municipal, federal e editais públicos. São pontos importantes, sim, mas seria inútil ou extremamente trabalhoso discriminar tudo aqui. Esse entendimento precisa ficar claro é à Comissão!
Joguemos fora ainda os lamentos de gestão, da situação do desleixo com as políticas públicas e atrasos culturais já reclamados há anos. Ou ainda a comparação com Estados cuja realidade econômica é outra, infelizmente. Enxuguemos também a questão ideológica levantada e da qual desacredito. Acredito sim no zelo com o erário público por parte da Comissão. Falta é entendimento, que pode ser resolvido com explicações e conversas.
Então, vamos à questão prática do impasse e dos pontos fundamentais dessa coletiva de hoje. De prima, seria no mínimo irresponsável ou ousada a convocação de uma coletiva para explicar números equivocados. Então, penso que haja fundamento na defesa dos diretores da Casa da Ribeira para aprovação do Cena Aberta e nos números apresentados.
Se há fundamento de uma parte, falta melhor entendimento da outra. E sob esse prisma me preocupou, já no fim da conversa, a informação de que não haverá diálogo entre as duas partes antes da definição do novo parecer da Comissão. Se assim ocorrer, esses impasses vão continuar e o projeto será novamente reprovado. É lógico!
Tudo bem que o calhamaço de informações distribuído hoje entre os presentes também foi entregue à Comissão. Mas duvido que haja entendimento a partir dele. A Comissão já tem contra-argumentos definidos a partir desses mesmos números. No máximo, com o acréscimo de algum detalhamento, haverá reformulação na análise cujo prejuízo à Casa permanecerá.
Isso pra mim ficou claro quando Edson Silva disse que não pretende barganhar o projeto. Ou seja: a diretoria não tem a intenção de reduzir os custos do Cena Aberta apresentados à Comissão. Então, ou é ou não é. Ou a diretoria explica detalhadamente cada ítem para entendimento e consenso com o atual valor, ou o projeto será novamente reprovado ou aprovado com valor reduzido, o que a Casa disse rejeitar.
Como frisei durante o papo, acho os valores postos no projeto justos. Segundo comparações da diretoria, até abaixo do valor de mercado. Mas vejam: o orçamento do primeiro projeto apresentado foi de R$ 295 mil. Diante de diligências da Comissão, foi reduzido para R$ 252 mil. Então, havia brechas para redução. É possível que não haja mais e por isso a posição mais radical da diretoria da Casa.
Então, volto a ressaltar e até a fazer um pleito à Comissão para promover um diálogo antes dessa análise. Ou o prejuízo fatalmente recairá sobre a Casa da Ribeira, sobre a imagem da Comissão e sobre o público que perderá espetáculos de qualidade e baratos. Ou pior: veremos fechada uma importante fonte de formação de público e de atores.
OBS: Parabenizo o trabalho dos Blogueiros Progressistas, representado na coletiva por Daniel Dantas, responsável pela transmissão ao vivo via twitcam e com participação aberta do público.








1 Comentário
Eu tacito, celina ,Abimael
Noite de banda aluanda.
Ribeira bordas navarro
Quase carnaval amigos
Maésia , Paulo, outros.
Não naõ não
lembro nome
seca Elói. E tu
andas estava.