Experiências lastimáveis
25 de agosto de 2010 às 14:34 - 1 ComentárioJarbas:
Infelizmente, pode (e quase certamente vai) piorar. Não podemos esquecer de experiências lastimáveis anteriores, como Clodovil: deboche a-crítico, piora no que já era péssimo, preconceito contra mulheres feias (tem a clássica frase sobre uma deputada que, por ser feia, nem serviria para puta – insulto simultâneo a feias e putas), preconceito contra gays.
Em São Paulo, há muitos candidatos nesse nível de Tiririca (Mulher Pera e similares). A suposta graça de Tiririca ao dizer que não sabe para que serve o Congresso é um excelente álibi para quem, um dia, quiser fechá-lo: não serve para nada, se fechar não faz falta!
Quero deixar claro que sequer como profissional de Humor considero Tiririca minimamente equipado, suas piadas são preconceituosas e babacas.
Sou radicalmente contrário ao voto nessas criaturas, que se degradam e levam junto as instituições onde entram.
Sim, as opções são raras. Precisamos garimpar. Ou também poderíamos lançar-nos nessa arena, não é? Não somos Tiriricas.
Mas Sartre, num bom momento, comentou que fazer política é meter a mão na merda. Nosso olfato, de gente culta e refinada, costuma ser muito sensível àqueles cheiros. Conseqüência: aguentarmos o horror institucionalizado.
Abraços:


1 Comentário
Marcos,
concordo com o que você diz.A referência a Tiririca me saiu assim como um desabafo, uma coisa meio inconsequente, para compensar a minha angústia
diante dos rumos que a esquerda brasileira tomou nos últimos anos.Como vê, continuo preso a uma visão da história, para muitos ultrapassada.Cosidero-me ainda um homem de esquerda, um humanista que aprendeu
muito com homens como Sartre, lendo “As mãos Sujas”, das suas obras a que mais me marcou.Construir seu destino, sujar as mãos, se necessário, por uma causa…Valerá a pena ? Sinto-me como um personagem partido, cindido, como o daquele drama sartreano.Por isso, bem sei, amigo Marcos, que o momento não é para piadas de mau gosto.E terei de escolher um caminho. Mas qual o caminho, no atual momento, tomar ?
Até agora só tenho um candidato:o Plínio Arruda.Admiro a sua coerência: morrer com o seu sonho parece-lhe ser o significado que quer dar à sua vida. Plínio me parece como um gladiador intacto, impoluto como aquele do verso de Mário Faustino. Belo, não ? Um abraço.