Geral

Kascudo e a Kasa de Kunhaú

cascudo

Foto: Arthur Dutra

O convite era para um evento na casa de Cascudo. Mas o evento foi realizado no terreno ao lado, bem mais arejado. Na recepção estava sua neta, fazendo as honras da casa. Um livro esquecido de Cascudo era lançado. E uma palestra de uma batalha bicentenária, era o foco principal do evento.

Ao começar o evento, mesa apresentada à platéia. E abre-se logo um parênteses. A fala de um profissional que tem por hábito deixar seus clientes sentados e de boca aberta. E em outras horas do dia, ou em suas folgas, o profissional leu um livro. E resolver seguir os mesmos passos do kaminhante, andarilho que escreveu o livro. Kilometros e kilometros foram percorridos, resgatando o tempo em que tudo era medido em léguas

Kapelas e kaveiras foram encontradas pelos kaminhos. Kom kamisas, kamisetas e koberturas; kanekas na beira de rios, seguiram os mesmos caminhos, ke um dia foi percorrido por alguém que tinha um nome com a letra K. E talvez a Kodak nem tenha participado, com filmes revelados. No tempo da expedição talvez nem houvesse daguerreótipos. Todas as imagens deviam ser escritas, descritas ou desenhadas. O tempo de agora é da Nikon, com resultado imediato,

Duzentas koisas podem ter sido ditas e encontradas, percorrendo kaminhos com kangalhas, de kavalo ou de karroça. E pretende-se lançar um livro de estudo komparado. Um estudo a partir de um ambiente modificado, modificado pelo tempo que fez mudanças de climas e urbanização. Trilhos abandonados de lokomotivas, cobertos pelo mato. Estações que se transformaram em bar e restaurante, no meio da floresta. Não há como criar, não há como resgatar o passado. Apenas um deleite particular e pessoal. O que era importante K escreveu em sua kaderneta de campo, não foi relatado em seu livro. Outros conhecimentos perpetuaram e morreram em sua mente. No ambiente modificado não há como resgatá-lo. Não há como recuperá-lo e modificar a história que aconteceu de K aos dias de hoje, Parecia primeiro de abril.

Melhor seria que seguissem as trilhas históricas de brasileiros. Como a trilha de Euclides da Cunha de São Paulo à Bahia. A trilha de Antônio Conselheiro do interior do Ceará ao sertão baiano.

E não se encontraria pelos caminhos, Kixadá, Kixeramobim e Kanudos, percorridos pelo homem de Bom Konselho.

Share:

Comentários

Leave a reply