Crítica e ficção
10 de agosto de 2010 às 9:38 - ComentarA escritora Patrícia Melo declarou, na FLIP 2010, que “A crítica literária é simplista, muito pobre e tem muito pouca técnica” (FSP, 11.8). Patrícia está sendo simplista e demonstra pouca técnica (não direi que é pobre porque nada tenho contra essa categoria, não a considero um defeito). Ela não indica nomes dos críticos que evidenciam aquelas características. E demonstra ignorar história: Antonio Cândido foi crítico na Imprensa cotidiana, como se sabe: onde estão seus sucessores?
Além de não indicar nomes, falta Patrícia analisar o fenômeno: que aconteceu com a crítica literária no Brasil (e noutras partes do mundo a diferença é pequena)?
Tentativa de resposta: a crítica foi para a universidade e para a Imprensa especializada. A grande Imprensa publica notícias, geralmente ligadas a grandes editoras e best-sellers.
A universidade, exercendo a crítica, demonstra qualidades e defeitos: em geral, tem técnica e complexidade analítica; frequentemente, evita abordar o que não é canônico – os autores contemporâneos, quase sempre, dançam.
Alguém precisa orientar Patrícia a ser mais precisa nas críticas à crítica. Rubem, nesse caso, falhou.
Abraços a todos e todas:


