GLOMUS: 15 imagens para mostrar um pedaço bonito da África em Natal

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Quando falamos de música africana logo nos remete o som e o batuque dos tambores e outros instrumentos de percussão. Embora essa característica rítmica seja mesmo saliente na musicalidade africana, o pensamento é reducionista. É assim também quando pensamos na extrema miséria para estereotipar um continente tão bonito, colorido e original.

Um recorte dessa riqueza cultural pode ser vista na tarde de hoje, no Parque Dom Nivaldo Monte. Se o Glomus levou a mistura musical dos continentes em suas primeiras apresentações, muito da origem dessa musicalidade mundial estava ali, em um palco pequeno para centenas de pessoas extasiadas com o ritmo, os instrumentos inusitados e a sensualidade africana.

A música africana influenciou na música das Américas, de Norte a Sul. Está presente no jazz norte-americano, na salsa típica da América Central ou no nosso samba. Se a raça humana nasceu no continente africano, pode-se dizer que a música também. E com tanta estrada percorrida, a evolução tornou essas raízes fortes, densas e sonoramente modernas.

Mais do que densidade sonora, a música africana traz muito de sua vida social e religiosa. E desse mix emana uma energia fortíssima. Se percebe a alegria contagiante daquele continente-pais mesclada ao lado espiritual, místico. Uma unidade musical continental, um elo impossível de ser desmembrado posto que pertence à história e ao cotidiano da África.

Registramos tentativas bem sucedidas de alusão à essa música no Brasil. A Banda Reflexus talvez seja a mais emblemática, com seu canto ao Senegal, madagascar olodum e súplicas pela libertação de Mandela. Eram canções de orgulho à negritude e também de lamento pelo sofrimento de sua história.

Mas o que se viu no Parque da Cidade foi diferente. Mesmo a clássica ‘Pata Pata’, de Miriam Makeba e muito interpretada por aqui nas vozes de Daúde e da própria Banda Reflexus, trouxe uma aura distinta na voz e na performance dos africanos. É um orgulho diferente. É outra vibe. Talvez sejam os instrumentos únicos, como a kora, de Mali – uma espécie de cítara de 21 cordas. Talvez seja a originalidade da interpretação. Não sei.

E acredito que essas centenas de pessoas que estiveram presentes no Parque da Cidade nem queiram explicações para o que sentiram na tarde de hoje. Valeu mais o momento, a sensação de estar em um mini woodstock, de completa interação entre os povos, entre música e plateia, como se a vida fosse uma canção densa, alegre e motivo de união entre nações.

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OBS: Recomendo assistir os dois vídeos transmitidos ao vivo durante o evento, na fan page do Glomus. Basta clicar AQUI.

OBS2: As duas últimas fotos têm crédito de Vilma Lúcia. As outras são do meu celular mesmo.

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