Literatura – 2009 valeu
23 de dezembro de 2009 às 7:57 - Comentar
Não tenho do que reclamar. A literatura, um dos caminhos que levam à felicidade, me deu prazer até demais em 2009. Comecei e acabei o ano com romances. Abri com De Verdade, de Sándor Márai, e estou fechando com O Compromisso, da Nobel Herta Müller.
Entre os dois, li Mongólia, de Bernardo Carvalho, Laranja Seleta (poesia), de Nicolas Behr, Amuleto, de Roberto Bõlano, Romã (poesia), Lisbeth Lima, O Despenhadeiro, Fernando Vallejo, O Filho Eterno, Cristovão Tezza, O Deserto dos Tártaros, Dino Buzzati, O Grande Gatsby, Fitzgerald – foto (releitura, mas foi como se fosse a primeira, visto que a tradução do primeiro livro foi condenada ao fogo do inferno), Remanso da Piracema, François Silvestre, A Fortaleza dos Vencidos, Nei Leandro, Vi uma Foto de Anna Akhmátova (poesia), Fernando Monteiro, Colóquio com um escritor Kafkiano (contos), de Nelson Patriota , Purgatório, Tomás Eloy Martínez, Outra Vida, Rodrigo Lacerda, Leite Derramado, Chico Buarque, A Trégua, Mario Benedetti, Galiléia, Ronaldo Correia, A Chave de Casa, Tatiana Salem, No Teu Deserto, Miguel Souza Tavares, Lábios Espelhos (poesia),de Marize Castro, Órfãos do Eldorado, Milton Hatoum, Resina (poesia), Diva Cunha e Jerusalém, de Gonçalo Tavares.
Li ainda alguns contos de Hemingway, numa velha coletânea editada pela Civilização Brasileira e uns três contos enfeixados na antologia brasileira Travessia Singulares (Pais e Filhos). No meio do caminho ficaram uns três livros que não tive forças para ultrapassar as 50 páginas. Declino os nomes porque certamente outros leitores poderão lê-los e gostar. E eu não quero sugestioná-los e também em respeito ao trabalho do autor, que às vezes sua sangue para escrever um livro e vem um leitor entediado, ranzinza ou ignorante e diz que não vale a pena a leitura.
Fiz as contas, 15 autores nacionais e 11 estrangeiros. Mas nada premeditado, os livros foram aparecendo pela frente e eu fui traçando, sem plano algum pré-definido, desordem e orgia literárias a me guiarem. Como sempre, aliás.
Entre os 11, 2 portugueses, Miguel de Souza Tavares e Gonçalo M. Tavares. Quatro latino-americanos, Bõlano, Vallejo, Tomás Eloy e Benedetti. Um italiano, Buzzati (vi também o filme – de nome homônimo -, difícil dizer qual o melhor, se o livro ou o filme, então, cravo empate), dois norte-americanos, Fitzgerald e Hemingway. Um húngaro, Márai, e uma romena, Herta Müller.
Faltou a literatura africana, que curto muito, mas este ano não pintou na minha frente nem um livro oriundo daquele continente. Fica para 2010, que espero seja tão bom em literatura, quanto foi 2009.

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