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29 de outubro de 2009 às 11:10 - Envie para o twitter

Jornalismo

Por Carlos de Souza

Os jornais estão cavando sua própria sepultura ao resolverem encolher seus cadernos de cultura, fazendo deles mulas de carga de colunas sociais. Os donos argumentam que cadernos culturais não dão lucro, só servem para gastar papel. Esquecem que o lucro proporcionado por um espaço de boa leitura é abstrato. O leitor compra jornal, não apenas para ler as notícias. Ele quer ler o aprofundamento da notícia, a análise, porque o fato aconteceu e por aí vai. Depois ele quer relaxar, ler algo mais leve, e é aí que o caderno cultural cumpre sua função. Tem gente (como eu) que lê primeiro o caderno cultural. Depois é que vai para as desgraças. Na maioria das vezes leio primeiro as colunas e só depois passo a vista nos títulos que me interessam. Quando a notícia me interessa, leio toda. Quando não, largo nas primeiras linhas. os especialistas avisam que os jornais estão com seus dias contados. A internet é seu grande algoz. A internet e a televisão, eu diria. Quem tem acesso à internet e canais de TV por assinatura, tem mais informação disponível o dia inteiro. Não abro mão também de escutar uma emissora de rádio que transmite notícia o dia todo, como é o caso da CBN. Estou falando tudo isso, porque li um artigo de um cara de harvard que prevê o fim dos grandes jornais como grandes negócios. A tendência é a publicidade migrar para outros meios e se pulverizar. Será o fim da hegemonia de gransdes veículos de comunicação. Será a hora de pequenos veículos, pequenos nichos de informação, cada vez mais dirigidos a leitores, telespectadores específicos. Vamos ficar atentos.

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