Franklin X João
2 de agosto de 2010 às 22:16 - ComentarAmigos e amigas:
Assisti à exposição que João da Mata organizou na 62ª SBPC, li o texto de Franklin e os comentários de João a respeito dele.
Sobre a exposição: é um olhar que diz respeito ao tema e ao tematizador. Não identifiquei nenhuma escolha descabida. Se o olhar fosse meu, outros nomes estariam junto com aqueles, talvez alguns daqueles não permanecessem. Mas escolha significa indicar uns e deixar outros de fora.
Sobre o texto de Franklin: ele usa o termo “carnavalização” num sentido diferente daquele que surgiu em Bakhtin. Em Franklin, parece que carnavalizar é bagunçar. Em Bakhtin, carnavalizar é ir além da ideologia dominante (o autor russo fala da cultura européia do medievo e da primeira Renascença). Sinto falta de Franklin dar nomes aos bois: quais escritores são autênticos, quais são escrevinhadores (além de Gumercindo)? Franklin usa o adjetivo “folclórico” em sentido pejorativo – algo superficial e ridículo. É um sentido. Folclórico pode ser, ao invés disso, apenas pertencente à cultura popular: algo contra? Não entendi qual o problema de ser “bibliófilo do Alecrim” (ou das Quintas, ou de Emaús…): só vale o eixo Tirol/Petrópolis/Cidade Alta?
Sobre os comentários de João: entendo discordar da edição que o jornal fez de sua entrevista, sugiro não sofrer tanto com isso – o anúncio público desse procedimento já é suficiente como crítica, em meu modo de ver. Reforço uma questão que levantei antes: a melhor resposta ao ocorrido é deixar patentes os critérios que orientaram a organização da exposição.
Discordar faz parte do pensamento. É melhor que a discordância se dê com tranqüilidade, sem agressões nem angústias.
Abraços para todos e todas:

