O constante perigo de silenciar – sobre Circuito Ribeira e afins
14 de junho de 2011 às 9:22 - 27 ComentáriosQuando eu li o texto do Jota Mombaça “Theres no business like show business, I know”, comentei com um amigo. “É igual a boa parte dos textos dele: grosseiro além do necessário, injusto em muitos pontos, mas levanta duas ou tres coisas que ninguém mais teve coragem de dizer”. Com a resposta do Foca, fiquei pensando nesses “dois ou tres pontos”, em experiências passadas e algumas coisas que, bem, ninguém nunca teve coragem de dizer.
Para que fique claro, o Jota é meu amigo e eu o adoro. A relação sobreviveu aos imensos e constantes ataques ao Baixo de Natal por parte dele, ano passado, quando eu estava envolvida até cabeça no evento. A vantagem disso é que eu tenho liberdade o suficiente para criticá-lo publicamente e não conheço muitos amigos que possam fazer o mesmo. Priorizamos honestidade, ok?
Para o Foca, eu entendo o quão é irritante e frustrante trabalhar em algo pra que surja alguém do nada e faça um monte de acusações que, para nós, são completamente sem fundamento. Quando eu estava produzindo o Cultura em Debate, com um tremendo esforço e sem ganhar absolutamente nada, eis que aparece François Silvestre para nos chamar de canalhas (diga-se de passagem, a mesma palavra que o Jota usou para os organizadores do Circuito Ribeira). Eu nem lembro do que falava o texto, mas lembro que fiquei com muita raiva, o que gerou uma resposta nada simpática da minha parte.
O mesmo aconteceu no Baixo de Natal, como eu já citei. Pois bem, isso é um droga, mas a vida não é fácil e eu já entendi que os trolladores têm seu papel. Não dá pra pensar que, por mais que pra nós nosso trabalho seja urgente, necessário, um bem para o mundo, enfim, fruto do nosso esforço mais honesto, não vai haver alguém que ache nele algo a ser averiguado, questionado ou mesmo trollado. E é aí que entram pessoas como o Jota (ou o próprio Jota, já que eu não conheço mais ninguém em Natal que cumpra esse papel).
Vou dar um exemplo de como o silencio é noçivo: o Cena Aberta. O projeto desenvolvido pela Casa da Ribeira em 2009 e 2010 priorizava, em seu edital que os selecionados deveriam tratar de obras que “aborde questões contemporâneas. Uma produção comprometida com investigaçao de linguagens e sonoridades, elaborações críticas e intercâmbio entre áreas artísticas e outras áreas de conhecimento”.
Pois bem, saindo o resultado qual a minha (e a de muita gente) surpresa em ver que tinham sido premiados não só grupos e artistas que já tinham algum tipo de ligação com a Casa da Ribeira, como o grupo do próprio Henrique Fontes (Atores à Deriva), diretor artístico da Casa. Peraí, dinheiro público + edital + premiar alguém ligado diretamente à Casa da Ribeira?
E, outra coisa, onde ficou as “questões contemporâneas” e “investigação de linguagens” quando o grupo Elas e Cia foi selecionado em detrimento de várias projetos que se enquadravam mais na proposta do edital? Não dá pra entrar no mérito da questão do porque cada projeto foi selecionado, mas qualquer pessoa em sã consciência sabe que o Elas e Cia. faz o tipo de teatro mais padrão que existe e com pesquisa de linguagem zero, vamo combiná, ne?
Mas, esse não é o ponto onde eu quero chegar, mas sim, o fato de que eu ouvi muita gente questionando isso (as pessoas veem as coisas, sabe) a ponto do Cena Aberta ter sido carinhosamente apelidado de “panela aberta”. Mas, alguém, uma pessoa que fosse, trouxe isso à público? Não que eu saiba e eu me incluo nesse bolo também. Na época, meu pensamento foi “pra que eu vou brigar por isso e diminuir para zero minhas chances de um dia, quem sabe, ser aprovada num edital do Cena Aberta”. Falando agora, me sinto profundamente envergonhada de me apegar a questões tão pequenas e deixar a covardia tomar de conta, mas sei que esse é o pensamento geral.
Ninguém quer se queimar, ninguém quer correr o risco de ficar na geladeira. Eu não estou falando, vejam bem, que essa seria a atitude dos diretores da Casa, eu nem tenho fundamento pra fazer uma acusação dessas. Eu estou falando que voces precisam compreender o poder de intimidação que têm. É aquela velha história, numa cidade com tão poucas chances, a gente vai perder uma das poucas que existem?
Por mais que vocês “andem na contramão” e eu não duvido disso, não dá pra negar que Casa da Ribeira e Dosol são o que há de mais forte em termos de instituições de cultura em Natal. Não é todo mundo que vai correr o risco de colocar o dedo na ferida de vocës e, por outro lado, qual o espaço que é dado para isso? Porque quando o Jota perguntou sobre os custos do Circuito (a despeito de todas as grosserias), o Foca respondeu que tudo isso era repassado para a fundação de cultura, de acordo com a lei. Voce não entendeu, Foca. Nós queremos saber mais que isso, queremos saber qual o valor que voces dáo para cada artista, quanto voces ganham, enfim, qual a filosofia da produção do Circuito em relação a dinheiro. Porque, sim, tudo é muito lindo, tudo é festa, todo mundo tá se esforçando, mas por que não revelar esses dados? Qualquer questionamento feito vai ser respondido com essa esquiva? O Jota não foi a única pessoa que eu ouvi questionar sobre esses gastos, acredite. Ele foi o único que teve coragem de perguntar.
Outra coisa que me chamou atenção na resposta do Foca foi citar o Talma e Gadelha como mais uma vítima do Mombaça (eu ri agora escrevendo isso). Me perdoem se eu estiver errada, mas até onde eu sei o Jota disse que o disco era rococó (ri com isso também). Então, não se pode expressar um opinião? Eu acho que as duas questões têm uma forte ligação porque é a mesma coisa das pessoas ficarem em silêncio. Todo mundo ama o Talma e Gadelha e aí quando alguém faz uma critica não pode, o mundo acaba?
Quando eu falo que não aguento mais ler matéria de jornalismo cultural em Natal que fala das dificuldades que as pessoas tëm para continuar fazendo arte e trazendo esse bem pra humanidade, bla, bla, bla, é exatamente por parecer que a dificuldade, “andar na contramão” é maior e mais importante do que qualquer outra coisa. Então, parece que é assim que funciona: já que é tão difícil e a gente continua aqui, firme e forte, então, que, pelo menos, ninguém venha dizer que nossa trabalho/iniciativa não é a coisa mais linda já feita sobre a terra.
Gente, não é assim. Colocou a criança no mundo, vai ter que dar a cara pra bater. Se não tá a fim, só arrumando outro emprego. Qualquer iniciativa está sujeita a críticas e é assim que tem que ser, porque nossos projetos precisam do olhar de uma sociedade que nos vigie e critique. Infelizmente, pouca gente vai se dar a esse trabalho numa cidade pequena como Natal. Olha, sinceramente, se eu fosse uma das produtoras do Circuito Ribeira, ia agradecer ao Jota por estar disposto a cumprir esse papel.







27 Comentários
aí tá certo. parabéns, ramilla.
Só tenho a dizer… parabéns Ramilla!!!
Ramilla, seu texto está delicioso.
Você conseguiu expressar seu ponto de vista de maneira elegante, didática e construtiva. Talvez seja essa educação que falte a alguns “críticos” (propositadamente entre aspas).
Não concordo com tudo que você disse, entretanto.
O argumento “alguém precisa criticar a cena para que ela evolua” é comumente usado por covardes que não têm disposição de dar a cara à tapa e querem aparecer às custas da humilhação alheia. Os que se dizem “críticos” (mais uma vez, entre aspas).
E estes espíritos de porco não conseguem disfarçar sua inveja recalcada nem com todos os jogos de retórica disponíveis no mercado.
Ao contrário do que você pensa, não é apenas Jota Mombaça que pratica o esporte medíocre do “se eles fizeram e eu não fiz, tem que ser ruim”. Em Natal tem mais aspirantes a críticos do que se imagina.
Alguém precisa criticar a cena para que ela evolua? Sim. Mas com propriedade, respeito e profissionalismo.
Fazer acusações, levantar desconfianças, agredir publicamente, nada disso é papel do crítico. O crítico deve contribuir para refinar o olhar do público, enxergar o que pode ser melhorado e só meter o dedo na ferida artística quando está completamente livre do rancor ou da inveja.
E mais: o papel do crítico não é julgar (no sentido jurídico). É levantar questões relevantes para que o público decida o que quer sobre a obra avaliada. Veridictos não são para os críticos.
Mais uma vez, seu texto está delicioso. Sinto que você sim conseguiu levantar uma questão importante sem detratar ninguém.
Parabéns.
Esse texto nos ajuda a pensar numa questão singela: é Capitalismo sim! Considero as cobranças de informações normais, considerando o envolvimento de dinheiro público. Isso não se confunde com a qualidade do trabalho. Vale lembrar o episódio recente de Maria Bethãnia, ótima cantora que não está acima de prestar contas.
Cara, Ramila;
Silêncio é nocivo, inércia idem.
Há 14 anos, nós que fazemos a Casa da Ribeira, damos a cara pra bater! Não porque sejamos mártires de uma cidade ou de um Estado onde o setor cultural é visto como a cerejinha do bolo. Não porque sejamos revolucionários, numa cidade com poucas oportunidades para o setor cultural.
Levamos na cara, e já estamos calejados, porque somos ousados, profissionais e apostamos. Sim, Ramilla, a gestão cultural sempre é uma aposta. Não podemos prever o que irá acontecer, isso é fato. A gestão cultural não é um processo químico com certezas de resultados ! Você e todos que me lêem devem saber disso.
Desde 2003, fazemos Editais Culturais, não só o primeiro Edital Público de Cultura do Estado, mas um dos primeiros do Nordeste do Brasil. Foram 07 Editais até o momento, e vamos lançar mais 02 neste ano. Essa e outras histórias serão contadas em livro que lançaremos em breve.
Que tal perguntar aos mais de 15 curadores externos à Casa da Ribeira, que participaram da seleção dos projetos, como foram feitas as escolhas para todos os 07 editais? Eu desafio, você, ou qualquer outra pessoa, a sequer que um deles testemunhe que algum dos diretores da Casa da Ribeira fundou qualquer orientação ou panelinha em suas escolhas. Eu a desafio!
Honestidade, Ramilla, é um valor da Casa da Ribeira, assim como a generosidade. Se apostamos errado, tudo bem, a história irá nos responder.
Somos uma Instituição PRIVADA, vocês sabiam? Pergunte ao Teatro Riachuelo qual o faturamento deles nesse primeiro trimestre do ano! Eles também usam Lei de Incentivo à Cultura em alguns de seus espetáculos!
A diferença, Ramilla, é que optamos por projetos que selecionam suas programações a partir de um Edital Público, não precisaríamos fazer dessa forma, você sabia ? Não é nossa obrigação usar esse tipo de mecanismo, ao contrário da personalidade jurídica pública. Nós poderíamos fazer convites ou conseguirmos patrocinadores para nossas próprias temporadas. A Lei de Incentivo à Cultura permite isso, vocês sabiam?
Mas apostamos em Edital Público pra democratizar o acesso e os recursos que nós captamos para um projeto criado também pela Instituição. Uma aposta novamente. Errada ou certa? Não sei.
O fato é que estamos felizes com a adesão das pessoas aos nossos projetos, aos nossos Editais. Muito gratificante ver mais de 8 mil pessoas prestigiando uma ideia como o Circuito Cultural Ribeira, que está sendo duramente batalhado para acontecer nos últimos 2 anos e meio.
É, caros, nem tudo cai do céu. Suamos muito para manter nossas ideias vivas, pulsantes. É nosso desejo, é nossa maneira de ser e estar no mundo. Adoramos inclusive conversar, com um bom café se possível, mas tudo com muito respeito e afeto.
Gustavo Wanderley
Diretor de Planejamento e Projetos
Casa da Ribeira educação & cultura
aqui pra nós: esse negócio de de crítica “construtiva”, de comentário amigável regado a capuccino é típico de mentalidade provinciana, e tem raízes não muito recomendáveis no patriarcalismo e autoritarismo que formou nossas cabecinhas. me lembro bem dos milicos da ditadura usando esse eufemismo de “crítica constrututiva” pra definir o nível de desaprovação que eles eram capazes de tolerar sem partir prà porrada.
de resto, é patéticamente provinciano que achar um certo disquinho supostamente cult “paia” e dizê-lo no twitter seja considerado anátema pelas patrulhas do nosso corporativismo cultural rastaquera.
Longa vida e verve imorredoura a Jota Mombaça, e um beijo na boca dele!
Ramilla,
Não posso concordar, dentre outras coisas, com o que se fala sobre a Elas & Cia. E não falo pelo grupo, falo por mim, até porque foi eu que escrevi para o edital a que você se refere.
Não estou aqui para contrarrazoar seu texto, mas é necessário observar que você nos expõe de forma genérica e sem propriedade, pois desconhece o trabalho realizado na Companhia.
Não nos permitimos ser tão limitados. Acredito, ainda, que talvez esteja equivocado seu entendimento acerca de linguagem teatral.
No Projeto Cena Aberta apresentamos apenas um espetáculo, chamando “Elas”. Mesmo que seja do tipo “teatro padrão” – comerciável, existe sim uma pesquisa e uma linguagem em volta do que se propõe – embora nunca vá agradar a todos. É um espetáculo popular, que levanta questionamentos de forma acessível a qualquer tipo de público.
Escrevemos para muitos editais e, assim como você, nos sentimos frustrados quando não selecionados. Trabalhamos pra dar a cara a bater sempre e sem ganhar nada por isso.
Ao contrário do que você diz, em nossa cidade tem muitos pra colocar o dedo na ferida e criticar. O problema é quando fazem apenas isso, sem conhecimento de causa nem embasamento. Tampouco procuram fazer melhor!
Como disse Patrício no comentário acima: “Fazer acusações, levantar desconfianças, agredir publicamente, nada disso é papel do crítico. O crítico deve contribuir para refinar o olhar do público, enxergar o que pode ser melhorado e só meter o dedo na ferida artística quando está completamente livre do rancor ou da inveja.”
Gosto muito de todo esse diálogo. A tentativa de Polêmica proposta por Jota me parece menos interessante, já os argumentos mais maduros e bem feitos por Ramilla, me interessam responder.
Acredito que Gustavo explicou bem, tecnicamente, o nosso trabalho nestes últimos 14 anos. Acho que se a gente abrir as contas para vocês perceberem o quanto cada espaço ganha neste circuito para manter suas programações e o quanto nós ganhamos para idealizar, captar, produzir, coordenar, divulgar e manter a programação nos nossos espaços, vocês iam dizer que era mentira, que ninguém em sã consciência trabalha tanto e ganha tão pouco. Da mesma forma como ninguém acredita quando digo que há 14 anos sou voluntário como diretor artístico e educativo da Casa.
COMO??? E VOCE VIVE DE QUE?? me perguntam.
Aí respondo:
Das aulas que dou no projeto arteação e de sua supervisao (que poderia ser qualquer arte-educador);
Das peças que escrevo, dirijo e atuo e quando ganho editais locais (caso do Cena Aberta que ganhei por uma curadoria externa à casa e também já perdi, como foi o caso da peça que dirigi em Santa Cruz ano passado) ou nacionais como é o caso do Myriam Muniz (que esse ano não sai); ou dos festivais que tivemos trabalhos selecionados.
Ah, também ganho a vida traduzido textos de e para o ingles, sabiam?
Enfim, não acho que vale a pena ficar ocupando tempo de ninguém com quanto cada um tem que ralar pra sobreviver. Só acho que se essa energia estivesse direcionada para os reais inimigos da cultura, nosso tempo seria melhor gasto.
Mas isso é Natal, terra onde um gasta 200 pra você não ganhar 20, já bem dizia nosso professor Jagunço.
O que devo dizer oficialmente, em nome da Casa é que Ramilla, não se preocupe, nem você Jota, nós estaremos sempre abertos a projetos sérios, comprometidos e que queiram integrar educaçao e cultura. Se há projetos que sao aprovados por nossos editais que ferem esses princípios, critiquem e buscaremos rever ou saber os porquês. Se há projetos que tem essas qualidades e sao reprovados, idem.
Não sabia que educação era provinciano!
Generosidade, gentileza e capuccinos sempre!
Porrada gera porrada!
Prefiro a flexibilidade. Que venham tempos mais dialógicos e femininos.
Tempos de democratizar o cuidado.
Sejamos gasosos, por que não?
E quem é Jota Mombaça? Apenas um fake que não se assume? O Foca dando a cara pra bater e um “expertinho” se escondendo atrás de um pseudônimo? É isso mesmo ou estou equivocada?
Patrício Júnior,
não sou crítico, eu sou a mosca que pousou na sopa.
Gustavo e Henrique, falem-nos sobre a gênese da Casa da Ribeira!
Jota Mombaça é o real mais fake que já apareceu neste Substantivo Plural.
Oi, Jota, lançaremos um livro com cerca de 300 páginas, lá você poderá saber da Gênese da Casa e dos projetos que executamos e planejamos, contamos bastante coisa
Adianto que é uma história que relata como várias pessoas nos ajudaram a construí-la.
São 14 anos de trabalho. Muita coisa ….
Obrigado, nobre jornalista. Então podemos dizer que o Sr. J. Mombaça se trata de um pusilânime que critica os “reais” e se protege atrás de uma identidade falsa? É isso?
Gustava, relata como parte dessas pessoas que lhes ajudaram a construí-la foi escanteada?
A propósito do livro da Casa, vou comprar junto com a biografia do Justin Bieber e o livro do Ricky Martin. Tudo num só bolo.
Liana, fiz um jogo inofensivo de palavras, onde estava implícito, pelo menos para mim, que Mombaça tem a coragem dos fakes, sendo que ele é real. Eu o conheço e dou fé disso.
Liana Maria Tinoco,
RG: 1.805.255
CPF: 097.089.334-57
Oi, Jota,
Relata nossa visão sobre a construção, sobre a vida e sobre o suor. Como é nossa visão, sempre parcial.
Bom proveito com sua leitura! Talvez o ensine como ser mais gentil. Afinal são biografias de duas personalidades finas e chiques, que você comprará!
Eu morro de rir com seu estilo bate-bate.
Lembrando que sua resposta nada simpática e completamente irresponsável a François Silvestre foi desmentida por mim, Chico Moreira Guedes e Tácito Costa. Depois disso, naquele tópico só lhe sobrou o silêncio. Vim aqui só pra não deixar essa história pela metade… Quanto ao termo “canalhas”, François se retratou e retirou do texto, isso você também não lembrou de colocar.
De resto, achei legal essa reavaliação de sua opinião e concordo com a crítica às críticas que vêm com escudo. Naquela época você provavelmente não achava isso. Nem na do baixo. Lembro que no primeiro bombardeio a Jota Mombaça quando ele rompeu, nos olhamos no deart e eu fiz: nessa a gente tá junto. E isso foi depois de um bocado de discussão nossa quando ele ainda defendia o baixo de natal e eu era uma descrente fiel.
Fiquei na dúvida entre concordar e não concordar, digamos que concordei com alguns pontos e não concordei com outros, não vou dizer quais porque sempre sou mal interpretada, mas tudo bem, um dia eu supero isso. (: Acho o Circuito Ribeira uma iniciativa muito válida, acho muito bacana, e francamente eu, como futura produtora cultural de Natal (ou não, porque não tenho muita vontade de continuar morando aqui), francamente não vejo problema nenhum em ganhar dinheiro com cultura, acho justo, é uma profissão (sei do risco de ser mal interpretada com essa fala, como já fui outras vezes quando falei isso). Essa coisa de divulgar os gastos é muito delicada, não dá pra isso ser feito, pelo menos não da forma que foi posta, a questão do cachê é muito subjetiva…
Raíssa, eu acho que se houve irresponsabilidade, no caso do Cultura em Debate, foi de ambas as partes. Realmente, eu não lembrava de que o François havia retirado o termo canalha. Desculpe por isso.
Quanto ao Baixo de Natal, eu fui uma das poucas pessoas que se propôs a dialogar com o Jota e o fiz por muito tempo. Mais via Twitter, é certo, então, talvez você não tenha acompanhado. Conversei muito com ele ao vivo também. Na época, não concordei com muita coisa, como não concordo agora.
O que eu coloquei foi que é muito difícil receber críticas tão agressivas, como foram as de François a as do Jota quando você está tão envolvida em um processo. Por isso, eu entendo um pouco a reação do Foca e uso outro tom para tecer meus próprios comentários. Por outro lado, não dá pra usar isso como desculpa para não levar em consideração o que a pessoa diz.
Cá entre nós, não lembro ao certo tudo que foi discutido com o François naquela época, mas com as duas experiências, certamente, eu teria sido mais ponderada em respondê-lo.
Ah! Esqueci de dizer. Ná época, não vi em tempo os comentários da Raíssa e do Chico (não ia pro meu e-mail ainda). Por isso, não os respondi e quando os vi, achei que já era tarde pra retomar a discussão.
Isso já passou. Quem não guarda dinheiro não sabe guardar rancor. Quero mais é que vcs sejam amigas. Abração…
Meu testemunho: são duas meninas fantásticas, assino embaixo.
tá bom painho, eu sou uma menina obediente. fantástica nem tanto, tácito! kkkkk
Pronto! Um abraço pra família Silvestre daqui.