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	<title>Substantivo Plural</title>
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	<description>Cultura, Idéias e Informação</description>
	<lastBuildDate>Thu, 02 Sep 2010 21:29:58 +0000</lastBuildDate>
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		<title>“El sueño del celta”</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 21:29:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Mario Vargas Llosa]]></category>

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		<description><![CDATA[
Mario Vargas Llosa ultima detalles de su próximo libro “El sueño del celta”.
El escritor concedió una entrevista a El Comercio y comentó sobre los beneficios y perjuicios de la cultura digital en la literatura y de la democratización de la cultura.
aqui
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/09/mario_vargas_llosa.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-21307" title="mario_vargas_llosa" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/09/mario_vargas_llosa.jpg" alt="" width="400" height="273" /></a></p>
<p>Mario Vargas Llosa ultima detalles de su próximo libro “El sueño del celta”.</p>
<p>El escritor concedió una entrevista a El Comercio y comentó sobre los beneficios y perjuicios de la cultura digital en la literatura y de la democratización de la cultura.</p>
<p><a href="http://elcomercio.pe/noticia/463597/mario-vargas-llosa-ultima-detalles-su-proximo-libro-sueno-celta" target="_blank">aqui</a></p>
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		<title>Entrevista com Sônia Braga</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 21:24:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Televisão]]></category>
		<category><![CDATA[Sônia Braga]]></category>

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		<description><![CDATA[
Atriz fala, com exclusividade ao iG, de sua relação conflituosa com a televisão que a projetou internacionalmente. O papo também vai ao sexo e a sua fase hippie.
aqui
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/09/sonia-braga.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-21304" title="sonia braga" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/09/sonia-braga-510x319.jpg" alt="" width="510" height="319" /></a></p>
<p>Atriz fala, com exclusividade ao iG, de sua relação conflituosa com a televisão que a projetou internacionalmente. O papo também vai ao sexo e a sua fase hippie.</p>
<p><a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/sonia+braga+sem+censura+se+um+dia+eu+for+lesbica+quero+a+mulher+melancia/n1237767553316.html" target="_blank">aqui</a></p>
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		<title>Censura online na Rússia</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/censura-online-na-russia/</link>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 21:12:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>

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		<description><![CDATA[Os blogs russos sobreviverão ao aumento da censura?

Por Benjamin Bidder e Matthias Schepp
Der Spiegel/UOL
Com tantos setores da mídia controlados pelo Estado ou por oligarcas associados ao governo, os russos voltaram-se aos blogs para manterem-se informados e darem voz às suas preocupações e reclamações. Mas muitos dos que estão no poder agora buscam impor limites rígidos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Os blogs russos sobreviverão ao aumento da censura?</strong></p>
<p><strong><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/09/Dmitry-Medvedev.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-21301" title="Dmitry-Medvedev" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/09/Dmitry-Medvedev-106x150.jpg" alt="" width="106" height="150" /></a></strong></p>
<p><strong>Por Benjamin Bidder e Matthias Schepp<br />
Der Spiegel/UOL</strong></p>
<p>Com tantos setores da mídia controlados pelo Estado ou por oligarcas associados ao governo, os russos voltaram-se aos blogs para manterem-se informados e darem voz às suas preocupações e reclamações. Mas muitos dos que estão no poder agora buscam impor limites rígidos à liberdade online.</p>
<p>Em um dia ensolarado de junho na Califórnia, Rustem Adagamov estava correndo sem óculos quando literalmente atropelou o presidente da Rússia. “Simplesmente não vi Dmitry Medvedev e dei uma trombada nele”, diz o blogueiro mais influente da Rússia.</p>
<p><span id="more-21299"></span>Adagamov, 48, usa seu blog para expor uma série de queixas, inclusive a prisão de membros da oposição e “brutalidade policial sem paralelos”. Todos os dias, seu blog recebe 600.000 visitas, tornando-o mais lido do que muitos dos jornais de Moscou. Adagamov até riu de Medvedev em seu blog, mostrando fotografias de xícaras com o retrato de Medvedev e do primeiro-ministro Vladimir Putin e a legenda “todos mentem de qualquer forma”, em negrito.</p>
<p>Atos como este tornam mais impressionante que Medvedev tenha concordado em conceder uma entrevista a este crítico do Kremlin. E não é tudo: o presidente também convidou Adagamov para acompanhá-lo para uma reunião com Steve Jobs, diretor da Apple, na Califórnia.</p>
<p>Medvedev, 44, é fã da Internet, escreve seu próprio blog e usa o Twitter. Recentemente, por exemplo, o presidente escreveu um artigo chamado “Para frente Rússia!”- que atraiu atenção mundial por sua análise dura da situação econômica atrasada da Rússia. Mas em vez de publicar o artigo em um jornal do governo ou na televisão estatal, ele publicou-o no mais famoso jornal online, o Gazeta.ru. E na semana passada, Medvedev interrompeu um projeto controverso de uma estrada perto de Moscou por meio de um blog com vídeo.</p>
<p>Apesar de Medvedev pedir “abertura em todos os níveis” de seu governo e das autoridades russas, muitos na elite de poder do país acham que isso é levar as coisas longe demais –especialmente no que concerne a Internet. O próprio chefe de gabinete de Medvedev, Sergei Naryshkin, recentemente convocou uma reunião para responder a uma autora da Gazeta.ru que tinha reclamado de Putin e Medvedev porque seus comboios bloqueavam o trânsito.</p>
<p><strong>A Rússia está em uma encruzilhada na tecnologia da informação</strong></p>
<p>A agência interna de inteligência da Rússia, FSB, quer exigir que os provedores de Internet removam sites indesejáveis. Uma lei também exige que esses provedores instalem com recursos próprios máquinas que permitam que a FSB –com autorização da justiça- registre os sites que as pessoas visitam e os e-mails que escrevem.</p>
<p>Alguns provedores já começaram a censurar os usuários por si próprios. Empresas como Scartel, por exemplo, bloquearam portais de críticos do Kremlin, inclusive do campeão mundial de xadrez Garry Kasparov.</p>
<p>Na batalha pela Internet, há dois lados. Em questão está o caminho que a Rússia vai tomar e quanta liberdade permitirá aos seus 142 milhões de cidadãos. Alguns acreditam que a Rússia deve adotar a estratégia liberal do Ocidente. Outros acham que deve seguir os passos de regimes autoritários como a China, que está tentando ao máximo controlar a Internet –e, com ela, seus cidadãos.</p>
<p>De sua parte, Medvedev vê a tecnologia de informação como “chave para o desenvolvimento da democracia” e a Internet como “o recurso mais importante” para alcançar seu objetivo primário: modernizar a enorme nação.</p>
<p><strong>Onde a Google não reina</strong></p>
<p>As empresas de Internet russas vêm tendo um papel importante neste processo. Até agora, elas conseguiram evitar a competição externa e ultimamente começaram a expandir para o Ocidente. Em abril, a empresa de investimento Digital Sky Technologies (DST) –de propriedade do investidor Yuri Milner e do magnata de gás e metal Alisher Usmanov- aumentou sua fatia no Facebook para 10% e comprou o sistema de mensagens instantâneas ICQ da empresa americana AOL, por US$ 188 milhões (em torno de R$ 350 milhões). A ICQ tem mais de 40 milhões de usuários ativos, muitos dos quais no Ocidente.</p>
<p>Frutas frescas e redes para descansar dão um toque de Vale do Silício aos escritórios da Yandex, motor de busca campeão da Rússia. “Respeitamos a Google”, diz Yelena Kolmanovskaya, que fundou a empresa há 13 anos, “mas simplesmente somos melhores”. Hoje, a Yandex tem mais de 2.000 funcionários e controla cerca de 65% do mercado russo. Nenhum outro motor de busca no mundo cresce mais. A Google, que controla cerca de 70% do mercado mundial, está estagnada na Rússia em meros 22%.</p>
<p>Sessenta milhões de russos atualmente surfam online com regularidade, um aumento de 15 milhões sobre o ano passado. Para muitos, a Internet serve de válvula de escape, um lugar onde membros desta sociedade educada, mas excessivamente controlada, podem desopilar um pouco. Da mesma forma, quase 50% dos usuários da Internet em Moscou têm um blog, como 7,5 milhões de pessoas em todo o país – quase o dobro do ano anterior.</p>
<p><strong>Parte 2: O quinto Estado</strong></p>
<p>Desde que o Kremlin passou a controlar a maior parte das principais redes de televisão na última década, e como jornais e revista têm baixa circulação –e muitas vezes são de oligarcas com laços próximos ao governo- coube aos blogueiros exercitar a função de fiscalização tradicionalmente desempenhada pela mídia. Até tabloides como o Komsomolskaya Pravda falam dos blogs elogiosamente, como o “quinto Estado”.</p>
<p>De fato, atualmente, em geral são os blogs –e não a imprensa tradicional- que expõem os escândalos e dão voz às queixas. O blog de um aluno sobre as condições de um lar de idosos perto de Moscou, por exemplo, levou à demissão de seu diretor corrupto. E, nesta primavera, quando a Mercedes de um gerente de alto nível na gigante de petróleo Lukoil bateu em um carro na pista oposta e matou duas mulheres, as fotografias da cena do crime publicadas online expuseram as tentativas da polícia de encobrir o crime.</p>
<p>“Os blogueiros da Rússia simplesmente são os mais sérios”, diz Brad Fritzpatrick, fundador norte-americano do LiveJournal, um serviço online que permite que as pessoas criem seu próprio blog. E não há dúvida que os blogs na Rússia são mais influentes do que em outras partes do mundo.</p>
<p>Este grau de influência foi um dos fatores que levou Adagamov – cujo apelido online é “Drugoi”, ou “O outro”- a desistir há cinco anos de sua vida confortável na Noruega como diretor de criação de uma agência de propaganda e mudar-se para Moscou. Ainda assim, não se sabe se vai poder trabalhar tão livremente aqui como pôde no passado.</p>
<p>“O presidente Medvedev não é mau”, diz Adagamov, “e aprecio sua abertura”. Porém, o blogueiro duvida que o presidente consiga aprovar suas ideias sobre a Internet. Para Adagamov, “a Internet é o último território livre – mas não vai ficar assim por muito tempo”.</p>
<p><strong>Um cruzado russo contra a liberdade na Internet</strong></p>
<p>Um dos mais radicais opositores da liberdade online da Rússia é Robert Schlegel, 25, que vem de uma família alemã. Como Adagamov, Schlegel tem um iPad e escreve um blog. Contudo, diferentemente de Adagamov, ele não é um dos “Outros”. Em vez disso, pertence aos “Nashi” (“Nossos”), uma organização jovem pró-Putin controlada pelo Kremlin. Desde que deixou o cargo de porta-voz Nashi em 2007, Schlegel foi membro do Parlamento do Partido Rússia Unida, de Putin. No momento, está trabalhando em uma nova lei de Internet para introduzir um tipo de passaporte eletrônico para cada usuário, tornando a Internet tão fácil de controlar quanto outras formas da mídia que aceitaram promover os interesses do governo.</p>
<p>Schlegel sonha em algum dia se tornar ministro. Enquanto isso, ele dá instruções a jovens patriotas enquanto filmam vídeos para YouTube no campo de verão Nashi no lago Seliger, entre Moscou e São Petersburgo.</p>
<p>Os Nashis são admiradores fervorosos de Putin. Há alguns anos, o jornal crítico Kommersant até acusou o grupo de ter executado ataques online que paralisaram o site.</p>
<p>No ano passado, Schlegel chegou ao ponto de sugerir que os jornais fossem fechados por “difamação” e fez lobby por um limite estrito na proporção de filmes estrangeiros apresentados em cinemas russos, alegando que: “Muitos canais da mídia abusam de sua liberdade.”</p>
<p><strong>Qual caminho as empresas tomarão?</strong></p>
<p>Alexander Mamut, mais poderoso oligarca russo da Internet, terá que tomar uma posição entre Adagamov e Schlegel, entre o blogueiro progressista e o regulador conservador. Em 2007, Mamut –cuja fortuna está estimada em US$ 1,5 bilhão, de acordo com a revista Forbes- comprou uma participação majoritária do LiveJournal. Quase metade dos blogs russos opera a partir deste site, inclusive os de Adagamov e de seu adversário Schlegel.</p>
<p>A questão, é claro, é: de qual lado está Mamut? O magnata, que se recusa a dar entrevistas sobre tópicos políticos, diz somente: “A Rússia precisa finalmente aprender a cultivar seu povo em vez de sua matéria prima”.</p>
<p><em>Tradução: Deborah Weinberg</em></p>
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		<title>The Grand Design</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 20:25:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>

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		<description><![CDATA[REUTERS/ESTADÃO
O Universo pode e deve criar-se a partir do nada, escreve o famoso cientista em novo livro
Deus não criou o Universo e o Big Bang foi uma consequência inevitável das leis da física, argumenta o eminente físico teórico Stephen Hawking em um novo livro.
Em The Grand Design (O Grande Projeto, em tradução literal), que tem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/09/stephen_hawking.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-21298" title="stephen_hawking" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/09/stephen_hawking-300x245.jpg" alt="" width="207" height="169" /></a>REUTERS/ESTADÃO</p>
<p><em>O Universo pode e deve criar-se a partir do nada, escreve o famoso cientista em novo livro</em></p>
<p>Deus não criou o Universo e o Big Bang foi uma consequência inevitável das leis da física, argumenta o eminente físico teórico Stephen Hawking em um novo livro.</p>
<p>Em The Grand Design (O Grande Projeto, em tradução literal), que tem como coautor o físico americano Leonard Mlodinow, Hawking diz que uma nova série de teorias torna o conceito de criador do Universo redundante, de acordo com o jornal britânico Times.</p>
<p>&#8220;Porque existe uma lei como a gravidade, o Universo pode e deve criar-se a partir do nada. Criação espontânea é a razão para haver alguma coisa em vez de nada, para que o Universo exista, para que nós existamos&#8221;, escreve Hawking.  &#8220;Não é necessário invocar Deus para acender o pavio e pôr o Universo em movimento&#8221;.</p>
<p><span id="more-21296"></span>Hawking, com 68 anos, ganhou notoriedade mundial com seu best-seller de 1988, Uma Breve História do Tempo, um relato da história do Universo, e é renomado no meio científico por suas teorias sobre buracos negros, cosmologia e gravidade quântica.</p>
<p>Desde 1974, o cientista trabalha para casar as duas pedras angulares da física &#8211; a Teoria da Relatividade Geral, que trata de fenômenos de larga escala e da força da gravidade, e a Teoria Quântica, que cobre as interações entre partículas subatômicas.</p>
<p>Seu comentário mais recente sugere que ele rompeu com seu ponto de vista anterior sobre a religião. Antes, ele havia escrito que as leis da física apenas diziam que não era preciso acreditar numa intervenção divina.</p>
<p>Em Uma Breve História&#8230;, ele escreveu que uma teoria completa da física permitiria &#8220;conhecer a mente de Deus&#8221;.</p>
<p>Em seu último livro, ele diz que a descoberta, em 1992, de um planeta em órbita de outra estrela além do Sol ajudava a desconstruir a visão de que o universo não poderia ter surgido do caos, mas foi criado por Deus.</p>
<p>&#8220;Isso faz as coincidências de nossas condições planetárias &#8212; um único Sol, uma combinação de sorte de uma distância entre a Terra e o Sol e a massa solar, muito menos impressionante, e evidência muito menos convincente de que a Terra foi criada cuidadosamente apenas para agradar aos seres humanos&#8221;, diz ele no livro.</p>
<p>Hawking consegue falar apenas por um sintetizador de voz computadorizado, em decorrência de uma neurodistrofia muscular que avançou nos últimos anos e o deixou quase completamente paralisado.</p>
<p>Ele começou a sofrer da doença em seus 20 e poucos anos, mas conseguiu se estabelecer como uma das maiores autoridades no mundo científico. O físico também teve participação especial no seriado &#8220;Jornada nas Estrelas&#8221; e nos desenhos animados &#8220;Futurama&#8221; e &#8220;Os Simpsons&#8221;.</p>
<p>No ano passado ele anunciou que estaria deixando o cargo de professor lucasiano de matemática na Universidade de Cambridge que mantém desde 1979. O posto já foi anteriormente assumido por Newton.</p>
<p>O livro tem lançamento internacional marcado para 7 de setembro.</p>
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		<title>Entrevista &#8211; Dorian Gray Caldas</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 20:21:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Artes Plásticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Vimos recentemente a falência da Anjo Azul. Natal ainda comporta galerias?
Quanto mais, melhor. A Anjo Azul se agigantou demais. O trabalho das pequenas galerias soma muito. Elas são dinâmicas, versáteis e cumprem a função de galeria.
aqui
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Vimos recentemente a falência da Anjo Azul. Natal ainda comporta galerias?</strong></p>
<p>Quanto mais, melhor. A Anjo Azul se agigantou demais. O trabalho das pequenas galerias soma muito. Elas são dinâmicas, versáteis e cumprem a função de galeria.</p>
<p><a href="http://sergiovilar.blogspot.com/" target="_blank">aqui</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Porque a cultura não é gratuita</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 20:10:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Andrew Keen]]></category>

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		<description><![CDATA[“Filmes podem mudar o mundo, mas hoje, na primeira década do século 21, as mudanças globais ameaçam mudar fundamentalmente os filmes. Hoje, há uma rebelião de pessoas de fora contra o sistema. E esta revolução digital é, em parte, uma rebelião contra o homem com a câmera de filmar. É a revolta de uma geração [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Filmes podem mudar o mundo, mas hoje, na primeira década do século 21, as mudanças globais ameaçam mudar fundamentalmente os filmes. Hoje, há uma rebelião de pessoas de fora contra o sistema. E esta revolução digital é, em parte, uma rebelião contra o homem com a câmera de filmar. É a revolta de uma geração internet ingenuamente idealista contra a mídia tradicional”.  <em>Andrew Keen</em></p>
<p><a href="http://ht.ly/2y5qn" target="_blank">aqui</a><em><br />
</em></p>
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		<title>Lutando pelo controle do futuro da web</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/lutando-pelo-controle-do-futuro-da-web/</link>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 18:55:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[google]]></category>
		<category><![CDATA[web]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Deborah Weinberg
UOL/Observatório da Imprensa
O grupo que se reuniu diante da sede da Google em Mountain View, Califórnia, era relativamente pequeno. Uma centena de manifestantes apareceu para expressar sua raiva diante do mais recente plano da corporação.
A comunidade online, porém, reagiu com muito mais alarme. Blogueiros nos EUA, Europa e Ásia advertiram contra a ameaça [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Deborah Weinberg<br />
</strong><strong>UOL/</strong><strong>Observatório da Imprensa</strong></p>
<p>O grupo que se reuniu diante da sede da Google em Mountain View, Califórnia, era relativamente pequeno. Uma centena de manifestantes apareceu para expressar sua raiva diante do mais recente plano da corporação.</p>
<p>A comunidade online, porém, reagiu com muito mais alarme. Blogueiros nos EUA, Europa e Ásia advertiram contra a ameaça à liberdade na internet, enquanto agências de proteção ao consumidor disseram temer que a interferência no tráfego de dados possa ter consequências imprevistas para a diversidade da mídia. A ministra de proteção ao consumidor da Alemanha, Ilse Aigner, declarou que não tinha a menor simpatia por empresas que &#8220;distorcem a competição à custa do freguês&#8221;.</p>
<p><span id="more-21290"></span>A causa de toda essa comoção foi aparentemente pequena, uma declaração em conjunto da Google com a gigante de telecomunicações Verizon que, em sete breves itens, assinalou a proposta das duas empresas para uma estrutura regulatória futura para a internet.</p>
<p>A maior parte das sugestões não era espetacular, mas uma em particular teve impacto significativo: as duas corporações pediam aos governos que deixassem que o mercado determinasse se as empresas de telecomunicações deveriam ter permissão de cobrar uma tarifa adicional por certos serviços intensivos de dados – especialmente se os consumidores quiserem acesso rápido. Estes poderiam incluir serviços médicos, jogos online ou a administração da rede elétrica.</p>
<p><strong>Sem discriminação</strong></p>
<p>Até agora, a internet permaneceu na maior parte neutra, sem discriminação, e ninguém teve tratamento preferencial. Blogs são transmitidos tão rapidamente quanto dados da Google. Mas a enxurrada de informações continua a crescer. A corporação de tecnologia americana Cisco prevê que os volumes de dados anuais vai quadruplicar até 2014, para cerca de 767 exabytes (um exabyte equivale a 1 bilhão de gigabytes) –uma capacidade equivalente a 12 bilhões de DVDs por mês.</p>
<p>Em outras palavras, muitos bilhões de euros serão necessários para aumentar a capacidade da internet nos próximos meses e anos. As empresas de telecomunicações temem que isso não será possível se continuarem a jogar pelas regras convencionais. Elas estão flertando há algum tempo com a ideia de uma internet de duas classes, na qual usuários poderiam pagar para ter seus dados transmitidos mais rapidamente. O mais recente passo da Google também atende a essas empresas.</p>
<p>A internet, que tem sido uma obra em constante modificação nos últimos 30 anos, está se transformando em algo novo. Cada vez mais pessoas acessam a internet a partir de telefones celulares. Em vez de programas que exploram a internet, eles preferem um clique único para entrar num aplicativo –um pequeno programa adicional- que permite, por exemplo, que ouçam o rádio via telefone celular.</p>
<p><strong>Uma nuvem crescente</strong></p>
<p>A Web também está sendo usada para transmitir volumes crescentes de vídeos e música, e os dois colocam pressão enorme sobre as redes. Ao mesmo tempo, a proporção de tráfego na internet relacionado ao velho e-mail está encolhendo. Em vez disso, vídeos de férias e fotos de aniversários – coisas que no passado seriam guardadas em casa – agora estão sendo empurradas pela rede, carregadas em serviços como YouTube, Flickr e Picasa.</p>
<p>Essa abordagem relativamente nova é conhecida como computação de nuvens. Graças à &#8220;nuvem&#8221; globalmente acessível, os computadores domésticos perderam sua importância anterior – os usuários cada vez mais podem guardar seus dados em servidores centrais fornecidos por provedores de telefone ou de internet.</p>
<p>Esse desdobramento aumenta o valor da rede mundial, mas também gera algumas questões. Quem, por exemplo, deve dar as cartas no futuro? Quem deve lucrar de quais aspectos do sistema – o provedor do serviço, o provedor do conteúdo ou o portal do cliente? E quais leis devem se aplicar a esses canais, que são vitais para os indivíduos e para economias inteiras?</p>
<p>Essa discussão vê a colisão de dois conceitos muito diferentes de liberdade. Um lado insiste que os indivíduos devem poder acessar informações livremente a qualquer momento. O outro pede que as empresas que operam o sistema tenham a liberdade de criar novos modelos de negócios.</p>
<p><strong>O melhor esforço não é mais suficiente</strong></p>
<p>Até agora, a internet era operada seguindo o princípio chamado de &#8220;melhor esforço&#8221;, explica Wolfgang Kopf, diretor de regulação da empresa de telecomunicações alemã Deutsche Telekom. Isso significa que qualquer informação enviada pela internet por qualquer cliente é tratada de forma mais ou menos igual, cada pacote de dados direcionado para seu destino independentemente da identidade do cliente ou da importância da informação.</p>
<p>Mas com o aumento do tráfego de dados e serviços fica cada vez mais sofisticado, esse método se torna mais difícil. Transmissões de vídeo entrecortadas, conversas de Skype quebradas e transmissões de eventos musicais televisionados incompletos são consequências possíveis.</p>
<p>Muitas empresas de telecomunicações dizem que será necessário investir muitos bilhões de euros na internet para continuar a garantir serviço não interrompido. Elas também salientam que os que lucraram até agora foram provedores como Google, Apple e YouTube, que não pagam nada e lucram muito. Custos de investimento recaem sobre as empresas de telecomunicações, que estão simultaneamente vendo cada vez mais seus segmentos tradicionais de negócios desmoronarem. René Obermann, diretor da Telekom, não quer que o papel de sua empresa seja reduzido a fornecer acesso a internet para outros.</p>
<p>Enquanto as margens de lucro para provedores de serviços de internet estão cada vez menores, as empresas estão se focando em NGN, das iniciais em inglês para rede de próxima geração. Junto com a plataforma pra transferência de dados, a NGN oferece um nível de controle separado que cria uma capacidade de prover –e cobrar- por serviços expressos.</p>
<p><strong>Os clientes estão dispostos a pagar?</strong></p>
<p>Junto com o tráfego de dados tradicional, ela permitiria o estabelecimento de serviços pagos que o cliente decidiria ativar clicando, por exemplo, em um botão de &#8220;alta velocidade&#8221;. Aplicativos de vídeo ou aplicativos médicos, por exemplo, podem receber direito de passagem, certas buscas podem ser executadas mais rapidamente e extensivamente – desde que, é claro, os clientes estejam dispostos a pagar por esse serviço, como já estão acostumados a pagar por ringtones ou aplicativos.</p>
<p>Desde que o iPhone da Apple conquistou o mercado, as empresas de telecomunicações e provedores de serviços vêm vivenciando em primeira mão o que acontece quando a capacidade de rede é insuficiente. A gigante de telefonia americana AT&amp;T vem lutando por meses com questões de qualidade em sua rede de telefonia celular que levou a perdas de chamadas e algumas vezes a blecautes completos do serviço, especialmente em centros populacionais.</p>
<p>As taxas únicas de serviços e smartphones como o iPhone são algumas das causas desses problemas, assim como o tipo de conteúdo utilizado, especialmente programas de rádio de vídeos, que levam as redes aos seus limites. Mas os clientes e provedores estão ficando cheios com as falhas.</p>
<p>&#8220;Ninguém se beneficia de condições como essas&#8221;, diz Harald Stöber, vice-presidente da Associação de Provedores de Serviço de Valor Agregado em Telecomunicações (Vatm), um grupo que representa as empresas de telecomunicações alemãs que competem contra a antiga detentora do monopólio Deutsche Telekom. Os competidores concordam, por uma vez, com a necessidade de reformular a internet. A reforma pode permitir a criação de novos modelos de negócios na internet, sugere Stöber, e não se deve negar às empresas essa oportunidade.</p>
<p><strong>Preso na pista lenta</strong></p>
<p>Torsten Gerpott, professor de telecomunicações na cidade de Duisburg, na Alemanha, não acha que o projeto da Deutsche Telekom causaria mudanças enormes ao sistema. Os consumidores já pagam preços diferentes para tipos de acesso diferentes, diz ele, que a princípio tem poucas objeções à diferenciação, se a Web estiver de fato passando por problemas de capacidade.</p>
<p>Para os críticos, porém, é precisamente neste ponto em que a liberdade para as empresas colide com a diversidade de opinião. Eles preveem, por exemplo, grandes empresas alugando uma pista virtual rápida para seus serviços e conteúdo, com empresas iniciantes e blogueiros críticos relegados aos canais para dados regulares, o equivalente online a uma estrada de terra.</p>
<p>&#8220;Empresas como a Verizon querem determinar quais dados são transmitidos mais rápido, quais são mais lentos e quais nem são transmitidos –e quem paga quanto. São tentativas de colonizar a nova esfera pública da internet&#8221;, diz Gundolf S. Freyermuth, professor de estudos aplicados da mídia da Escola Internacional de Cinema em Colônia.</p>
<p>Organizações de proteção de dados e direitos do consumidor colecionaram exemplos de situações nas quais a internet e empresas de telecomunicações podem ter abusado de seu poder sobre os dados. Em um caso de 2004, de acordo com centros de direitos do consumidor alemães, a fornecedora de internet Freenet bloqueou o acesso de seus clientes a certos sites da Web que criticaram as práticas empresariais da empresa. A internet de duas classes abriria as portas para esse tipo de abuso, dizem as organizações.</p>
<p><strong>Já é uma realidade</strong></p>
<p>Em vez disso, os críticos querem definir legalmente o princípio de &#8220;neutralidade da rede&#8221;. Especialistas em computação como Kristian Köhntopp, porém, advertem que essa expressão carismática é imprecisa demais. &#8220;A internet muitas vezes já não é neutra&#8221;, explica Köhntopp. Muitos pacotes de tarifa única são enganadores e &#8220;provedores reduzem a velocidade seletivamente sem informar os clientes&#8221;.</p>
<p>&#8220;Ativistas e empresas tendem a falar como se a internet de duas classes fosse uma visão do futuro, mas já se tornou uma realidade há tempo&#8221;, diz Bernd Holznagel, diretor do Instituto de Informação, Telecomunicações e Direito da Mídia da Universidade de Münster.</p>
<p>Ele acha especialmente incômodo que algumas empresas escolham seletivamente o que bloquear. A T-Mobile, por exemplo, impediu seu competidor Skype fosse ser usado no iPhone. Agora, diz Holznagel, para usar o Skype é preciso pagar uma taxa extra de 10 euros (em torno de R$ 25).</p>
<p>&#8220;Precisamos de uma cláusula contra a discriminação para tornar a competição e a inovação possíveis&#8221;, diz Holznagel. Ele também sugere que os serviços básicos sejam abertamente disponíveis, como é o caso de serviços postais ou de rádio. Isso poderia criar um meio termo.</p>
<p><strong>Distraído por questões menores</strong></p>
<p>&#8220;Em vez de política simbólica, precisamos de definições do que a neutralidade da rede realmente deve ser – e é aqui que a proposta da Google/Verizon é útil&#8221;, diz Holznagel. Agora, acrescenta, os políticos precisam dar o próximo passo.</p>
<p>Holznagel há muito espera uma versão preliminar da emenda à Lei de Telecomunicações da Alemanha que o governo federal deve apresentar até meados de 2011, de acordo com as diretrizes da União Europeia. &#8220;A emenda à lei de Telecomunicações é extremamente importante e há bilhões de euros envolvidos&#8221;, diz ele.</p>
<p>Ele acha, contudo, que a atenção está sendo distraída por outros debates menos importantes, tais como a atual controvérsia em torno do serviço Street View da Google, que será lançado na Alemanha no final do ano e que foi criticado por temores relativos à privacidade. &#8220;Os políticos preferem fazer alarde com questões menores como o Street View da Google&#8221;, diz Holznagel. &#8220;Afinal, fotografar prédios é mais fácil de entender.&#8221;</p>
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		<title>Galeria inaugura com exposição de Dorian Gray</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 14:03:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>plinio sanderson</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Artes Plásticas]]></category>

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		<description><![CDATA[
O artista plástico Dorian Gray Caldas abre uma série de exposições que serão realizadas na Galeria Projettare, que será inaugurada nesta quinta-feira, 02 de setembro, às 20h. A galeria está localizada na avenida Engenheiro Roberto Freire, 3080, Capim Macio.
O consagrado artista, que aos 80 anos continua com uma produção febril, irá expor pinturas de suas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/09/dorian-gray-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-21289" title="dorian gray 1" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/09/dorian-gray-1.jpg" alt="" width="400" height="321" /></a></p>
<p>O artista plástico Dorian Gray Caldas abre uma série de exposições que serão realizadas na Galeria Projettare, que será inaugurada nesta quinta-feira, 02 de setembro, às 20h. A galeria está localizada na avenida Engenheiro Roberto Freire, 3080, Capim Macio.</p>
<p><span id="more-21287"></span>O consagrado artista, que aos 80 anos continua com uma produção febril, irá expor pinturas de suas várias fases, inclusive algumas da década de 1950 que ele acaba de restaurar. Dorian Gray é reconhecido internacionalmente pela sua obra, que inclui tapeçaria, cerâmica, escultura e desenho. Ele também é escritor com vários livros publicados e membro da Academia Norteriograndense de Letras.</p>
<p>Sobre Dorian, o escritor João da Mata Costa escreveu: [WINDOWS-1252?]“Dorian é um artista do seu tempo e tudo foi registrado nas suas telas e aquarelas, São casarões antigos, engenhos de açúcar, camponeses e vilas populares imortalizados na arte desse artista genial”.</p>
<p>A Galeria</p>
<p>A Galeria Projettare foi concebida por um grupo de arquitetas para receber os apreciadores das artes plásticas de forma confortável, com iluminação planejada e vários ambientes que recebem obras que partem de um ponto central da exposição. Sem dúvida, uma inovação para tornar as exposições que ocorrerão ao longo do tempo agradáveis de serem apreciadas.</p>
<p>Exposição de Dorian Gray Caldas<br />
Inauguração da Galeria Projettare<br />
Dia: 02 de setembro de 2010<br />
Hora: Coquetel às 20h.<br />
Endereço: Engenheiro Roberto Freire, 3080, Capim Macio, Natal RN.</p>
<p>Comentário do jornalista Sérgio Vilar:<br />
Quando se noticia o fechamento de galerias de arte por falta de público &#8211; a lembrar a Anjo Azul &#8211; ou o notório desprestígio do natalense por obras de arte, é no mínimo corajosa a iniciativa desse grupo de arquitetas em inaugurar um novo espaço dedicado às artes plásticas.</p>
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		<title>Qualquer semelhança não é coincidência</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 13:09:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Frei Betto
Os programas de Dilma, Serra e Marina têm mais pontos em comum do que diferenças; a exceção é Plínio, que defende o socialismo
O Brasil ainda tem muito a conquistar nos quesitos saúde, educação, saneamento, moradia, segurança e infraestrutura (rodovias, portos e aeroportos). É um gigante com pés de barro.
Contudo, nossa democracia se aprimora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Frei Betto</strong></p>
<p><em>Os programas de Dilma, Serra e Marina têm mais pontos em comum do que diferenças; a exceção é Plínio, que defende o socialismo</em></p>
<p><span id="more-21285"></span>O Brasil ainda tem muito a conquistar nos quesitos saúde, educação, saneamento, moradia, segurança e infraestrutura (rodovias, portos e aeroportos). É um gigante com pés de barro.</p>
<p>Contudo, nossa democracia se aprimora graças aos movimentos sociais, à mídia vigilante, à exigência de transparência e à adoção de leis como a Ficha Limpa.</p>
<p>Algo de novo marca a atual disputa presidencial. Os quatro candidatos com melhor posição nas pesquisas têm em comum muito mais do que julga nosso vão preconceito.</p>
<p>Nenhum deles vem das tradicionais oligarquias que se acostumaram a fazer na vida pública o que fazem na privada. Nem pertencem à elite brasileira ou nasceram em berço esplêndido. Os quatro se originaram na classe pobre ou média. Todos abominam a ditadura militar, o conservadorismo e tiveram na esquerda sua iniciação política.</p>
<p>Três foram vítimas da ditadura: Plínio (cassado e exilado); Serra (exilado) e Dilma (presa e torturada). Marina, alfabetizada aos 16 anos, sofreu a opressão do latifúndio amazônico. Filha do seringal e discípula de Chico Mendes, viu-se obrigada a se &#8220;exilar&#8221; da floresta para livrar-se da pobreza e da falta de escolaridade.</p>
<p>Os programas de Dilma, Serra e Marina têm mais pontos em comum do que diferenças. A exceção é Plínio, que não se envergonha de defender o socialismo. O PSOL vale-se do período eleitoral para divulgar suas propostas e se afirmar como partido. Isso oxigena o debate democrático.</p>
<p>Dilma, Serra e Marina se irmanam na arte de se equilibrar na corda bamba. Evitam tombar à esquerda ou à direita e adotam discurso que não desagrada nem a uma nem a outra.</p>
<p>Assim, a distância entre oposição e situação quase se anula e permite a Lula, que faz um bom governo, manter-se na confortável posição de quase unanimidade nacional. E a Henrique Meirelles despontar como o nosso Alan Greenspan, que ficou quase 20 anos à frente do Banco Central dos EUA.</p>
<p>Embora discurso de campanha seja como produto de feira livre -não passa recibo-, e os quatro candidatos apareçam envoltos numa aura de confiabilidade, o problema reside no andar de baixo.</p>
<p>Ao contrário do ditado, o andor é de barro, e não o santo. Dilma ou Serra terão de governar sob pressão dos últimos redutos da oligarquia, o PMDB e o DEM, alvos de frequentes denúncias de corrupção, nepotismo e outras maracutaias.</p>
<p>Marina, como já declarou, tentará suprir sua falta de alianças com um governo supostamente suprapartidário. O que, aliás, fez de fato o governo Lula, a ponto de merecer o apoio de Collor, Sarney, Renan Calheiros, Jader Barbalho, Roberto Jefferson e José Roberto Arruda.</p>
<p>Plínio, realista, sabe que a chance presidencial do PSOL é ainda um projeto de futuro.</p>
<p>Algo de comum entre os quatro chama a atenção: o silêncio diante da corrupção que assola a política brasileira. Os quatro são éticos, fichas limpas. Mas Dilma, Serra ou Marina, quem for eleito, terá de quebrar ovos para fazer a omelete.</p>
<p>Ou fazer de conta que, neste reino tupiniquim, que não se parece com a Dinamarca, nada há de podre.</p>
<p>Quem vencer verá.</p>
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		<title>Vilém Flusser, o poeta escondido</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/vilem-flusser-o-poeta-escondido/</link>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 13:03:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Por José Castello
A Literatura na Poltrona
Nunca fui um leitor aplicado de Teoria Literária. Para pensar as ficções e poemas que leio, prefiro tomar distância em postos de observação mais distantes. Foi o que fiz há duas semanas quando, me preparando para uma palestra na UERJ, li A época brasileira de Vilém Flusser, da ensaísta checa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://oglobo.globo.com/blogs/literatura/" target="_blank"><strong>Por José Castello<br />
A Literatura na Poltrona</strong></a></p>
<p>Nunca fui um leitor aplicado de Teoria Literária. Para pensar as ficções e poemas que leio, prefiro tomar distância em postos de observação mais distantes. Foi o que fiz há duas semanas quando, me preparando para uma palestra na UERJ, li A época brasileira de Vilém Flusser, da ensaísta checa Eva Batlickova (Anna Blume Editora).</p>
<p><span id="more-21283"></span>Não sou, nunca fui, um leitor metódico. Em matéria de leitura, prefiro meu &#8220;método confuso&#8221;, inspirado em Fradique Mendes. A literatura me confere essa liberdade. Agarro-me a ela. O pensamento se assemelha ao cosmos. Se o prendemos em uma explicação, ou um sistema, quase tudo fica de fora.</p>
<p>Volto a Flusser. Nascido em 1920 e perseguido pelo nazismo, refugiou-se no Brasil, onde viveu entre 1941 e 1972. Aqui produziu parte importante de sua obra filosófica, objeto do estudo de Eva Batlickova. Logo pensei no livro de Eva quando Gustavo Bernardo me convidou para fazer uma palestra no &#8220;Flusser in Rio&#8221;, como ficou conhecido o seminário realizado semana passada na UERJ.</p>
<p>Ainda perguntei a meu amigo: &#8220;Tem certeza de que sou a pessoa certa para falar?&#8221; Gustavo estava convencido de que sim. &#8220;Não sou um leitor de filosofia, não sou um leitor sistemático&#8221;, argumentei. &#8220;Por isso eu o escolhi&#8221;, e encerrou a questão. Pensei: Flusser fala da poesia como uma espécie de sombra que escorre do pensamento. Eu representaria essa sombra. Seria alguém &#8220;não autorizado&#8221;, a falar desde o lado escuro do saber. Por que não?</p>
<p>A língua e as palavras estão no centro da filosofia de Vilém Flusser _ se é que devemos falar em uma filosofia, pois seu pensamento se afasta dos dogmas e flutua sobre o mundo com a leveza de um poema. Sim, Flusser, mesmo sendo filósofo, escreve como poeta, e é isso que o torna especial. Posso dizer assim: foi um pensador que não descartou a poesia. Ao contrário, dela fez seu método.</p>
<p>Sem saber por onde começar, tirei do livro de Eva Batlickova alguns pensamentos soltos que me interessavam. Que belo livro! Não: eu não o li com método, ou aplicação. Eu o li com a fúria e a liberdade que a literatura nos concede. Não fiz das ideias de Flusser um ponto de chegada, mas um ponto de partida. Um trampolim de onde me lancei.  Exatamente como fazemos com os poemas e as ficções.</p>
<p>Flusser fala da limitação do conhecimento lógico (científico) diante do pluralismo e da complexidade do real. De que mais a literatura parte, senão da constatação de que só a liberdade interior e a fantasia nos dão acesso a zonas da experiência que, de outra forma, nos escapariam? A literatura diz aquilo que ninguém mais consegue dizer, afirma Flusser. A poesia diz o indizível. Diz o que só ela pode dizer. Não é superior, nem inferior, a outras formas de saber. Mas avança em um caminho solitário, onde mais ninguém ousa pisar.</p>
<p>Fala Flusser, ainda, da instabilidade dramática dos significados, diante da qual os grandes sistemas científicos e filosóficos sempre vacilam. A poesia, em vez disso, se alimenta dessa instabilidade. Quando alguém escreve um poema, ou uma ficção, escreve para tirar partido dessa inconstância. Não deseja ordená-la, detê-la, ou vencê-la. Como alguém que chega ao oceano e, sem pensar, se atira entre as ondas, o escritor deseja apenas jogar-se no que desconhece. Mergulha, para o que der e vier _ e isso é a literatura.</p>
<p>Diz Flusser, ainda, que o Nada está no centro do homem. Diz mais: o Nada é uma fenda pela qual o mundo surge. Escrever é acessar coisas que não existem, mas podem existir. Por isso, escritores conhecem a necessidade imperiosa de habitar o território da &#8220;coisa alguma&#8221;. De partir do zero absoluto, sem se importar com as influências, os temores, os princípios a que todos nos apegamos. Ainda que eles continuem a infernizá-lo. O escritor age &#8220;como se&#8221; estivesse sozinho _ mesmo sabendo que uma grande zoeira o cerca. Desse &#8220;como se&#8221;, enfim, alguma coisa se faz. E se faz em palavras.</p>
<p>O escritor vaga pela escuridão _ pois o limite da lógica, insiste Flusser, e é isso o que interessa a um escritor, está no indizível. É justamente aí, onde nada se pode ver além de sombras, onde nada mais se ouve além de murmúrios, que o escritor caminha. O objeto da literatura, dizia Clarice Lispector, não é a palavra, mas o que escapa à palavra. Como jamais chegamos ao que nos escapa, ficamos com as palavras mesmo _ e é assim que os livros se escrevem.</p>
<p>Escritores conhecem bem o sentimento de insuficiência que o trato da língua desperta. Por isso &#8220;G.H.&#8221;, a grande personagem de Clarice, prova (leva à boca) a gosma branca que escorre de uma barata agonizante (o Nada). A experiência insuportável ainda não basta. No entanto, ela é tudo o que alguém pode ter. Escritores desejam ultrapassar a escrita, mas não conseguem, e então se contentam com as palavras.</p>
<p>Por isso, diz Flusser ainda, toda exteriorização (todo ato civilizado) é uma &#8220;realidade ultrapassada&#8221;. Você tenta fazer, acaba fazendo _ mas quando enfim faz, já não é suficiente. Já não tem mais o que desejava ter. Somos lentos, custamos a nos aproximar das coisas. Quando enfim conseguimos _ como as luzes de estrelas mortas que divisamos no céu _, já chegamos ao passado. A literatura busca o indizível, mas fica com as cinzas e os restos. Só pode, como &#8220;G. H.&#8221;, provar da gosma.</p>
<p>Ainda assim, afirma Flusser, a língua é uma espécie de gerador do futuro. Mesmo frágil, ela é um instrumento de expansão da realidade. Diante de uma porta fechada, a religião se ajoelha e reza. Diante da mesma porta, a ciência força e empurra. Já a literatura simplesmente ignora a porta que bloqueia seu caminho. E faz dessa ignorância a sua libertação.</p>
<p>Lamenta Flusser que a grande conversação ocidental tenha abandonado a intuição poética. Que em nosso mundo, pragmático e duro, não sobre mais espaço para a gratuidade da poesia. Gratuidade, ou disponibilidade? A matéria da poesia é o desconhecimento. Poetas cheios de planos e de preceitos podem ser tudo, menos poetas. O poeta é um homem disponível. Um homem que se oferece. Se escreve, é porque nada mais pode fazer.</p>
<p>Eva Batlickova me deu de presente um exemplar de Bodenlos, a autobiografia filosófica de Flusser. Limitou-se a dizer: &#8220;Você vai gostar&#8221;. No hall da UERJ, tomamos um longo café e conversamos. Eva me explicou, então, que, em sua autobiografia, Flusser quase não fala de si. Na verdade, faz uma autobiografia dos diálogos que teve ao longo da vida. Uma espécie de autobiografia dos outros. Escutar o outro: eis a postura do poeta. Mesmo daqueles que, como Flusser, preferem se esconder.</p>
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		<title>Bienal de São Paulo</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 12:51:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Artes Plásticas]]></category>
		<category><![CDATA[bienal de são paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[
Angolanos que estarão na Bienal de São Paulo propõem nova imagem da África.
aqui
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/09/angola-arte.jpeg"><img class="aligncenter size-large wp-image-21280" title="angola - arte" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/09/angola-arte-510x252.jpg" alt="" width="510" height="252" /></a></p>
<p>Angolanos que estarão na Bienal de São Paulo propõem nova imagem da África.</p>
<p><a href="http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/792408-angolanos-que-estarao-na-bienal-de-sao-paulo-propoem-nova-imagem-da-africa.shtml" target="_blank">aqui</a></p>
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		<title>Livros, leitores, editores</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 12:44:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Antonio Lobo Antunes]]></category>

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		<description><![CDATA[[Em Portugal] a maior parte dos editores ou são ignorantes ou são vigaristas, oferecendo ao público pacotilha impressa: um bom editor, tal como um bom leitor, é mais raro que um bom livro. De Antonio Lobo Antunes
aqui
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>[Em Portugal] a maior parte dos editores ou são ignorantes ou são vigaristas, oferecendo ao público pacotilha impressa: um bom editor, tal como um bom leitor, é mais raro que um bom livro. <em>De Antonio Lobo Antunes</em></p>
<p><a href="http://aeiou.visao.pt//de-livros-e-editores=f569659" target="_blank">aqui</a></p>
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		<title>Esterilidade das eleições</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 12:34:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Contardo Calligaris
FSP
Campanha eleitoral significa descobrir o que pensam os eleitores e lhes propor o que eles desejam
NUMA DEMOCRACIA ideal, que talvez tenha existido um dia em algum lugar da terra, os candidatos (a qualquer cargo que seja) seriam todos cidadãos comuns. Eles deixariam suas ocupações, temporariamente e a contragosto, aceitando sacrificar alguns anos de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/09/eleições.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-21277" title="eleições" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/09/eleições-150x107.jpg" alt="" width="150" height="107" /></a>Por Contardo Calligaris<br />
FSP</strong></p>
<p><em>Campanha eleitoral significa descobrir o que pensam os eleitores e lhes propor o que eles desejam</em></p>
<p>NUMA DEMOCRACIA ideal, que talvez tenha existido um dia em algum lugar da terra, os candidatos (a qualquer cargo que seja) seriam todos cidadãos comuns. Eles deixariam suas ocupações, temporariamente e a contragosto, aceitando sacrificar alguns anos de vida para defender sua profissão ou sua categoria e para promover projetos nos quais eles acreditam.</p>
<p><span id="more-21276"></span>Esses cidadãos, impelidos a se candidatar por quem compartilha suas aspirações ou seus interesses, uma vez eleitos, preencheriam seu mandato sabendo que logo voltariam para sua vida anterior, aliás, não desejando nada tão ardentemente quanto essa volta à sua vida anterior.</p>
<p>Na contramão desse ideal, cedo na história da democracia moderna, a política se tornou uma profissão, com esta consequência banal: para o político, ser eleito e reeleito se tornou desejável em si.</p>
<p>De uma situação em que alguém era escolhido por seus pares e por eles era empurrado a representá-los, passamos a uma situação em que alguém quer ser eleito e deve, portanto, seduzir os eleitores.</p>
<p>Para seduzir, os candidatos poderiam elaborar propostas e projetos que cairiam ou não no agrado dos outros cidadãos. Mas esse caminho é, sobretudo, pouco previsível: será que eles gostarão?</p>
<p>Mais seguro é recorrer a um marqueteiro, sondar os cidadãos, descobrir o que eles pensam e propor ao eleitorado logo o que a sua maioria deseja.</p>
<p>Fora as poucas exceções de alguns candidatos outsiders, que se apresentam sem máscara, é difícil saber o que um candidato pensa. Em geral, ele nos apresenta, digamos assim, sua máxima aproximação possível do que, segundo as pesquisas de mercado, é a opinião dos eleitores.</p>
<p>Ou seja, o que escutamos de um candidato é o que ele pode dizer sem contradizer a expectativa da maioria. Evidentemente, essa necessidade de oferecer ao eleitor o que ele deseja ouvir pode ser limitada por vários escrúpulos: o candidato evitará deturpar totalmente a sua história ou contradizer as suas convicções fundamentais.</p>
<p>Mesmo assim, quando o candidato discorda radicalmente do que pensa a maioria dos cidadãos, ele se expressa por omissão, cala-se, suspende seu juízo para não afastar os eleitores. O mesmo acontece quando se trata de questões em que é difícil determinar o que os eleitores gostariam de ouvir.</p>
<p>Minha simpatia vai, espontaneamente, para os políticos que não parecem se importar com o que pensam os eleitores. E meu discurso político ideal é a breve fala de Churchill, aceitando o cargo de primeiro ministro, em 13 de maio 1940: &#8220;Não tenho nada para lhes propor, se não sangue, esforço, lágrimas e suor&#8221;.</p>
<p>Claro, não era um discurso para ser eleito; além disso, era o começo da Segunda Guerra Mundial, e, naquela situação, não era preciso seduzir: o consenso era quase garantido. Mesmo assim, a grandeza da alocução, a razão pela qual ela ainda é lembrada, está no fato de que Churchill tratou os cidadãos como gente grande.</p>
<p>Ora, nas campanhas eleitorais atuais (não só nesta e não só no aqui no Brasil), é fácil ter a impressão de que somos tratados como idiotas. Não é surpreendente, pois, muitas vezes, que o que os candidatos propõem à nossa apreciação é uma espécie de mínimo denominador comum de nossa própria &#8220;inteligência&#8221;.</p>
<p>A experiência de escutar a propaganda eleitoral é consternadora, não pela suposta &#8220;miséria&#8221; do discurso dos candidatos, mas porque a propaganda tenta nos seduzir com a miséria de nosso próprio pensamento em seu mínimo denominador comum, que é próximo da idiotice.</p>
<p>No casos piores (mais raros, por sorte), os candidatos competem pelos cantos mais escuros de nossa estupidez coletiva e individual. É o truque do político fascista: ele me permite votar no que eu tinha vergonha de pensar.</p>
<p>De qualquer forma, no jogo eleitoral moderno, ninguém cresce: nem os candidatos (que não precisam pensar nada de novo), nem nós eleitores (que apenas ouvimos o que já estava em nossa &#8220;inteligência&#8221; mínima comum).</p>
<p>Em suma, o que deveria ser o grande momento da vida democrática dá prova de uma extraordinária esterilidade: nenhuma invenção, mas, ao contrário, uma condenação de todos, eleitores e candidatos, à mediocridade.</p>
<p>Como diz o Tiririca, mestre em nos seduzir com nossa própria estultice, pior que tá não fica.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Meu coração é todo seu</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/meu-coracao-e-todo-seu/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/meu-coracao-e-todo-seu/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 12:26:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Romana Alves Xavier</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Bel, Bela
A vida é bela
Já dizia ela muito antes de você nascer
Historinhas pra dormir
Na voz de alguns, madrinha
Apenas vovó, para mim
Reza, canto e cafuné
Terço de lugar cativo
Na mão dessa mulher
Bisa de terra santa
Seu nome é bendito
E sua força terna amansa
Hoje mais esquecida
Volta no tempo
Pra lembrar a vida
Amor de pele envelhecida
Na sua veia não corre sangue [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bel, Bela<br />
A vida é bela<br />
Já dizia ela muito antes de você nascer</p>
<p><span id="more-21247"></span>Historinhas pra dormir<br />
Na voz de alguns, madrinha<br />
Apenas vovó, para mim</p>
<p>Reza, canto e cafuné<br />
Terço de lugar cativo<br />
Na mão dessa mulher</p>
<p>Bisa de terra santa<br />
Seu nome é bendito<br />
E sua força terna amansa</p>
<p>Hoje mais esquecida<br />
Volta no tempo<br />
Pra lembrar a vida</p>
<p>Amor de pele envelhecida<br />
Na sua veia não corre sangue meu<br />
Mas meu coração é todo seu</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Setembro</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/setembro/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/setembro/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 12:25:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ednar Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Flores]]></category>
		<category><![CDATA[Primavera]]></category>
		<category><![CDATA[setembro]]></category>

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		<description><![CDATA[
Setembro, como esperei o teu florir!
Sonhei com tuas cores,
E por longos ventos morri.
 Até te ver surgir, morri de tristeza
No deserto da minha dor.
Como quis os teus jasmins!
E todas as tuas flores de Primavera.
Teus florais, e verdes ramos&#8230;
Uma nova vida de cores
Me enlaça, me enlaça com tua ramagem,
Me enches de tantos olores&#8230;
Olores de amor sem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://lugarencantado.blogs.sapo.pt/arquivo/primavera.jpg" alt="Primavera" width="378" height="299" /></p>
<p>Setembro, como esperei o teu florir!<br />
Sonhei com tuas cores,<br />
E por longos ventos morri.<br />
<span id="more-21273"></span> Até te ver surgir, morri de tristeza<br />
No deserto da minha dor.<br />
Como quis os teus jasmins!<br />
E todas as tuas flores de Primavera.<br />
Teus florais, e verdes ramos&#8230;<br />
Uma nova vida de cores<br />
Me enlaça, me enlaça com tua ramagem,<br />
Me enches de tantos olores&#8230;<br />
Olores de amor sem razão<br />
Me canta uma canção,<br />
Que vem dos vendavais.<br />
Tragas um vento sul<br />
E derrames um azul.<br />
Espalhes pétalas e espinhos&#8230;<br />
Em cada prece uma hera doce&#8230;<br />
Uma orquídea, um verso&#8230;<br />
Um espiral iluminado em mim.<br />
Uma espera, um infinito perfume<br />
No coração um Sol tão forte&#8230; E no peito, solidão</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O Progresso</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/o-progresso/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/o-progresso/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 12:22:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Macario Gomes de Campos Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[natureza]]></category>
		<category><![CDATA[reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje quando vi um post de um grande cartunista, ou seria ilustrador, Ceó Pontual chamado &#8220;Tá ligado, bicho?&#8221;, onde ele cita uma frase de Molière, que diz : &#8221; Os bichos não são tão burros como se pensa.&#8221;, me lembrei desta música de Roberto Carlos, gravada em seu disco de 1976.
&#8230;..
É um tédio viajar pelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje quando vi um post de um grande cartunista, ou seria ilustrador, <a href="http://frasesilustradas.wordpress.com/2010/09/01/ta-ligado-bicho/"><strong>Ceó Pontual</strong></a> chamado &#8220;Tá ligado, bicho?&#8221;, onde ele cita uma frase de Molière, que diz : &#8221; Os bichos não são tão burros como se pensa.&#8221;, me lembrei desta música de Roberto Carlos, gravada em seu disco de 1976.</p>
<div>&#8230;..</div>
<div style="text-align: left;">É um tédio viajar pelo interior de São Paulo, sinto saudades dos cafezais, dos pomares de manga e laranja, dos pastos&#8230;, hoje é um imenso mar de cana.</div>
<div style="text-align: left;">&#8230;.<a href="http://macariocampos.blogspot.com/2010/09/o-progresso.html">Leia o resto deste post aqui&gt;&gt;</a></p>
</div>
]]></content:encoded>
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		<title>O fim das livrarias de Nova York e do JB</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/o-fim-das-livrarias-de-novo-york-e-do-jb/</link>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 22:13:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Barnes & Noble]]></category>

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		<description><![CDATA[
Por Gustavo Chacra
Estadão
Ontem falei de Iraque e Estados Unidos, amanhã será a vez de Israel e palestinos. Mas hoje escreverei de Nova York. Moro no bairro do Upper West Side, ao lado do Lincoln Center. Nesta semana, tem ópera no telão “open air” de graça para toda a população. Fui ver na segunda-feira. Em seguida, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/09/barnes-and-noble1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-21270" title="barnes-and-noble" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/09/barnes-and-noble1.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p><strong>Por Gustavo Chacra</strong><br />
<strong>Estadão</strong></p>
<p>Ontem falei de Iraque e Estados Unidos, amanhã será a vez de Israel e palestinos. Mas hoje escreverei de Nova York. Moro no bairro do Upper West Side, ao lado do Lincoln Center. Nesta semana, tem ópera no telão “open air” de graça para toda a população. Fui ver na segunda-feira. Em seguida, passei na tradicional Barnes &amp; Noble, a gigantesca livraria da Broadway com rua 66.</p>
<p><span id="more-21268"></span>Eles não tinham o livro que eu queria. Como já é costume para mim, pensei em comprar a edição virtual para o kindle ou iPad. Ou, até mesmo, encomendar uma versão impressa pela internet. Mais da metade dos americanos e dos habitantes do país agem da mesma forma. Sem falar que muitos dos que ainda compram em livrarias optam pelos estandes de livros de hipermercados como o Wall Mart.</p>
<p>No dia seguinte, pego o New York Times – ainda assino a versão impressa, apesar de passar o dia na app do mesmo jornal no iPad. E vejo a notícia de que justamente a gigantesca Barnes &amp; Noble do Lincoln Center irá fechar. O lugar que eu e muitos outros moradores do Upper West visitam quase diariamente para tomar café e ver os recentes lançamentos não existirá mais a partir de janeiro. Será como os Jardins sem a Livraria Cultura, ou Pinheiros sem a Fnac. Já não temos mais as lojas de discos. Em breve, não teremos mais livrarias.</p>
<p>Não deu para deixar de lembrar do filme You’ve got mail, com a bela Meg Ryan nos anos 1990. Ela era dona de uma pequena livraria também no Upper West Side, mas passa a sofrer a concorrência de uma cadeia de livros que representaria justamente a Barnes &amp; Noble. Pouco mais de uma década depois, nem as grandes livrarias têm sobrevivido.</p>
<p>O livro impresso não deve acabar, pelo menos tão cedo. Mas a livraria terá cada vez mais cara de “Amazon” do que de Barnes &amp; Noble. Algumas pequenas ainda sobrevivem em Nova York, mas há poucos meses fechou uma das minhas preferidas, de biografias, no West Village. Será reformada e transformada em mais uma loja do Marc Jacobs, que já ocupa duas outras esquinas na mesma rua.</p>
<p>O kindle, o iPad e o Nook (fabricado justamente pela Barnes &amp; Noble) tem vantagens, especialmente para os estudantes. Conforme lembrou um amigo meu, imagine poder ter todos os livros de faculdade dentro de um kindle? Em breve, aqui nos EUA, isso irá acontecer.</p>
<p>As coisas se movimentam tão rápido que descobri que a nova geração de alunos calouros nas universidades americanas não usa email. É muito demorado. Eles preferem mensagem de texto, whatsaap e bbm. Um avanço em relação à geração anterior, que já havia deixado de lado as mensagens de voz no celular. Nenhum destes dois grupos, obviamente, gosta de ler notícias e livros no papel.</p>
<p>Ironicamente, o fim da Barnes &amp; Noble do Lincoln Center ocorre praticamente no mesmo dia da última edição impressa do Jornal do Brasil, no Rio de Janeiro.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Literatura estrangeira é muito melhor</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/literatura-estrangeira-e-muito-melhor/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/literatura-estrangeira-e-muito-melhor/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 19:51:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Rogers Silva
Um dia visite as listas dos livros mais vendidos de qualquer revista brasileira. Não se contente em ver a lista do mês corrente. Se possível, pegue as listas mensais dos mais vendidos de todo o ano de 2010 no Brasil. Se tiver paciência, aproveite e pesquise as listas de 2009. E de 2008. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Rogers Silva</strong></p>
<p>Um dia visite as listas dos livros mais vendidos de qualquer revista brasileira. Não se contente em ver a lista do mês corrente. Se possível, pegue as listas mensais dos mais vendidos de todo o ano de 2010 no Brasil. Se tiver paciência, aproveite e pesquise as listas de 2009. E de 2008. Perceberá nelas algo estranho: em todas, entre os mais vendidos está uma maioria esmagadora de livros estrangeiros. O que explica esse fenômeno?</p>
<p><a href="http://sexoecrimecialtda.blogspot.com/2010/09/literatura-estrangeira-e-muito-melhor.html" target="_blank">aqui</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Prêmio Jabuti anuncia finalistas</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/premio-jabuti-anuncia-finalistas/</link>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 19:29:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Dois dos principais prêmios literários anunciaram seus finalistas. Nesta quarta-feira (1), na Câmara Brasileira do Livro, foram conhecidos os 10 títulos em cada uma das 21 categorias que concorrem ao 52º Prêmio Jabuti. E, na noite de terça-feira, saiu a lista dos 10 livros que concorrem ao 8º Prêmio Portugal Telecom {divulgamos o resultado aqui [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/09/samarone-lima-3.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-21265" title="samarone lima 3" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/09/samarone-lima-3-150x112.jpg" alt="" width="150" height="112" /></a>Dois dos principais prêmios literários anunciaram seus finalistas. Nesta quarta-feira (1), na Câmara Brasileira do Livro, foram conhecidos os 10 títulos em cada uma das 21 categorias que concorrem ao 52º Prêmio Jabuti. E, na noite de terça-feira, saiu a lista dos 10 livros que concorrem ao 8º Prêmio Portugal Telecom {divulgamos o resultado aqui ontem à noite}.</p>
<p>Leia o resto da matéria do Estadão <strong><a href="http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,saem-finalistas-de-dois-premios-literarios,603679,0.htm" target="_blank">aqui</a></strong></p>
<p>Confira os finalistas do Jabuti <strong><a href="http://cbl.org.br/jabuti/telas/resultado/resultado_categoria.aspx?f=1" target="_blank">aqui</a></strong></p>
<p>Entre os classificados do Jabuti, na categoria Reportagem, está Samarone Lima, com o seu livro &#8220;Viagem ao Crepúsculo&#8221;, editado pela Casa das Musas dos poetas Gustavo de Castro e Florence Dravet. Samá lançou o seu livro em Natal há uns três ou quatro meses no bar Prozac. Estamos felizes com a indicação e torcendo para que ele fique com o prêmio.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Frida Kahlo</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/frida-kahlo-2/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/frida-kahlo-2/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 16:46:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Frida Kahlo]]></category>

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		<description><![CDATA[
Começa em Viena a maior exposição na Europa sobre Frida Kahlo. São 140 obras na mostra que o Kunstforum exibirá até 5 de dezembro. Exibição serve para desvendar a autora e compreender sua expressividade.
 aqui
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/09/frida-afp.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-21261" title="frida-afp" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/09/frida-afp.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Começa em Viena a maior exposição na Europa sobre Frida Kahlo. São 140 obras na mostra que o Kunstforum exibirá até 5 de dezembro. Exibição serve para desvendar a autora e compreender sua expressividade.</p>
<p><a href="http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2010/09/frida-kahlo-inunda-com-sua-dor-e-sua-intensidade-o-kunstforum-de-viena.html" target="_blank"> aqui</a></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Soneto do verão inaugural</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/soneto-do-verao-inaugural/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/soneto-do-verao-inaugural/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 16:31:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jarbas Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=21259</guid>
		<description><![CDATA[Antes, bem antes que o verão estenda
seus panos nos varais e seus cajus
maturem o vão instante e antes que os
ventos se soltem e cantem a tua lenda,
bem antes que do céu o ouvido atenda
ao grito da gaivota que transluz,
salte o peixe do mar, no ar esplenda
o seu rastro veloz de escama e luz,
possa eu te [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Antes, bem antes que o verão estenda<br />
seus panos nos varais e seus cajus<br />
maturem o vão instante e antes que os<br />
ventos se soltem e cantem a tua lenda,</p>
<p>bem antes que do céu o ouvido atenda<br />
ao grito da gaivota que transluz,<br />
salte o peixe do mar, no ar esplenda<br />
o seu rastro veloz de escama e luz,</p>
<p>possa eu te amar em tua brônzea cama,<br />
em nossas noites de paixão e jogo,<br />
num entregar-se de dunas. sal e fogo,</p>
<p>murmúrios, quietudes, paz e drama,<br />
condenado ao jardim de tuas delícias,<br />
ao inferno (ateu céu), nossas primícias.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/soneto-do-verao-inaugural/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>Cultura em Debate</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/cultura-em-debate/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/cultura-em-debate/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 15:07:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Já está no ar o site para divulgar o debate sobre cultura entre os três  principais candidatos ao governo do estado que será realizado no dia 8 de setembro, às 19h30, na Casa da Ribeira.
aqui
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já está no ar o site para divulgar o debate sobre cultura entre os três  principais candidatos ao governo do estado que será realizado no dia 8 de setembro, às 19h30, na Casa da Ribeira.</p>
<p><a href="http://www.revistacatorze.com.br/debate/" target="_blank">aqui</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.substantivoplural.com.br/cultura-em-debate/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>EUA no Iraque</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 13:31:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>

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		<description><![CDATA[Por John Simpson -  Editor para Assuntos Internacionais da BBC News*
Análise: &#8216;aventura imperialista&#8217; no Iraque encolheu poder dos EUA
aqui
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			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por John Simpson</strong> -  Editor para Assuntos Internacionais da BBC News*</p>
<p>Análise: &#8216;aventura imperialista&#8217; no Iraque encolheu poder dos EUA</p>
<p><a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/09/100831_analise_simpson_iraque_mv.shtml" target="_blank">aqui</a></p>
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		<title>Líder dos céticos do clima muda de ideia</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 12:44:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>

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		<description><![CDATA[Bjorn Lomborg, mais famoso questionador do aquecimento global, agora pede US$ 100 bi para combatê-lo.
aqui
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bjorn Lomborg, mais famoso questionador do aquecimento global, agora pede US$ 100 bi para combatê-lo.</p>
<p><a href="http://sergyovitro.blogspot.com/2010/09/lider-dos-ceticos-do-clima-muda-de.html?spref=tw" target="_blank">aqui</a></p>
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		<title>Da ideologia ao personalismo</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 12:39:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Roberto da Matta
O Estado de S.Paulo
O PT foi o partido mais ideológico do Brasil. Ele se estruturava em teses socialistas, mas era também banhado por um lado social democrata que se ampliou depois que o Lula virou o &#8220;Lulinha paz e amor&#8221; e, graças a um marketing genial (a César o que é de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Roberto da Matta<br />
O Estado de S.Paulo</strong></p>
<p>O PT foi o partido mais ideológico do Brasil. Ele se estruturava em teses socialistas, mas era também banhado por um lado social democrata que se ampliou depois que o Lula virou o &#8220;Lulinha paz e amor&#8221; e, graças a um marketing genial (a César o que é de César&#8230;), penetrou no imaginário dos segmentos elitistas, tornando-se um candidato viável. Pois, como o próprio Lula teoriza com sua conhecida sensibilidade sociológica, pobre não vota em pobre. Hoje, porém, graças ao que ele dramatiza na sua figura, pobre vota em pobre votado e admirado por seus patrões. Foi essa convergência cultural que permitiu a aceitação do operário candidato radical no operário pleno de paz e amor como presidente.</p>
<p><span id="more-21253"></span></p>
<p>No primeiro governo, havia uma herança maldita, mas os fundamentos do sistema econômico implantado com o Plano Real prosseguiram. Depois veio o mensalão que implodiu o PT como partido, promoveu um expurgo e uma ascensão dos petistas possíveis. Agora, debaixo da batuta do único sobrevivente, o próprio Lula, o partido antes ideológico depende de uma pessoa. Lula salvou-se a si mesmo invocando, como Cristo, a traição de alguns companheiros que, no mensalão, exageraram a dose, dentro de um sistema político de resto igualmente marcado pela corrupção e antiliberal.</p>
<p>Há uma transformação crucial. O candidato que representava o operariado nacional e era um duríssimo opositor torna-se presidente e, neste papel, ele representa o trabalhador e o pobre. Mas é preciso não esquecer que ele próprio foi um pobre. Ele é a dramatização de si mesmo como um operário sem escolaridade e &#8220;diploma&#8221;, como sempre enfatiza, do mesmo modo que provoca dizendo que tem azia quando lê. Mas como presidente de uma sociedade hierarquizada até o gargalo, ele sabe que pode dizer e fazer tudo quando se mora num palácio. Faz, então, um governo de &#8220;coalizão&#8221; e amplia sem limites as suas bases, realizando alianças nas quais os partidos e os movimentos sociais não são mais peças-chave, mas atores subordinados às personalidades e às relações sociais mais do que políticas dos seus membros e donos.</p>
<p>O universo da casa, das simpatias pessoais, domina a cena e começa a canibalizar o campo econômico em nome de um retorno de um &#8220;Estado forte&#8221; que servirá como instrumento de aristocratização. A coalizão compadresca começa a abalar aquilo que o poeta William Blake chamava de &#8220;moinho satânico&#8221;, porque o mercado capitalista autorregulado não para diante de ninguém. Menos, é obvio, neste Brasil que se faz e desfaz de tempos em tempos.</p>
<p>No palco nacional, a ênfase no ideológico típica dos movimentos populares é paralisada. E os velhos coronéis da política marcada pelas teias de relações pessoais retornam ao &#8220;puder&#8221;. Mas com uma diferença: agora, a esquerda oficial e a direita mais reacionária estão juntas. Formam um time de futebol e o seu técnico e principal craque é o Lula, um misto raro de atacante matador e de goleiro perfeito. No ataque, o PT atua nominalmente ao lado dos sindicalistas e dos empresários fornecedores do Estado estruturado pelo PAC. Na defesa, jogam os Sarneys, os Barbalhos, os Collors &#8211; os políticos personalistas que governavam na base do &#8220;aos inimigos a lei; aos amigos tudo!&#8221;. Articulam-se assim, tendo como figura-chave um ator magistral e central &#8211; um Rei Lear da política nacional. O velho e bom personalismo que forma a espinha dorsal do nosso sistema social, como eu tenho dito na minha modesta e largamente ignorada obra sociológica, volta a englobar as regras democráticas liberais e as marcações ideológicas.</p>
<p>Com Lula tudo iria mudar e eu mesmo pensei que o governo do PT, como o do Brizola, no Rio, iria realmente promover uma transformação na administração pública. Mas a inércia cultural e a ausência de análise e percepção promoveram o retorno da linguagem da casa, de modo que me assusta (e diverte) ver o fruto de um partido ideológico, como o Lula, criar e impor uma candidata, usando metáforas da casa, da família e do parentesco. Dilma não vai ser apenas uma presidente; ela será a &#8220;mãe&#8221; inventada pelo Lula que, como tal, vai &#8220;cuidar&#8221; diretamente do povo e não administrar os recursos produzidos por esse povo.</p>
<p>Como um bloco de carnaval, demos alguns passos para a frente, mas agora ensaiamos um retorno ao ponto de partida. O que chamei de dilema brasileiro &#8211; o mal-estar entre leis que valem para todos e as obrigações pessoais que só se aplicam aos amigos &#8211; faz o seu freudiano retorno. Lula reencarna Getúlio. Mas, diferentemente de Vargas, poderia &#8211; se quisesse &#8211; ser aclamado presidente perpétuo do Brasil. Louvo-o por seu desprendimento. Pena que um craque do seu calibre, jogue contra uma oposição que joga contra si mesma e, assim, atropela e inviabiliza um liberalismo decente entre nós.</p>
<p>E sem oposição e uma consciência de limites do poder, vamos ter um longo campeonato no qual haverá apenas um campeão. No esporte, isso representa o fim do próprio jogo. Na vida pública, isso significa o fim da política como ação social e o início de um domínio à la Casa-Grande &amp; Senzala: repleto de confraternizações e agregados. De vez em quando alguém leva uma chibatada, mas não por mal; recursos serão sempre esbanjados, mas o Brasil é rico. Afinal, como resistir a um personalismo que funda parte do sistema e jamais foi discutido em seus confrontos com o nosso lado liberal e igualitário?</p>
<p>Paciência. Só fomos ideológicos para trazer de volta um habitual personalismo que deve eleger &#8211; este, sim, é um fato jamais visto na nossa história &#8211; não uma mulher presidente, mas (como quer o Lula) a mãe do Brasil.</p>
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