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Novo show do Matanza “Pior Cenário Impossível” será atração em Natal

Matanza

Turnê da banda Matanza pelo Nordeste chega a Natal, na próxima sexta-feira, 28 de abril, no Armazém Hall, na Ribeira.

A Banda potiguar de Metalcore The Gates Are Broken abre a noitada na Ribeira. O calor infernal do Rio de Janeiro, há 20 anos, foi o berço de uma das mais respeitadas bandas de rock pesado do Brasil: o Matanza. O quinteto “from hell” arrasta multidões enfurecidas nos quatro cantos do Brasil graças ao seu estilo único de fazer música. E Natal entrou na rota da Turnê Nordeste de Matanza. Nesta sexta-feira (28), no Armazém Hall, o público natalense terá oportunidade de conferir o show do novo CD “Pior Cenário Possível”, lançado pela Deck. O show começa às 22h. A banda potiguar de Metalcore The Gates are Broken abre a noitada na Ribeira.
Matanza preserva o cinismo country à energia do hardcore, com pitadas de thrash metal e música folk irlandesa. Pioneiros do estilo “countrycore”, Matanza mantém uma média de 90 apresentações por ano, (8 shows/mês, ou seja, todo final de semana). Em 20 anos, seus discos sempre estiveram nas listas de melhores álbuns de rock em seus respectivos anos de lançamento.

Em 2004, o Matanza figurou na lista de melhores shows pelo jornal O Globo, um dos mais importantes do Brasil. Em 2006, ganhou o prêmio de melhor disco de rock pela revista Dynamite. Em 2009 foram escolhidos pelos mestres do Motorhead para abrirem seus shows no Brasil. Isso sem contar as inúmeras aparições na TV e a vasta coleção de boas resenhas.

Há de se lembrar que seu vocalista Jimmy fez as vezes de apresentador de televisão na MTV Brasil, quando comandou o programa Pimp My Ride, em 2008. O frontman também emprestou sua voz e suas músicas para o desenho animado “The Jorges”, da emissora. Ainda em 2008, a MTV lançou o CD/DVD Matanza ao Vivo.

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Os potiguares abrirão a noite de música da pesada

Matanza – “Pior Cenário Possível”

Sempre em atividade, o Matanza lança, com um intervalo de apenas dois anos, seu novo álbum, “Pior Cenário Possível” (Deck). O título, bem ao estilo do grupo carioca, já dá a entender que as músicas seguirão o tom sarcástico apresentado em todos os seus trabalhos e o habitual mal humor. Mas, claro, com algumas novidades vindas diretamente do seu “departamento de pesquisa”.

O álbum foi gravado com todos os instrumentos tocados simultaneamente no estúdio Tambor (RJ) e produzido por Rafael Ramos. O repertório é composto por dez faixas inéditas, todas de autoria do membro fundador e guitarrista, Marco Donida. Pela primeira vez nos mais de 10 anos de carreira, esse disco foi gravado com duas guitarras, integrando Maurício Nogueira, que participava dos shows oficialmente como membro da banda. Esse marca, também, a despedida do baixista China, que deixou o grupo após as gravações. Agora, além desses, de Jimmy London (voz) e Jonas Cáffaro (bateria), o Matanza conta com Dony Escobar, no baixo.

Da forma mais crua e natural possível, as músicas não trazem nenhum efeito de edição. Assim, sente-se com força o rock rápido, impactante e preciso que fez do Matanza uma das maiores bandas de rock nacional. Ainda, percebe-se um aprimoramento sonoro nesse, que é o oitavo disco do grupo. As músicas foram mais trabalhadas, em melodias mais complexas e bem arranjadas. O que mostra uma evolução natural e, também, por terem sido pensadas para duas guitarras.

Alguma mudança é sentida na temática das letras. Dessa vez, elas fogem ainda mais da realidade, com fortes teores de terror ou suspense. Grandes exemplos disso são o mistério tenebroso e mortal do “Matadouro 18” e a história de um lar amaldiçoado em “A Casa em Frente ao Cemitério”. Personagens assassinos aparecem no desabafo sem culpa de “O Que Está Feito Está Feito” e na surreal “Conversa de Assassino Serial”. O grupo também conta histórias, como em “Chance pro Azar”, na faixa título que descreve uma situação sem saída, e o fantástico caso de alguém que vive escapando da morte em “Sob a Mira”. O Matanza, como de costume, analisa de forma cínica e descrente a humanidade e seus subprodutos, o que fica bem evidente em “Orgulho e Cinismo” e “O Pessimista”.

A capa, como de costume, traz uma ilustração incrível de Donida. Nessa, ele mostra um personagem que intimida a quem aposta em dias melhores. Não sugere um futuro muito promissor, pois o cenário que vê é o pior possível.
O Matanza continua não se levando a sério, mas dessa vez conta suas piadas em volta de uma fogueira crepitante, criando um cenário muito mais assustador, sempre com um monstro não identificado. Algo percebido logo na faixa de abertura, “A Sua Assinatura”, e que permeia o trabalho todo. Dessa forma, eles deixam a sensação de uma perseguição subliminar, que não tem nome nem forma definida, mas que atormenta todos. E ninguém está salvo.

Matanza em Natal
Turnê Nordeste
Sexta-feira, 28, às 22h
Local: Armazém Hall (Ribeira)
Ingressos: Bransk (Midway Mall.3201-1592)
Censura (18 anos)

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