Lavar, relaxar, gozar

8 de março de 2010 às 9:46 - Comentar
Por Marcos Silva

Arte: Ligia P. F. Spinelli

Amigos e amigas:

O texto do Vaticano sobre a máquina de lavar e a mulher moderna, divulgado no blog de Milton Ribeiro (aqui), deve ser interpretado em suas sutilezas de linguagem. Recapitulemos: lavar roupa com as mãos é demorado e cansativo, embora os resultados possam ser até melhores (Pierre Verger o assinala em relação às roupas brancas dos baianos pobres que ele fotografou nos anos 40). Enfim, a máquina de lavar foi inventada e razoavelmente disseminada em diferentes grupos da sociedade. Mulheres (e homens, é claro) passam a ter mais tempo para outras atividades, inclusive, o Vaticano o reconhece, relaxados. Que fazer nesse tempo que sobrou?

Ora, uma boa atividade sexual vem a calhar. Relaxados, os dois poderão dedicar-se com afinco aos prazeres da carne, que também são da alma – Deus nos dotou de carne e alma. Enquanto a máquina realiza o processo completo – a que eu tenho dura cerca de uma hora -, dá para o casal fazer preliminares apetitosas e partir para a luta corporal que engrandece, dilata, umidifica, lubrifica e nos leva às nuvens, com direito a retorno para nova decolagem. Bendita máquina de lavar!

Só falta acrescentar: junto com a máquina, tem que garantir tempo livre para os doces prazeres da vida, para o casal não precisar sair correndo feito louco a fim de trabalhar e ganhar mais dinheiro.
O raciocínio se aplica a solteiros e a casais formados por pessoas do mesmo sexo.

Enfim, o Vaticano soltou a franga, liberou geral!

Abraços para todos e, especialmente (neste Dia Internacional da Mulher), para todas, com mais tempo livre dedicado a gozar junto com o parceiro ou a parceira.

E quem preferir gozar sozinho/a, faça-o sem culpa porque a máquina de lavar e o Vaticano deixam. It’s getting better all the time, como diziam os Beatles nos anos 60.

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    • Anne Guimarães: Um poema ensolaradamente gris em tons de azul.... A vida simples e sagrada de quem encontra no mar a sua honra, a sua luz. Admiro tudo que eleva a vida de um pescador.... Lindos versos, bela vida natural potiguar! :) - Tarrafas
    • Anne Guimarães: Poeta Anil.... Sempre bom ler seus poemas.... Ouvir sua voz, receber sua alma.... "Abracei novas incertezas /Sussurro, nem sempre é gozo/ Só o agora é urgente" afff mexeram aqui dentro, rsrs. Esse também é o papel da poesia, motivar, emocionar, contar aquilo que a gente não disse , mas viveu ou vive - em silêncio - na quietude dos sentimentos mais intensos.Você sabe bem o que isso significa, vive poesia e respira versos na beleza do cotidiano sagrado. Beijos,querida! :) - Fio de luz
    • Anchieta Rolim: ...só o agora é urgente...Belo poema, Ednar. - Fio de luz
    • Anne Guimarães: Querida poeta-flor! ô coisa lindaaaa.... Lembrei agora de um poema de Carlos Nejar para sua filha Carla, em um dos versos sábios ele diz: " é no simples que as coisas são completas." É isso mesmo, quanto mais simples, mais doce, mais prazer nessa vida breve vida. Estarei sempre contigo, menina! Suas palavras serenas me mostram que - de uma forma ou de outra - é especial cada segundo de leitura aqui. Beijos no espírito. :) - Vagalume da Paz
    • Anchieta Rolim: Romana, é justamente isso que falta no mundo minha amiga, luz e paz. Bela poesia! Parabéns ! - Vagalume da Paz
    • Anchieta Rolim: Beleza de texto J. Paiva. Só espero que os meninos de hoje também sonhem com um Brasil melhor...Pois ainda há muito a ser feito.Parabéns! - Política de menino
    • Paulo César: Sr. Tácito, Pelo que eu saiba jornais não permitem a transcrição de artigos da forma como o senhor vem fazendo no seu site. Colocar um link é uma coisa, transcrever e fazer o leitor continuar no seu site, quando o artigo tem direitos autorais e está hospedado em outro local e tem regras de uso.O utilização da forma como o senhor vem fazendo denota pirataria, palavra muito em voga e contraditória, mas ainda passível de sanções pelas atuais leis do país. Não alerto apenas por alertar, mas sugiro consultar - se me permite a sugestão - um advogado para entender a sua situação atual(devidamente gravada e arquivada para uso, mesmo que esse e outros conteúdos sejam retirados do ar imediatamente). Com muito respeito, Paulo César - Viajantes e apaixonados em transe
    • Jarbas Martins: Qualquer seleção de poemas, antologia, florilégio, ou que outro nome tenha, sempre passou, no período histórico chamado de Modernidade, pelo crivo da parcialidade. Baudelaire, que além de poeta, era crítico de poesia, e da arte de um modo geral, sabia disso.O poeta e antologista Paul Éluard,à época da festiva revolução surrealista, tanto sabia que lançou a sua parcialíssima seleção - "Le Meilleur choix de poèmes est celui que l'on fait pour soi- 1818-1918". (A Melhor seleção de poemas é aquela feita para si mesmo -1818-1918"). Nestes rasos tempos da Pós-Modernidade - o prestígio, uma espécie de capital simbólico, segundo Bourdieu (e viva as lições do meu colega e amigo, professor-doutor Emmanuel Barreto), teria que entrar como um critério.O mercado assim determina.Daí a razão porque Ferreira Itajubá e Jorge Fernandes (mesmo com o aval de nomes como Luís da Câmara Cascudo,Mário de Andrade e Manuel Bandeira) - sempre são "esquecidos" das antologias feitas no preconceituosíssimo e longínquo Sudeste. Pobres, marginalizados e insulados em sua província submersa - não contam com uma "fortuna crítica" que merecem. - A identidade do verso brasileiro
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