Exposição e shows marcam os 12 anos do Bardallos

Tácito Costa
Destaque

Um dos mais importantes redutos boêmios e alternativos do centro da cidade, o Bardallos Comida e Arte, está fazendo 12 anos. Motivos para comemorar não faltam.

Numa cidade com poucos espaços culturais e galerias de arte, o local se tornou uma opção para os artistas mostrarem seus trabalhos. Principalmente, os que lutam à margem do establishment, ou panelinhas, como preferirem.

Para marcar a efeméride os chefões do famoso bar e restaurante, Lula Belmont (fundador e diretor-presidente) e Ricardo Nelson (gerente e curador), oferecem uma programação que começa quarta-feira, 12, com a exposição “Santa Ceia”, e se estenderá até o sábado, 15, com variadas apresentações musicais.

Participam da mostra (releituras de “A Ultima Ceia” ,de Leonardo Da Vinci), que será aberta às 19 horas, doze artistas plásticos: Arbus, Cláudia Moreira, Felipe Bezerra, Filipe Marcus, Guaraci Gabriel, Gustavo Rocha, Larisse Freire, Lavoisier Cunha, Lu Vieira, Raquel Lima, Rosa Maria e Wagner de Oliveira.

Os shows programados, que iniciam sempre às 21 horas, são os seguintes: Dia 12: Badú Morais e Ricardo Baya; Dia 13: Dani Cruz; Dia 14: Dodora Cardoso; Dia 15: DuSouto.

Badu Morais - Foto Brunno Martins

Badu Morais (Foto Brunno Martins)

A atriz e cantora Badu Morais, acompanhada do músico Ricardo Baya, promete um show eclético e com diversas releituras da música brasileira, sem deixar de lado a poesia e a performance.

No repertório, especialmente preparado para a apresentação com arranjos de Baya, músicas consagradas de Gilberto Gil, Jorge Ben Jor, Caetano Veloso, Ângela Castro, Maguinho da Silva, DuSolto, Bob Marley e até Raça Negra. “Nossa ideia, ao montar o show, foi apresentar músicas que gostamos bastante, mas todas com um toque nosso, sempre voz e guitarra”, conta Badu.

“Muitos artistas tem entrado em contato comigo pra saber como pode fazer pra mostrar sua arte, lançar seu livro, zine, Cd, show, fazer sarau poético. Geralmente quem procura eu conheço ou alguém indica”, afirma Ricardo Nelson. Ele explica que não é cobrado aluguel pela ocupação do espaço, os artistas ficam com 70% da bilheteria. O som e iluminação são por conta da casa.

Cláudia Moreira fala sobre obra que irá expor

“O título do trabalho é “O nascimento dos erês” {acima}. Esse evento é importante para o povo de Candomblé, onde é oferecido aos orixás suas comidas dispostas numa mesa de folhas durante o período de iniciação dos yawos e servido aos erês em seu nascimento.

Os orixás são mais numerosos do que os apresentados aqui, mas essa pintura conta a história de um barco específico, cada yawô com seu orixá (chamamos de barco um grupo de pessoas que se recolhem para serem iniciadas juntas). Conta a história de um grupo de seis pessoas que destinadamente se encontraram para iniciar seus processos hierárquicos dentro do Candomblé.

O erê é a energia do orixá criança, responsável pela nossa mediunidade e fundamental no processo de incorporação do médium.

Acima estão Ogum, Exú, Yemanjá, Oxalá e Omolu. Abaixo os erês dos mesmos orixás compartilhando essa ceia em seus nascimentos”.

[ENTREVISTA] Quatro perguntas para LULA BELMONT

Lula Belmont e Ricardo Nelson

Como surgiu a idéia de criar o Bardallos?

Após ter passado vários anos fora da noite, senti falta de um local com boa música e uma ambientação agradável no centro histórico.

Já nasceu com a proposta de ser um bar com uma proposta artístico-cultural?

Sim , seu próprio  nome  “Bardallos  comida e e arte”, uma junção  das artes, Comida  & Arte.

Como chegou ao nome do bar?

Da palavra badalar, no sentido de curtição.

Quais as delícias e dores de manter o Bardallos?

Delicia é ter contato com pessoas especiais! viva arte… Dor é bater o sino.

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Tácito Costa

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