Crônicas e Artigos

O homem sertanejo

sertao

Meu Sertão é seco, mas não é seco
por ser mais pobre, é seco porque a
seca é uma das paisagens do
Sertão. É fator do clima e do solo da
nossa região.

Região que é rica em demasia
quando se tem chuva e pobre de
fazer pena quando não tem a bendita
água nos açudes e barreiros.

Mesmo diante dessa paisagem da
vida, o sertanejo é valente,
persistente e um vencedor, pois a
batalha é constante desde os
primórdios do desbravamento do
Sertão.

Nunca se cansa e nem se amolenga
diante das dificuldades do tempo e
do espaço no imenso Nordeste.
O sol escaldante, o solo seco e a
paisagem cinzenta, não são
desestímulo ao homem sertanejo.

A dificuldade faz até renascer o
espírito de bravura.
Meu nordeste de caboclo
trabalhador, de coração sincero e
devoto de vários Santos.
Sertanejo que se alegra com o som
da sanfona, da zabumba e do
triângulo, que faz esquecer as
agruras da vida, embolado no forró,
xaxado e xote pelo Sertão.

Homem amante das paisagens e dos
animais mais comuns do seu dia a
dia.

Sertanejo que embreado muitas
vezes nas matas e serras a procura
do boi, da ovelha, do mel de abelha,
da arribaçã, do tejo e do tatu, do
preá, do tamanduá, tem aí muitas
vezes o alimento do dia.

O homem do sertão sofre, mas não
é um sofrimento com lamentações,
pois o sertanejo é corajoso e não
reclama fácil diante da tormenta e
segue alegre em busca de um novo
dia.

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