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	<title>Substantivo Plural</title>
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	<description>CULTURA + IDÉIAS + INFORMAÇÕES</description>
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		<title>Os valores éticos da Globo mudaram?</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 21:26:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
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Por Sergio Lirio
NA CARTA CAPITAL
Como se sabe, o jornal O Globo publicou um comovente editorial em defesa de Roberto Civita, dono da editora Abril. Em matéria de delírio, o diário carioca da família Marinho só foi superado pela própria Veja de Civita, que neste fim de semana conseguiu unir em um mesmo texto aranhas, robôs [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="il_fi" class="alignleft" src="http://3.bp.blogspot.com/-1D_O1njSFRg/T6VOE27s2TI/AAAAAAAADnw/VIYoglWjPnI/s1600/rede-globo1-1.jpg" alt="" width="190" height="226" /></p>
<p><strong>Por Sergio Lirio<br />
</strong><a href="http://www.cartacapital.com.br/politica/os-valores-eticos-da-globo-mudaram/" target="_blank">NA CARTA CAPITAL</a></p>
<p>Como se sabe, o jornal O Globo publicou um comovente editorial em defesa de Roberto Civita, dono da editora Abril. Em matéria de delírio, o diário carioca da família Marinho só foi superado pela própria Veja de Civita, que neste fim de semana conseguiu unir em um mesmo texto aranhas, robôs e comunistas. Parecia um roteiro de terror B. Já o editorial de O Globo recorria ao surrado bordão imprensa chapa-branca vs. imprensa livre (livre de quem?) e tentava ressuscitar um animal extinto, os radicais do PT.</p>
<p><span id="more-43908"></span> Em resumo: O Globo não viu nada de grave nas relações de Policarpo Jr., diretor da sucursal de Brasília de Veja, com a quadrilha de Carlinhos Cachoeira. E afirmou existir uma “campanha” contra a revista dos Civita.</p>
<p>Outros tempos. Em 2001, a família Marinho demitiu sem pestanejar o jornalista Ricardo Boechat por considerar impróprias suas relações com uma fonte.</p>
<p>Boechat era um profissional celebrado e em ascensão nas Organizações Globo. Editava no jornal uma coluna de notas políticas e econômicas de muito prestígio e fazia comentários na tevê do grupo. Grampos atribuídos ao banqueiro Daniel Dantas, que disputava o controle de duas operadoras de telefonia com os canadenses da TIW, foram publicados pela Veja (coincidência!!!). Em alguns deles, Boechat conversa com Paulo Marinho, assessor do empresário Nelson Tanure, representante dos canadenses na disputa contra Dantas e dono do Jornal do Brasil.</p>
<p>A reportagem de Veja à época descreve: “Em um dos diálogos, ocorrido em 15 de abril, Boechat conta a (Paulo) Marinho os termos da reportagem que está escrevendo para revelar manobras do Opportunity e que seria publicada no dia seguinte em O Globo. Pela conversa, fica evidente que a direção do jornal não foi informada sobre o grau de ligação do jornalista com Nelson Tanure…” E por aí vai. Neste caso, Veja, ao acusar uma trama para favorecer um dos lados de uma disputa empresarial, agiu para favorecer o outro, o de Dantas.</p>
<p>Pelo que se viu até agora e pelo que se comenta a respeito do que virá, as relações de Policarpo Jr. com Cachoeira são muito mais profundas do que aquelas entre Boechat e Tanure. A começar por um fato: Tanure é um empresário controverso, geralmente odiado por seus funcionários, mas não é um contraventor como Cachoeira. Desconhece-se, por exemplo, o uso de expedientes sujos (arapongas, rede de prostituição etc.) por Tanure.</p>
<p>Uma década atrás, O Globo enxergou um problema ético suficientemente grave para demitir seu funcionário. Hoje, defende sem um átimo de dúvida, sem aquele saudável distanciamento de quem não estava presente no exato momento dos fatos, uma empresa na qual não figura entre os acionistas. Como a família Marinho pode ter tanta certeza a respeito da lisura do comportamento de Veja sem ter conhecimento do teor completo dos telefonemas entre Policarpo Jr. e o bicheiro? Nem sobre os métodos cotidianos da editora?</p>
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		<title>De Jesus a Nietzsche, só os desajustados fizeram história – quatro perguntas a Edgardo Cozarinsky</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 21:22:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
BLOG DO IMS

Edgardo Cozarinsky é um cineasta e escritor argentino nascido em 1939. Recentemente, Cozarinsky colaborou com um ensaio na abertura do livro Crisálidas, organizado por Jorge Schwartz, que será lançado pelo IMS no dia 21 de maio. O livro compila fotos de Madalena Schwartz de atores, atrizes, travestis e transformistas do underground paulistano. No [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="il_fi" class="alignright" src="http://www.jonathanrosenbaum.com/wp-content/uploads/2010/02/edgardo-cozarinsky.jpg" alt="" width="153" height="220" /></p>
<p><a href="http://blogdoims.uol.com.br/ims/de-jesus-a-nietzsche-so-os-desajustados-fizeram-historia-quatro-perguntas-a-edgardo-cozarinsky/" target="_blank">BLOG DO IMS<br />
</a></p>
<p>Edgardo Cozarinsky é um cineasta e escritor argentino nascido em 1939. Recentemente, Cozarinsky colaborou com um ensaio na abertura do livro Crisálidas, organizado por Jorge Schwartz, que será lançado pelo IMS no dia 21 de maio. O livro compila fotos de Madalena Schwartz de atores, atrizes, travestis e transformistas do underground paulistano. No texto, o escritor argentino propõe uma análise mitológica da obra da fotógrafa a partir do conceito de quimera, da origem do termo “crisálidas”, e das reflexões de Freud e Heráclito. Entrevistamos o cineasta acerca dos impressionantes retratos tirados por Madalena.</p>
<p><span id="more-43906"></span> 1) O que você acha que há de mais único e especial nas imagens de Madalena Schwartz?</p>
<p>O respeito pelos modelos, a alegria que transmite, o mistério que desvela. Mas confesso que não consigo esgotar com palavras o que há de mais específico e inapreensível em uma obra plástica.</p>
<p>2) Você acha que, ao tirar fotos de transexuais, Madalena está fazendo uma declaração política?</p>
<p>Não sei, mas não acho que é algo proposital, mas sim um prolongamento tácito de sua atitude. O artista criador faz política, assim como faz teoria, com seu trabalho. Aos outros resta a tarefa de explicitar esse prolongamento.</p>
<p>3) O que você acha da escolha de fotografias em preto e branco para retratar um movimento que é geralmente associado ao uso de muitas cores?</p>
<p>Acho que é a grande audácia de Madalena Schwartz. Estamos anestesiados pela banalização da imagem pela publicidade, pela televisão, pelo jornalismo. E essa imagem é sempre colorida. O preto e branco, por conta própria, passou a denotar uma busca pela expressão, uma marca de estilo. Nos muitos matizes do preto e branco jaz a semente de todas as cores, mas deixa a imaginação para o espectador, se é que este quer imaginar as cores, pois pode se deleitar com a pura ausência destas. O preto e branco também denota outra realidade: paralela, escondida, misteriosa.</p>
<p>4) Em seu ensaio que está incluso no livro Crisálidas, você faz uma análise mitológica das pessoas retratadas. Não obstante, muitos transformistas lutam para serem considerados normais, iguais a outros seres humanos. Você acha que há algum risco em pensar nos transformistas como seres “especiais”?</p>
<p>Acredito no direito à diferença. Que todos gozem dos mesmos direitos não significa que devam ser iguais. Pessoalmente, só me interesso por pessoas que são especiais, seja lá por qual razão. Há uma ideia de normalidade normativa que nos E.U.A. resultou no uso da palavra “desajustado” como algo negativo. De Jesus a Nietzsche, só os desajustados fizeram história.</p>
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		<title>Fuentes: acima de tudo, agitador cultural do ‘boom’</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 21:16:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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Por Sérgio Rodrigues
Escritor multifacetado que gabava-se de reescrever pouco e não saber o que era bloqueio criativo, prolífico articulista de esquerda que nunca se prendeu a dogmatismos partidários, cidadão do mundo de modos aristocráticos, professor universitário e “elegante intelectual público”, segundo o obituário do “New York Times”, Carlos Fuentes morreu ontem deixando uma obra vasta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://veja.abril.com.br/blog/todoprosa/files/2012/05/Llosa-Fuentes-e-GGM-300x164.jpg" alt="" width="370" height="203" /></p>
<p><strong>Por Sérgio Rodrigues</strong></p>
<p>Escritor multifacetado que gabava-se de reescrever pouco e não saber o que era bloqueio criativo, prolífico articulista de esquerda que nunca se prendeu a dogmatismos partidários, cidadão do mundo de modos aristocráticos, professor universitário e “elegante intelectual público”, segundo o obituário do “New York Times”, Carlos Fuentes morreu ontem deixando uma obra vasta mas, tudo indica, menor que seu papel histórico como agitador do chamado boom latino-americano.</p>
<p><a href="http://veja.abril.com.br/blog/todoprosa/pelo-mundo/fuentes-acima-de-tudo-agitador-cultural-do-boom/#.T7PDqVkl7Uk.twitter" target="_blank">aqui</a></p>
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		<title>Não existem mais dispositivos “pessoais”</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/nao-existem-mais-dispositivos-%e2%80%9cpessoais%e2%80%9d/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 21:12:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Por Ronaldo Lemos
FSP
Mark Zuckerberg não mediu palavras para declarar que a era da privacidade acabou. O diagnóstico interessa ao Facebook.
A empresa, avaliada em mais de US$ 100 bilhões, vive de facilitar o compartilhamento de dados pessoais, de fotos a currículo profissional. Isso na superfície.
 Por trás das cortinas, os dados dos usuários são processados, gerando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="il_fi" class="alignleft" src="http://www.correiodeuberlandia.com.br/wp-uploads/2012/05/carolina112.jpg" alt="" width="176" height="138" /></p>
<p><strong>Por Ronaldo Lemos<br />
</strong>FSP</p>
<p>Mark Zuckerberg não mediu palavras para declarar que a era da privacidade acabou. O diagnóstico interessa ao Facebook.</p>
<p>A empresa, avaliada em mais de US$ 100 bilhões, vive de facilitar o compartilhamento de dados pessoais, de fotos a currículo profissional. Isso na superfície.</p>
<p><span id="more-43903"></span> Por trás das cortinas, os dados dos usuários são processados, gerando uma biografia permanente que analisa padrões de interação com outras pessoas, sites, buscas, compras e mais. Revela o corpo e a alma da pessoa.</p>
<p>O caso Carolina Dieckmann (foto) apenas expõe de forma dramática um problema geral: o que fazer quando a informação é tão fácil de ser disseminada?</p>
<p>Não se sabe ainda ao certo como as fotos da atriz saíram de um dispositivo pessoal (celular, tablet ou computador) e foram parar no espaço público da rede. Essa é a raiz do problema. Não existe mais dispositivo “pessoal”. Tudo que se conecta à rede é, em alguma medida, público. O problema é a ficha cair.</p>
<p>Há quatro meses foi descoberto que o iPhone permitia a aplicativos acessar e copiar as fotos nele contidas, sem aviso prévio.</p>
<p>Alguém pode ter sido Carolina Dieckmann sem saber. Em outro incidente, descobriu-se que o aparelho registrava os deslocamentos do usuário, também sem avisar.</p>
<p>Esse é um desafio a ser enfrentado pelo direito. O Brasil protege a privacidade na Constituição Federal.</p>
<p>Mas, paradoxalmente, não há lei específica que regule o tema no país. Com isso, os limites de atuação do judiciário não são claros.</p>
<p>Está em elaboração um anteprojeto de lei para regular a proteção de dados pessoais, feito pelo Ministério da Justiça. Ele não vai resolver todas as questões: a informação vai continuar fugidia.</p>
<p>No entanto, pode servir de indutor para melhorar práticas públicas e privadas no tratamento dos dados.</p>
<p>Como incentivar as empresas de tecnologia (incluindo fabricantes de celulares, provedores e sites) a aperfeiçoar suas práticas de segurança relativas a dados privados.</p>
<p>É uma estratégia similar ao que vem sendo feito nos EUA. A Casa Branca redigiu um documento com princípios de privacidade (ele começa dizendo que a privacidade nunca foi tão importante).</p>
<p>A expectativa é que ajude a promover autorregulação. Se não funcionar, a disposição é adotar uma lei específica por lá também. Até que isso aconteça, a responsabilidade pela proteção dos dados fica em grande parte com o próprio usuário. Enquanto for assim, informação e bom senso são aliados.</p>
<p>***</p>
<p><strong>[Ronaldo Lemos é diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade da Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas e colunista da Folha de S.Paulo]</strong></p>
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		<title>Ainda existe o sonho latino-americano?</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/ainda-existe-o-sonho-latino-americano/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 21:02:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[
Por Ronaldo Correia de Brito
NO TERRA MAGAZINE
Houve tempo em que andar com livros de Gabriel Garcia Marquez debaixo do braço e dizer poemas de Pablo Neruda (FOTO) em reuniões era senha para iniciados. Quem não possuía os discos de Mercedes Sosa, Angel Parra e Violeta Parra, cantores de voz melodiosa, carregada de nacionalismo e revolta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="il_fi" class="alignright" src="http://www.brasiledinheiro.com/wp-content/uploads/2012/01/Pablo-Neruda-6.jpg" alt="" width="145" height="199" /></p>
<p><strong>Por Ronaldo Correia de Brito<br />
</strong><a href="http://terramagazine.terra.com.br/entremez/blog/2012/05/16/ainda-existe-o-sonho-latino-americano/" target="_blank">NO TERRA MAGAZINE</a></p>
<p>Houve tempo em que andar com livros de Gabriel Garcia Marquez debaixo do braço e dizer poemas de Pablo Neruda (FOTO) em reuniões era senha para iniciados. Quem não possuía os discos de Mercedes Sosa, Angel Parra e Violeta Parra, cantores de voz melodiosa, carregada de nacionalismo e revolta social? Nas bandas de cá, o intérprete mais afinado com eles se chamava Geraldo Vandré, de triste história e já esquecido. Alguns anos depois, Milton Nascimento assumiria na voz e nas composições uma nota parecida com a dessa utopia musical.</p>
<p><span id="more-43901"></span> Eram os anos de Latino América, quando as pessoas acreditavam que fazíamos parte de um grande continente formado pelo México, a América do Sul e Central. No Brasil, líamos Juan Carlos Onetti, Miguel Ángel Asturias, Ernesto Sábato, Juan Rulfo, Julio Cotázar, Eduardo Galeano, Alejo Carpentier, Cesar Vallejo, para citar bem poucos e não parecer esnobe. Jorge Luis Borges, o argentino antiperonista, que enfureceu as esquerdas patrulhadoras quando aceitou uma comenda do tirano chileno Pinochet, sobreviveu às modas com sua obra de gênio. Borges era um caso à parte, embora devesse muito aos pampas, aos charcos e aos arrabaldes de Buenos Aires, sempre se inclinou por uma literatura sem os fogos do nacionalismo, que bebia em toda cultura do mundo e de todas as épocas.</p>
<p>As fronteiras do Brasil tornaram-se permeáveis a tudo o que se produzia nessa Latino América, mesmo em tempos de ditadura militar, com censura vigilante e avessa ao que cheirava a arte engajada. O espanhol parecia fácil de ouvir, ler e compreender. O mesmo não acontecia com o português. Éramos a única nação desse extenso continente artificial, criado pelos sonhadores de uma América livre e contrária à outra América – a do Norte –, a falar uma língua diferente. A “última flor do Lácio inculta e bela”, que é “a um tempo, esplendor e sepultura” – o idioma português segundo Olavo Bilac –, nos tornava culturalmente estranhos ao mundo de fala espanhol.</p>
<p>Começamos a achar as fronteiras deles permeáveis à nossa literatura, o trânsito se fazia em menor intensidade de cá para lá. Intelectuais como Jorge Luis Borges não reconheciam nem mesmo Machado de Assis, orgulho das letras verde e amarelo. Será que não tínhamos mesmo uma literatura de igual valor? Por que o mundo se curvava aos escritores de língua espanhola e nem sequer mencionavam (com certeza porque desconheciam) nossos autores? Seria um problema exclusivo da língua em que falamos e escrevemos?</p>
<p>Na Feira do Livro de Bogotá, de onde retornei há uma semana, senti que há muito a se fazer para que a literatura brasileira contemporânea seja lida. Os escritores brasileiros leem o espanhol sem dificuldade, falam um portunhol compreensível para todos, mas o brasileiro (evitarei dizer português, a partir de agora) parece grego. Mesmo os intelectuais confessam a dificuldade em ler e ouvir nosso idioma. Esta seria a causa da incomunicabilidade? Ou a literatura produzida em português é mesmo inferior à que se produziu e produz em língua espanhola?</p>
<p>Existe outra questão bem séria. Em conversa com alguns poetas de diferentes países da América Latina, eles me confessaram uma autossuficiência na produção em idioma espanhol, que os deixam indiferentes ou com preguiça de investigar o que se escreve no Brasil. Algo parecido com a produção em língua inglesa.</p>
<p>Há muitos escritores jovens na Colômbia, escrevendo e sendo lidos. Há ótima literatura, embora eu não possa avaliar se da mesma qualidade da que se produzia nas décadas de sessenta, setenta e oitenta. O que eu arrisco dizer é que o ideário latino-americano não existe mais, foi talvez enterrado com a guerrilha de Che Guevara e o sonho do paraíso de Cuba.</p>
<p>Che está vivíssimo como um artista pop. A música brasileira possui força e as pessoas falam do Brasil como a Quinta Potência Mundial. Mas ninguém reconhece nossa potência literária. Continuamos a terra das letras por desbravar. Felizmente, existem ações bem sucedidas como o pavilhão brasileiro dentro da Feira de Bogotá, onde fomos o país homenageado. E o esforço do Ministério da Cultura, da Biblioteca Nacional e da Câmara do Livro, que saíram da Colômbia com o elogioso “melhor desempenho de país homenageado dos últimos vinte anos”.</p>
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		<title>Contribuição à consulta sobre patentes de software</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/contribuicao-a-consulta-sobre-patentes-de-software/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 20:51:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Sérgio Amadeu da Silveira e Pablo Ortelado
NO BLOG TREZENTOS


Hoje, às 16h38, enviamos ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) nossa contribuição à consulta sobre o patenteamento de software. Ajude a divulgar nossa contribuição. O patenteamento de algoritmos e de soluções lógicas faz parte da tentativa de controle do conhecimento. O Brasil não pode aceitar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Sérgio Amadeu da Silveira e Pablo Ortelado<br />
</strong><a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=7056" target="_blank">NO BLOG TREZENTOS<br />
</a></p>
<p><img title="softwarePatents" src="http://www.trezentos.blog.br/wp-content/uploads/softwarePatents.jpg" alt="" width="300" height="224" /></p>
<p>Hoje, às 16h38, enviamos ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) nossa contribuição à consulta sobre o patenteamento de software. Ajude a divulgar nossa contribuição. O patenteamento de algoritmos e de soluções lógicas faz parte da tentativa de controle do conhecimento. O Brasil não pode aceitar o jogo daqueles que querem bloquear nossa inteligência coletiva. Diga Não às Patentes de Software!</p>
<p><span id="more-43899"></span> Aos Organizadores da Consulta Pública sobre os Procedimentos para exame de pedidos de patentes envolvendo invenções, implementadas por programa de computador.</p>
<p>Softwares são cada vez mais utilizados nos aparelhos e instrumentos acionados por corrente elétrica. Softwares permitem a conexão de pessoas e a comunicação entre diversos tipos de actantes.</p>
<p>A comunicabilidade geral da sociedade em rede, aliada a expansão dos números de IPs, a partir da versão 6 deste protocolo da comunicação na Internet, incentivará a presença maior de softwares no conjunto das atividades cotidianas dos diversos ramos de nossa economia e cultura.</p>
<p>Não é por acaso que surgem novos paradigmas de interação das tecnologias da comunicação e informação, tal como, a “Internet das coisas”, ou seja, o uso distribuído de RFID (identificadores de radiofrequência), sensores de rede e aparatos de nanotecnologia que asseguram o acionamento de dispositivos remotos e móveis.</p>
<p>Neste cenário, é evidente que os softwares são intermediaŕios privilegiados do conjunto da nossa sociabilidade, comunicação e cultura. Não é aceitável que algoritmos encadeados logicamente, vinculados ou não a métodos, com ou sem os denominados efeitos técnicos, possam ser patenteados.</p>
<p>Softwares e programas de computador aparecem cada vez mais ligados a aparelhos móveis e estarão presentes em praticamente todos os aparelhos domésticos. Estes aparelhos por sua vez serão acessados remotamente a partir de outros softwares.</p>
<p>A autorização para o patenteamento de softwares embarcados, neste cenário, pode paralisar o desenvolvimento de soluções em diversos ramos de atividades. Pode reduzir as grandes possibilidades abertas pelo movimento de hardware aberto, pela programação de microcontroladores que permitam criar inúmeros usos inteligentes integrando, ainda, componentes complementares para facilitar a programação e incorporação para outros circuitos.</p>
<p>Patentes de software só podem ser genéricas, caso contrário, poderiam bloquear o uso de um conjunto de rotinas escritas em uma dada linguagem de programação por 20 anos. Todavia, a generalidade da descrição de um software gera uma abusurda e perigosa obstrução ao uso de soluções básicas e muitas vezes óbvias, como tem ocorrido no mecado norte-americano.</p>
<p>O patenteamento de software, em qualquer circunstância, prejudicará as empresas brasileiras, principalmente as pequenas empresas criativas. Patentes envolvendo invenções, implementadas por programa de computador, uma vez aceitas, abrirão o caminho para a guerra judicial, para as grandes corporações se lançarem contra os pequenos inventores que terão que enfrentar o “troll de patentes” e as disputas em torno das “patentes defensivas”.</p>
<p>As patentes dos chamados inventos implementados por programas de computador abrem as portas para o efetivo patenteamento de softwares. Além disso, podem impossibilitar a compatibilidade necessária entre hardwares e softwares, podendo até bloquear o uso de padrões. Um erro na aceitação de um pedido de um software mascarado de invento implementado por programas de computador pode atrasar a criatividade e a inventividade por 20 anos, um período demasiadamente longo e inaceitável para o desenvolvimento das tecnologias da informação.</p>
<p>Como têm expressado inúmeros integrantes da Free Software Foundation, o software é desenvolvido através da combinação de idéias antigas e novas idéias. Os usuários querem compatibilidade. Os consumidores sofrerão com o patenteamento de inventos implementados por software e poderão ser aprisionados de modo indevido por corporações que terão o monopólio de algoritmos vinculados a um produto. Além de ferir o princípio constitucional de proteção à livre concorrência (art. 170, IV),  isso levará à demasiada limitação do consumidor no mercado de consumo por imperativo tecnológico injustificado, além de significativa restrição de sua liberdade de escolha, que é direito consagrado pelo Código de Defesa do Consumidor, a ser compatibilizado com o desenvolvimento das novas tecnologias,  conforme determinam seus artigos 4, III, e 6, II.  O monopólio do conhecimento gera dependências inaceitáveis, preços inadequados e pode afetar negativamente a qualidade e o ritmo de inovação, bem como aumentar a vulnerabilidade do consumidor no segmento de softwares.</p>
<p>Tais considerações implicam na proposta da rejeição de toda e qualquer patente envolvendo invenções, implementadas por programa de computador.</p>
<p>Assinado:</p>
<p><strong>Sérgio Amadeu da Silveira, professor doutor do Centro de Engenharia, Modelagem e Ciência Social Aplicada da UFABC;</strong></p>
<p><strong>Pablo Ortelado, professor e pesquisador do Grupo de Políticas Públicas para o Acesso à Informação (Gpopai) da USP </strong></p>
<p><strong>Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec)</strong></p>
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		<title>Um dado muito revelador</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 20:42:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Muniz Sodré
NO OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA
Em meio ao tsunami de escândalos em torno da corrupção pública e privada, há um dado revelador nunca assinalado pela mídia nacional: é impossível roubar no serviço público federal brasileiro. Esta afirmação, claro, está sujeita ao imediato riso de escárnio por parte de quem a lê ou escuta. Afinal, há [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Muniz Sodré<br />
</strong><a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed694_um_dado_muito_revelador" target="_blank">NO OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA</a></p>
<p>Em meio ao tsunami de escândalos em torno da corrupção pública e privada, há um dado revelador nunca assinalado pela mídia nacional: é impossível roubar no serviço público federal brasileiro. Esta afirmação, claro, está sujeita ao imediato riso de escárnio por parte de quem a lê ou escuta. Afinal, há toda a evidência dos fatos. Por isso, vale precisar: é impossível roubar sem que se saiba. A impunidade é outro lado da questão.</p>
<p><span id="more-43897"></span> O que estamos querendo afirmar aqui, em primeiro lugar, é a capacidade técnico-formal do Estado para proteger-se. Quando se trata de desmontar quadrilhas, a Polícia Federal tem-se revelado bastante eficiente. Quando é o caso de malfeito administrativo, qualquer gestor público (federal) pode testemunhar sobre a meticulosidade com que a Controladoria Geral da União (a CGU, organismo relativamente recente) acompanha a sua gestão e como, no final de cada ano, o Tribunal de Contas da União (o TCU) confere com pente fino a prestação de contas. Trata-se de mecanismos com poderosa assessoria técnica.</p>
<p>Em termos subjetivos, tudo isso é um tormento para o gestor honesto que, a cada licitação ou a cada despesa orçamentária, sente a presença de uma verdadeira espada de Dâmocles sobre sua cabeça. Uma aquisição feita inadvertidamente a maior, um erro cometido por um subordinado, qualquer falha pode ter consequências funestas. O erro e a desonestidade costumam ser avaliados como uma mesma coisa.</p>
<p><strong>Locomotiva de papel</strong></p>
<p><strong> </strong>Ora, poderá pensar um observador externo, é animador que o sistema possa ser imune à prevaricação. E assim retornamos, para melhor esclarecimento, à afirmação inicial quanto à impossibilidade de roubo sem que se saiba. De fato, sempre se acaba identificando o malfeito e o malfeitor. Se este último escapa, o motivo é político, ou melhor, político-patrimonialista, pois a impunidade é a privilegiada condição costumeira do malfeitor pertencente ao espectro do estamento patrimonialista que se reproduz no poder desde a fundação do país. Donde, o consenso quanto ao fato de que o dinheiro público expropriado, até mesmo nos casos de atuação da Polícia Federal, dificilmente é restituído de modo integral ao erário do Estado.</p>
<p>É provável, assim, que o fato da impunidade leve o dito observador externo a pensar na coexistência da boa técnica do sistema de controle com absurdos, digamos, existenciais. Mas há outros. Vamos ao exemplo de um caso real, aqui ficcionalizado para evitar constrangimentos.</p>
<p>O gestor de um órgão educacional ou cultural coloca em seu programa de metas algo como a elaboração de indicadores capazes de avaliar a influência do pigmento melânico na coloração do olho do sagui. Este tópico, abstruso, poderia fazer sentido no campo da zoologia ou da biologia, mas é evidentemente absurdo na esfera de uma gestão educacional ou cultural.</p>
<p>No episódio real, o tópico não era tão caricatural, mas era contextualmente absurdo. Tratava-se da elaboração de indicadores avaliativos que não existiam, nem existem na prática da produção cultural. Talvez devessem mesmo existir, mas em termos concretos não passavam da intenção impraticável de um administrador, que terminaria deixando o cargo.</p>
<p>Diante da meta inexequível, o seu substituto simplesmente a ignora. Mas anos depois tem a desagradável surpresa de ser notificado por um daqueles órgãos de controle sobre a falta de cumprimento daquele item. Faz ver então que aquilo não tinha nenhum sentido, sem encontrar escuta razoável: para a burocracia de controle, se estava programado, deveria ter sido realizado, não importava o que fosse. E como nenhuma resposta parecia satisfatória, aplica-se uma multa pesada ao gestor.</p>
<p>Para compreender o que se segue, é preciso levar em conta que a Brasília oficial é um império assentado em papel, isto é, em matéria burocrática, que reproduz documento como vírus se reproduz em computador. O poder jurídico-burocrático constrói uma locomotiva de papel, capaz de atropelar até mesmo quem anda nos trilhos.</p>
<p><strong>Fora da bitola</strong></p>
<p><strong> </strong>A depender do estado de humor do relator de um papel, um arrazoado pode ou não ser aceito. Não é a razão do argumento que se põe em causa, mas o momento subjetivo, a boa ou má vontade do relator. Este, como numa corte imperial, pode simplesmente decidir que deseja aplicar a multa, e pronto. “Fi-lo porque qui-lo”, diria aquele governante de não saudosa memória. E para fins de efeito público – para a imprensa, sobretudo – o multado pode ser equiparado a qualquer outra pessoa punida, a um malfeitor, por exemplo.</p>
<p>Afortunadamente, no caso real em questão, outra fração decisória do sistema de controle chegou à conclusão de que o episódio era irrelevante, logo, não havia fundamento para a multa.</p>
<p>Mas bem poderia ter sido contrário. A angústia do gestor serviu para lhe ensinar um par de coisas a que deve prestar atenção todo e qualquer indivíduo apto ao exercício de uma função pública como dirigente. A primeira é que o país conta com mecanismos contábeis bastante eficientes no controle das contas públicas – é falsa a impressão de gandaia que a imprensa costuma transmitir a seu público leitor. A segunda: se o prevaricador é membro, seja grande ou pequeno, do estamento patrimonialista, tem toda chance de escapar impune, mesmo quando é evidente a sua culpa. Se, porém, não faz parte direta ou indiretamente da turma, arrisca o pescoço, ainda que navegue no mar da lisura.</p>
<p>Para se chegar à moral da história, vale considerar a hipótese de que determinados sistemas políticos funcionam com uma espécie de inconsciente social que trabalha secretamente para desencorajar o cidadão sério a dirigir órgãos estatais. A autoproteção do aparelho de Estado é ambígua, porque oscila entre a correção técnico-jurídica e o abismo dos desvios e privilégios patrimonialistas.</p>
<p>Esse é também, no fundo, o inconsciente discursivo de uma imprensa que ainda espelha os sujeitos do patrimônio, isto é, as grandes famílias. Cargo público é negócio de risco para quem anda nos trilhos – isto é, fora da bitola patrimonial –, pois pode ser atropelado aleatoriamente pela locomotiva de papel. Aqui, de fato, só os malfeitores são felizes.</p>
<p>***</p>
<p><strong>[Muniz Sodré é jornalista, escritor e professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro]</strong></p>
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		<title>Uma gestão com ênfase na nordestinidade</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/uma-gestao-com-enfase-na-nordestinidade/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 19:40:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[
Por Maria José Béchade
NO PORTAL TEORIA E DEBATE
O cantor e compositor paraibano Chico César à frente da Secretaria da Cultura da Paraíba, desde 2011, avalia que o discurso tecnocrata das esferas de governo afastam as pessoas comuns. Para enfrentá-lo é preciso ter vontade política, pois o desejo de participação popular transcede e subverte. &#8220;Cada vez [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.teoriaedebate.org.br/sites/default/files/imagecache/image_big_destaque/materia/imagens/chico_cesar_foto_kleide_teixeira_08.jpg" alt="A cultura produzida na Paraíba precisa ser reconhecida no estado" width="390" height="292" /></p>
<p><strong>Por <strong>Maria José Béchade<br />
</strong><a href="http://www.teoriaedebate.org.br/materias/cultura/uma-gestao-com-enfase-na-nordestinidade?page=full" target="_blank"><strong>NO PORTAL TEORIA E DEBATE</strong></a></strong></p>
<blockquote><p>O cantor e compositor paraibano Chico César à frente da Secretaria da Cultura da Paraíba, desde 2011, avalia que o discurso tecnocrata das esferas de governo afastam as pessoas comuns. Para enfrentá-lo é preciso ter vontade política, pois o desejo de participação popular transcede e subverte. &#8220;Cada vez mais pessoas normais que não são descendentes de famílias políticas, mas cidadãos, devem tirar um tempo do seu cotidiano para empregar na prática política&#8221;</p></blockquote>
<div>
<p><em>Sobre sua gestão, o artista diz pautar-se pelas orientações do  Ministério a partir de discussões amadurecidas nas conferências  municipais, estaduais e nacionais de Cultura e trabalhar a valorização e  divulgação dos artistas da terra. “O que sinto é que a cultura  produzida na Paraíba precisa ser reconhecida no estado”, declara o  secretário empenhado em concluir um levantamento das manifestações  culturais do estado e identificar aquelas que se encontram mais  fragilizadas precisam do apoio do Estado.</em></p>
<p><em>Nesta entrevista à </em>Teoria e Debate<em>, Chico César fala da  política nacional, de cultura popular e erudita, do fazer político, de  sua militância e de suas prioridades à frente do cargo.</em><br />
<strong> </strong></p>
<p><strong><span id="more-43896"></span>A  maioria dos artistas tem certa dificuldade em fazer parte das esferas  de governo. Sentem-se estranhos à burocracia estatal. Como é para você  habitar esse mundo?</strong></p>
<p>Qualquer ser humano acostumado a uma vida civil sente dificuldade  quando lida com a burocracia. Esse um dos principais entraves. Há uma  certa tecnocracia, uma linguagem de poder, de exclusão. Ela existe para  que as pessoas tenham medo de participar. Todo esse discurso de leis e  procedimentos existe para espantar o cidadão comum da política. É como  se dissessem: “Aqui não é lugar para você, deixe que nós cuidamos disso  para você”. Esse nós trata-se de um grupo de técnicos a serviço de um  sistema, de um jeito de fazer governo e gestão pública. É um desafio  grande, não apenas para um artista, mas para um professor, atleta,  dentista, para uma pessoa normal.</p>
<p>Primeiro é preciso haver o desejo político, legítimo, em todas as  pessoas. Temos uma história recente e pioneira de um líder metalúrgico,  nascido no interior do Nordeste, com baixo grau de escolaridade, que se  tornou presidente da República. E estava tudo organizado para dizer:  “Esse homem não pode ser presidente da República, ele é despreparado”.</p>
<p>E a política não diz isso apenas através do discurso político, mas  também pelo discurso burocrático, jurídico, fiscal. “Chegou no  sindicato, fica aí mesmo&#8230; Deixe que a gente cuida disso”. Quem é a  gente? São os tecnocratas. Mas o desejo de participação popular  transcende e subverte. É por isso que temos na história recente a  presença de Lula, eleito duas vezes, e Dilma, uma ex-presa política como  a primeira mulher na Presidência do país.</p>
<p>Temos de trazer o cotidiano para dentro das decisões políticas e arejar a área técnica. As decisões são sempre políticas.</p>
<p><strong>Como  você avalia e como se posiciona a respeito da gestão Gilberto Gil no  Ministério da Cultura? Acompanhou, tem concordância com a orientação,  faz uso de algumas dessas experiências?</strong></p>
<p>A gestão de cultura do governo Lula é uma revolução não apenas do  ponto de vista cultural, mas como política de inclusão econômica e  política. Antes, imaginávamos que cultura era patrocinar orquestras,  livros grossos, exposições e balé. E, de repente, a gestão de Gilberto  Gil nos mostrou que política cultural era reconhecer a cultura viva,  onde estivesse.</p>
<p>Fui bastante reticente nos dois primeiros anos porque não sabia para  onde é que apontava. Quando fui à primeira Teia, no Ibirapuera, na  sacrossanta Bienal de São Paulo – sacrossanta porque era um espaço da  manifestação reconhecidamente como cultura, arte – e ali estavam Pontos  de Cultura do Brasil inteiro, Três Lagoas, Pelotas, Macapá, Catolé do  Rocha, tive um choque e percebi que algo novo estava acontecendo. Algo  que reconhece que há cultura no cotidiano, a diferença entre cultura e  arte, entre arte e entretenimento, que há algo vivo no nosso dia a dia  que é cultura; que a cultura pode ter uma dimensão econômica, cidadã,  inclusiva, em que todos possam participar. Esse foi o grande legado das  duas gestões de Gilberto Gil e do ministro Juca Ferreira: os Pontos de  Cultura ainda estão aí.</p>
<p>Esse legado se impõe como um desafio para todos nós em qualquer das  esferas de governo. O que é cultura? Como lidar com ela? Quem faz  cultura? É o Estado? Não. O Estado tem de reconhecer que há uma cultura  viva que precisa ser apoiada, estimulada, premiada, que não são apenas  os artistas, mas é a sociedade.</p>
<p><strong>Como entrosar sua gestão estadual com as orientações nacionais do Ministério da Cultura?</strong></p>
<p>Cabe à nova gestão radicalizar a discussão sobre o financiamento de  cultura, a rediscussão da Lei Rouanet e a construção de um Sistema  Nacional de Cultura, dentro do qual esteja o Fundo Nacional de Cultura,  que se destine a repassar recursos para os fundos estaduais e municipais  de modo a não manter concentrada a riqueza da cultura no eixo Rio-São  Paulo, como vem acontecendo nesses vinte anos da lei.</p>
<p>A Lei Rouanet teve um papel, foi importante reconhecer que havia algo  a ser patrocinado, mas hoje vivemos um novo momento, a partir das  gestões de Gilberto Gil e Juca Ferreira. Cabe ao Congresso aprovar  definitivamente essas novas leis da cultura porque a sociedade já  entendeu que a cultura é muito mais dinâmica do que o financiamento de  alguns grupos.<br />
<strong>Como é que você faz esse entrosamento?</strong></p>
<p>Ainda na gestão de Gil e depois na gestão de Juca Ferreira, quando eu  ainda estava na Fundação de Cultura de João Pessoa, mantivemos contato  com o secretário Peixe, seguindo a orientação do Ministério da Cultura  de criarmos nosso Sistema Estadual de Cultura, inspirados nas  Conferências Estaduais de Cultura.</p>
<p>Na Paraíba, estamos até bem avançados nesse aspecto. Não tínhamos um  órgão gestor de cultura e hoje temos a Secretaria Estadual, criada pelo  governador Ricardo Coutinho (PSB). Antes era uma subsecretaria ligada à  Educação. Já tínhamos o Fundo de Incentivo à Cultura (FIC) e o Conselho  Estadual de Cultura agora está nos moldes recomendados pelo MinC, em que  os representantes da sociedade não sejam escolhidos pelo governo, mas  por ela própria.</p>
<p>Agora estamos trabalhando para elaborar nosso Plano de Cultura, que  queremos ter pronto até o final de 2012, para os próximos dez anos, um  plano decenal. Não queremos com isso engessar os próximos gestores, mas o  plano vai dar as linhas mestras da gestão cultural no estado.</p>
<p><strong>São orientações do Ministério ou você está criando no estado?</strong></p>
<p>São orientações do Ministério a partir de discussões amadurecidas nas  conferências municipais, estaduais e nacionais de Cultura. Trata-se de  um colegiado imenso que leva para uma conferência nacional algumas  orientações básicas, como os conselhos terem representantes escolhidos  pela própria sociedade, uma luta política, como também é com os núcleos  de governos – Planejamento, Finanças, Tesouro – a criação de um  percentual mínimo da arrecadação para a Cultura. Os governos, em geral,  têm restrição à medida porque muitas vezes o orçamento já está  engessado, um tanto para Educação, outro para Saúde, mais despesas de  pessoal. “Se eu tiver mais um fixo previsto e imutável para a Cultura,  fico sem ter como governar”, pensa o governante. É uma discussão  política para ser feita com nossos parlamentares e gestores.</p>
<p><strong>Em sua opinião, a Paraíba dispõe de especificidades culturais que devem ser promovidas? E, nesse caso, quais?</strong></p>
<p>Precisamos primeiro concluir o mapeamento cultural, que já estamos  fazendo, em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Municipal e  Estadual. É preciso mostrar não de modo empírico, mas de fato, o que  temos de cultura na Paraíba. Desde o vaqueiro aboiador, os grupos de  dança, a rendeira do artesanato até o jovem que trabalha com tecnologia  de ponta – e, assim, produz cultura.</p>
<p>A partir desse mapeamento devemos eleger algumas prioridades. De um  lado, há manifestações que já são apoiadas ou viabilizadas pelo mercado.  Refiro-me a música de rádio, artistas que já estão nas galerias&#8230;  Essas não serão prioridade para o estado, com relação a uma política de  apoio. De outro, temos uma herança enorme da cultura popular. Essas  manifestações se encontram mais fragilizadas e precisam mesmo da  presença do Estado, como o aboio, o forró de pé de serra, os congressos  dos violeiros, o repente, o cordel. Também é preciso apoiar as  manifestações nascentes, dos jovens artistas, criadores, escritores,  cineastas, porque eles também não têm ainda uma penetração no mercado. É  papel do Estado, através dos seus editais, promover e fomentar essas  manifestações culturais.</p>
<p><strong>Você ousaria dizer qual o ponto mais forte que representa a cultura paraibana?</strong></p>
<p>Difícil dizer, porque a Paraíba, do ponto de vista de cultura, tem  tudo que o Nordeste tem: maracatu, caboclinho, terno de pífanos, teatro  forte, música. Temos de apoiar a cultura como um todo e deixar que a  própria sociedade eleja suas prioridades. O fato é que vivemos uma  ausência tão grande de políticas culturais, uma ausência histórica, que  há um grande vazio e um terreno imenso a ser semeado. Essa semeadura não  vai ser feita em dois, quatro anos, é um projeto de médio prazo.</p>
<p><strong>A Paraíba tem forte tradição na literatura de cordel. Para esse segmento, o que está sendo feito ou pensado?</strong></p>
<p>A literatura de cordel é uma das nossas manifestações mais caras, que  está ligada também à tradição do repente, andam um pouco juntas. Vamos  trazer de volta este ano, em parceria com a Associação dos Poetas  Cantadores, de Campina Grande, o Congresso dos Violeiros. Esse congresso  teve aqui momentos fortes de arrebatamento e ficou um tempo parado.  Esse primeiro ano não vai ser assim uma coisa grandiosa, mas vamos  apoiar para que aconteça de forma digna. E junto com a prática da  cantoria trazer a prática do cordel. Não apenas de fazer a literatura de  cordel, mas de promover o contato dos jovens com essa manifestação.</p>
<p>Este ano vamos levar para a escola o Ano Cultural do Forró,  aproveitando o centenário de Luiz Gonzaga, essas manifestações de  nordestinidade. Não posso nem dizer especificamente de paraibanidade,  mas de nordestinidade, sabendo que temos especificidades nisso. Grandes  cordelistas, grandes gravadores, xilogravadores. Em um projeto em  parceria com a Secretaria de Educação, vamos levar para a sala de aula a  discussão do que formou Gonzaga, a base do forró – o que influenciou o  Rei do Baião e seus principais seguidores, Jackson do Pandeiro, Marinês,  Sivuca –, para que o jovem estudante entre em contato com essa herança.<br />
<strong>Qual sua posição pessoal sobre a relação entre cultura popular, erudita e indústria cultural?</strong></p>
<p>Em um estado que deu origem a Sivuca, que é ao mesmo tempo tudo isso  junto, não temos outro caminho a não ser pensar isso realmente  combinado. Não podemos pensar que uma orquestra sinfônica é para tocar  apenas Bach, Beethoven, Mozart. E também não podemos pensar a literatura  de cordel como algo separado. Na Paraíba isso funciona junto. Estamos  agora começando as primeiras reuniões para a elaboração de uma espécie  de Quebra-Nozes paraibano, envolvendo Bráulio Tavares, poeta e  cordelista, e Liduíno Pitombeira, um dos maiores compositores da  atualidade no Brasil. Isso é uma mostra prática de que na Paraíba as  coisas andam encangadas.</p>
<p>Esse é o alerta que demos tanto ao maestro Alex Klein, que está à  frente da Orquestra Sinfônica, e aos jovens quando propusemos o Programa  de Inclusão através da Música e Arte (Prima). Não podemos abrir mão de  uma herança de cultura popular, não podemos trazer os jovens das regiões  carentes, aproximá-los da cultura erudita e afastá-los da cultura  popular. Eles terão de manter, sempre, um contato com a herança  ancestral, de ciranda, de coco, de aboio, que fará parte de seu cabedal  de conhecimentos.</p>
<p>No futuro, quando um desses jovens for compositor, músico, ou  simplesmente um cidadão, será um cidadão que teve acesso às matrizes da  cultura popular e também da cultura erudita.</p>
<p><strong>Em João  Pessoa, prefeitura e estado criaram uma Roda de Choro, programação aos  sábados entre os prédios históricos do antigo Largo do Erário (atual  Praça Rio Branco) que é sucesso de público. O que está sendo feito para  ampliar o espaço e promover esse tipo de música no âmbito da Secretaria  de Cultura estadual?</strong></p>
<p>Essas manifestações, na verdade, a gente coloca um foguinho de palha e  vira uma fogueira&#8230; Gasta-se pouco. As pessoas vêm, muitas trazem a  própria cerveja, outro vende churrasquinho, pipoca, os bares e  restaurantes abrem&#8230;</p>
<p>Todas as capitais do Brasil têm chorões. Isso é incrível. Os chorões  são músicos que querem se encontrar para tocar de um modo que não seja  para acompanhar cantor. E ali eles tocam as músicas que gostam, aparecem  os cantores, e dão canja. E o chorinho vira uma seresta, uma  manifestação muito bonita. Em São Paulo tem um espaço parecido na Praça  Benedito Calixto. Sei que em São Luís do Maranhão o chorinho é uma  tradição. O fato é que violão, bandolim, cavaquinho sempre vão se juntar  e tocar.</p>
<p>Começamos até sem muita pretensão, tínhamos acabado de restaurar a  Praça do Erário&#8230; Quando se restaura ou instala um equipamento para a  sociedade, é preciso ter planejado como será ocupado, para que não vire  estacionamento, ponto de venda de crack, ainda mais sendo no centro da  cidade&#8230; Resolvemos colocar chorinho, que se transformou num ponto de  encontro forte na capital. Imaginamos que também com forró de pé de  serra essa experiência possa ser ampliada. Na Feira de Campina Grande  há, espontaneamente&#8230; Essas experiências devem ser apoiadas, espalhadas  onde não houver.</p>
<p>Quando propomos o programa Fogueiras da Cultura, que leva palcos para  o interior do estado e reúne dois grupos ou artistas daquela região com  um artista de fora – pode ser da capital ou de Campina Grande –, a  ideia era a prática do encontro em praça pública, motivada pela música,  ela arte, em primeiro lugar. E percebemos que para juntar gente não  precisa necessariamente ser nome conhecido. Se vier um Armandinho, traz  um brilho, mas as pessoas se encontram pela música em si.</p>
<p><strong>Sobre  a polêmica do Forró de Plástico, você se inspirou na política adotada  por Pernambuco, que fez do frevo a referência autêntica de seu carnaval,  fortalecendo sua cultura, seus ritmos, seus artistas? Podemos dizer que  o ritmo da Paraíba é o forró?</strong></p>
<p>Na verdade, há uma organização muito forte que envolve grupos de  música, empresários ou donos de banda, meios de comunicação muito bem  contatados com gestões municipais ou de estados. As pessoas se  acostumaram a pensar que a cultura era evento, entretenimento.  Promovia-se uma grande festa numa cidade pequena, de 10 mil, 15 mil  habitantes, gastava-se um absurdo e depois não sobrava nada para fazer  pequenas ações no decorrer do ano.</p>
<p>Quando colocamos essa discussão, no ano passado, houve certa  incompreensão. “Ah, é uma discriminação contra um estilo de música.” Na  verdade, não. Esses grupos já são aquinhoados por parte do mercado. Não  precisam do apoio do Estado para se apresentar, não precisam de fomento.  O que entendemos que precisa ser fomentado, na época do São João,  durante as festas juninas, é o forró de pé de serra. E o governo tem  esse direito de arbitrar, foi eleito para escolher que tipo de serviço  vai oferecer à sua população.</p>
<p><strong>A secretaria já tem uma programação para o São João?</strong></p>
<p>As programações são feitas pelos municípios e o estado apoia com  estrutura, seja palco, som, segurança, Samu. Elaboramos em 2011 a  programação do Fogueiras da Cultura e vamos repetir este ano em parceria  com o Centro Cultural do Banco do Nordeste. Começará de maio para junho  uma programação nas doze regiões administrativas da Cultura, onde  promoveremos o encontro de artistas, antecedido por discussões nas  escolas sobre a origem do forró e quem são os artistas de agora. Vamos  de maio até dezembro, por volta do dia 13, quando celebraremos o  centenário de Luís Gonzaga.<br />
<strong>Está surtindo efeito essa  política de valorização dos artistas da terra? Há sempre festivais no  final do ano, no centro, na praia&#8230; Está exportando também os artistas  para outros estados?</strong></p>
<p>Ainda não de modo contundente, eficiente. Nosso primeiro desejo é  promover circulação interna. Fazer com que as pessoas da Caiana dos  Crioulos, em Alagoa Grande, conheçam a arte de Dona Zabé da Loca, e  vice-versa. As pessoas da região de Monteiro, do Cariri, conheçam essa  manifestação da Caiana dos Crioulos de Alagoa Grande.<br />
O Fogueiras da  Cultura tem bastante a ver com isso. No ano passado trouxemos de volta o  Festival de Areia, programação que só tinha artistas paraibanos. Era um  jeito de fazer a Paraíba em todas as áreas: no circo, no teatro, na  música, na dança, no audiovisual. O foco foi fazer com que os artistas  da Paraíba se apresentassem e as manifestações se reconhecessem. Levamos  aproximadamente quarenta índios potiguaras e tabajaras em cortejo. Foi  muito bonito e muito simbólico, pois as pessoas se perguntavam por que  esses índios estavam ali. “Nós somos índios?” Não era um grupo  folclórico, eram cidadãos.</p>
<p>Ainda em 2011, promovendo a produção local, em parceria com o Sesc  Pompeia, fizemos em São Paulo o projeto Das Bandas de Lá, em que o Sesc  contratou, transportou, hospedou, por sugestão nossa, seis artistas ou  bandas paraibanas por um fim de semana. Foram Totonho, Escurinho, Beto  Brito, Cabrueira, Cátia de França, Socorro Lira. Uma semana depois, por  sugestão nossa, e com nossa parceria, levamos o Clã Brasil e Luizinho  Calixto para fazer um projeto chamado Paraíba Puxa o Fole, no Auditório  Ibirapuera.</p>
<p>Foram dois fins de semana com forte presença da cultura paraibana em  São Paulo. É lógico que acontecem num fim de semana na cidade pelo menos  quatrocentos eventos. A presença da Paraíba ainda era tímida, mas de  todo modo aconteceu e queremos repetir.</p>
<p>O que sinto é que a cultura produzida na Paraíba precisa ser  reconhecida no estado. Desde coisas que já aconteceram e se perenizaram  na história, como Pedro Américo. Não sei se os jovens de Areia sabem que  Pedro Américo, um dos maiores artistas da história do Brasil, nasceu na  cidade. Este ano, no Festival de Areia, celebraremos os cem anos de  lançamento do EU, livro de Augusto dos Anjos, para que os paraibanos, e  não paraibanos, interajam com a obra desse grande escritor que tem linha  própria e universal. Sua literatura não é, de modo nenhum,  regionalista.</p>
<p>Temos artistas reconhecidos fora, Elba e Zé Ramalho, Adeildo Vieira,  Escurinho, Pinto do Acordeon, Bilu de Campina, na música; Fernando  Teixeira, Maiana Neiva, Nanego Lira, nas artes cênicas; Zé Rufino, nas  artes plásticas, entre outros. Temos de fazer essa arte se tornar mais  reconhecida pelos próprios paraibanos.</p>
<p><strong>Nos anos 80 você participou de greve de fome junto com outros companheiros na universidade. O que você reivindicava?</strong></p>
<p>A ministra da Educação Ester de Figueiredo Ferraz, prima do então  presidente ditador, João Batista de Figueiredo, cortou os subsídios do  preço das refeições nos restaurantes universitários. Com esse corte, uma  refeição de, por exemplo, R$ 1 subiu para R$ 11. Eu e outros colegas  entendemos que a melhor forma de protestar contra o aumento do preços  das refeições era fazer uma greve de fome. E passamos onze dias sem  comer.<br />
Esse protesto teve a participação de pessoas menos ligadas ao  movimento estudantil em si. Eu era jornalista e estudante. Trabalhava no  jornal O Norte, fui cobrir uma assembleia do movimento estudantil e  acabei propondo e fazendo a greve de fome junto com meus colegas.</p>
<p><strong>Fazendo movimento&#8230;</strong></p>
<p>É. Dom José Maria Pires prestou sua solidariedade e também ex-presos políticos.</p>
<p><strong>Você já pensava em entrar para a política nessa época?</strong></p>
<p>Naquela época estávamos criando o Partido dos Trabalhadores, começo  dos anos 1980. Queríamos exatamente isto, entrar na política. Queríamos  que estudantes, médicos, bancários, vidraceiros, professores,  metalúrgicos disputassem o espaço onde as coisas são decididas. A grande  novidade era que o movimento que vinha do sindicalismo, das Comunidades  Eclesiais de Base, das associações de moradores, da cultura  alternativa, deu origem a um partido que trazia elementos diferentes da  política tradicional. Mais do que entrar na política, queríamos trazer a  política para o cotidiano.</p>
<p><strong>Você participava de algum grupo ativo, realmente político?</strong></p>
<p>Trabalhei como secretário na sede do PT, em cima da Casa das Frutas.  Fui filiado em João Pessoa e também ajudei na formação do partido em  Catolé do Rocha. Fui de um movimento mais organizado até enquanto fui  secundarista. Quando entrei na universidade estava mais ligado ao  movimento cultural, como forma de contestação até, do que com o  movimento político propriamente: o Movimento dos Escritores  Independentes, o Jaguaribe Carne, o Fala Bairros, entre outros.</p>
<p><strong>E agora, você pretende se candidatar a algum cargo depois que sair da Secretaria de Cultura?</strong></p>
<p>A experiência na gestão cultural, para mim, é suficiente. Na minha  atividade cultural posso ser mais útil à política do que se me  candidatasse a algum cargo. Trazer para a gestão um pouco dessa vivência  de artista independente, que até conseguiu um diálogo com o mainstream  da indústria cultural, está de bom tamanho.</p>
<p>Não me imagino participando de eleição, de partido. O governador  Ricardo Coutinho disse: “Chico César, que é filiado ao partido das  artes&#8230;” Imagino que exista um partido da cultura e dele façam parte  pessoas de diversos partidos e de nenhum.</p>
<p><strong>O que você pensa da política, do fazer político?</strong></p>
<p>A melhor atividade do ser humano é a política, porque nela o ser  humano deixa de pensar apenas nele, como indivíduo, para pensar na  coletividade, isso do ponto de vista ideal. Pensar, por exemplo, “somos  um grupo de lenhadores”. Esse grupo de lenhadores, para sobreviver,  precisa derrubar uma floresta. Naquela floresta vivem vários animais  silvestres. A árvore precisa ser derrubada, a madeira vira lenha para  aquecer a cidade. É possível conseguir novas formas de produzir energia,  de modo que essa coletividade consiga sobreviver de outra forma? E os  animais e a floresta? Sobreviveriam?</p>
<p>Então, a política é lidar com vários interesses que estão debaixo de um guarda-chuva maior, o interesse coletivo.</p>
<p>É preciso que cada vez mais pessoas normais que não são descendentes  de famílias políticas, mas cidadãos, tirem um tempo do seu cotidiano  para empregar na prática política. A dona de casa que perdeu um filho de  bicicleta atropelado em uma cidade sem ciclovia. É importante que essa  mãe venha para a política. Precisamos fazer com que a política cada vez  mais dê vez, voz e voto às pessoas que não estão organizadas.<br />
<strong>Maria José Béchade</strong> é jornalista, assessora de comunicação e mestranda em Direitos Humanos (CCJ/UFPB)</p>
</div>
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		<title>Esposição de Ana Prata &#8211; Instituto Tomie Ohtake</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/esposicao-de-ana-prata-instituto-tomie-ohtake/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 19:10:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Macario Gomes de Campos Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agenda]]></category>

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		<description><![CDATA[
A artista apresenta tanto telas pequenas, como também trabalhos grandiosos, usando o efeito de escorrido; até agora não acho razão para que alguns artistas insistam nessa solução, aparenta relaxo ou desconhecimento do uso e diluição de suas tintas, ela só usa este efeito para os elementos complementares de uma cena, e nunca para o desenho principal.
Leia o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2012/05/ana-prata.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-43895" title="ana prata" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2012/05/ana-prata.jpg" alt="" width="220" height="179" /></a></p>
<p>A artista apresenta tanto telas pequenas, como também trabalhos grandiosos, usando o efeito de escorrido; até agora não acho razão para que alguns artistas insistam nessa solução, aparenta relaxo ou desconhecimento do uso e diluição de suas tintas, ela só usa este efeito para os elementos complementares de uma cena, e nunca para o desenho principal.</p>
<p><a href="http://macariocampos.blogspot.com.br/2012/05/exposicao-de-ana-prata-instituto-tomie.html">Leia o resto deste post aqui&gt;&gt;&gt;</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Um passageiro inesquecível</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/um-passageiro-inesquecivel/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 18:13:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Elilson José Batista
Quando Leandro Xerife, o pescador, percebeu, já era tarde da noite e a pândega já tinha consumido todas as suas energias num comício de adesão de um adversário ao partido do prefeito, que resolveu retornar de mototáxi para a praia de Paraíso.
Na chegada ao Paraíso, Leandro perguntou ao mototaxista:
- Quanto foi a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por <strong>Elilson José Batista</strong></strong></p>
<p>Quando Leandro Xerife, o pescador, percebeu, já era tarde da noite e a pândega já tinha consumido todas as suas energias num comício de adesão de um adversário ao partido do prefeito, que resolveu retornar de mototáxi para a praia de Paraíso.</p>
<p><span id="more-43891"></span>Na chegada ao Paraíso, Leandro perguntou ao mototaxista:</p>
<p>- Quanto foi a corrida?</p>
<p>- Dez reais.</p>
<p>- Ei, moço, eu não tou querendo comprar sua moto, não. A corrida não é cinco?</p>
<p>- Cinco é de dia. Uma corrida de madrugada é muito perigoso, e todos cobram dobrado.</p>
<p>- Homem, eu sou tenho sete. Se você quiser&#8230;</p>
<p>- Mas é muito engraçado, eu venho me arriscando a tomarem a moto de assalto e você agora me vem com essa lorota!</p>
<p>- Ah, é? Pois nem dez, nem sete e nem cinco! Me ponha na garupa da moto, volte para Areia Branca e me deixe no mesmo lugar que você me pegou.</p>
<p>- É o que, macho? É muito engraçado. Então eu vou passar a madrugada passeando com você, pra cima e pra baixo, e você não vai me pagar nada?</p>
<p>- Por acaso você vai levar a moto na cabeça ou no bolso? Você vai ter que voltar. Me deixe no mesmo local e estamos quites.</p>
<p>- Homem, para não perder de tudo, me dê esses sete reais – disse o moto-taxista, já bastante enfezado e disposto a acabar com a discussão.</p>
<p>Após cinco minutos que Leandro entrou em casa, que é um misto de residência e bar, ouviu uma buzina insistente e abriu a porta. Era o mototaxista que voltava, pois percebeu duas pessoas em situação suspeita e, por precaução, retornou e pediu guarida ao pescador. Este cedeu uma rede ao dono da moto, que dormiu no alpendre, depois de dividir o prato de sopa com o dono da casa.</p>
<p>De manhã, Leandro serviu café com pão ao inesperado hóspede. Na saída, este agradeceu;</p>
<p>- Obrigado pela hospedagem, Leandro.</p>
<p>- Ei, moço, aqui é um bar: consumiu, tem que pagar!</p>
<p>- Como é que é a estória?</p>
<p>- Ora, você tomou da minha sopa, dei dormida para não ser assaltado, além de ter tomado do meu café. Somando tudo, é quinze reais, mas pra você faço por dez.</p>
<p>- Mas, rapaz, essa é demais! Tome seus sete reais, disse o irado mototaxista, jogando o dinheiro na direção de Laércio.</p>
<p>E saiu ciscando areia, se maldizendo e arrependido por não ter enfrentado os suspeitos da madrugada.</p>
<p><strong>Elilson José Batista, in Inéditos &amp; Afins</strong></p>
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		<title>Help</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/help/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 17:55:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos de Souza</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Qual a melhor biografia de São Jerônimo? A de Moreno Francisco, da Editora Loyola ou a de J. do Amaral Gurgel, da Editora Saraiva. Ajudem, quem puder, por favor.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Qual a melhor biografia de São Jerônimo? A de Moreno Francisco, da Editora Loyola ou a de J. do Amaral Gurgel, da Editora Saraiva. Ajudem, quem puder, por favor.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Edgar Allan Poe é retratado como homem perturbado em &#8216;O Corvo&#8217;</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/edgar-allan-poe-e-retratado-como-homem-perturbado-em-o-corvo/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 13:48:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Felipe Branco Cruz
JORNAL DA TARDE

A causa da morte do escritor americano Edgar Allan Poe (1809-1849) sempre esteve envolta em mistério. O que se sabe é que ele foi encontrado delirando pelas ruas de Baltimore, nos EUA, vestindo roupas que não eram suas. Quatro dias depois, ele morreu. Durante esses derradeiros dias, suas últimas palavras [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Felipe Branco Cruz<br />
</strong><a href="http://emais.estadao.com.br/noticias/cinema,edgar-allan-poe-e-retratado-como-homem-perturbado-em-o-corvo,631,0.htm" target="_blank">JORNAL DA TARDE</a></p>
<p><img src="http://img.estadao.com.br/emais/img/630x420/JohnCusack_div.jpg" alt="Divulgação" width="444" height="296" /></p>
<p>A causa da morte do escritor americano Edgar Allan Poe (1809-1849) sempre esteve envolta em mistério. O que se sabe é que ele foi encontrado delirando pelas ruas de Baltimore, nos EUA, vestindo roupas que não eram suas. Quatro dias depois, ele morreu. Durante esses derradeiros dias, suas últimas palavras teriam sido: &#8220;Está tudo acabado&#8221;, &#8220;Escrevam Eddy já não existe&#8221; e &#8220;Reynolds&#8221;. <span id="more-43887"></span>Tomando como base a misteriosa morte de Poe, o longa O Corvo, dirigido pelo australiano James McTeigue, chega aos cinemas na sexta-feira (18), com John Cusack (de Alta Fidelidade) no papel do próprio escritor. O título tem como inspiração o nome de um dos poemas mais famosos de Poe, mas o roteiro do filme se apropria também de outros de seus contos de horror para acompanhar os cinco dias que antecedem a morte do autor, quando sua namorada é sequestrada por um serial killer. Junto com um detetive, ele percorre as ruas de Baltimore à caça do assassino.</p>
<p>O longa, porém, é uma obra de ficção. Poe nunca teve uma namorada sequestrada nem perseguiu bandidos. No entanto, em 40 anos de vida, sua prodigiosa imaginação produziu uma série de contos e poemas de horror, policiais e de suspense que inspiraram autores como Sir Arthur Conan Doyle, Agatha Christie e Stephen King.</p>
<p>Considerado um dos maiores nomes da literatura americana, Edgar Allan Poe é o escritor de língua inglesa que mais teve seus escritos adaptados para o cinema &#8211; mais de 200 filmes -, perdendo apenas para William Shakespeare e Charles Dickens. Um dos diretores que mais adaptou suas obras foi Roger Corman, de 86 anos, famoso por seus filmes B e que levou às telonas oito títulos com a marca de Poe.</p>
<p><strong>Um perturbado escritor</strong></p>
<p>Cusack interpreta um Poe perturbado por suas histórias e por um bloqueio criativo, causado pela bebida e pela morte por tuberculose de sua primeira mulher. Sua vida só começa a voltar aos eixos quando ele conhece a nova namorada, Emily Hamilton (Alice Eve). Só que ela é sequestrada pelo serial killer, o que causa mais uma reviravolta em sua vida.</p>
<p>O longa não é uma adaptação literal do poema O Corvo, apesar de citar algumas passagens dele. Na realidade, o filme reproduz as principais cenas de morte tiradas dos seguintes contos do romancista: A Máscara da Morte Rubra, quando o anfitrião é morto em uma festa; Os Assassinatos da Rua Morgue, quando mãe e filha são mortas de forma violenta; O Poço e o Pêndulo, quando um homem é cortado ao meio por uma lâmina suspensa num pêndulo; e O Coração Denunciador, quando a vítima é enterrada viva embaixo de uma casa.</p>
<p>Mais ou menos na mesma época de Poe, na França, Julio Verne começou a lançar seus primeiros livros. Os dois autores, atualmente, são considerados os pais da literatura fantástica e de ficção. Há, inclusive, uma citação a Verne no longa, com um dos personagens perguntando a Poe se ele conheceu o autor francês.</p>
<p>O resultado é um filme de suspense que remete visualmente à franquia de filmes de Sherlock Holmes, com Robert Downey Jr. no papel principal. Mas esse clima tem fundamento. Poe, na vida real, cursou a academia militar de West Point (do qual foi expulso), conhecia algumas técnicas de luta e sabia manusear armas. Portanto, não é de estranhar a figura franzina do escritor cavalgando e atirando em um maníaco.</p>
<p>Quem não conhece Poe, depois de mergulhar no universo sombrio e sangrento do filme, deve sair da sala de cinema com vontade de comprar a coletânea Contos de Terror e Mistério, que reúne boa parte dos casos apresentados em O Corvo.</p>
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		<title>Tributo ao mar</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 13:45:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[
Por Sérgio Vilar
 Nova edição da Preá mostra a vocação turística e histórica de um estado que faz fronteira com o oceano.
aqui
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.diariodenatal.com.br/imagens/2012/05/16/MUITO1_1.jpg" border="0" alt="" width="200" height="300" /></p>
<p><strong>Por Sérgio Vilar</strong></p>
<p><strong> </strong>Nova edição da Preá mostra a vocação turística e histórica de um estado que faz fronteira com o oceano.</p>
<p><a href="http://www.diariodenatal.com.br/2012/05/16/muito1_0.php" target="_blank">aqui</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A fragmentação dos editais</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/a-fragmentacao-dos-editais/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 13:43:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Yuno Silva
 A política cultural que vem sendo formatada no Rio Grande do Norte pode ser relacionada ao velho ditado de &#8220;colocar o carro na frente dos bois&#8221;.
aqui
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Yuno Silva</strong></p>
<p><strong> </strong>A política cultural que vem sendo formatada no Rio Grande do Norte pode ser relacionada ao velho ditado de &#8220;colocar o carro na frente dos bois&#8221;.</p>
<p><a href="http://tribunadonorte.com.br/noticia/a-fragmentacao-dos-editais/220246" target="_blank">aqui</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A angústia no bolso</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/a-angustia-no-bolso/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 13:37:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[
Por Marcelo Coelho
FSP
O &#8220;Grito&#8221;, do pintor norueguês Edvard Munch, ficou pronto para ser parodiado e consumido
FIZERAM O diabo com a &#8220;Mona Lisa&#8221;. Duchamp pintou-lhe um bigode; Botero copiou-a, acrescentando vários quilos à sua figura, e Mauricio de Sousa desenhou a Mônica na mesma pose. De alguma forma, o quadro de Leonardo da Vinci resiste a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img id="il_fi" class="aligncenter" src="http://nunoanjospereira.files.wordpress.com/2010/02/o-grito-edvard-munch.jpg" alt="" width="295" height="379" /></p>
<p><strong>Por Marcelo Coelho<br />
</strong>FSP</p>
<blockquote><p>O &#8220;Grito&#8221;, do pintor norueguês Edvard Munch, ficou pronto para ser parodiado e consumido</p></blockquote>
<p>FIZERAM O diabo com a &#8220;Mona Lisa&#8221;. Duchamp pintou-lhe um bigode; Botero copiou-a, acrescentando vários quilos à sua figura, e Mauricio de Sousa desenhou a Mônica na mesma pose. De alguma forma, o quadro de Leonardo da Vinci resiste a essas paródias. É até provável que tais brincadeiras tenham o objetivo inconsciente de &#8220;testar&#8221; o poder da Gioconda.</p>
<p><span id="more-43882"></span> Por mais banalizada que a imagem esteja, acho que seu mistério continua. Não tenho certeza se &#8220;O Grito&#8221;, de Edvard Munch, aguenta a superexposição que lhe aconteceu nos últimos tempos.</p>
<p>Desde o espetacular arremate do quadro, num leilão no começo do mês, vê-se &#8220;O Grito&#8221; em toda parte.</p>
<p>Serve de símbolo, entre outras coisas, para o &#8220;Veta, Dilma&#8221;; funciona bem quando uma revista semanal quer falar da alta de preços ou da corrupção; pode ser posta no Facebook como retrato de qualquer usuário que se sinta atulhado de compromissos ou tonto com muitas chamadas no celular.</p>
<p>Nesse sentido, &#8220;O Grito&#8221; é bem o contrário da &#8220;Mona Lisa&#8221;. Qualquer significado &#8220;cola&#8221; no quadro de Munch, porque não faltam motivos para um ser humano dar seus gritos de desespero de vez em quando.</p>
<p>Nenhum rótulo funciona direito na &#8220;Mona Lisa&#8221;. Como disse o crítico Walter Pater (1839-1894), ela &#8220;é mais antiga do que as rochas entre as quais está posando&#8221;.</p>
<p>Como o vampiro, continua Pater, &#8220;ela esteve morta muitas vezes, e aprendeu os segredos do sepulcro; mergulhou em mares profundos, e guarda consigo o dia que neles se extinguiu&#8221;.</p>
<p>Captando bem a indiferença jocosa do retrato, Pater conclui que, para a Mona Lisa, &#8220;tudo (e o termo sugere todos os desastres da história humana) nada mais foi do que o som de liras e de flautas&#8221;.</p>
<p>Certamente, não é desse tipo de sons que está tratando &#8220;O Grito&#8221;. O homenzinho do quadro nunca esteve morto, nem mergulhou no mar; parece prestes a atirar-se da ponte.</p>
<p>Não é ele quem grita, embora sua boca aberta dê essa impressão. Segundo o poema de Munch que acompanha o quadro, &#8220;eu estava andando na rua com dois amigos/ o sol se punha, o céu se avermelhou como sangue/(&#8230;) meus amigos continuaram o caminho, eu fiquei para trás/ tremendo de angústia:/ senti um grande grito na natureza&#8221;.</p>
<p>É a natureza quem grita, o que aliás torna razoável a apropriação do quadro pelos ambientalistas. O homenzinho, por isso, tapa os ouvidos com as mãos.</p>
<p>Munch pintou uma ponte perto da casa onde morava, na vizinhança de um matadouro -e também do manicômio onde sua irmã estava internada. Os gritos de loucos e de animais abatidos, numa paisagem de sangue, não eram tão simbólicos e psicológicos assim.</p>
<p>Mas não deixa de ser sintomático o modo como a imagem é interpretada atualmente. O grito vem de nós, e não de fora. É o desespero de alguém que se sente diminuído pelos problemas à sua volta -pouco importando quais sejam, o atendimento da TV a cabo ou o excesso de solicitações de amizade no Facebook.</p>
<p>Esse disparate entre a intensidade da angústia e a pequenez do problema combina bem, infelizmente, com o quadro de Munch. A razão para isso é que o personagenzinho tem muito de figura de cartum. Poderia ser o Gasparzinho, Homer Simpson ou um E.T.</p>
<p>Sua face é como um balão, a ponto de esvaziar-se. A grande beleza do quadro, como em Van Gogh ou na arte expressionista em geral, está no fato de que natureza e ser humano, o &#8220;fora&#8221; e o &#8220;dentro&#8221;, se comunicam. A paisagem e o homem são retratados na mesma ventania de pinceladas, na mesma tormenta, no mesmo fluxo.</p>
<p>A &#8220;Mona Lisa&#8221; se mantém soberana, muito além da paisagem do fundo, também atormentada e irreal. A subjetividade de &#8220;O Grito&#8221; extravasa para todos os lados, mas é uma subjetividade enfraquecida.</p>
<p>Para o teórico Fredric Jameson, com o pós-modernismo desaparece a &#8220;estética da expressão&#8221;, e a obra de arte deixa de ser sinal da angústia para assumir uma superficialidade irônica e vazia.</p>
<p>O &#8220;Grito&#8221; ficou pronto para ser parodiado e consumido. O que foi vendido por US$ 120 milhões de dólares na Sotheby&#8217;s é apenas uma, dentre as quatro versões da obra feitas pelo pintor.</p>
<p>O próprio Munch, quem sabe, estava tentando exorcizar aquela imagem por força da repetição. E o espanto do homenzinho, sem dúvida, tem outro motivo agora: como é alto o preço que se paga para pôr toda essa angústia no bolso!</p>
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		<title>Angeli</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/angeli-3/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 13:31:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[FSP

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>FSP</p>
<p><img src="http://3.bp.blogspot.com/-sReMm1BEjtY/T7OkRFxxOXI/AAAAAAAADco/OulmJRjz8xI/s1600/12136857.gif" alt="" /></p>
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		<title>Setor livreiro encolhe em 2011, aponta pesquisa</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 13:13:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[
Por Amarílis Lage
NO VALOR &#8211; De São Paulo
Maior livraria do país, com 143 lojas, a Nobel lançou no ano passado uma nova opção para seus franqueados: além de incrementar a loja com um café e espaço para a venda de brinquedos, eles podem oferecer também objetos de decoração. A Saraiva, que ocupa o segundo lugar, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" title="Gabo Morales/Folhapress / Gabo Morales/Folhapress" src="http://www.valor.com.br/sites/default/files/crop/imagecache/media_library_small_horizontal/0/0/755/494/sites/default/files/gn/12/05/foto16cul-101-livraria-d5.jpg" alt="Gabo Morales/Folhapress / Gabo Morales/Folhapress" /></p>
<p><strong>Por Amarílis Lage<br />
</strong>NO VALOR &#8211; De São Paulo</p>
<p>Maior livraria do país, com 143 lojas, a Nobel lançou no ano passado uma nova opção para seus franqueados: além de incrementar a loja com um café e espaço para a venda de brinquedos, eles podem oferecer também objetos de decoração. A Saraiva, que ocupa o segundo lugar, com 102 unidades, apresentou em 2011 um serviço de viagens, outro de cursos e um de artigos esportivos. A Laselva (terceiro lugar, 69 lojas), lançou em 2009 a Laselva Mix, onde vende artesanato, eletrônicos e cosméticos, entre outros.</p>
<p><span id="more-43878"></span> São medidas que exemplificam tendência apresentada no novo relatório anual da Associação Nacional de Livrarias (ANL), que tem como base 333 livrarias do Brasil: a busca por diversificação em um mercado que tem registrado sucessivas quedas de faturamento. O setor livreiro, que havia crescido 10,46% em 2008, viu esse percentual cair para 9,73% em 2009 e para 9,6% em 2010. No ano passado, cresceu apenas 5,26%, abaixo da inflação no período, de 6,5%.</p>
<p>Vários fatores contribuem para esse quadro. O primeiro, a queda no preço do livro &#8211; os dados mais recentes mostram que em 2010 o preço médio caiu 4,42% e que a queda acumulada desde 2004 é de 34%. Outro aspecto que afeta o crescimento do setor está relacionado ao primeiro: estabelecimentos menores, nos quais a venda do livro representa de 80% a 90% do faturamento, têm fechado as portas.</p>
<p>O número total de livrarias no país caiu de 3.511 para 3.481. As que não sucumbiram têm buscado se transformar em redes, como ocorreu com a Jalovi, a Escariz e a Maneco, diz Guto Kater, vice-presidente da ANL. As grandes redes (com mais de cinco lojas) representam 19% das lojas no país e detiveram quase metade (43,75%) do faturamento em 2011, que foi de aproximadamente R$ 2,2 bilhões.</p>
<p>Na maioria das lojas (70%), a venda de livros equivale a pouco mais da metade do faturamento (56,25%). &#8220;É possível traçar um paralelo com o que aconteceu com as lojas de música&#8221;, afirma Rodrigo de Castro, diretor comercial da Livraria Cultura. &#8220;A gente tem que se transformar para além da livraria. O livro tende a dividir espaço com outras categorias interligadas.&#8221; E esse processo, diz Castro, agora vive uma outra etapa: além de diversificar os produtos, busca-se adotar medidas que façam da livraria um ponto de encontro. Uma novidade em duas recentes lojas da rede, em Curitiba e no Rio, é a incorporação à livraria de uma cozinha para realização de cursos e degustações. O espaço está previsto nas três lojas que devem abrir neste ano (no Rio, Recife e a terceira em negociação).</p>
<p>A reinvenção parece fundamental para o setor, principalmente quando se leva em conta o impacto que o livro eletrônico pode gerar nos próximos anos. Nos Estados Unidos, as megastores tiraram de cena as pequenas lojas e, depois, foram elas mesmas vítimas da concorrência com o ambiente virtual. No ano passado, a rede americana Borders, uma das pioneiras no mercado de megastores, fechou suas portas. Restou a Barnes &amp; Noble, que desenvolveu seu próprio e-reader, o Nook, para competir com o Kindle, da Amazon. No fim de abril, a Microsoft anunciou um investimento de US$ 300 milhões no Nook, com a criação de uma nova companhia, a Newco. A varejista conta com cerca de 25% das vendas de livros digitais nos EUA, atrás apenas da Amazon, empresa que deve desembarcar no Brasil a partir do segundo semestre deste ano.</p>
<p>&#8220;Acreditamos que aqui o convívio entre o livro digital e o físico será menos dramático que nos Estados Unidos&#8221;, afirma Guto Kater, da ANL. &#8220;É possível que o livro digital fomente a leitura de livros físicos e vice-versa.&#8221; A associação planeja para setembro a distribuição para pequenas e médias livrarias de um sistema que facilite a venda de livros digitais, que poderiam então ser vendidos tanto nos sites das empresas quanto nos próprios estabelecimentos. Segundo a entidade, o livro digital está presente em apenas 24,24% das livrarias. Mas, dentre as que não comercializam o produto, 88,89% pretendem começar a vendê-lo &#8211; e, mais da metade delas, ainda neste ano.</p>
<p>O comércio eletrônico já está presente na maioria das livrarias (57,58%), embora ainda tenha um impacto muito pequeno no faturamento: não chega a 5%, na maioria dos estabelecimentos (63,17%). É o caso da Nobel. &#8220;Nossos clientes possuem ainda um perfil conservador, onde a ida à livraria determina a compra. Em 2010, tínhamos o mesmo percentual (5%). Para 2012, planejamos um crescimento para 10%&#8221;, afirma o presidente da empresa, Sérgio Milano Benclowicz.</p>
<p>E há também quem, diante desse cenário, opte pela ousada decisão de apostar no modelo tradicional, como faz a Argumento, que tem duas unidades no Rio. A livraria registrou um crescimento de 22% em 2011, e 80% de seu faturamento veio da venda de livros. A empresa, que pretende reforçar o conceito de livraria de bairro, não planeja abrir novas unidades nem entrar no comércio eletrônico. &#8220;Esse tipo de venda requer um investimento grande. Preferimos ter um relacionamento mais pessoal com os clientes&#8221;, diz Laura Gasparian, dona da livraria. &#8220;Os consumidores de livros têm enorme prazer em passear pelas livrarias e principalmente de conversar sobre livros, seja com os nosso livreiros, seja com outros clientes que frequentam a Argumento. E isso fará muita diferença no futuro.&#8221;</p>
<p>Para que essa &#8220;bibliodiversidade&#8221; do país seja preservada, uma das ideias defendidas pela ANL é a da adoção de uma tabela que estabeleça um preço único para os lançamentos durante determinado período, como ocorreu na França com a adoção da Lei Lang, em 1981. &#8220;Há uma concorrência predatória no mercado&#8221;, diz Ednilson Xavier, presidente da ANL. Ele cita as vendas diretas de editoras e distribuidoras aos consumidores e os descontos oferecidos por grandes empresas de comércio eletrônico, nas quais o livro serviria como &#8220;isca&#8221; para que o usuário se cadastre e experimente o serviço. &#8220;Isso acaba matando o canal de distribuição.&#8221;</p>
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		<title>Esqueceram de Jerry</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 13:06:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Legião urbana - Rock brasileiro anos 80 - Jerry Adriani]]></category>

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		<description><![CDATA[
Quando o grupo Legião Urbana surgiu (1982), muita gente achava a voz de Renato Russo igual à de Jerry Adriani, cantor da Jovem Guarda. O próprio Jerry, educadamente, comentou que era semelhança de timbre, não imitação.
Haverá um tributo ao grupo, com os remanescentes Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, mais o ator Wagner Moura no lugar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="il_fi" class="alignright" src="http://2.bp.blogspot.com/-_C03pziV4S8/Tg0XjDwxNCI/AAAAAAAAACI/3uQm_RUHUoo/s1600/jerryadriane.jpg" alt="" width="155" height="194" /></p>
<p>Quando o grupo Legião Urbana surgiu (1982), muita gente achava a voz de Renato Russo igual à de Jerry Adriani, cantor da Jovem Guarda. O próprio Jerry, educadamente, comentou que era semelhança de timbre, não imitação.</p>
<p>Haverá um tributo ao grupo, com os remanescentes Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, mais o ator Wagner Moura no lugar de Renato. Alguns fás da Legião protestaram, consideraram incorreto substituir o cantor por um ator.</p>
<p>Wagner é bom ator e tem experiência de canto, deverá desempenhar bem o papel.  Lamento, todavia, que não tenham convidado Jerry Adriani, que talvez fizesse um cover inesperado de Renato.  Se filmarem ou fizerem seriado de tv sobre o trajeto da Legião, fica a idéia.</p>
<p>Meus favoritos no rock dos anos 80 brasileiros continuam a ser Cazuza, Marina Lima e Lobão.</p>
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		<title>Névoa</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 12:40:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jarbas Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Carl Sandburg
Vem a névoa
em breve pisar de gata.
Queda-se olhando
o porto e a cidade
sentada em seu silêncio e
esgueirando-se em seguida.
(Tradução de Jarbas Martins)
* * *
Fog
The fog comes
on litlle cat feet.
It sits looking
over harbor and city
on silent haunches
and then moves on.
(Carl Sandburg, &#8220;Selected Poems&#8221;, G.Books,1992)
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Carl Sandburg</strong></p>
<p>Vem a névoa<br />
em breve pisar de gata.</p>
<p>Queda-se olhando<br />
o porto e a cidade<br />
sentada em seu silêncio e<br />
esgueirando-se em seguida.</p>
<p><strong>(Tradução de Jarbas Martins)</strong></p>
<p>* * *</p>
<p><strong>Fog</strong></p>
<p>The fog comes<br />
on litlle cat feet.</p>
<p>It sits looking<br />
over harbor and city<br />
on silent haunches<br />
and then moves on.</p>
<p><strong>(Carl Sandburg, &#8220;Selected Poems&#8221;, G.Books,1992)</strong></p>
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		<title>Recital de piano com Guilherme Rodrigues nesta quinta &#8211; Entrada grátis</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/recital-de-piano-com-guilherme-rodrigues-nesta-quinta-entrada-gratis/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 12:38:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agenda]]></category>

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		<description><![CDATA[
O professor da Escola de Música da UFRN Guilherme Rodrigues apresenta recital de piano esta quinta-feira no auditório da EMUFRN. O recital começa às 20 horas e terá no repertório peças de Debussy, Schumann, Grieg e Chopin. Entrada franca.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2012/05/impressoooes.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-43876" title="impressoooes" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2012/05/impressoooes.jpg" alt="" width="222" height="314" /></a></p>
<p>O professor da Escola de Música da UFRN Guilherme Rodrigues apresenta recital de piano esta quinta-feira no auditório da EMUFRN. O recital começa às 20 horas e terá no repertório peças de Debussy, Schumann, Grieg e Chopin. Entrada franca.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Oboé, Música de Câmara e Tecnologia, de quarta a sábado na EMUFRN</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 12:33:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tácito Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agenda]]></category>

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		<description><![CDATA[
Acontece de quarta a sábado desta semana na Escola de Música da UFRN o evento Oboé, Música de Câmara e Tecnologia. Na ocasião, a EMUFRN recebe o professor Dr. Fernando Gualda (UFRS) em uma série de atividades gratuitas que englobam oficinas, palestras e recitais voltados para o instrumento e para a utilização da tecnologia na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2012/05/recital.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-43873" title="recital" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2012/05/recital.jpg" alt="" width="248" height="235" /></a></p>
<p>Acontece de quarta a sábado desta semana na Escola de Música da UFRN o evento Oboé, Música de Câmara e Tecnologia. Na ocasião, a EMUFRN recebe o professor Dr. Fernando Gualda (UFRS) em uma série de atividades gratuitas que englobam oficinas, palestras e recitais voltados para o instrumento e para a utilização da tecnologia na música. A realização e programação do evento conta com o apoio da Proex, Prograd, PPG, Propesq e EMUFRN,  foi idealizado pelo professor André Muniz e tem coordenação da professora Regiane Yamaguchi. Entrada franca!</p>
<p>Acompanhe abaixo as atividades do Oboé, Música de Câmara e Tecnologia. Lembrando que toda a programação é aberta ao público:</p>
<p>Quarta, 16 de maio</p>
<p>10:00 Masterclass de sopros</p>
<p>14:00 Recital Comentado: Quinteto Natal e Regiane Yamaguchi</p>
<p>15:30 Oficina de Oboé</p>
<p>Quinta, 17 de maio</p>
<p>11:00 Masterclass de Música de Câmara</p>
<p>14:00 Mesa-redonda: Pesquisa em Música e Tecnologia</p>
<p>Sexta, 18 de maio</p>
<p>14:00 Concerto didático</p>
<p>15:00 Oficina de Oboé</p>
<p>20:00 Recital de Oboé e Música de Câmara</p>
<p>Sábado, 19 de maio</p>
<p>10:00 Ensaio Aberto do Naipe de Sopros da Orquestra da UFRN</p>
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		<title>Um escritor multifacetado em seu ofício</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/um-escritor-multifacetado-em-seu-oficio/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 12:02:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos de Souza</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[fernando monteiro]]></category>

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		<description><![CDATA[
Escritor lança o seu novo livro de poesia &#8220;Mattinata&#8221; nesta quinta-feira, 17, a partir das 19 horas, na Siciliano do Midway
Fernando Monteiro é um poeta e romancista pernambucano do mais alto nível (confira seus dados biográficos no Wikipédia, na internet &#8211; aqui). Agora ele volta ao poema longo com o livro Mattinata. Combinei com Tácito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2012/05/FERNANDO-MONTEIRO-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-43856" title="FERNANDO MONTEIRO 1" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2012/05/FERNANDO-MONTEIRO-1.jpg" alt="" width="400" height="251" /></a></p>
<blockquote><p>Escritor lança o seu novo livro de poesia &#8220;Mattinata&#8221; nesta quinta-feira, 17, a partir das 19 horas, na Siciliano do Midway</p></blockquote>
<p>Fernando Monteiro é um poeta e romancista pernambucano do mais alto nível (confira seus dados biográficos no Wikipédia, na internet &#8211; <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_Monteiro" target="_blank">aqui</a>). Agora ele volta ao poema longo com o livro Mattinata. Combinei com Tácito Costa, editor do blog Substantivo Plural, uma entrevista com ele e juntos enviamos algumas perguntas ao autor.</p>
<p><strong>Você estreou na poesia em 1973 com o poema longo “Memória do Mar Sublevado”. Depois se voltou para o romance. Recentemente retornou ao poema longo, com “Vi uma foto de Anna Akhmátova” e “Para que ser poeta em tempos de penúria? Por que a opção por este tipo de composição poética?</strong></p>
<p>Sem que a frase possa vir a soar vaidosa (por favor!), eu diria que fui até bem sucedido no gênero do romance, a partir de Aspades, Ets Etc &#8211; que saiu primeiro em Portugal, pela ótima editora do Jorge Araújo, a Campo das Letras. Deram-me o primeiro prêmio de literatura da revista BRAVO, por ele. Depois, publiquei mais cinco ou seis livros de ficção pela Record, Editora Globo, pela W11 e pela Francis. Essa aparente &#8220;auto-confetagem&#8221; é só para dizer que eu poderia ter ficado instalado confortavelmente no romance, mas de fato encheu meu saco a montanha de romancistas que apareceu nos últimos tempos, neste Brasil de modismos inacreditáveis. Todo mundo, neste momento, virou romancista: o taxista, o zelador do meu prédio, Vera Fischer, Paulo Coelho e talvez o Eike Batista também. É assim, atualmente: romancistas por todos os lados. Bem, em vista disso (em parte), eu achei que era a hora de voltar para a poesia &#8212; praticando o poema longo que quase ninguém pratica. É que a minha (falta de) lógica funciona dessa estranha maneira: tenho tendência para ser multado por ir na contramão das ondas. <strong><span id="more-43855"></span>Por que o livro se chama “Mattinata”? (Segundo o dicionárioweb, via Google: &#8211; sf  1 manhã inteira. 2 matinê.</strong></p>
<p><strong> </strong>É o título do primeiro dos três poemas (só são três, nesse livro), justo aquele que se passa numa manhã, bem cedo, na matinê do sofrimento humano oculto na dobra dos versos brancos, livres, pretos, presos. Poema narrativo, como igualmente o Vi uma foto de Anna Akhmátova, pelo qual retornei à &#8220;prima pobre da literatura&#8221; (rs), a Poesia, há três anos.</p>
<p><strong>O trecho de “Mattinata” publicado no SP revela nuances mais existencialistas com relação ao tempo, o que era menos explícito nos seus dois poemas longos publicados anteriormente. Concorda com essa leitura?</strong></p>
<p><strong> </strong>Concordo, sim. Até por definição (vinda do título), o poema pretende ser uma meditação sobre o tempo, no sentido de relógio existencial percebido pelo Tácito Costa no fragmento publicado nesse espaço único (na internet) que é o democratíssimo SP, maior do que São Paulo como caixa de ressonância sob a batuta de um sutil maestro.</p>
<p><strong>A capa de “Mattinata” é de um grande artista brasileiro e seu amigo pessoal Francisco Brennand. Como se deu essa escolha?</strong></p>
<p><strong> </strong>Brennand é o maior artista brasileiro vivo, na minha opinião. É também um dos espíritos mais vigilantes destes tempos de penúria em todos os níveis: cultural, moral, política etc (exatamente o tema do terceiro &#8212; e último &#8212; poema de Mattinata). A capa da edição portuguesa do Aspades também foi de Francisco. Por mim, todas as capas dos meus livros seriam dele, uma honra demasiada para este amigo de FB admirador da sua arte.</p>
<p><strong>Ao lirismo, pseudo-lirismo e confessional que dominam boa parte da cena poética nacional, você  contrapõe em “Vi uma foto de Anna Akhmátova” e “Para que ser poeta em tempos de penúria? a crítica social, literária, de valores. Você também dialoga com o melhor da tradição poética universal. Quem dialoga com sua poesia?</strong></p>
<p><strong> </strong>Acho que se o Silêncio (&#8220;toda poesia aspira ao silêncio&#8221;) quisesse dialogar comigo, eu ficaria de joelhos, silenciosamente, diante dele. E não chamaria ninguém pra fotografar e botar nos jornais. &#8220;Lirismo, pseudo-lirismo e confessional que dominam boa parte da cena poética nacional&#8221;, eu não saberia descrever com palavras mais exatas do que essas tuas, ó Carlão&#8230;</p>
<p><strong>Como vê o panorama do romance brasileiro atualmente? A premiação de autores como Chico Buarque e Edney Silvestre, por exemplo, indica que o gosto médio literário está se impondo a leitores e jurados?</strong></p>
<p><strong> </strong>Edney Silvestre é um engodo e Chico Buarque &#8212; o maravilhoso compositor da MPB &#8212; é um aprendiz de romance, sob patrocínio da Companhia das Letras (podia ser das Casas da Banha também). Há outros engodos e outros aprendizes até piores por aí, enchendo o saco da gente e levando os prêmios, seja por causa de olhos verdes ou não. Melhor para eles, e pior para a literatura brasileira. Saí do romance por causa dessa inflação de &#8220;mais do mesmo&#8221; e daí para baixo&#8230;</p>
<p><strong>Tem planos de voltar a escrever romances?</strong></p>
<p><strong> </strong>Tenho, sim, mas isso quando alguns ótimos contistas e romancistas (sem prêmios e outras benesses) forem devidamente reconhecidos. Quer exemplos? Francisco de Morais Mendes, mineiro que eu não conheço pessoalmente [portanto, não há "compadrismo" nisto], é um dos melhores contistas do Brasil, assim como Luís Henrique Pellanda, curitibano um pouco mais jovem do que Mendes e, talvez, um pouquinho mais afortunado, mais ainda nada que se pareça, no caso deste e de outros talentos, com o Edneysilvestrismo dourado que vai para quem tem jogo de cintura e mídia frouxa em favores y otras cositas mais.</p>
<p><strong>A Internet democratizou o acesso à informação e tornou mais fácil a publicação, circulação e debate de obras literárias. A rede hoje está tomada por poetas. Como separar o a boa poesia da má poesia nesse vasto mundo online, onde quase todos se assumem como poetas?</strong></p>
<p><strong> </strong>Não vai separar, pelo menos por enquanto. A internet se acha bastante ocupada, neste momento, basicamente por amadores da poesia e da opinião. Todo mundo é/seria poeta e crítico, nela; daí, o escorrego silogístico obriga a concluir que, então, ninguém é/seria crítico e poeta na Internet dos amadores gritando no deserto dos blogs com zero comentário (e outros zeros). Porém, há exceções, é claro &#8212; pra confirmar a regra, como sempre.</p>
<p><strong>Quais são suas referências mais constantes na poesia e que poetas em atividade você destacaria no Brasil atualmente?</strong></p>
<p>Jorge de Lima, Emílio Moura, Joaquim Cardozo e Abgar Renault, entre os modernos já mortos. Entre as seguras e maduras (poeticamente), a vivíssima potiguar Marize Castro. Entre os jovens, uma Mariana Iannelli.</p>
<p><strong>Qual a sua opinião sobre as feiras, festivais e prêmios literários que são realizados em todo o país. Qual a contribuição desses eventos à literatura e à leitura?</strong></p>
<p><strong> </strong>Nas bienais, geralmente muito barulho de maracatu (aqui) e muitas crianças correndo debaixo de uma espéice de cobra de pano e outros brinquedos. Dizem que é para ir &#8220;despertando o gosto por literatura&#8221;, nelas. Acho que termina apenas acentuando o gosto por correr, mesmo. Nas flips, flops e flups, não sei quem peidará mais silenciosamente &#8212; flup, flop, flip &#8212; durante as animadas palestras do interesse absoluto de companhias de letras, letrinhas e outras sopas de palavras (normalmente) ao vento e al dente&#8230;</p>
<p><strong>Você sempre teve ligações com Natal, primeiro através do poeta Franco Jasiello, prestou serviço à Fundação José Augusto, no tempo de Woden Madruga, e mais recentemente com outros escritores, via Substantivo Plural. Fale-nos desse diálogo com o pessoal de Natal.</strong></p>
<p>Em Natal, primeiro vim filmar Luiz da Câmara Cascudo, em 1974, quando este locutor-que-vos-fala era ainda cineasta, também. As cenas tomadas naquela ocasião estão em meu filme intitulado Oh, Segredos de Uma Raça. Cascudo foi (e continuará sendo) um dos gênios da raça. Depois, conheci o ótimo poeta, cavalheiro e homem gentil e fraterno que foi Franco Maria Jasiello, que me apresentou a Woden Madruga, o saudoso Luís Carlos Guimaraes (grande poeta), Paulo de Tarso, Tarcísio Gurgel, Nelson Patriota, Ivan Maciel, Tácito Costa, Pedro Vicente Sobrinho, Dácio Galvão, Vicente Serejo e outros amigos. Mais recentemente, Jarbas Martins, Lívio Oliveira, Laurence Bittencourt, vosmicê, o seu Alex e outros se somaram à minha legião de amigos, nesta cidade luminosa como a Toscana. E viva e ainda bolindo, apesar das Micarlas&#8230; Porém, elas passarão, passarinho, e a bela Natal continuará igual a si mesma, na luz que não se apaga.</p>
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		<title>Ivan Lins traz show democrático a Natal</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/ivan-lins-traz-show-democratico-a-natal/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 12:02:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lívio Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[ingressos]]></category>
		<category><![CDATA[ivan lins]]></category>
		<category><![CDATA[jane monheit]]></category>
		<category><![CDATA[Jazz]]></category>
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		<category><![CDATA[preços]]></category>
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		<category><![CDATA[teatro riachuelo]]></category>

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		<description><![CDATA[
Ontem consegui ingressos para o show de Ivan Lins no Riachuelo. Ufa! A pessoa que os comprou a meu pedido pegou fila grande, mas deu tudo certo. Pasmem: as entradas inteiras foram vendidas por vinte reaizinhos! Claro que há um patrocínio forte como o da nossa Petrobras. Mas, nessas horas, é mesmo para o povo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1 id="watch-headline-title" style="text-align: center;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/_if1PnJaYUB8/TMHJDbBi6fI/AAAAAAAACag/iaAZkcTyzfk/s1600/ivanlins.JPG"><img src="http://1.bp.blogspot.com/_if1PnJaYUB8/TMHJDbBi6fI/AAAAAAAACag/iaAZkcTyzfk/s320/ivanlins.JPG" border="0" alt="" width="298" height="320" /></a></h1>
<p>Ontem consegui ingressos para o show de <span style="color: #000080;"><strong>Ivan Lins</strong></span> no Riachuelo. Ufa! A pessoa que os comprou a meu pedido pegou fila grande, mas deu tudo certo. Pasmem: as entradas inteiras foram vendidas por vinte reaizinhos! Claro que há um patrocínio forte como o da nossa Petrobras. Mas, nessas horas, é mesmo para o povo aproveitar a oportunidade democratizante do acesso à cultura.</p>
<p><span id="more-43869"></span>Por sinal, dia desses tive a coragem de questionar, num programa de entrevistas de uma emissora de TV local, acerca dos altos preços de eventos culturais ultimamente praticados em Natal.</p>
<p>Em homenagem a Ivan Lins, que se apresenta em Natal no dia 24 de maio próximo, trago esse vídeo da intérprete estadunidense Jane Monheit, cantando &#8220;Começar de Novo&#8221; e fazendo uso de um português muito &#8220;massa&#8221; (como diria o nosso querido Anchieta Rolim).</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/KuUzsgSl6qE" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/KuUzsgSl6qE"></embed></object></p>
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		<title>Bartolomeu e a saudade</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 11:59:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lívio Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Bartolomeu Correia de Melo]]></category>
		<category><![CDATA[contista]]></category>
		<category><![CDATA[Escritor]]></category>
		<category><![CDATA[tempo de estórias]]></category>

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Bartolomeu Correia de Melo
(1945-2011)
Mês que vem se completa um ano do falecimento do escritor Bartolomeu Correia de Melo, um dos nossos maiores e mais discretos homens de letras. Bartolomeu nunca foi muito dado a festividades, comemorações, homenagens ou algo assemelhado. A preocupação de Bartolomeu era com a escrita. E que bela escrita, a sua!
Acredito que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://www.ubern.org.br/wp-content/uploads/2010/08/bartolomeu.jpg"><img src="http://www.ubern.org.br/wp-content/uploads/2010/08/bartolomeu.jpg" alt="" width="200" height="260" /></a></strong><br />
<span style="color: #000080;"><strong></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"><strong>Bartolomeu Correia de Melo</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"><strong>(1945-2011)</strong></span></p>
<p>Mês que vem se completa um ano do falecimento do escritor Bartolomeu Correia de Melo, um dos nossos maiores e mais discretos homens de letras. Bartolomeu nunca foi muito dado a festividades, comemorações, homenagens ou algo assemelhado. A preocupação de Bartolomeu era com a escrita. E que bela escrita, a sua!</p>
<p><span id="more-43867"></span>Acredito que a perda experimentada pela Literatura Potiguar (passarei, doravante, a escrever com maiúsculas, por pura fé) foi a equivalente a mais ou menos uma década, até mesmo porque estamos numa época em que a boa prosa, o conto, a novela, o romance, são objetos raros, raríssimos, por estas bandas. Ainda bem que temos um Demétrio Diniz, um Nelson Patriota e mais um ou outro para dar continuidade a essa importante vertente.</p>
<p>Mesmo sabendo que o grande &#8220;Bartola&#8221; &#8211; sinto saudades de nossos papos saborosos lá na Cooperativa Cultural da UFRN &#8211; era avesso a homenagens, é essa simples que faço, antecipadamente, para que não se permita esquecer o que (e quem) há de essencial em nosso combalido meio. E que as nossas entidades culturais (cadê, hein? Cadê?) não deixem de homenageá-lo, sempre, e principalmente nesse primeiro ano de sua despedida, que se avizinha.</p>
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		<title>Fantasia e crítica</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 01:47:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo de Castro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[A garoa, o clima frio, a névoa densa e as brumas que encobrem as colinas de Ouro Preto (MG), ajudam a compor o cenário ideal do Congresso Internacional de Fantasia e Crítica que ocorre por estes dias (14 a 16.05), sob a tutela do Mestrado em Estética e Filosofia da Arte, da Universidade Federal de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A garoa, o clima frio, a névoa densa e as brumas que encobrem as colinas de Ouro Preto (MG), ajudam a compor o cenário ideal do Congresso Internacional de Fantasia e Crítica que ocorre por estes dias (14 a 16.05), sob a tutela do Mestrado em Estética e Filosofia da Arte, da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).</p>
<p><span id="more-43865"></span>Hoje a tarde foi a vez do filósofo da USP. Vladimir Safatle, falar quase uma hora sobre o &#8220;desejo desejado&#8221; a partir de S. Freud. &#8220;O histérico sofre de reminiscências&#8221;, disse Safatle: &#8220;Rememorar não é um trazer do passado, mas uma construção do presente&#8221;. Os fantasmas habitam sobretudo o tempo presente.</p>
<p>Pela manhã falaram um alemão, Peter-Erwin Jansen, e um americano, Andrew Feenberg. O primeiro fez mestrado com J. Habermas e o segundo doutorou-se com H. Marcuse. Ambos são pesquisadores do Marcuse-Archiv e passearam pela noção de &#8220;Utopia concreta&#8221; no autor frankfurtiano.</p>
<p>Desde segunda-feira, pesquisadores da arte, da literatura, da filosofia e da mídia, conversam sobre a epistemologia do sonho em Platão,  Aristóteles,  Marx, Benjamim, Flusser, Rorty,  entre outros. Apresento uma pequena comunicação sobre D. Kamper e P. Sloterdijk acerca da relação cinema versus fascínio do olhar, objetos pesquisados no Núcleo Com Versações de Estudos sobre a Comunicação Poética, da UnB. Ali vemos que é impossível penetrar o real sem a fantasia. E enquanto o primeiro precisa de tempo depurado para ser acessado/entendido, o segundo possui o &#8220;entre&#8221; nodal de memória e devir, é uma &#8216;espacialidade&#8217; que visa (des) organizar os afetos.</p>
<p>As fantasias exercem papel fundamental na constituição de nossas subjetividades. Ao nos debruçarmos sobre o seu estudo vemos que nunca estamos totalmente no presente, nem totalmente no passado e, enquanto sua contribuição à uma filosofia da consciência, talvez devemos dizer que a própria consciência deve habitar estados-phantasma. A mídia, a &#8220;falsa conciência esclarecida&#8221;, boa parte das utopias, das ideologias, das propostas políticas, filosóficas ou terapêuticas de &#8220;tomada da razão&#8221;, podem estar encobertas pelas brumas altamente reificadoras da fantasia. Qunato mais escavamos o real, mais re-surgem os véus (por vezes discretos e sutis) do &#8216;irreal&#8217;.</p>
<p>O link do congresso:</p>
<p>http://www.ifac.ufop.br/efa/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=136:fantasia-e-critica&amp;catid=81:eventos&amp;Itemid=78</p>
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