Crônicas e Artigos

Fortalecendo o Correio Aéreo Militar, em uma segunda viagem

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O Correio Aéreo Militar (CAM) foi inaugurado em 1931 com um voo entre o Rio de Janeiro e São Paulo. Anos depois foram inauguradas linhas que seguiam os cursos de rios, como o Tocantins e o São Francisco.

Era uma estratégia da aviação seguir rumos por meio visual, havia carência de instrumentos para navegação aérea. E o Rio São Francisco ficou conhecido como o rio da integração nacional.

Em um país de dimensões continentais, a Força Aérea Brasileira tinha compromisso grande com a comunicação entre estados e cidades, e entre as pessoas em localidades distantes. Do CAM, criou-se o Correio Aéreo Nacional (CAN).

Filha de um oficial da Aeronáutica, Lily não tinha ideia do trabalho que estava exercendo.

Sua estratégia de ausentar-se de casa durante à tarde, para escrever cartas para quem necessitasse mandar notícias a parentes e amigos que morassem longe.

E estava contribuindo com uma missão da Força Aérea, onde trabalhava o seu pai. As cartas que seguiram em malotes, para outras cidades e outros estados, cobertos pela malha aérea do Correio Aéreo.

Ana Angelica Schmidt fez o lançamento da segunda edição de seu livro Eminência Parda (RB Grafica e Editora, Natal/RN 2016), na ANL Academia Norte-riograndense de Letras. O livro traz uma compilação de algumas cartas, que por uma menina foram escritas.

Cartas com destinos distantes, a partir da cidade de Natal, escritas de próprio punho, onde hoje encontramos a Cidade da Criança. Um tempo em que havia necessidade de caneta e papel, e uma raridade de ideias.

Além de ajudar pessoas a escrever cartas. Cartas para muitas pessoas que nem sabiam ler ou escrever.

Ana Angélica realizou outra missão, a eminência parda.  Ajudou não só a escrever, mas a construir argumentos para aqueles que além de não saber ler ou escrever, poderiam ainda ter dificuldade de articular ideias e palavras.

E assim Ana Angélica, não fez só com cartas naquele momento, foi fazendo em seus cursos da vida, pelos rios que passou, por cidades que pousou e decolou. Fluindo águas e palavras, facilitando o voo das ideias.

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