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José Mauro de Vasconcelos

De Valnísia Mangueira, por e-mail:

Oi, Tácito, bom dia!

Nestas indas e vindas na web, acabei, em uma infrutífera ‘investigação’ sobre a vida do José Mauro de Vasconcelos, caindo no seu blog. Antes de tudo, parabéns pelo conteúdo. Excelente!

Mas o motivo de te escrever é o mesmo que me levou à sua casa virtual: saber mais sobre o José Mauro. Explico. Ganhei, no meu último aniversário, um exemplar do ‘Meu pé de laranja lima’. Foi um misto de emoções ao ver o presente, pois apesar de ter chorado as pitangas na época em que a novela foi ao ar (milhões de anos atrás), nunca tinha lido o livro.

Comecei. E parei. A dedicatória já me aniquilou. Ele insinua(?) que os irmãos, Luis e Glória, se mataram. Logo Luisinho e Godóia?

Então, nessas buscas insanas pelo deus-google-que-tudo-responde descubro, chocada, que a biografia existente na rede sobre o autor é o mesmo texto burocrático que prefacia a edição comercializada atualmente do ‘Meu pé…’.

Pensei, pensei, e imaginei que aí, no Rio Grande do Norte, talvez vocês saibam mais sobre este homem. A família dele é conhecida no Estado? Alguém sabe dizer se ele casou, teve filhos? Na realidade o que eu realmente queria saber é o que ocorreu, de fato, com os irmãos do Zé Mauro.

Encontrei, também com a ajuda do Google, uma série de fóruns com pessoas perguntando a mesma coisa que eu. Então, se for possível, nos ajude a descobrir algo mais sobre este autor fascinante. Adianto: não é fome de tragédia, é interesse, genuíno, sobre o que aconteceu com esta família.

Se puder, nos ajude (a mim e a outros fãs do Zé Mauro).

Obrigada,
Valnísia Mangueira
Curitiba – Paraná.

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Tácito Costa

Comentários

98 comments

  1. Alexandre de Macedo Marques 27 maio, 2012 at 17:12

    Eu sou ” o senhor que lhe enviou uma fotografia de Fernando Seplinsky”. Fernando é umas das pessoas a que o José Mauro de Vasconcelos dedica o “Meu pé de laranja lima”.Tive relações de trabalho e amizade com o Seplinsky Fui seu superior numa multinacional de medicamentos, entre 1969 e 1972 ao tempo em que fui diretor da Filial S. Paulo.
    Muito discreto, mantinha uma separação forte entre a sua vida intelectual e a profissional. Só vim a saber do elo com o José Mauro de Vasconcelos muito anos depois de não mais convivermos ao comprar um exemplar do livro para meu filho, criança.

    Sabia de sua ligação com o pessoal de cinema na década de 60/70, pois em 1972 solicitou-me estudar a possibilidade de dispensá-lo alguns dias para ir a um Festival Internacional de Cinema no Rio de Janeiro. Embora correndo riscos face à severidade das regras na época, concordei.Lembro-me que em algumas oportunidades falamos sobre critica de cinema e a pessoas ligado ao Estadão como o Rudá de Andrade e outros. Com a modéstia que lhe era peculiar deixou entrever a ligação intelectual com o staff intelectual do Estadão ligado ao cinema e literatura. Também gostando de literatura, o Fernando seviu-me de guia, imigrante português, na descoberta dos novos autores da literatura brasileira. E outra vez em que a seu convite visitei uma Bienal no Ibirapuera e apresentou-me a Ligia Fagundes Telles e seu marido Paulo Emilio Salles Gomes.
    Um dia, por volta de 2006, fazendo pesquisa na Internet, deparei-me com um blog do argentino que escreveu, pedindo ajuda. Sendo um admirador da obra do José Mauro investigava quem eram as pessoas a quem o “Meu pé…” era dedicado. E tinha profunda curiosidade sobre o Seplinsky a quem o autor chamava de “meu filho” na dedicatória.Desde 1973, quando mudei-me para o Rio de Janeiro, e não mais tive contato com ele. Foi demitido logo depois pelo novo diretor; e, reservado e tímido nunca me procurou.
    25 anos depois, voltando a S. Paulo, tentei localizá-lo. A casa onde morava, mostrava sinais de longo tempo de abandono. Escrevi cartas para todos os endereços vizinhos solicitando informações.
    Recebi algumas, todas dando conta de um trágico fim.

    Dois dias atrás, pesquisando no novo serviço de digitalização do jornal O Estado de S. Paulo, descobri no famoso Suplemento Literário do jornal um conto de autoria do Fernando.
    Ficaria muito grato de receber informações sobre o Fernando, um ser humano de uma dimensão excepcional. Que tenha encontrado a paz e a luz.

  2. Regina Braz Pereira 18 setembro, 2012 at 15:36

    Sr. Tácito, boa tarde. Acredito que nunca vou entender por que o trabalho de José Mauro é tão negligenciado. Um artista completo, escrevia para crianças e adultos, ainda emociona crianças e adultos. Uma sensibilidade, uma forma profunda de interpretar o que ele via e vivia. Imagina “Chuva Crioula” como minissérie!! Haja genialidade para escrever “Arara Vermelha”! Quanta delicadeza e tristeza em “Veleiro de Cristal”! Ele não era um escritor regional, era um artista brasileiro, escrevia sobre nosso país. Nada de Bahia-prostituição-candomblé, todos os livros iguais, sempre o mesmo assunto. Enfim, hoje, tudo é uma questão de marketing. Para mim, ele é e sempre será o maior escritor brasileiro e sempre lamentarei o quanto ele e sua obra não são valorizados.

  3. Maria Beatriz 30 outubro, 2012 at 23:08

    E o ”Portuga”? Alguém sabe se houve mesmo essa pessoa, ou pelo menos alguém que ele quis representar com esse personagem na vida do José Mauro?

  4. Denise Godoy de Carvalho Verano 27 novembro, 2012 at 21:56

    Entrei por acaso nesse site, procurando qualquer coisa sobre o Zé Mauro, pois acabei de mandar a um amigo do Rio, que está escrevendo há anos um livro sobre ele, um poema que guardo comigo, escrito à mão pelo Zé. Me considero uma privilegiada por ter conhecido esse grande escritor,, que também era uma pessoa maravilhosa. Moro em Goiania e conheci Zé Mauro pessoalmente, quando ele passou por aqui e foi até a minha casa para me conhecer, após uma carta que eu havia escrito a ele. Caso alguém se interesse, tenho muitas histórias para contar. Denise 27.11.2012

  5. Selmo Vasconcellos 2 dezembro, 2012 at 13:03

    Caros amigos, sou sobrinho do escritor José Mauro de Vasconcelos e filho de Antônio Vasconcellos ( Totoca ) aguardo vocês no facebook ( colocando muitas fotos do Zemauro lá ). Também sou escritor ( poesias, contos e crônicas ). Um abraço e grato pelo carinho com Zezé. Selmo Vasconcellos
    FACEBOOK : Selmo Vasconcellos
    SITE: http://www.selmovasconcellos.com.br

  6. Selmo Vasconcellos 4 dezembro, 2012 at 22:06

    CONTATO : selmovasconcellos@hotmail.com ( participem! )

    http://www.selmovasconcellos.com.br – Algumas entrevistas realizadas:
    Reynaldo Valinhos Alvarez
    Ives Gandra da Silva Martins
    José Nêumanne Pinto
    Flávia Savary
    Pedro Lyra
    Astrid Cabral
    Leila Míccolis
    Geraldo Carneiro
    Gilberto Mendonça Teles
    Antônio Carlos Secchin
    Rinaldo de Fernandes
    Marcos Quinan
    Claufe Rodrigues
    Denise Emmer
    Ildásio Tavares
    Antônio Cicero
    Tobias Pinheiro
    Eduardo Tornaghi
    Mano Melo
    Roseana Murray
    Tavinho Paes
    Patrícia Tenório
    Claudia Alencar
    Byafra
    Anselmo Vasconcellos
    Alcione Mazzeo
    Regina Lyra
    Lau Siqueira
    Mano Melo
    Anderson Braga Horta
    Hugo Pontes
    Márcio Catunda
    Enéas Athanázio
    Nicolas Behr
    Rosani Abou Adal
    Sonia Sales
    José Inácio Vieira de Melo
    Almandrade
    Alaor Barbosa
    Caio Porfírio Carneiro
    Atualmente 463 entrevistados.
    Um site cultural ( uma revista diária). Bem vindos!

    Pequena biografia

    Selmo Vasconcellos
    *Nasceu no Rio de Janeiro, RJ e reside em Porto Velho, RO desde 1982.
    Servidor público estadual da SECEL/Biblioteca Dr. José Pontes Pinto.
    *Administrador, editor de cultura, divulgador cultural e escritor ( poesias, contos e crônicas ).
    *Obras publicadas ( poesia e prosa ) :
    REVER VERSO INVERSO ( 1991 ),
    NICTÊMERO ( 1993 ),
    POMO DE DISCÓRDIA ( 1994 ),
    RESQUÍCIOS PONDERADOS ( 1996 )
    LEONARDO, MEU NETO ( antologia, 2004 ).
    Livretos independentes ( poesia ) :
    MORDE & ASSOPRA e suas causas internas e externas ( 1999 ),
    DESABAFOS em memória de ROY ORBISON ( 2003 ),
    Revista Antológica “Membros da Galeria dos Amigos do Lítero Cultural” ( 2004 ).
    *Livretos de poesias traduzidos :
    francês, inglês, alemão, italiano,
    japonês, russo, grego, romeno,
    macedônico, esperanto, espanhol.
    *38 Prêmios Nacionais ( RJ, GO, SP, DF, SE, MG e RO )
    *20 Prêmios Internacionais ( EUA, Grécia, Espanha, Canadá e China ).
    *Membro de 22 Entidades Culturais ( Brasil, Portugal, EUA, Espanha e Grécia ).
    *Participação em Periódicos Literários ( Brasil, EUA, França, Bélgica, Grécia, China, Itália, Venezuela, Romênia, Macedônia e Espanha ).
    *Editor da página literária impressa e semanal LÍTERO CULTURAL / jornal Alto Madeira, Porto Velho, RO, desde 15 de agosto de 1991. Cerca de 2600 colaboradores em 37 países.

    PRIMEIRA PÁGINA “MOMENTO LÍTERO CULTURAL”, impressa no Jornal ALTO MADEIRA de PORTO VELHO, RONDÔNIA: 15 DE AGOSTO DE 1991 ( página nº 001 coordenada por JOSÉ AILTON FERREIRA “BAHIA” ( 9 / 01/ 1951 – 21/09/2005 ) e SELMO VASCONCELLOS.

    16 de abril de 1999 a página passou a ser chamada de “LÍTERO CULTURAL”, coordenada por SELMO e “BAHIA”.

    29 de Julho de 2010: PÁGINA nº 1000.

    ÚLTIMA PÁGINA LÍTERO CULTURAL IMPRESSA: 5 de julho de 2012 ( L.C. nº 1115 ). Missão cumprida com muita lealdade e honestidade. Aos colaboradores toda a minha gratidão pelo voto de confiança nesses quase 21 anos ( por um mes ) de página literária impressa Lítero Cultural.

  7. Ana Vera Pereira 4 janeiro, 2013 at 09:00

    Meu Pé de Laranja Lima, ainda hoje meu livro de cabeceira, de fato é a essência da vida em letras tão puras quanto a vida das crianças. Valeu Mauro, meu Zezé junto com Luís, um principezinho

  8. Bethânia Lima 4 janeiro, 2013 at 09:57

    até hoje o livro me fascina…simplesmente pq foi a 1ª história que me fez chorar, por isso marcou. Hoje em dia, eu prefiro os que me tiram o fôlego, mas sem choro…

  9. consuelo villanueva macedo 1 maio, 2013 at 16:37

    Caros admiradores da obra deste excelente escritor, ” Meu Pé de Laranja Lima ” foi um livro que li na minha adolescência e que me emocionou muito. Ontem, já com 57 anos, fui ao cinema ver o filme e novamente fiquei muito emocionada com tanta delicadeza e sensibilidade, Confesso que chorei. José Mauro de Vasconcelos
    mexe com nossos sentimentos em tão bonita obra literária.

  10. Lívio Oliveira 1 maio, 2013 at 17:46

    Passo a entender melhor a fascinação por esse livro de belezas simples, como dizem. Está explicado, para mim, o fenômeno de popularidade que se instalou também neste blog. Quero ler o livro (que nunca li). Quero ver o filme.

  11. José Saddock 2 maio, 2013 at 10:45

    José Mauro escreveu, de longe, o melhor romance sobre Macau. Trata-se, principalmente, de uma bela história de amor entre Chicão e Joaninha Maresia; mas vai além: é fruto de uma profícua pesquisa, que levou o escritor a permanecer em Macau por vários meses. Estou falando de BARRO BLANCO, e não de uma curiosidade literária, JARBAS. É lamentável que este escritor seja comentado por quem não entende PATAVINA de literatura. Infelizmente “Roma e Pavia não se fizeram num dia”.
    A propósito do nome PATAVINA, escreveu José Saramago: “Aqui viveu uma colônia de italianos de que foi chefe um tal Roberto de Pavia, que deixou em herança um nome, por sua vez tomado da terra donde viera. É assim que se faz o mundo. Uma coisa tão simples, vir um homem há setecentos anos de uma cidade italiana, chegar aqui e dizer: Chamo-me Roberto, de Pavia”.

  12. Lívio Oliveira 5 maio, 2013 at 19:55

    Vi, neste domingo, o filme “O Meu Pé de Laranja Lima”, baseado no livro homônimo de José Mauro de Vasconcelos. Posso afirmar que o filme foi muitíssimo bem realizado e é extremamente tocante, assim como o livro. Este último, por coincidência, veio me cair nas mãos nesta mesma semana, numa edição da época em que nasci. Pra mim, tem sido quase uma regressão paranormal. Tenho me identificado com a obra de uma maneira que me surpreende e assusta. Não esperava por isso. Recomendo a todos.

  13. Marcos Nunes 21 maio, 2013 at 11:28

    Graças a Deus encontrei este Blog! Impressiona-me a identidade de sentimentos em relação à obra de José Mauro, já que também tenho a mesma vontade de saber mais e mais da obra e da vida desse autor fascinante. Já li diversos livros seus, desde a minha adolescência, e alguns já li mais de uma vez. O Meu Pé de Laranja Lima já vou pra 5ª leitura! Acabo de recomeçar ‘Vamos Aquecer o Sol’, que recomendo, pois é uma espécie de continuação de Meu Pé de Laranja Lima. Adorei saber de tanta gente com os mesmos sentimentos, da mesma forma marcados por obra tão fascinante. Pra mim não existe em nossa literatura autor com tamanha ternura e sensibilidade, de forma simples e ao mesmo tempo tão profunda.

  14. MARIA DE FPÁTIMA DOS SANTOS FACHETTI 21 outubro, 2013 at 14:00

    Estou fascinada com o número de pessoas fãs do José Mauro, e de todas as faixas etárias!
    Ele foi, é ainda, pois vive em sua obra, um autor cativante por sua simplicidade e delicadeza, que nos fizeram rir e chorar com tanta emoção. Li “Meu pé”,pela 1ª vez, aos 14 anos e já reli várias vezes. A última foi em 2001, aos 46 anos, e chorei novamente; chorarei quantas vezes leia! Nunca li outor livros dele, mas agora vou procurá-los todos.
    Após a última leitura, fiquei curiosa em saber mais sobre sua vida, se casou-se e se teve filhos. Uma pessoa com tamanha sensibilidade sempre atrai outras que vibram na mesma freqüência (desculpem o trema, mas “qüe” é diferente de “que”). Talvez o trauma da vida dura na infância incompreendida e a morte do “portuga” o tenham impedido de construir uma família sua.
    Se ele fosse vivo eu o procuraria para ver o Zezé que ainda viveria nele, tenho certeza!
    Abraços a todos!

    Fátima

  15. Anderson Rodrigo 16 fevereiro, 2014 at 00:44

    Amo a literatura do José Mauro de Vasconcelos… Vim pela primeira vez a Natal para poder conhecer um pouco mais da sua vida. Infelizmente, ele não é conhecido em Natal! Decepção! Entretanto, andei visitando alguns dos lugares que ele mesmo narra em seus primeiros livros… É mágico estar diante do Colégio Marista (palco de famosas histórias desse nosso querido autor)… Conhecer o rio Potengi… E o valor que nenhum dos potiguares coloca ao Zé Mauro (fiquei triste quando, ao fazer o passeio de Buggy, passando por sobre o rio Potengi, indaguei sobe o autor… Responderam que não sabiam quem era o fulano…)… Ainda assim, imaginei muitas cenas de “Doidão” e de “As Confissões de Frei Abóbora” e de “Vamos aquecer o sol” na qual o ‘Zé’ nada nesse famoso rio! Poxa vida! Senti-me mais realizado em ver o foz do Rio Potengi do que as “dunas” famosas de Jenipabu, a “lagoa” de Jacumã… A literatura do Zé ficará infinitamente impregnada na minha alma! Ainda vou conhecer o Colégio Marista… Palco de tantas histórias do jovem Zé! Amo demais esse nosso querido autor! Demais!

  16. Simone Nascimento 23 fevereiro, 2014 at 01:43

    Olá, Sou a Simone,

    Estou fazendo um trabalho da faculdade sobre literatura e a formação do leitor. vim procurar algo sobre este autor e livro lindo que é ‘O Me Pé de Laranja Lima’ e encontro este blog.
    Achei muito legal as informações sobre este autor tão impressionante para mim. Li o livro na minha infância, e em minha adolescência, assisti a novela, o filme; e agora estou tendo a oportunidade de reviver esta linda obra da literatura brasileira.

    Este livro me fez ter uma infância muito feliz, em frente a minha casa havia um pé de cacau, e eu falava com ele.

    Acredito que temos um pouco do Zézinho em nós!

  17. IVAN SANTTANA 5 março, 2014 at 05:14

    Gente, acabei de assistir ao filme O meu pé de laranja lima, e me emocionei tanto quanto o filme.
    Os dois irmãos de Mauro, na verdade, tiveram tuberculose, e desistiram de tomar os remédios, porque não tinham ,porque era cara, se caracterizando como uma desistência da vida.
    Que outros Zezé sejam salvos pela delicadeza de uma pessoa sensível que possa compreender as dores de uma criança.

  18. Vilma 10 março, 2014 at 13:45

    Eu, semelhante à muitos outros, também sou apaixonada por José Mauro de Vasconcelos. Diria até que muito de minha personalidade, forjou-se ao longo de seus maravilhosos diálogos. Pergunto pois se já existem um pouco mais de informação a respeito dele. Estou vendo que as datas já são antigas a respeito dessas conversas… algo mudou?Um forte abraço.

  19. Mona Liza Ferreira 27 março, 2014 at 18:21

    Que bom ler os posts acima. Acabo de ler o Meu Pé de Laranja Lima, porque minha filha adolescente o leu e estava às lágrimas. Também li todo o livro em um choro convulsivo. E ficou, como em todos os outros, a curiosidade/necessidade de se saber mais sobre José Mauro de Vasconcelos. E pesquisando cheguei aqui. Sou mais uma que espera mais informações sobre JMV. Por que tão pouca informação? Ele não manteve contato com os familiares? Viveu sozinho? O que me consola é saber que ele foi reconhecido e que seus irmãos não se mataram!

  20. cristiane santos 21 outubro, 2014 at 13:39

    Deus,que linda história,meu pé de laranja lima.chorei rios ao ler e também ao assistir o filme,gostaria de saber mais sobre o que houve com ele e a família,pois já na dedicatória do livro ele já nos choca com a morte de seus dois irmãos,que ao entender eram seus favoritos,fique impressionada com tamanha humanidade e imaginação que ele relata sua infância.gostaria mesmo de saber mais sobre o autor.

  21. Mac Castro Maxcastro 29 dezembro, 2014 at 23:48

    Caros, acho que já escrevi algo neste site, mas vamos lá : sou nascido e criado em Bangu como José Mauro, e naturalmente me sentia como o próprio Zezé brincando pelas ruas do bairro, logo após ler o livro, o que ocorreu por ocasião de sua morte. Meu pai era professor de Português e me deu o livro naquela época. Várias ruas que ele menciona ainda existem. Eu estava completando 11 anos, e também lamento a falta de oportunidade para conhecê-lo. Nos últimos anos, tenho obtido diferentes livros dele. Ainda não li todos, mas recomendo "Vamos aquecer o sol" e "Barro Blanco". Consegui descobrir um pouco mais sobre ele no acervo do Jornal do Brasil, numa reportagem sobre seu falecimento. Acessem o site a seguir . No campo "Date" escrevam "07/25/1984" (dia seguinte da morte). Cliquem no jornal e acessem a página 28. ( http://news.google.com/newspapers?nid=0qX8s2k1IRwC )

  22. Valnísia Mangueira 13 janeiro, 2015 at 14:28

    Fantástica a matéria no Jornal do Brasil, Max. Elucida um bocado de coisas, inclusive enfatiza o desprezo (já explicitado/exercitado em comentários neste post) reservado ao Zé Mauro por aqueles que se dizem entendedores da literatura. Maravilhoso descobrir o que ele lia… Interessante constatar a solidão – inclusive o afastamento dos parentes – no final da sua vida. Espero que pesquisadores menos preconceituosos e presunçosos queiram, um dia, estudar e falar sobre o Zé Mauro. Torço mesmo por isso…

  23. Christiano Granja 19 fevereiro, 2015 at 20:58

    Eu tenho a sensação de ter chegado atrasado nesse blog. Mas, antes tarde do que nunca. Para quem procura estudos de cunho mais acadêmico sobre as obras de Zé Mauro (para os que acreditavam não existir, eles existem) eu conheço dois: um sobre a vertente da recepção da literatura intitulado “Meu pé de laranja lima: do broto ao fruto” de autoria de Juliana Leopoldino de Souza Cruz, da Universidade Estadual de Maringá. O outro é na vertente da crítica da história literária, de título “Cacos da seca e restos do sal”, sobre Barro Blanco, da Universidade de Brasília e de minha autoria (Christiano Sousa Granja). Os dois estudos são dissertações de mestrado defendidas em 2007 e 2012, respectivamente. Ambos estão disponíveis para consulta na internet.

  24. Tania Pereira 26 fevereiro, 2015 at 09:04

    Que página maravilhosa, repleta de manifestações humanas, sentimentos puros! Há muuuuito tempo, assisti à telenovela…e foi tanta emoção, capítulo após capítulo, que jamais esqueci. Impressionei-me com a qualidade cultural das pessoas que se manifestaram. Parabéns a todos! Lerei o livro, pois há mais detalhes na escrita – e já sei o quanto vou chorar, emocionada, novamente… Abraços a todos!

  25. João Alves martins 26 fevereiro, 2015 at 21:16

    Sou um simples homem do povo, tive uma infância pobre e muito simples e vive na roça, em fazendas, até os 17 anos. Sempre fui um aficionado pela literatura de um modo geral e sempre li tudo que me caia nas mãos. Em 1970 morando na cidade de Sorocaba, interior de São Paulo, tive contato pela primeira vez com José Mauro de Vasconcelos através de seu livro Barro Blanco, fiquei encantado e logo em seguida conheci ‘Meu Pé de Laranja Lima” e aí então eu já estava perdidamente apaixonado por esse fantástico escritor brasileiro, que na minha humilde opinião é o melhor dos melhores. Indo a São Paulo descobri que uma editora paulista estava editando toda sua obra em encadernação muito bonita e mais que rapidamente adquiri a obra completa, até então. Então pude deliciar-me com as pérolas do mais alto valor:- Barro Blanco, Rosinha minha Canoa, Garanhão das Praias, Doidão, Chuva Crioula, Ruas Descalças, As confissões de Frei Abóbora, Vamos Aquecer o Sol, Coração de Vidro, Palácio Japonês, Vazante, Farinha Orfã, Longe da Terra, Arara Vermelha, Arraia de Fogo, etc. etc., e até hoje passados 45 anos eu continuo lendo e me deleitando com as histórias contadas pelo maior contador de histórias que já houve no Brasil. Sou um fã apaixonado e incondicional desse magnífico escritor e acho que o Brasil o conhece muito pouco, pois é muito pouco lido e citado nas escolas e quase nada se fala de um de seus maiores expoentes”JOSE MAURO DE VASCONCELOS”

  26. Larissa 18 março, 2015 at 14:36

    Fico feliz e aliviada de encontrar esta página. Difícil descrever o nó que sinto desde os 7 anos quando me deparo com referências a esta história tão tocante. Encontrar pares no sentimento me fez mais tranquila…
    Como citado pelo Lívio, mesmo não sendo profunda conhecedora da arte escrita, não entendia o porquê de toda essa turbulência interna que o livro/novelas/filme “Meu pé…” me causavam, visto a simplicidade da narrativa…talvez seja esta a resposta.
    Um abraço a todos!

  27. Maria Manuela Soares 1 maio, 2015 at 15:25

    Encontrei este blog por casualidade. Ainda bem! Porque tal como eu, muitos outros fãs de J. Mauro de Vasconcelos, têm a mesma vontade de saber mais sobre a vida do autor. Meu Pé de Laranja Lima, é um livro que já li tantas vezes que nem lembro quantas e gosto sempre. Descobri recentemente a sequência da estória em Vamos aquecer o Sol, ( cá em Portugal, o mais conhecido é o primeiro) e achei lindo demais!
    Gostaria de ver muito mais divulgado, informações sobre este autor e mais obras aqui em Portugal.

  28. KAREN 22 maio, 2015 at 18:21

    LEIAM POR FAVOR !!!!!procurei em vários sites, espero ter ajudado …..José Mauro conta que, já rapaz, quando morava em Natal, soube de um horrível acidente de carro em que Glória ficou com o rosto desfigurado. Depois soube que o irmão Luís suicidou-se. É a eles que José Mauro dedica O Meu Pé de Laranja-lima, numa linguagem discreta e não muito explícita, de modo que só lendo o Vamos Aquecer o Sol é que chegamos a compreender totalmente a extensão do drama.

  29. Larissa 27 maio, 2015 at 14:35

    Escrevi em 18 de março e retorno para deixar meu e-mail, a quem interessar possa a discussão sobre essa autor/obra ou outras sugestões literárias, sempre bem-vindas…

  30. Rita Brás 26 agosto, 2015 at 07:56

    Bom dia,
    Estou à procura de informação sobre o português que terá dado origem à personagem de Manuel Valadares de “O meu pé de laranja lima”. Na segunda parte, capítulo sexto o portuga refere:”Folhadela, pertinho do Monreal,no meu belo Trás-os-Montes.”, penso que esta citação se refere à minha terra natal, uma aldeia chamada Folhadela localizada no norte de Portugal.
    Já tentei contactar Selmo Vasconcellos pelo email que deixou em comentários anteriores mas não está a dar para enviar o email.
    Alguém sabe alguma coisa sobre este Manuel Valadares ou onde posso encontrar ajuda?

  31. daniel 11 outubro, 2015 at 23:32

    Me alegra mucho haber encontrado esta página. Desde que leí “Mi planta de naranja lima” a los 10 u 11 años, Vasconcelos se convirtió en mi autor favorito. Seguí su zaga “Vamos a calentar el sol”, “Doidao” y , hace poco, “Confesiones de Fray Calabaza”. Esto me llevó también a interesarme y amar la cultura brasilera. Incluso tengo “Meu pé de laranja lima” en portugués… Y siempre estuve intrigado por los lugares donde vivió Vasconcelos que son nombrados en sus libros: Bangú, la carretera Rio-San Pablo, la balaustrada de Petrópolis, etc… Me gustaría mucho poder recorrerlos y tratar de imaginar lo que él vivió en cada lugar… ¿será tal vez posible saber dónde vivió en Natal, por ejemplo? Por lo menos para poder verlo a través de internet usando el Street-View de Google… Si alguien sabe esa información, se lo agradeceré…
    Un abrazo.
    Daniel Ortiz, Córdoba, Argentina

  32. mauro 1 novembro, 2015 at 11:12

    José mauro de Vasconcelos (1920-1984) morou numa casa alugada na década de 1930, na avenida Deodoro da Fonseca, esquina com a rua João Pessoa, Rio Grande do Norte, em frente a antiga praça Pio X, atual Catedral.Várias ruas de Bangu, zona oeste do Rio de Janeiro, mencionadas no livro “O Meu Pé de Laranja Lima” foram renomeadas, mas a rua Barão de Capanema onde o Portuga, segundo o livro, morou ainda existe com o mesmo nome.

  33. mauro 20 novembro, 2015 at 15:55

    Quando a Manuel Valadares, o livro “O Meu Pé de Laranja Lima” situa a morte dele em meados de 1926. Isso é tudo o que se sabe até agora.

  34. cácia 2 janeiro, 2016 at 17:14

    Muito lindo encontrar informações sobre o José Mauro de Vasconcelos. Acabei de acessar a página indicada do Jornal do Brasil. Ainda bem que existem pessoas que separam o joio do trigo na vida e na literatura. Vocês que pensam e sentem como eu. Zé Mauro: Grande Alma. Grande Homem. Grande Brasileiro. Grande Humanista. Onde quer que esteja, espero que receba o amor daqueles que reconhecem seu valor e enxergam sua luz. Obrigada pelo legado que nos deixou. cácia

  35. Dayane 24 fevereiro, 2016 at 17:49

    Minha gente, que alegria encontrar esses debate sobre JMV. Estou iniciando minha monografia e será sobre “O Meu Pé de Laranja Lima”. Por favor, quem tiver informações sobre a vida dele, entre em contato comigo através de meu e-mail:dayanemonteirob@hotmail.com. Já li e reli mil vezes esse livro, e hoje, como mãe, me emociono ainda mais pela sensibilidade e sofrimento de Zezé, apenas uma criança. Ficarei acompanhando sempre aqui. Postem mais coisas, e o que eu conseguir evoluir, passo pra vcs tbm. Abraços!

  36. Paulo 3 abril, 2016 at 12:29

    O amigo Português do Zezé (hipocorístico de José Mauro de Vasconcelos) mencionado no livro “O Meu Pé de Laranja Lima” realmente existiu. Segundo declaração do próprio JMV :”O Meu Pé de Laranja Lima esteve na minha cabeça por 20 anos. Demorei apenas 12 dias para botá-lo no papel. Não dormi durante esse tempo. E chorei mais do que escrevi. Quando leio certos pedaços, choro até hoje, como o Natal de meu pai, e a morte do Português…” (Jornal do Brasil, 20 de outubro de 1979, p.43 [https://news.google.com/newspapers?nid=1246&dat=19791020&id=T-EyAAAAIBAJ&sjid=4BIEAAAAIBAJ&pg=7116,1436727&hl=pt-BR]) Encontrar informações verídicas sobre José Mauro de Vasoncelos é como procurar agulha num palheiro. Em qual revista ou jornal ele deu mais detalhes sobre si e sua família? Qual ano? qual mês? qual dia?

  37. Nilson Primo 29 outubro, 2016 at 17:11

    Meu nome é Nilson e minha filha de 11 anos fez um trabalho na escola sobre o Livro Meu Pé de Laranja Lima… e com isso peguei o livro na Biblioteca de Sorocaba e acabei assistindo também o filme…. simplesmente espetacular…. confesso que não conhecia o quanto esse livro e seu autor são importantes para a literatura nacional…. com isso fiz algumas pesquisas sobre o autor e sua família….pra minha frustração encontrei pouca coisa…. aí a pergunta… como achamos tão poucas coisas a respeito de um dos maiores escritores do Brasil?….. hoje comprei o livro e o DVD do filme que indico…. todos têm de ler e assistir ao filme…. uma verdadeira obra de arte…. muita sensibilidade …. pra mim agora…. um de meus livros de cabeceira…

  38. Marcia de Souza Pontes 2 dezembro, 2016 at 15:41

    Oi,
    Boa Tarde,
    Meu nome é Márcia, tenho 45 anos, sou do Rio de Janeiro, e sou fã do Meu Pé de Laranja Lima, desde que assisti a segunda versão da novela na Bandeirantes.
    Li o livro duas vezes, uma durante a infância e outra já adulta, e confesso que senti um misto de tristeza e alegria, tristeza por ver as judiarias sofridas pelo pequeno Zezé, e alegria de ver suas artes e ingenuidade.
    Mas desde que li a primeira vez, uma duvida me tortura: no inicio do livro, José Mauro, escreve que seus queridos irmãos Luís e Glória, desistiram de viver ainda muito novos…
    Gostaria matar essa duvida, é saber se realmente Luis e Glória desistiram de viver e quantos eram os irmãos, 6 como na novela ou 11 como na biografia dele e o que aconteceu com eles
    Alguem que queira falar mais sobre o assunto meu zap é:22981487682

  39. Mauro 3 dezembro, 2016 at 11:10

    Márcia, fazendo alguns cálculos baseado na dedicatória do José Mauro de Vasconcelos (JMV) no livro “Meu Pé de Laranja Lima” (MPLL) Glória morreu em 1935 aos 24 anos. Ela sofreu um grave acidente automobilístico e ficou seriamente desfigurada. Fato esse mencionado em mais de um dos livros dele. No entanto, Glória não morreu em resultado direto desse acidente. Glória e Luís morreram de tuberculose por impossibilidade de pagarem pelo tratamento prolongado na época. Quanto aos irmãos, MPLL menciona sete deles. Excluídos foram dois falecidos, Aracy e Jurandyr; um chamado Fernando, e um chamado Paulo.

  40. Sérgio Reinaldo Rosman 3 fevereiro, 2017 at 11:27

    Sou apaixonado pelos livros de José Mauro de Vasconcelos. Li vários deles.
    Lembro-me até hoje do lançamento do livro “O Meu Pé de Laranja Lima”, em 1968. Foi um verdadeiro tsunami de leitores em todas as livrarias do Brasil.
    O que é de se admirar nesse fato, é que, naquele ano, a Jovem Guarda estava a todo vapor. Fãs enlouquecidos superlotavam os locais onde os ídolos da juventude da época se apresentavam. E assim mesmo, milhares de leitores se esqueciam de seus ídolos musicais e corriam às livrarias, num desespero alucinado pela possibilidade de não encontrar mais o livro “O Meu Pé de Laranja Lima” nas estantes.
    Dois anos depois, Aurélio Teixeira conseguiu, sem apoio, produzir um filme pobre, com atores amadores, sem efeitos especiais, sobre as aventuras de Zezé e sua família. Apesar disso, o filme “O Meu Pé de Laranja Lima” foi um grande sucesso de
    bilheteria. No embalo do sucesso do filme e do livro, a TV Tupi produziu a telenovela, que foi um estrondoso sucesso de audiência. Alguns anos depois, a Bandeirantes fez nova versão do livro em outra telenovela. Mais tarde, a mesma emissora fez a terceira e última versão televisiva do grande sucesso de José Mauro de Vasconcelos.
    Em 2012, nova versão cinematográfica foi produzida. Esta (ao meu ver) a pior de todas.
    Nenhum dos dois filmes e nenhuma das três telenovelas mostraram para o público a beleza, a ternura e a singeleza que o comovente e encantador livro de José Mauro de Vasconcelos consegue mostrar.
    José Mauro de Vasconcelos é, talvez, o escritor brasileiro mais traduzido no mundo.
    Mas, apesar de tanto sucesso, um fato triste marcou o final de sua vida: quando morreu, em São Paulo, no ano de 1984, apenas nove pessoas acompanharam o seu sepultamento: cinco pessoas, além das quatro que carregavam o seu caixão!
    Triste fim para um escritor brasileiro! Apesar de tanto sucesso, este foi o “reconhecimento” que recebeu por ter sido um dos escritores brasileiros mais traduzidos no mundo!

  41. RITA Leme 9 fevereiro, 2017 at 23:58

    Sem querer encontrei esse bloq e vem a memória. De quando li Meu pé de laranja Lima. Tem 45 anos. É sempre fui e serei apaixonada por nosso querido Zezé. Estou muito , feliz.

  42. Renan Pinheiro 15 maio, 2017 at 21:59

    Uma emoção que senti em viagens do exterior foi encontrar um exemplar de “O meu pé de laranja lima” traduzido para o espanhol, no Chile.

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