Geral

Esse governo é uma mãe

Pablo Picasso

Quanto mais se abre a caixa de pandora da política brasileira, mais fundo fica o buraco.

A máxima “sempre pode ficar pior” nunca se encaixou tão bem nos descaminhos que esse punhado de energúmenos dos poderes constituídos fazem com o nosso dinheiro. A lambança é grande. Mas são poucos os convidados pra essa festa milionária. Nunca ficou tão escancarado o quanto as empresas controlam o governo.

Se antes imaginávamos, agora não restam dúvidas de que os empresários financiam campanhas, corrompem deputados, senadores, governadores, o presidente – golpista – da República em troca de favorecimento em licitações e usufruto de leis que os beneficiem. No caso da JBS, por exemplo, eu já sabia há algum tempo dos seus financiamentos estratosféricos via BNDES. Ou seja, financiamento público. Dinheiro emprestado para “ajudar” os caras e se tornarem uma potência mundial no abatimento de carne.

Assim como também sei que o dito “governo bolivariano” do Lula e da Dilma, que “ía transformar o Brasil numa Cuba” sempre favoreceu, financiou e lambeu as botas do mercado e dos empresários. Muito embora, tenha sido também o governo que mais fez pelos pobres. A alíquota do imposto de renda da classe média fica em torno de 22,5% (sem falar nos outros impostos), o governo não taxa os dividendos dos ricaços. Para quem não sabe, dividendo é o lucro das empresas, uma espécie de “salário” dos ricos, que não é taxado. Vale citar também as heranças: se você é um sortudo que recebeu de herança até R$ 5 milhões, fique sabendo que o fisco não vai te pegar. Resumindo, esse governo é ou não é uma mãe? Para os ricos.

Então, se sabemos disso tudo o que seria necessário fazer? Bater panela na rua? Aplaudir a polícia quando ela deixa um estudante manifestante em coma? Sonhar com as ruas asfaltadas de Miami e Flórida? Regozijar-se quando um político é conduzido por algumas horas ou dias a uma cela confortável da Polícia Federal? Essas coisas até parecem boas alternativas, mas não aniquilam esse sistema perverso.

A solução em busca do país que todos merecemos passa, primordialmente, pela reforma política. E não a que pode ser feita por esse Congresso composto 70% por sujeitos financiados por empresas. Passa pela reforma do seu voto. Eu tenho vontade de escrever isso em caixa alta! SEU VOTO!

Só votando bem, votando certo, com o intuito de extirpar essa massa podre de corruptos que compõem as casas legislativas dos municípios, estados e Congresso – bem como do Executivo – participando ativamente de mecanismos de controle dos atos políticos; questionando; cobrando e sugerindo políticas públicas é que poderemos sonhar com uma democracia que não esteja acorrentada ao poder econômico, à tutela do mercado, e sim a democracia que mira para a justiça social.

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Sheyla Azevedo

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