Invictus
16 de fevereiro de 2010 às 20:06 - Comentar
Todos disseram que era um filme menor de Clint Eastwood, no entanto achei uma belíssima aula de como um poema pode mediar uma narrativa. O poema é Invictus (título do filme), de William Henley que, segundo conta a história, era uma espécie de oração para Nelson Mandela na prisão. O poema na tradução André Masini é os eguinte:
“Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu – eterno e espesso,
A qualquer deus – se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.
Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei – e ainda trago
Minha cabeça – embora em sangue – ereta.
Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.
Por ser estreita a senda – eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.


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