Delicadeza versus Canudo
4 de setembro de 2010 às 8:57 - 5 ComentáriosA Origem do Mundo, de Courbert
Você me desculpe, poeta Jairo, mas o que estão chamando de fetichismo em torno do “velho Livro” etc, representa uma DELICADEZA a mais perdida na voragem da vulgaridade “massmedia” que nos cerca, acachapante.
E, para ficar bem de acordo com as novidades virtualmente do “caralho” (para usar a sua palavra), aqui vai a indelicadeza de uma metáfora grossa:
ler um livro no Kindle (ou qualquer outro), em comparação com o contato direto das páginas impressas etc, é mais ou menos como fazer a mais profunda carícia oral, na amada, com um CANUDO de plástico.
Deu pra entender?
Jogue o canudo fora, poeta, e caia de boca nos velhos livros de sempre…, recém-descritos no post abaixo (do João da Mata – APOIADO!) com todos os requintes do fetichismo que eles seguirão inspirando, como as mulheres que a gente começa a beijar desde o alto da testa até a…



5 Comentários
Se o meu comentariozinho valeu este belo e apaixonado texto do Monteiro já fez um serviço acima do esperado. Abração, Fernando.
Que coisa linda…
Amigos:
Antes de mais nada: como Courbet é FANTÁSTICO! Por Favor, Tácito, reproduza sempre esse quadro deslumbrante.
Em segundo lugar: dependendo da ocasião, o tubo de plástico não abolirá a paixão nem o gozo das partes.
Mas vejo bom delírio nas duas falas (Jairo e Fernando): de uma maneira ou de outra – o tato do papel ou a intermediação do aparelho de leitura -, são livros e tesões.
Abraços:
Marcos Silva
por que não os dois, meu caro fernando ? de acordo com o seu belíssimo texto em parceria com coubert… é do caralho, como diria o jairo lima. que
deve ter lá suas razões…ler um livro, usando os dedos, é como se ler em braille o corpo de uma mulher. É DUCA !
Credite a Fernando o Courbet. Ele enviou por e-mail, eu até já tinha colocado outra ilustração. abs