Crônica para candidatos sem graça
28 de abril de 2010 às 13:49 - 1 Comentário
Não lembro mais como se forma a opinião desses meninos hoje em dia. Vi hoje um grupo no corredor da faculdade conversando. Cruzei o caminho deles exatamente quando uma garota disse a frase inacreditável:
“Votar em Dilma é como eleger Marlene Matos”.
Não sabia se ria ou se chorava com essa. O resto do caminho no corredor até à sala, tentei criar as sinapses para entender a conexão. Fiquei boiando. Ainda estou.
Depois fiquei pensando em Siri Gomes. Um dia até pensei em votar nele, mas depois, a conselho de amigos, fui recomendado a repensar. Nem precisou. Pergunto a todos que conheço e ninguém nunca explicou. Aceito até sugestões cá, no honroso SP: “Como alguém casado com a Patrícia Pillar quer saber de política?”. Por que ele não tenta escrever uma peça teatral? Ou vai andar de gôndola com ela em Veneza?
O Brasil é mesmo um país engraçado. Agora fico sabendo que o mestrado e o doutorado de dona Dilma na Unicamp valem menos que o pastel da rodoviária. E o Serra? Tadinho. Às vezes tenho a impressão de que ele está doidão. Fico vendo-o falar e penso: será que é chegado num uísque? Por que será que não engulo o Serra? Devem ser as láminas.
Como morei certo tempo de minha vida em mosteiros e conventos, aprendi a conhecer um pouco as freiras. Por este motivo, Marina Silva também não me desce muito. Tenho medo de gente focada demais. Gosto dos que olham em todas as direções.
Cambada de candidatos a presidentes sem graça estes que estão aí. Já estou pensando na desgrama do voto útil.
Alguém faz ideia de por que votar em Dilma tem a ver com a Marlene Matos ?


1 Comentário
Futilidade por futilidade, eu voto na Dilma porque quero saber todo dia nos jornais o que anda fazendo o primeiro-cavalheiro enquanto a mulher está no trabalho.