Em deslouvor do Lero-lero
31 de agosto de 2010 às 21:46 - 4 ComentáriosParabéns, Tácito, por reservar espaço próprio para a POESIA, na reforma gráfica do “Substantivo”, que está vindo por aí.
Em meio à prosa cuencosa (etc) que aí está, a poesia brasileira se apresenta não só mais vigorosa, porém tem mais interesse & relevância, e, com certeza, terá muito mais permanência, no futuro, do que os “romances” tupiniquins desta quadra de lero-lero flipense etc etc, que estamos atualmente vivendo, de Paraty ao Chuí…


4 Comentários
É verdade. Só que é a prosa tupiniqui e a poesia tupinambá. Poetas imprescindíveis são os “manés”, Bandeira e de Barros.
todo o meu apoio a fernando monteiro e a você, tácito
de antónio saias, o platero português:
“A noção de Poema
se me perguntassem o que é poesia
julgo que teria muita dificuldade em responder
para mim é uma coisa muito vasta
hoje
manhã de calor intenso
na Esplanada do Arcada
uma respeitável senhora dizia
em voz audível à distância
:
mal entro em casa
a primeira coisa que faço
é ACENDER a ventoinha
ACENDER a ventoinha não me soa a bronca
a ignorância
sabe-me tão bem
como um ternurento verso
de CESÁRIO”
beijos.
De condor, sou mais Castro Alves. De amor, sou mais Bandeira. De linguagem, sou mais Drumond. De grandeza, sou mais Homero. De tupinambás, bem, de tupinambás sou todos e nenhum. Viva Manoel de Barros, maior de todos e nunca quis derrubar ninguém. Tem gente confundidndo poesia com poema. E fazendo do poema texto de discurso opinativo. Chega espuma no canto da boca.