Acabo de ler na internet um texto saborosíssimo do escritor Carneiro da Cunha para quem detesta carnaval. Ele dá até dicas de livros que você pode reservar para ler no período momesco. Achei muito engraçado o texto, pois eu também não sou muito carnavalesco agora. Já gostei muito, mas agora… Carnaval para mim é abrir umas cervejas de vez quando, no intervalo de TV, filmes e livros e, claro, sempre uma viajadinha na web.
Assim encontro coisas interessantes como uma cantora-mirim chamada Malu Magalhães, que, estranhamente, muita gente detesta. A moça tem uma vozinha de criança, canta em inglês, gosta de Bob Dylan e sonha em ter filhos. Vi uma entrevista dela em que, claramente, sofria com o resultado de seu sucesso instantâneo.
Logo em seguida vi uma matéria sobre um sítio na internet que tem teatro ao vivo. Chama-se Teatro Para Alguém e é uma maravilha, meus amigos! Meu computador é lento, mas mesmo assim dá para ter um gostinho da experiência. Preciso comprar um mais turbinado para poder ver essas coisas em tempo real. À noite vi A Dama de Shangai, de Orson Welles e corri para a biografia do homem para saber por que o filme ficou tão ruim. Ah, lá estavam as explicações: o estúdio cortou 20% do filme e trocou a trilha sonora original. Tá explicado. Mesmo assim tem momentos de gênio.
Agora, como diz o velho e bom Chaves, sem querer querendo, vou esnobar o grande Jairo Lima. Reservei para o carnaval uma leitura do Fausto de Goethe, acompanhando cada capítulo com os comentários do livro Deus e o Diabo no Fausto de Goethe, de Haroldo de Campos. Mas sei que ele vai dizer que está reservando algo do mesmo naipe no original, puxa, Jairo, abre uma cerveja aí meu compadre.
Termino esse bate papo torcendo por todos os meus orixás que este pilantra, ladrão de galinhas e consumado mau caráter José Roberto Arruda, passe, pelo menos, o carnaval no xilindró. Axé, meu rei!