“Claves para un éxito literario”

10 de novembro de 2011 às 9:55 - 13 Comentários
Por fernando monteiro

Publicado simultaneamente no jornal Rascunho e neste SP.

“Chaves para um êxito literário”…

Quem voou pela Ibéria em agosto passado (e fosse, por acaso, escritor), contava com esta surpresa: a oferta de dicas para o “êxito literário”, na revista de bordo – RONDA – das aeronaves da empresa aérea espanhola.

Surpresa. As revistas de bordo brasileiras costumam ser uma merda, eu apenas passo a vista, vejo quase todas enfiadas junto com o saco de vômitos, na frente das poltronas apertadíssimas etc. Mas essa, ibérica, a cara de mamão do simpático Plácido Domingo na capa, teria algo a dizer a um escriba sentado…

Fiquei animado, é claro. Rumo à Espanha, esperando ver talvez as últimas touradas, não imaginava receber alto incentivo profissional, lá nas nuvens, ao meu métier de matador provinciano na arena de areia das palavras.

Olé!, vinha me dizer a “Ronda” com Domingo na capa – porque um dos aviões deles havia sido batizado com o nome do tenor remanescente dos três “terrores”…

Deixa pra lá a música lírica “popularizada” (?) na tapa. Não é a minha área. Não quero brigar com ninguém que ache que o falecido Pavarotti, o gordão Plácido e o insosso Carreras muito fizeram pela divulgação de óperas em fragmentos e canções napolitanas cantadas de modo a agradar mordomos de chefes da Máfia, os “Santiagos” de hoje, cantando no banheiro com dó-de-peito de torna a Sorrento sole mio funiculi-funiculá. Tem que goste. Digressão encerrada.

O assunto aqui neste jornal é livros, não se sabe (ainda) se os derradeiros da literatura – ou os primeiros de uma novíssima Terrível Idade Nova Admirável.

“Admirável”?

A aeromoça – velha – sob forte maquilagem, veio perguntar se eu queria vinho ou coca (Cola, gente!), e eu nem respondi, nos ares, a atenção toda concentrada no artigo salvador, no promissor texto de ensino a 10.000 metros, as dicas de graça no espaço, uma quase oficina literária (tem tantas!) suspensa no éter:

“CLAVES PARA UN ÉXITO (diga “êssito”, em bom castelhano) LITERARIO” – sem o acento, sem poltrona, a literatura de avião, promessa de romances de sucesso, Recordes dos bons e das boas villas Boas! Perspectivas de conquistas, avanços, glórias, paulocoelhadas de milhares de dólares. Me vi me vendo a anunciar: “Veja a VEJA, a ÉPOCA da minha reportagem, as matérias sobre livros meus escritos – oh! – a partir de agora totalmente de acordo com as recomendações, as sugestões, as regrinhas da Ronda”…

Eu nem devia estar aqui, a divulgá-las. Deveria ficar com o texto só para mim, Rogério Pereira. Afinal, é um tesouro, um achado, uma “botija” encontrada no céu de agosto, entre Recife e Madri, vôo 666. (Minto: vôo 669, que é um número mais animador, com a boca na botija mesmo – e a botija na boca da)…

Bom, vamos parar. Vamos voltar para a vaca fria da literatura: o artigo da revista de bordo da Ibéria se propondo ensinar as “chaves para um êxito literário”!!

Quem não acredita numa revista internacional, com o plácido Plácido na capa?

Quem ousa desconfiar de dicas espanholas – quando tantos romancistas da terra de Cervantes são hoje lançados pela Alfaguara e outras casa editoriais de Madrid, Barcelona, Valência, Sevilha, Ronda?…

Era eu um escritor de sorte: havia voado na hora certa, pela companhia da melhor companhia: uma revista – gratuita – ensinando como chegar ao Olimpo das Letra$, tornando-me um $uce$$o…

Rogério: cobre mais caro por esta edição do valoroso “Rasca”. A presente edição de novembro de 2011 vale mais. Vaidosamente afirmo isso, garanto, insisto: o seu jornal, por mis generosas manos, está trazendo, neste penúltimo mês do ano, o ensinamento espanhol sobre como chegar LÁ, diretamente para os ouvidos/olhos dos nossos caros colegas.
Ruffato, você já é um êxito, eu sei, mas preste atenção nas dicas da revista estrangeira – que eu divulgo logo em seguida –, e vosmicê poderá alcançar um êxito ainda maior, o qual lhe permitirá construir um superclube de lazer, com cem piscinas e cinquenta campos de peladas, além de trinta churrasqueiras, tudo para todos os subproletariados “deste país” (em estilo metalúrgico).

Homero Fonseca, leia o que vai divulgado algumas linhas mais adiante, e sua Roliúde, sua múmia de Ava Gardner, estarão no papo…

Elvira Vigna, venha cá, minha filha!, e anote, aprenda, saiba como tener el éxito próxima, via a ajuda ibérica dos ares das letras, pois logo em seguida estarei resolvendo TODOS os nossos problemas, estaremos pagando todas as dívidas, comprando todos os apartamentos, carros e casacos de vison que você elviramente detesta…

ESCRITORES! Isto é, ROMANCISTAS! Ficaremos ricos!! Luís Pellanda, larga a crônica, abandona o conto (atende ao reclamo de Dona Luciana, contista empedernido!), passa para o romance, rapaz, e, de acordo com o que vai traduzido aqui, pega a “chanche” [uma única vez na vida, veja bem!] de ser o Dez, o Vinte, chegar ao topo do topo do Topo Gigio…

Sem mais rascunhíssimas delongas, EIS O QUE DEVEREMOS TODOS SEGUIR, A PARTIR DE HOJE – ISTO É, PELO MENOS AQUELES, DENTRE NÓS, QUE QUEIRAM ALCANÇAR O ÊXITO LITERÁRIO, dois pontos (passo a traduzir ahora, ó Homero Gomes, estas recomendações pelas quais esperastes durante toda a tua curitibana primeira juventude)…
As “chaves” são numeradas de um até dez, e vinham, na gentil Ronda, também em inglês (Keys to literary success), porque a revista é bilíngüe, e, eu, o suficientemente besta para estar aqui compartilhando o bookface com yours, conforme diriam Zuckerberg, Ariano Suassuna e Fernando Affonso Collor de Mello [o mais novo membro da Academia Alagoana de Letras, é verdade e dou fé]:

Aspas:

“1.- Gênero: como o mercado editorial tem predileção pelo romance, o livro deve ser um romance.”
Entenderam? Isso aí é bem claro: ROMANCE! Nada, a não ser romance romanesco apostólico romanamente romanceado!!

2.- Argumento: o romance tem que conseguir fazer o leitor passar boas horas às voltas com um argumento que distraia, mas isso de forma cuidadosamente dosada.”

Sacaram? Tem que distrair, certo? Não sejam burros de fazer mais nada – a não ser distrair da distração da vida distraída…

3.- Contéudo: pensar pelo leitor. Isso implica em conclusões obtidas através dos personagens ou mesmo diretamente estampadas num lugar aparte. Ser completamente explícito com o que ocorre na história e não deixar nada para a imaginação.

Juro que estava escrito isso, lá! Assim mesmo. E a “Ronda” não tem culpa. É a roda deste nosso tempo, garotos e garotas. “Não deixar nada para a imaginação”. (Também não é ironia; o texto da revista não tem nada de irônico, em momento algum.)

4.- Personagens: é melhor que o personagem do romance não seja demasiadamente complexo no seu caráter, a fim de que o leitor possa se imaginar, facilmente, no seu lugar. Exemplos: uma heroína forte e rebelde com algo de mais ou menos ‘familiar’, um vilão conservador e sovina com traços humanizadores etc…

Não esqueçam isso: os vilões jamais devem ser tão vilões tão horríveis quanto o autor, por exemplo, de Marifogos de Bunda – por sinal bigodudo membro das Academias Maranhense e Brasileira de Letras, cheias de velhinhos romancistas que não têm mais idade para aproveitarem estas preciosas regrinhas. Elas ainda podem ser – infelizmente – de algum modo úteis apenas para o “mascote” da ABL, o Paul Rabitt, coelhinho de estimação da casa de Machado de Assis (este solene idiota carioca que escreveu uma vasta obra com pouca – ou nenhuma – convergência com estas prudentes recomendações ibéricas de hoy).

5. – Tamanho: os capítulos não devem ter mais do que 15 páginas, cada um.

O romance inteiro deve ter um mínimo de sessenta mil palavras, se é para crianças e adolescentes, e cem mil se é para adultos.

Os números estão aí. Se vocês farraparem, e passarem de tais limites etc, arquem com a consequência do insucesso e tudo o mais que fará a Folha de São Paulo ignorar vocês – mesmo que algum romance enorme de vossas autorias tenha sido elogiado por Harold Bloom, nos EUA decadentes de Barack Obama.

6. – Linguagem: utilizar a linguagem mais simples possível, a fim de que os leitores não tenham que recorrer ao dicionárioa toda hora – e venham, por isso, a abandonar la lectura. Não se deve permitir ao leitor nem uma “refrescada” ou pausa para respirar. À medida que os personagens resolvam um problema, aparece outro, e isso é que leva o leitor a passar, ansiosamente, para a página seguinte.

Joyces brasileiros – vocês estão fora do caminho do êxito! (Craro…)

7. – Ritmo: cada capítulo deve terminar, de preferência, com um “gancho”: uma ação não resolvida que suponha um problema sério ou, melhor ainda, algum perigo para os personagens principais – coisas que serão solucionadas no capítulo seguinte.

“Gancho” tá bem explicado aí, não é? Mas não abuse da figura do Capitão Gancho, no seu romance, ó Peter Pan Eterno que me lê e que aguarda o êxito na Terra do Nunca, a partir de 31 de fevereiro próximo…

8.- Marketing: procurem se aconselhar com bons profissionais que trabalham para editoras que conseguem vender gato por lebre, criando algo como uma lenda para cada autor do seu catálogo (bem fotografado, elegante, não-fumante, frequentador de academias de ginástica, essas coisas).

Achei meio esquisita a oitava regrinha. Aqui, na terra do Coelho, o pulo do gato literário transforma saguins em macacos pregos do jogo do bicho da floresta da literatura transformada em espetáculo de circo de animais amestrados nas bienais… Seja como for, eu não quis omitir esta oitava pérola.

9. – Serialização: ter pronta uma continuação da trama, ou algo aproximado, para quando estoure o boom. Um livro levará para outro do mesmo autor, e isso faz os editor muito felizes; consequentemente, eles até lhe convidarão para um final de semana nas suas (deles) casas de campo…

Quem já esteve na casa de campo do Serginho Machado? E também do…. Bom, deixa pra lá.

10. – Hollywood: preparar um final que coincida com os cânones hollywoodianos. Se você fugir disso, terá dificuldades de se acertar com um produtor que poderia realizar o sonho de qualquer jovem romancista que se preze: ter os direitos dos seus livros adquiridos por cineastas. Esse desejo é tão profundo que muitos romancistas divulgam que isso “aconteceu” – sem ter ainda acontecido.

Bem, a minha parte está feita. Agora cabe a vocês mudarem radicalmente as suas vidas de romancistas da Nova Literatura Bra$ileira, entrando na onda do $uce$$o na companhia das letra$ bem $ucedida$ etc etc.

Mão$ à obra$ bem obrada$! O CEO é o limite – Ibéria abajo & arriba rumo inclusive à consagradora$ entrevista$ de cinco minuto$ no Programa do JÔ!

VALE!

13 Comentários

  1. Alex de Souza
    10 de novembro de 2011

    como não sou de chorar, bolei de rir com as preciosas dicas. preguei-as aqui na cabeceira da cama.

  2. alberto lacet
    10 de novembro de 2011

    E pensar que quem começou tudo isso foi o bom e velho Balzac, no lá já brumoso seculo xix… com o seu plano de produção em equipes e a máxima do “instrui e diverte”, mas fazendo ainda boa literatura. De lá para cá coisa veio sendo aperfeiçoada e chegou-se a isso: nenhuma literatura mais!

  3. Alex de Souza
    10 de novembro de 2011

    “There are three rules for writing a novel. Unfortunately, no one knows what they are.”(W. Somerset Maugham)

  4. Jairo llima
    10 de novembro de 2011

    Monteiro, o que vc esperava de uma revista que traz um dos três patetas da cena lírica na capa? Kkkkk, foi engraçado demais, valeu!

  5. 10 de novembro de 2011

    Delícia de texto: ironias bem sacadas e uma ótima descrição do campo literário oficial. Parabéns!

  6. Lívio Oliveira
    10 de novembro de 2011

    A verve e a ironia de Monteiro me assustam e me deliciam. Harmonizam-se como um filé apimentado acompanhado de um bom Syrah.

    Ah! Esses pernambucanos maravilhosos…

  7. Jarbas Martins
    10 de novembro de 2011

    O que mais me fascina na narrativa labiríntica de Fernando Monteiro é extrair tanta coisa do nada.Aos meus olhos de leitor ingênuo ele não passa de um mágico.

  8. Fernando Monteiro
    10 de novembro de 2011

    Meninos amigos (Alex, Lacet, Jairo, Lívio, Jarbas) menina amiga Alice: assim, o meu ego infla…

    THANKS! — conforme diria o vigilante do português (da padaria) puro, Doutor Ariano Vilar Suassuna

  9. José Carlos Targino
    10 de novembro de 2011

    É isso aí, Fernando, E, parodiando Voltaire, eu diria: assim vai o mundo…dos interesses literários deste nosso horrível tempo.

  10. Jarbas Martins
    10 de novembro de 2011

    ERRATA: …..é sua capacidade de extrair tanta coisa do nada.

  11. Monique Louise
    13 de novembro de 2011

    Seu texto diz tudo!

    No momento em que começam a aparecer esses tipos de “receita”, é que a gente vê o quanto a coisa está complicada com aquilo que antes chamávamos a arte da literatura. Lamentável!

  12. Maria do Socorro
    13 de novembro de 2011

    Fernando,

    realmente esse artigo da Ronda não poderia ter sido mais infeliz…

  13. 16 de novembro de 2011

    Fernando,

    A dica 10 concluiu bem o objetivo dessa pós-neo-poética: “ter os direitos dos seus livros adquiridos por cineastas.”

    …e eu pensava que isso era apenas uma questão local, a partir do fenômeno Auto(r) da Compadecida, pela Rede Glôbo.

    Os romancistas daqui de PE estão sempre à frente…

    abço.

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OUTROS EVENTOS

POESIA

    Névoa
    16-05-2012 às 9:40 - 7 Comentários
    Por Jarbas Martins

    Carl Sandburg

    Vem a névoa
    em breve pisar de gata.

    Queda-se olhando
    o porto e a cidade
    sentada em seu silêncio e
    esgueirando-se em seguida.

    (Tradução de Jarbas Martins)

    * * *

    Fog

    The fog comes
    on litlle cat feet.

    It sits looking
    over harbor and city
    on silent haunches
    and then moves on.

    (Carl Sandburg, “Selected Poems”, G.Books,1992)

    COMENTÁRIOS

    • João da Mata: Amigo Carlão, Vejo com muita alegria a sua inquietação e leitura. Tb indico fortemente o livro .Jerônimo, A Técnica do Livro de autoria do grande Dom Paulo Evaristo Arns ( Sua tese de doutorado) , trad. de Cleone Augusto Rodrigues e prefácio de Alfredo Bosi . Belíssimo livro em capa dura Jeronimo traduziu a vulgata da biblia e é considerado o patronomo dos bibliófilos e amantes do livro. Saudações bibliófilas. ab imo corde - Help
    • edjane linhares: Muito lindo, Jarbas. A experiência do haicai, como Fernando nos lembrou, ajuda muito neste processo de contemplação e silêncio, ato solitário e sublime. Quero agradecer a homenagem às mães no seu último haicai (único vestígio da data por aqui). Aguardo coletânea deles. Um abraço. - Névoa
    • Jarbas Martins: Amigo Jóis: gosto da sua poesia e da sua prosa digressiva, inflada de saberes e sabores, biscoito fino para raros paladares.Nem precisava dizer isso, mas como em seu comentário você se reportou a um incógnito Aguinaldo Soares, usando termos utilizados por ele contra mim - deu-me vontade de voltar ao assunto. Repito mais uma vez: Aguinaldo Soares sabe escrever, e a expressão "sólida cultura" é tão infeliz que não me restou outra alternativa: pedi desculpas ao ilustríssimo desconhecido.Não conheço o Aguinaldo, mas presumo que ele, como eu, temos algo em comum: fizemos o curso de direito.Daí o nosso gosto pelas sentenças líquidas e certas. Abraços, Poeta ! - Ditirambo
    • Marcos Silva: Li um livro interessante sobre Jerônimo, A Técnica do Livro Segundo São Jerônimo, de Paulo Evaristo Arns - Help
    • Jarbas Martins: Tradução inventiva a tua, Marcos. Nenhuma novidade nisso. Você é um reconhecido mestre na arte tradutória. - Névoa
    • Jóis Alberto: O poema é bom! Afirmo isso, embora não tenha plena consciência do ofício de poeta. Porque se eu for intelectual, sou dos mais incompletos – em meio a preconceitos, totens e tabus, como vocês já tiveram oportunidade de ler mais de uma vez, aqui neste democrático SP. Além do mais, como posso ter sólida base cultural nesses tempos em que tudo que é sólido se desmancha no ar? Tempos de modernidade e amores líquidos, de fodas em excesso e entediadas, blasé até – foda blasé é ‘foda’! – de gente que trepa com a mesma rotina de quem escova os dentes, tema objeto das sátiras ingênuas de meia dúzia dos meus poemas eróticos. Ingênuas não só se comparadas às sátiras e poemas eróticos/pornográficos de um grande poeta, Bernardo Guimarães, por exemplo, mas ‘ingênuas’ também no sentido libertino, filosófico, da palavra ‘ingênuo’! Ou então as fodas são escassas como as leituras de gente que, se leram os gregos, leram em traduções, não no original, e fazem a pose erudita de quem muito entende esses clássicos da filosofia, da poética e da ética, da antiguidade greco-romana. O que danado é ‘inveja poética’? Se é inveja não é poética, nem ética! Porque a ética, é verdade, pode tratar da inveja, da emulação, mas a inveja despreza a ética. O que danado significa ‘fracasso moral da estética’? De qual moral estamos falando? Da moral burguesa? Sinceramente! Qual o poeta que não esconde a fonte onde bebe? Como poeta bissexto, escondo e revelo fontes. Sem maiores dificuldades coloco as cartas na mesa, porque nesse jogo de cartas – de cartas muitas vezes marcadas, e viciadas – uma das minhas cartas prediletas é a do coringa, do joker! Porém, como há muito não jogo nem pif-paf, buraco ou sueca, uso essa expressão ‘jogo de cartas marcadas’ como um dos inúmeros clichês que pululam por aí, em discussões de intelectuais de prestígio... - Ditirambo
    • Cássio: Biografia eu não sei, mas recomendo o filme do júlio bressane. No seu livro Cinemancia tem também uma tradução interessante da "epifania" de são jerônimo. - Help
    • Marcos Silva: Belo poema, bom poeta, boa tradução. Sugiro a alternativa: NÉVOA. Névoa vem em pés de gatim Senta e olha sobre porto e cidade ancas silêncio e se moveu - Névoa
    • Jarbas Martins: Tenho a honra e o dever de confessar que a tradução que fiz do poema "Dormire", de Ungaretti, publicado há alguns dias neste SP - teve a orientação do poeta Fernando Monteiro ! Obrigado, mestre Fernando, obrigado poetas Anne Guimarães e Lívio Oliveira. - Névoa
    • Nina Rizzi: "A capa já dá o tom da revista. Uma foto de Câmara Cascudo passeando de riquexó (uma espécie de carroça de duas rodas e movida a tração humana) em Moçambique, ao lado de uma pessoa não identificada. A foto - de autoria desconhecida - foi clicada em 1963, quando o folclorista estudava costumes e tradições africanos. As observações e anotações depois seriam o mote para o livro Made in África. A imagem foi cedida pela família. E a filha, Ana Maria Cascudo, escreve artigo contando as inúmeras viagens do pai, em um diálogo emblemático entre Natal e o estrangeiro." Viu, neguinho não existe não, ô rapá! - Tributo ao mar