Democracia como busca
1 de julho de 2009 às 13:11 - ComentarCaros amigos:
As falas que estão surgindo no SP sobre Honduras e Irã, em sua diversidade, valorizam a democracia, o que é ótimo. É necessário criticar um monte de coisas em Cuba, o que não transforma seus adversários em baluartes da democracia e ponto. Tenho profunda admiração pela cultura e pelo povo estadunidenses – não se produz Melville, Faulkner, Ford e Welles por acaso. Mas é preciso lembrar a LONGA duração do apartheid no sul dos EEUU. Quando ocorreu aquele desastroso furacão que destruiu grande parte da bela cidade New Orleans, fiquei pasmo com as imagens dos pobres estadunidenses – no nível de favelados cariocas quando ocorrem graves chuvas derrubando morros e casebres.
Vejo uma coisa boa no Irã atual: parte expressiva da população se manifestando nas ruas. A democracia não vem prioritariamente do governo, vem principalmente da ação dos cidadãos. Democracia não é pacote pronto, é busca e construção.
Às vezes, pensamos na política nacional como problema de um povo apenas. Será que as práticas anti-democráticas que verificamos em Cuba e Irã não derivam, TAMBÉM, de atos das potências hegemônicas? Será que Cuba resulta apenas de Fidel ou Kennedy e Krushev deram substanciais contribuições para aquele quadro?
Essas perguntam procuram homenagear o clima de debate que existe neste SP. Viva nós!
Abraços:


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