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Machado de Assis é tema central de livro de artigos do imortal Ivan Maciel

Machado que eu Li SP

Ivan Maciel apresenta suas leituras de Machado de Assis em obra lançada nesta quinta (19)

 

 

Em se tratando de literatura, autores como Fiódor Dostoiévski; Liev Tolstói; Eça de Queiroz; Jorge Luis Borges e Marcel Proust – só para citar alguns – fazem parte do cotidiano de leitura e de produção de artigos do imortal da Academia Norte Riograndense de Letras (ANL), Ivan Maciel de Andrade, 80. Pode-se afirmar, haja vista pela conversa aprofundada sobre vida e obra de qualquer um desses escritores citados, que Ivan Maciel é um autor que conhece de literatura; e tanto gosta de ler quanto de pesquisar sobre os autores. Mas, na hora de escolher o tema para seu segundo livro, o primeiro foi “Exílio das Palavras” um conjunto de artigos sobre literatura, Maciel escolheu um autor caro à literatura brasileira e mundial e lança nessa quinta (19 de abril) na ANL, a partir das 18h, o livro “Machado que eu Li” (Editora Caravela Selo Cultural).Machado que eu 3

São 110 artigos sobre a literatura de Machado de Assis que em outros momentos foram publicados no jornal Tribuna do Norte, sempre aos sábados, ao lado do amigo Woden Madruga. Inclusive, um dos entusiastas que fizeram coro para ele lançar mais um livro, juntamente com nomes como Jarbas Martins, Carlos Peixoto, Vicente Serejo e Cláudio Emerenciano, dentre outros. Avesso a lançamentos “por temperamento”, Ivan Maciel acabou cedendo aos apelos dos amigos. Ele brinca que fez uma enquete em uma rede social, perguntando se caso lançasse um livro, alguém iria, e em pouco tempo mais de 70 pessoas responderam que sim.

Maciel acredita que os artigos escolhidos não têm caráter acadêmico e podem ser lidos por qualquer pessoa interessada em literatura e em Machado de Assis. “Eu coloco em um dos artigos, dados que quantificam que Machado de Assis é um dos autores que mais têm estudos e ensaios nas universidades brasileiras e também fora do Brasil. Mas o livro foge dessa característica. E, nesse formato em que se apresenta, acredito que seja o único a ser editado até então”, arrisca.

 

“Eu acredito que toda a obra é perpassada por temas como o ciúme (e não a traição como dizem) e a alma feminina”.

 

Ivan Maciel sabe que Machado não é um autor fácil. Diz até que ele é “um escritor entediante, pouco lido”. Mas, não no sentido de desqualificar a obra densa do carioca Joaquim Maria Machado de Assis, de origem humilde que chegou à presidência da Academia Brasileira de Letras, cujos livros como “Memórias Póstumas de Braz Cuba” são verdadeiros clássicos. E sim no sentido de que é necessária uma predisposição à leitura e à literatura para encarar um autor, até mesmo considerado anglófilo – embora ele não concorde muito com isso – e comparado com outros grandes autores como Jorge Luis Borges, o gaucho de Buenos Aires. “É precisa gostar de Machado. Eu acredito que toda a obra é perpassada por temas como o ciúme (e não a traição como dizem) e a alma feminina. Eu acho que Machado e Borges tinham uma coisa em comum: não se lê uma narrativa de ambos sem deixar de sentir a presença (mesmo que seja ao derredor) de um escritor erudito, com uma preocupação humanista sobre o mundo”, completa.

Afora leitor, Ivan Maciel é um colecionador de amigos e de uma história de trabalho que carrega o peso do respeito e da admiração da imensa maioria. Aos 22 anos, após se formar em Direito, tornou-se membro do Ministério Público, onde chegou ao cargo máximo de procurador Geral de Justiça. Concomitante, tornou-se professor de Direito da UFRN, na qual destaca a administração de disciplinas como Introdução ao Estudo do Direito e Filosofia do Direito.  E também ocupou cargos públicos em quatro governos estaduais de Aluízio Alves, monsenhor Walfredo Gurgel, Geraldo Melo e Garibaldi Alves Filho.

 

Machado que eu li – Lançamento de livro – Editora Caravela Selo Cultural

Dia: 19 de abril

Hora: 18h

Local: Academia Norte Riograndense de Letras, Rua Mipibu, 443 – Petrópolis, Natal (RN)

Preço: R$ 40.

 

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Sheyla Azevedo

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