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Fragmentado: uma dose de suspense de psicologia

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Dirigido por M.Night Shyamalan, “Fragmentado” traz história de homem com 23 personalidades, alteradas apenas com a força do pensamento, que sequestra três adolescentes; filme é segundo de uma trilogia iniciada com “Corpo Fechado” (2000).

A mente humana pode revelar faces diversas. Nem sempre positivas e, por vezes, surpreendentes. Há muito que ser estudado nesse campo nem sempre bem compreendido.

Segundo o blog do site Telavita, conceitos sobre transtornos psicológicos estão sempre em constante estudo, levando muitos a descrerem em tratamentos em desenvolvimento.

A verdade é que questões psicológicas, na maioria das vezes, assustam por não entendermos a origem dos transtornos.

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Fragmentado tem cenários claustrofóbicos e enquadramentos em close-ups que evidenciam as reações de cada um dos personagens.

Sabendo da fascinação que o tema traz, o cinema muitas vezes reproduziu alguns desses problemas através de vários filmes. O mais conhecido de todos talvez seja Psicose, do mestre Alfred Hitchcock.

Na obra conhecemos o pacato dono de hotel Norman Bates. O jovem esconde um cruel segredo: quando tomado pela personalidade de sua mãe, já falecida, transforma-se em um assassino cruel. Indo na esteira do mesmo assunto sobre múltiplas personalidades, o diretor M.Night Shyamalan resolveu ir um pouco mais além, trazendo o ator James McAvoy como o perturbado Kevin.

As múltiplas faces de Kevin

O homem possui 23 personalidades diferentes, e consulta-se com a conhecida psicóloga Karen Fletcher (Betty Buckley).

A mulher defende que o transtorno que ele sofre possibilita que cada uma de suas facetas não só aja, mas tenha condicionamentos fisiológicos diferentes.

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Quais serão os caminhos escolhidos pela mente do homem?

Assim, cada uma de maneira particular pode desenvolver um condicionamento físico, doenças, forças ou mobilidades diferentes.

Enquanto Dennis é uma criança de 9 anos, Patricia é uma mulher manipuladora e Dennis sofre de TOC. Em comum todos tem uma curiosa crença sobre uma espécie de besta que está se aproximando e que irá livrar o mundo das pessoas impuras.

Fletcher acredita que é possível compreender Kevin e tratá-lo.

Porém, um dia, ele resolve sequestrar três jovens garotas em um estacionamento e leva-las para um cativeiro.

Elas não entendem a motivação, temem por suas vidas, tentam fugir e reagir.

Apenas Casey Cooke (Anya Taylor-Joy), uma jovem abusada desde a infância pelo tio, é capaz de entender a situação. Ela tentará entender cada uma das personalidades de Kevin, buscando manipular aquela que julga mais frágil.

Quais serão os caminhos escolhidos pela mente do homem e suas variáveis? Nem mesmo a psicóloga Fletcher parece compreender.

Um dos filmes do ano

Fragmentado recebeu críticas bastante favoráveis, e arrecadou até o momento, cerca de 274 milhões de dólares em todo o mundo. Isso deve-se pelo tema incrível, mas também à direção aguçada do diretor Shyamalan, conhecido por O Sexto Sentido, Corpo Fechado e A Vila. Inicialmente ele tencionava colocar o personagem em um dos seus filmes, mas achou que ele seria bem mais explorado em uma história própria.

M. Night Shyamalan

Fama do indiano naturalizado norte-americano, M.Night Shyamalan, veio com O Sexto Sentido (1999), indicado ao Oscar de melhor diretor e roteiro original.

A obra traz um apuro técnico invejável: desde as projeções, cenários claustrofóbicos, até enquadramentos em close-ups que evidenciam as reações de cada um dos personagens.

A tensão ronda toda a ação, com sequências que vão desde a alarmante espera de que algo irá acontecer, até os movimentos bruscos, que evidenciam os possíveis ataques.

Destaca-se também as atuações. Sobretudo de James Macvoy e a jovem Anya Taylor-Joy (conhecida pelo filme A Bruxa).

Todos esses motivos transformam Fragmentado em um dos melhores filmes do ano.

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