Esmeraldo Homem Siqueira

12 de março de 2010 às 13:35 - Comentar
Por João da Mata

A pena aguçada do escritor e crítico contumaz – Esmeraldo Siqueira

II – Ensaios

“Mais um dia … E é o mês de Agosto,
Mês de Itajubá e o meu
Conquanto irmãos no desgosto
Foi mais feliz: já morreu”

(Esmeraldo: Mês de Agosto)

Introdução

A sede de conhecimento do homem é ilimitada. Esmeraldo Homem Siqueira era um desses curiosos insaciáveis. Um homem de um saber amplo e profundo. A limitação da vida faz dessa busca de conhecimento uma dolorosa e angustiante contingência. Esmeraldo quer saber tudo, e ver na vida e obra do outro uma forma de aprendizado e lição. O livro é a sua matéria. Em “ Modus Vivendi”, o poeta faz a sua profissão de fé: Para o meu tédio curar ( mal que, aliás, não tem cura), / Ponho-me a ler e a estudar, / Cultivo a literatura.

Esmeraldo tem pressa e escreve tudo que sabe e leu em sua vasta e diversificada biblioteca de um médico de província. Felizmente, para a cidade de Natal, parte dessa rica biblioteca que leva o nome de seu famoso proprietário encontra-se atualmente na Capitania das Artes, ali na rua onde morava o escritor Câmara Cascudo. Esmeraldo Siqueira escreveu em torno de duas dezenas de livros. Neles convivem o homem de ciências e o poeta lírico. Escreveu entre outros livros: Caminhos Sonoros, Trovas Pretéritas, Taine e Renan, Variações em Prosa, Gregos e Latinos na literatura, Sugestões da Vida e dos Livros, etc.

Esmeraldo é um homem irascível e muitas vezes impiedoso na sua crítica ferina a alguns escritores locais e estrangeiros. Sua pena é afiada e não faz concessões.
“Se eu respeitasse o jumento/ Mesmo o bravio e coiceiro, / Adeus meu divertimento / Alegre humor galhofeiro…”

Um Agrippino Grieco potiguar, com algumas limitações. Um poeta que sabe escrever bem. Nem sempre um bom prosador é um bom poeta, observa Esmeraldo. De minha parte, prefiro o Esmeraldo prosador e aguçado leitor dos clássicos. Um Esmeraldo que tem necessidade de mostrar toda a sua erudição e faz uma babel de suas citações e comentários. A Teoria da Evolução se une com a economia. A biologia com as ciências naturais. O escritor comenta sobre o papel da Universidade e do ensino Básico.

São compilações com comentários e análises bibliográficas relevantes sobre a vida e a obra dos escritores. Informações curiosas e instigantes são reveladas, muitas vezes de forma aleatória e sem a profundidade e sistematização de um erudito. Esmeraldo é um Spenceriano que tudo quer saber. Sinto falta das referencias bibliográficas e justificativas das fontes referidas. Alguns autores citados são poucos conhecidos e, isso, pode ser um mérito, ou desinformação. O autor é um poliglota e faz citações abusivas (sem traduções) em latim, francês, italiano, Inglês e outros idiomas.

Esmeraldo foi professor de Francês e um dos fundadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Esmeraldo dá palestras, aula da saudade e escreve para uma terra de poucos interlocutores. Homem de poucos amigos e um exemplo de escritor sagaz que não faz concessões.
Os prefácios são geralmente inúteis e supérfluos, diz Esmeraldo no prefácio ao livro “A Canção da Montanha”, do grande poeta Othoniel Meneses. Sem uma crítica consistente a literatura não avança. A literatura potiguar se ressente do elogio fácil de amigos, ou do silencio sepulcral da maioria. O crítico e escritor Esmeraldo ajuda e desvelar o tênue tecido da hipocrisia de algumas carcaças e pérolas literárias. Em Bem- aventurados …, ele destila o veneno:

Os asnos são divertidos,
Asnos bípedes, é claro,
Todos se julgam sabidos,
Dotados de senso raro.

A melhor forma de homenagear um poeta e escritor é lê-lo criticamente. Em 2008 comemoramos o centenário do poeta Esmeraldo Siqueira, nascido a 16 de agosto de 1908 (Vila Nova, atual Pedro Velho-RN), escrevendo esse artigo que enfatiza uma faceta menos conhecida do poeta e escritor Esmeraldo: o crítico literário. Uma forma de lembrar essa grande figura que conheci flanando e poetando na urbe potiguar, e agora o tenho na companhia dos livros. Um poeta saudoso da bucólica cidade; “Nesta hoje terra de cimento armado / já fui um venturoso potentado” (Romancete).

Esmeraldo pertence àquela classe de escritores que lêem muito. Um escritor que conhecia profundamente a literatura local e universal. Um homem plural que não via sentido na separação entre o saber científico e literário. Opinou sobre tudo e todos. Nesse artigo fazemos uma breve antologia das opiniões do crítico literário Esmeraldo sobre alguns escritores e poetas locais, e outros temas relacionados com a literatura. Uma forma de tornar mais conhecida a rica literatura norte-riograndense. São florilégios pinçados da obra multi-facetada desse profícuo escritor. Um autêntico Esmeraldo a iluminar e realçar com sua lente aguda o vasto e pouco conhecido oceano da literatura potiguar e universal. Um convite para a leitura dos nossos poetas e escritores

A poesia Esmeraldina é ferina com a humanidade e suas fraquezas, vícios e hipocrisia.
“A mediocridade infesta / Os arraiais literários. / Asnos exibem na testa / Triunfos extraordinários.
Dão-se prêmios repetidos / A livros que valem nada, / De versos desenxabidos / Ou prosa vazia e aguada (Áurea Mediocritas).
Poesia é verdade e “jurar que é fingimento tudo que o poeta diz / Não tem nenhum fundamento, / É afirmação infeliz”.

Terminamos o artigo com um poema do Esmeraldo “Brasilae Jumentorum” que faz um cumprimento irônico a todos os jumentos do Brasil. Aliás; os burros, asnos, muares e jumentos participam com muita freqüência da fauna poética do poeta. Esmeraldo não espera recompensa por sua poesia. É um solitário que escreve para viver. E vive porque escreve. O poeta Esmeraldo não finge, e toda a sua poesia toca na solidão de sua existência já descrente do amor dos homens e dos guizos fáceis da mediocridade.

O POETA DAS QUADRINHAS FERINAS, para o bem e para o mal.

Brasilae Jumentorum
In Poemas do Bem e do Mal – inéditos e recentes 1984

Mais uma vez quero cumprimentar
Os jumentos de sorte no Brasil,
Celeiro mundial, hoje sem par,
Dessa garbosa espécie tão gentil.

Por toda parte, em todos os setores.
Da vida nacional, ei-los felizes:
São médicos, dentistas, professores,
Boticários, agrônomos, juizes.

Na militar carreira ou na política,
Gozam de imunidades, valem ouro,
E ai de quem, arriscando qualquer crítica,
Mostre em seus atos o menor desdouro.

O clero é outro exemplo edificante
Dessa prosperidade jumental.
Mas, no mesmo sentido, o protestante.
Não fica atrás como valor rival.

E o populacho, o anônimo rebanho.
Que se esfalfa no campo ou na oficina,
Estranho ao bem-estar, ao gozo estranho,
Incapaz de entender a própria sina?

O povo é isto, a plebe, a populaça,
A ralé, a gentalha, o João Ninguém
Pratica o futebol, ama a cachaça,
Crê no padre Romão como convém.

Epitáfio

Amou o belo e a verdade
Sem crer no Céu nem no Inferno
Do mundo, em vez de saudade.
Sente agora alívio eterno

Antologia crítica do ESMERALDO DEL SITU IN NATAL

Nesse breve ensaio fazemos uma breve antologia das opiniões do crítico literário Esmeraldo sobre alguns escritores e poetas locais, e outros temas relacionados com a literatura. Uma forma de tornar mais conhecida a rica literatura norte-riograndense. São florilégios pinçados da obra multi-facetada desse profícuo escritor. Um autêntico Esmeraldo a iluminar e realçar com sua lente aguda o vasto e pouco conhecido oceano da literatura potiguar e universal. Um convite para a leitura dos nossos poetas e escritores

Polycarpo Feitosa

Os contos e romances são de leitura amena. Ele não gaguejava escrevendo. Sua pena era ágil, corria sem esforço.

Segundo Wanderley

Foi, no Brasil, o maior imitador de Castro Alves.

Lourival Açucena

O livrinho que o instituto histórico publicou reúne 46 composições do poeta perfeitamente legíveis todas elas, embora nenhuma capaz de entusiasmar-nos. Esses versos valiam e valem mais na voz dos cantadores.

Obs: Lourival foi um grande modinheiro e algumas de suas letras foram musicadas em belas canções.

Auta de Souza

A poetisa teria sido amada em qualquer parte civilizada do mundo, tal a encantadora pureza dos seus versos. Ela havia lido os românticos brasileiros e, da França, seu ídolo era Alphonse de Lamartine.

Manoel Virgílio Ferreira Itajubá

Natalense da beira do Potengi, foi também, apesar de semi-analfabeto, um lídimo poeta.

João Lins Caldas

Adotou as formas tradicionais de poetar. Depois tornou-se modernista. Sobressaiu nas duas maneiras, porque a natureza o dotara de imaginação e sensibilidade excepcionais.

Juvenal Antunes de Oliveira

Nascido em Ceará Mirim, compôs hinos e canções que tiveram consagração popular.

Abner de Brito

Caicoense Talentoso. Tremendamente desorganizado, o poeta só nos legou um livro, de título “Ossário”, cujos versos ninguém sabe por onde andam, pois nunca foram publicados. (Esmeraldo em “Do meu reduto Provinciano”)

Henrique Castriciano

A franqueza nos obriga a elogiar mais a sua prosa. Os versos nos parecem guindados, desprovidos de espontaneidade quase sempre, sem belas imagens nem delicadezas poéticas.

Othoniel Meneses
(In prefácio à primeira ed. de “A Canção da Montanha”)

A que escola poderá ser filiado este novo livro de Othoniel Meneses?
Não importa a discussão das escolas literárias.
Classificar o poeta nesta ou naquela escola é questão de segunda ordem.
- Othoniel é passadista? É modernista? É futurista?

Só interessa saber se ele é de fato um poeta, desses que trazem do berço a estrela da predestinação, a vivencia que os torna capazes de romper os véus das aparências e revelar segredos do ser, como os grandes inspirados, cujo canto reproduz os esplendores do universo visível e invisível. Só interessa saber se, de acordo com o pensamento de Platão, ele foi tocado do desejo das Musas e pôde aproximar-se do santuário da poesia, porque o verdadeiro poeta ultrapassa a arte e o seu canto é a expressão de uma “divina loucura”, e não o que os sábios mais esforçados poderiam realizar.
Os versos de Othoniel, sejam da adolescência, da juventude, ou da maturidade, atestam esse destino privilegiado.
….

“A glória poética de Othoniel Meneses é tão sagrada para o RN como a de Auta de Souza e Ferreira Itajubá”.

ANTOLOGIAS

Ezequiel Wanderley

Perpetrou bons versos na mocidade, e em toda a sua existência amou profundamente a literatura. Teve em 1922 a feliz idéia de publicar a coletânea “ Poetas do Rio Grande do Norte”.

Rômulo Wanderley

Querendo ampliar e melhorar o plano do livro do Ezequiel, deu a lume o “Panorama da poesia Norte-Riograndense”. Apesar dos encômios do prefaciador, o livro padece de mil faltas e defeitos: nenhum rigor na seleção dos autores e dos poemas, erros de datas, de nomes, etc. A obra assim, recomenda mal as nossas letras.

O ESMERALDO ERUDITO

Idioma

Um povo que se preza e deseja continuar como nação unida e soberana deve cuidar carinhosamente do seu idioma, defendendo-o sem descanso de deformações e deturpações perigosas que o transformem num instrumento bárbaro a serviço do estrangeiro, em detrimento da alma e do espírito da pátria. A língua é uma herança que deve passar mais ampla e aperfeiçoada de geração em geração, rica no seu vocabulário e nas suas expressões, dotada de clareza e propriedade sempre maiores, capazes de refletir meridianamente o grau de civilização e de cultura daqueles que a falaram.

Estilo

O estilo, nas letras, não depende somente da cultura lingüística. Da educação, e do estudo dos melhores modelos. Quantos que temos conhecido percorrem longamente esses caminhos e não lograram aprender o segredo do estilo! Notória é a incapacidade de escrever ou falar bem da quase totalidade dos que se diplomam nos cursos superiores.

Ensino (o lombrosiano)

Não se deve esperar muito do valor moral do ensino. A educação poderia ter um valor absoluto? Devemos pensar nas taras, nas predisposições congênitas, nas faculdades positivas ou negativas trazidas do berço. Tanto é impossível a educação fazer milagre, como em botânica obter, por exemplo, que um cajueiro produza mangas.

Literatura (na ANL discursando sobre Castro Alves, uma de suas paixões)

Uma literatura é organismo vivo que se nutre e precisa assimilar elementos estranhos, tanto mais quanto for capaz de bem digeri-los. Caso esteja decrépita, terá o dilema: indigestão ou inanição. Mas, noutra hipótese, terá de rejuvenescer à custa de sangue novo.
Veja-se a França do começo do século XVII. Corneille teve de superar as bagatelas do Hotel de Rambouillet ao influxo das letras da Espanha e Molière, sob a influência da Itália. No século XVIII, que teria sido da França sem os escritores ingleses?

Comentários fechados.

AGENDA

  • Pinacoteca está com Edital aberto para ocupação das Salas de Exposições

    Artistas plásticos e visuais ainda podem se inscrever no Edital de Ocupação das Salas de Exposição da Pinacoteca Potiguar para todo o ano de 2012.

    mais informações »

  • Rede Cinemark exibe direto de Londres a temporada 2012 de óperas e balés do The Royal Opera House

    Espetáculos serão transmitidos em mais de 30 complexos espalhados pelo Brasil, sendo dois ao vivo. Natal-RN participa da programação e os ingressos já estão à venda

    A Rede Cinemark traz para o Brasil, com exclusividade, a temporada 2012 de óperas e balés do The Royal Opera House (ROH), de Londres, a partir do dia 25 de fevereiro.

    mais informações »

  • Museu de Arte Moderna do Rio abre mostra cancelada de Nan Goldin

    NAN GOLDIN
    QUANDO abre hoje, às 19h; de ter. a sex., das 12h às 18h; sáb. e dom., das 12h às 19h; até 8/4
    ONDE MAM-Rio (av. Infante Dom Henrique, 85, Rio; tel. 0/xx/21/2240-4944)
    QUANTO R$ 8
    CLASSIFICAÇÃO 18 anos

    aqui

  • OUTROS EVENTOS

POESIA

    No bar
    08-02-2012 às 22:17 - 7 Comentários
    Por Jairo Lima

    Chegaste a mim não como lume
    Mas como Pergunta exposta na toalha sobre a mesa
    E com olhos irônicos fitaste o Vazio dos meus olhos
    E nos meus olhos te atiraste como um predador na rota de sua presa

    Na boca um sorriso zombava de futuros e certezas

    E eu te vi.
    Te vi como se vê mares e dunas
    Como coisas que são sem oráculos nem seitas
    Que não se anunciam, nem aguardam, nem ficam, nem se vão:
    Ali estavas de pé em frente aos panos da noite
    E parecia que contigo aquela noite estava feita

    Te vi coxas, riso, ombros e mãos
    Perdidos entre afago e maldição

    Enquanto o sol ainda se esconde tua mão me marca a pele e impõe fronteiras de posse
    Num corpo que já não é mais o meu e se entrelaça no teu e se contorce

    Os lábios se encontram e vão em busca dos vapores quentes da alma
    Se colam, se penetram, se invadem;
    Não são asas de pássaros, são patas de cavalo
    Destruindo colheitas

    Aquela noite só prometia suores
    Conquistados a cada beijo
    Os latifúndios do desejo
    Eram cada vez maiores

    (———–)

    Vim de longe
    Em hora incerta
    Vim de lunas
    Vim de céus perfurados de estrelas
    Vim de amores submersos em dores e desfeitas
    Para que celebrasses a consagração bizarra
    Que faz a carne virar pão
    O sangue virar vinho
    E a cama virar mesa
    Onde a fome dispõe as suas facas
    Para cortar as carnes e sugar a seiva

    (—————–)

    ******

    Tácito, aqui vai um pequeno FAQ para explicar porque voltei a enviar poemas:
    1. Porque JL parou de mandar poemas para o SP?
    Não sei
    2. E porque voltou a envia-los agora.
    Sei lá.

    COMENTÁRIOS

    • Fernando: Nossa, nunca li um artigo tão fraco como esse, nunca vi tantas falácias coligidas em um artigo de um abortista (não nos parece um jornalista, já que demonstra nada ter lido efetivamente sobre o aborto). Vejamo-las: 1) Aborto não é questão de controle populacional: mentira. Basta ver a origem da defesa do aborto nos EUA e basta ver quem financia o aborto ainda hoje. Para quem nada sabe do assunto, estudar a história das fundações Rockefeller, MacArthur e Ford pode ajudar. 2) Aborto é "direito reprodutivo". Direito??? Que absurdo! Além do absurdo, o termo maldosamente forjado para induzir a erro é incoerente: como pode um "direito reprodutivo" tirar uma vida? Ah, tem dúvida se é vida humana? Por favor, dá uma olhadinha aqui: abort67.com.uk 3) Ó loucura... "atendimento de qualidade" e "sem preconceito" do Estado para ajudar uma mulher a matar o próprio filho. Quanto amor, quanta bondade! Quer saber? Chega de ironia, falemos a verdade: que nojo, quanta hipocrisia! Por que não propor educação sexual para valorização da mulher, do corpo, do próprio sexo, ao invés de louvar o sexo irresponsável que gera vida e que deve terminar em assassinato "de qualidade" e "sem preconceito"? Repito, gritando: QUANTA HIPOCRISIA, QUANTA HIPOCRISIA ASSASSINA MENTIROSA travestida de luz. Típico de quem quer fazer o mal. 4) Ah, o velho conceito da luta de classes para transformar o assassinato de bebês em "questão de saúde pública": mulher rica aborta com segurança, mulher pobre aborta e morre. MENTIRA HORROROSA!! Uma simples consulta ao SUS desmistifica essa mentira. O aborto como causa de morte de mulheres está LONGE, MUITO LOOOOOOOOOOONGE de ser questão de saúde pública. Mas é claro que este abortista (jornalista? Não... já não resta dúvida) está mal informado, lendo pesquisas financiadas pelas ONGs abortistas que sabidamente MENTEM para jornalistas divulgando números falsos que eles irresponsavelmente repassam para pressionar a opinião pública. Deem uma olhadinha aqui (é só uma das evidências...): http://boletimfedf.blogspot.com/2011/03/os-controversos-numeros-do-aborto-e.html 5) Como é fácil ter opinião diferente sobre o feto quando você não foi abortado, né japonesinho? Que lindo que soa aos ouvidos menos instruídos "direito sobre o próprio corpo". Que sorte a sua que sua mamãe (e seu papai, coitado! Não o reduza a nada! Ele também quis que você viesse ao mundo... Como você pode tirar dele o direito de amar você?) - que sorte que ela não pensou como você!! Afinal, seu corpinho não era nada, não é? Era uma unha encravada da mamãe, não é? Se você tem dúvida sobre "que corpo" é mutilado, se o da mamãe ou o do bebê, recomendo novamente este videozinho instrutivo: abort67.com.uk 6) Ave, e o que dizer da tese - histérica - de que "religiosos estão se intrometendo na questão!!! O Estado é laico!!" Será que não existe um ateuzinho que não concorde com a matança de bebês? Acho que existem sim. Muitos. Mas é mais fácil ser ignorante (ou maldoso) e criar uma guerra religiosa. Abjeta, como aliás têm sido todos os supostos "argumentos" até aqui para defender a matança de bebês gerados irresponsavelmente. 7) E o autor - que por sinal demonstra ter um elevadíssimo autoconceito, um amor-próprio no mínimo... doentio, para usar um eufemismo - ainda tem o fingimento de se apresentar aos leitores como alguém que está preocupado com a dignidade alheia, quando se acha no direito de decidir quais dos mais novos membros da espécie humana devem ou não viver. Como é triste a cegueira humana! É surpreendente até que ponto alguém ensimesmado consegue perder a noção da realidade! - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • Fernando: É, Alex de Souza... "seus corpos" - abort67.com.uk - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • chico m guedes: coisas de Jairo eu sempre me pego lendo em voz alta; é quase táctil (quase?) - No bar
    • Daniel Menezes: Ótima reflexão. - Yoani Sánchez, a direita e a esquerda
    • Jairo Lima: Brigado, Nina, sou leitor atento e empolgado de tua poesia. - No bar
    • Anchieta Rolim: Marcos Silva, caso tenha interesse dê uma olhada nesse blog: araguaiahistoriaemovimento.blogspot.com Um abraço! - Ai Hay Hai
    • Marcos Silva: Aprendi a sentir Anne como mais que irmã, pedaço de mim, essas coisas que uns e outros consideram sentimentais mas são apenas sentimentos que nos diferenciam dos computadores. Grande beijo. - Ai Hay Hai
    • Anchieta Rolim: Gostei muito da matéria. E pra quem interessar, segue o blog do meu amigo João Carlos Wisnesky que foi um dos guerrilheiros do Araguaia e que ainda continua sua luta para esclarecer esse fato histórico. araguaiahistoriaemovimento.blogspot.com - À sombra da ditadura
    • Nina Rizzi: Gosto muito. E o meu gostar tem a pretensão dos desejos mais pungentes. Um beijo :) - No bar
    • Anne Guimarães: Marcos meu menino... Na vida só a alegria embeleza a alma. Beijocas por estes versos! :) - Ai Hay Hai