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Nóbrega e Casuarina na mesma noite

nobrega

Foto: Alex Régis

Botei em prática ontem à noite o plano perfeito. Queria assistir aos dois shows de encerramento do carnaval de Natal, de Antônio Nóbrega, em Ponta Negra, e do Casuarina, nas Rocas, programados para começar com uma hora de diferença. Em Ponta Negra às 21h e nas Rocas às 22h.

Deixei o carro estacionado estrategicamente próximo a Roberto Freire para facilitar a saída. A dificuldade quando bati em retirada foi vencer a multidão na Praça Ecológica. Levei quase 20 minutos até chegar ao carro.

Mas deu certo, peguei a Via Costeira, sem trânsito e mais 20 minutos eu estava nas Rocas, bairro do povo mais animado da cidade.

Na verdade eu tinha pensado em assistir uma parte do show de Nóbrega, digamos uns 70%, para chegar às Rocas a tempo, mas o show estava tão bom que não resisti e fiquei até o final.

Nóbrega é velho conhecido. Veio muito a Natal na época em que Woden Madruga foi presidente da Fundação José Augusto e eu Assessor de Imprensa.

Cheguei inclusive a lhe dar carona certa vez num velho Fiat Uno e lembro que conversamos, entre outras coisas, sobre a obra de José Lins do Rêgo, especialmente Fogo Morto, a minha preferida.

O pernambucano fez um show maravilhoso, bela homenagem aos cem anos do samba. Desceu do palco duas vezes para dançar ciranda e interagir com o público. No repertório, Carlos Cachaça, Cartola, Adoniran Barbosa, Noel Rosa. Cantou também alguns frevos clássicos e encerrou com “Eu não vou, vão me levando”, do potiguar Dosinho.

Não sei se a maioria do povo que estava ali alcançou isso. Era um público muito heterogêneo, com jeito de fãs de Ricardo Chaves e carnatal. Mas, alcançando ou não, levaram um senhor banho de cultura brasileira.

casuarina

Grupo de samba carioca Casuarina (Foto: Marco Polo)

Não conhecia o Casuarina, mas amigos já tinham me falado que era muito bom. Comprovei isso. Fui lá, mesmo branco e escabreado com o desvairado policiamento correto, fiz minha “apropriação cultural” e não fui detido.

Adoro samba. Sorry, chatos!

Quando cheguei às Rocas, o grupo cantava “Sonho Meu”, de Dona Ivone Lara. Ainda peguei mais de uma hora de espetáculo, só samba massa.

Este ano não me animei para assistir Alceu, Moraes e Margareth. Como já vi mais de uma vez, preferi ficar em casa vendo filmes. Soube que apresentaram mais do mesmo.

Sim, assisti uma parte do show do Monobloco, na Praça Pedro Velho. Não conhecia . Não gostei, fui embora logo. Comentando depois com um amigo, ele me falou: “eles têm mais marketing do que música”. Vi sentido!

Por último e mais importante. O Fora Temer ecoou alto em Ponta Negra e Rocas. Não saiu na Tv. Pra variar.

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Tácito Costa

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