Há algo de trágico no reino da Capitania
6 de novembro de 2009 às 9:07 - ComentarDe Moacy Cirne, em seu Balaio Vermelho.
http://www.balaiovermelho.blogspot.com/
“Quer politicamente, quer culturalmente, há algo de trágico – lamentavelmente trágico – no reino da Capitania das Artes, em Natal. Seja pela incompetência administrativa do sr. César Revoredo, seja pela boçalidade do atual presidente (como é mesmo o nome dele?), seja pela ignorância total e absoluta de dona Micarla de Souza, prefeita da cidade, em questões de arte & literatura, a Capitania, é preciso dizê-lo, hoje representa o máximo em atraso cultural e social. O que estão fazendo com a proposta da revista Ginga, por exemplo, é inqualificável; todo um trabalho editorial jogado fora. Ou quase. Será que a revista morreu antes mesmo de nascer? E pior: a experiência bem sucedida da Brouhaha, da gestão anterior, foi totalmente ignorada já pelo sr. Revoredo, decerto a partir de (mesquinhas) ordens superiores. Seria cômico se não fosse trágico, como já se disse por aí. Há que se temer também pelo Auto de Natal. Aliás, até agora a Capitania não justificou porque ignorou, sem maiores explicações, o concurso – que teve três concorrentes – que ela mesmo criara para, de forma louvável, registre-se, apontar o autor do espetáculo natalino. O fato concreto é que, com dona Micarla de Souza (e o politicamente deplorável José Agripino Maia), tudo vai mal na cultura do município. De certo modo, o mesmo se aplica à Fundação José Augusto, só que em outro nível de agenciamento político; a governadora, aparentemente, não sabe o que é política cultural. Ou, então, tem outras prioridades. Nos dois casos, perde a cidade, perde o Estado.”


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