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Humberto Hermenegildo lança livro inédito de poemas

Humberto Hermenegildo

Sempre poeta, Humberto Hermenegildo lança nessa sexta (17) seu primeiro livro de poesia “Argueirinha” que venceu concurso literário em Goiás em 2015

 

O escritor Humberto Hermenegildo tomou posse na Academia Norte-Rio-Grandense de Letras esse ano. Em seguida, lançou o romance Rastejo, um livro que tem um pouco de suas memórias do sertão e um tanto de estilo e estética próprios do autor. Mas, o que pouca gente sabe é que, enquanto criava e recriava, escrevia e reescrevia Rastejo, o crítico literário e professor aposentado da UFRN, também trabalhava no livro Argueirinha, obra inédita de poemas que o circunscreve, de uma vez por todas, naquilo que antecede até mesmo a escrita dos ensaios e romance: ser poeta. “Eu tinha uns poemas guardados e enquanto ía fazendo o romance, eu dava uma parada e trabalhava na poesia também”, relembra. Argueirinha será lançado hoje (17) na Cooperativa Cultural Universitária, no Centro de Convivência Djalma Maranhão, na UFRN, a partir das 11h. E será vendido ao preço de R$ 25.

Ainda na faculdade de Letras, no final dos anos 1970, os colegas de turma Anchella Monte e Carlos Braga o fizeram publicar seus “poemas adolescentes” no jornalzinho marginal Letreiro.  Depois, Hermenegildo teve a chance de ter seus textos – tanto em prosa quanto em poesia – lidos no Laboratório Criativo, criado na gestão do atual presidente da ANL. Mas, os caminhos o levaram para o estudo da literatura, o modernismo, anos 1920 e o poeta Jorge Fernandes. A poesia, que inaugura no ainda menino do interior o desejo de adentrar nas veredas da literatura, fica engavetada em seus poemas feitos aqui acolá.

Indagado sobre se ocorre com ele um certo pudor em escrever, algo tão comum entre estudantes e profissionais de Letras, ele afirma que sim. Mas, por outro lado, ele acredita que essa familiaridade com a literatura alheia não deve inibir o desejo e a vontade de ser escritor e de poeta: “É verdade. Essa tensão sempre foi uma permanente em mim. É tanto que Rastejo demorou muito tempo. Eu lia e começava a ver defeitos. Na poesia da mesma forma. É muito difícil porque a gente tem uma tradição muito forte. Escrever poesia hoje é muito mais difícil do que escrever nos anos 1930. Quando você pensa em Carlos Drummond de Andrade, num João Cabral de Melo Neto e outros poetas, é muito peso pra você se inserir. Então, é necessário ter coragem e uma ousadia. Eu acho que a gente não tem que temer, temos que sair à rua, mostrar mesmo”.

A primeira edição de Argueirinha (nome de uma espécie de mineral que se usa para “puxar” um argueiro preso nos olhos das pessoas, habitual no interior) foi possível graças ao fato de que ele ganhou um concurso literário da Universidade Federal de Goiás (UFG), em 2015. O prêmio é a publicação de exemplares, acrescidos de outros tantos, a pedido do próprio autor, que preferiu lançar inicialmente em terras potiguares.

 

Serviço –

Argueirinha (Poesia) Lançamento de livro

Dia: sexta-feira, 17

Hora: 11h

Local: Cooperativa Cultural Universitária

Preço: R$ 25

 

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