Geral

I Circuito Regional de Performance Bode Arte

Grupo Totem, de Pernambuco

T.C

Ontem à noite fui até o espaço Tecesol, assistir o último dia do I Circuito Regional de Performance Bode Arte, aberto na quinta-feira. Fiquei arrependido porque não acompanhei a programação completa. Gostei demais do que vi.

De quebra, ainda bati papos com Mombaça e Ramilla, dois dos nossos mais inquietos e criativos intelectuais/artistas. Olha, é um privilégio conversar com esses dois e tê-los aqui no SP é algo que me gratifica enormemente.

Das seis performances de ontem duas me tocaram com mais força, “As Impressões do Corpo”, de Charlene Sadd (AL-RJ), e “SM”, de Jean Sartief (RN). A primeira remetendo ao consumismo e ao exagerado culto à beleza; a segunda à alienação das pessoas. Pelo menos foi essa a leitura que fiz.

Com um detalhe, essas duas foram as que explicitaram mais claramente do que estavam tratando, as demais tive dificuldade em compreender o que elas queriam comunicar.

O que não quer dizer que não remetiam a alguma coisa, eu é que não fui capaz de apreender o que estava vendo. Também não significa que não exista beleza naquilo que a gente não consegue compreender e descrever depois. A recepção artística é algo tão subjetivo que não arrisco mais juízos categóricos.

Um exemplo do meu desentendimento, de maneira mais radical, se deu com “Des Ero Cacho”, de Vitor Salessi (AL). Não faço a menor idéia do que o performer quis dizer com o seu trabalho, que consistiu em descascar cocos, depois estendeu um lençol branco no chão, colocou uns copos em cima, jogou alguns contra o teto, deu cocos para alguns espectadores… (isso é um resumo precário, friso). Uma performance longa, uns 50 minutos, que Vitor fez completamente nu.

Eu gostaria de ter conversado com ele depois para que me explicasse o que significou tudo aquilo que vi, mas já estava tarde e fui embora.

Com o chocante “As Impressões do Corpo” martelando na minha cabeça. Até agora.

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Tácito Costa

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